Há uma certa beleza em finais.
Fim de coisas, lugares, estados, e paisagens.
Quanta saudade há de vir aqui,
neste mesmo lugar
onde vivo anos até então.
Até que veio planos para um futuro atual
e acabou com o que se tem
se vem, se entende, aprende
e acalma!
Como acalma a alma!
Paz de espírito traz
como forma de presente
diariamente.
Como uma grande casa
um palácio!
Cuja princesa cresceu,
e amadureceu!
Nos grandes pisos do palácio,
que serviam quase todas as vezes
de camas que pareciam
extremamente confortáveis.
Mas de que importa,
se havia imensidões de calmaria,
montanhas carregadas de sabedoria,
e uma cidade submersa no amor.
Lugar do qual
o Universo fazia morada
e ensinava a pequena que ali
sempre aparecia.
Lembro-me do portal que sempre usava
chamava de “portinha dos sonhos”
assim todo dia, vinha
absorvia, e se entretinha com ao menos,
os mínimos detalhes que havia e vivia.
E então com a chegada da Lua,
voltava para o “normal”
como era considerado naquela dimensão.
(quanta diversão!)
Indo passar para o papel, o que aprendera.
No final, capotava em cima das tuas obras.
Até hoje me lembro do modo
em que seu olhar brilhava,
e purificava a magia toda que continha em si.
Das vezes que corria por ajuda aos prantos,
e sempre conseguia, com toques de sabedoria.
(quanto se ganhou disto!)
E então cresceu, absorveu
e começaram a vir os frutos,
Liberdade a encantou.
perdeu a por um tempo,
para poder encontrá-la
um ato justo para um ser,
que nasceu submersa na mesma.
Porém a perdeu por escolha,
por troca.
mas os dias bons chegam,
chegaram! Estão.
Chegou a ponto de se auto controlar
dedicar-se a si mesma.
Ouvir tudo o que seu Eu interior, e exterior
tens a dizer, fazer e reconhecer.
Uma bela criação de se admirar
e indagar.
porém finais chegam, são necessários
para sobreviver, transparecer!
Depois disso ouvi a dizer
“o modo como existe, e consiste
disto tudo. nisto!
Aqui existo, e compreendo
partes de meu ser, quando me perco
aqui acho, refaço.
Refúgio, doce lar!
Quero estar, devo.
Estar para um bom tempo na eternidade,
porém é imenso,
vivo por matar a sede sagas de conhecimento
que queima desesperadamente
por conhecimento do irreconhecível,
confundível, porém misterioso.
Quantos mistérios ha, e teimam em se esconder de minha alma,
não ha razão para o tau…
Acordo e recordo então,
do novo que sempre chega, trazendo
o novo questionável, e o remédio
para meu vicio.
Nestes momentos me perco de sentimentos, por tais
O surpreendente atrai, como imã atrai ferro.
Como a gravidade atrai dois corpos
um para o outro.
Assim escolho, novamente
o fim, optando pelo novo
me perdendo assim, na vaga escuridão
desta enorme imensidão.”
Fins são precisos, e tens de acontecer,
doa a quem doer, é necessário crescer.