É preciso amar as pessoas, e com o mesmo amor é necessário dar adeus, dar um basta onde o sentimento jaz carregado demais (resultado de quem sofre por excesso de amor) impossível de torná-lo apenas mais um na bagagem da vida, então você simplesmente solta, deixa ir, deixa o vento levar e então você larga ciente de que se for realmente seu o próprio trata de trazê lo no momento exato. Não precisa de preocupação, aquela grande quantidade de pensamentos ou deixar-se ser levado pela ansiedade.
Há uma vida toda ocorrendo, nascendo a cada segundo, há tantas coisas para se levar dessa vida que me faz querer escolher e muito o que trazer para ela, para conviver em meio. São poucos os que permanecem, os que merecem estar, continuar a caminhada junto, pouquíssimos. Assim é necessário abandonar algumas (senão todas) pessoas, lugares, objetos, cidades, coisas que te impeçam de prosseguir o seu caminho, das quais te impedem de traçá-lo só. Sim é muito bom estar de alma tranquila, alma sossegada, em sua própria companhia, assim fica ciente de que nada vai doer tanto o quanto você não possa aguentar, e que não seja para sua transcendência. Há muito ocorrendo a cada milésimos de segundo, preferi portanto dar ouvido ao que nunca é ouvido, que vibra incessantemente em sua própria e plena existência independente se faça chuva, faça sol, faça amor ou dor. Afinal todos estamos aqui para ouvir, calar, sentir, observar e se deixar levar pelo ar.