O vento e o Moinho
O Vento sempre foi muito rebelde. Oras, afinal de constas uma força da natureza, imparável, não deve satisfações a ninguém. Quando quer, ajuda e diverte. Quantas crianças não precisam apenas de seu bom humor para se divertir riscando os céus por uma tarde inteira com uma pipa? Quantos amores se encontravam graças a sua força empurrando velas de embarcações?
Um certo dia o vento encontrou algo que despertou sua curiosidade: um ser imóvel, imponente, entretanto estático. – Mas que criatura curiosa. Pensou o vento. O mesmo pensou o Moinho.
Acostumado a manter sua posição, o Moinho não entendia porque o Vento simplesmente não ficava parado em seu lugar de direito. Apesar de não compreender totalmente sua missão, ele sabia que estava ali por um motivo e ali deveria ficar. Decido a provocar aquele ser tão diferente de si, o Vento aproximou-se do Moinho. Foi então que o inesperado aconteceu.
Imediatamente os dois descobriram que se pertenciam. Por mais que um fosse livre para ir e vir, era ali que ele encontrava utilidade, e principalmente, uma companhia. Fiel, sempre presente. Independente do humor do Vento, o Moinho estava sempre ali para confortá-lo O Moinho percebeu que mesmo tendo sua missão a cumprir, era aquele ser tão distinto que o dava forças para continuar a cada dia.
Por mais diferentes que fossem seus destinos estavam ligados. Assim como seus amigos distantes Mae e Céu, que apesar de parecer tão distantes sempre estavam juntos no horizonte. Assim eram o Vento e o Moinho.
By @phrocha









