Cartas na mesa: fiz publicidade e aí? Onde eu vou trabalhar?
Saiu da faculdade, não sabe o que fazer ??? Não esquenta, o Pub & Propaganda vai te ajudar. O profissional de publicidade na cabeça da galera, ou pelo menos pra maioria das pessoas, é sempre aquela pessoa envolvida com criação. No entanto, nem o objetivo da agência e nem as funções que um publicitário pode exercer envolvem só o processo de criação. Uma agência se divide em váááaários departamentos com funções diferentes e a tarefa do publicitário depende muito do departamento no qual ele trabalha. Dentro de uma agência de publicidade temos as seguintes áreas: Atendimentos, criação, mídia, planejamento, e o restante da produção, que é opcional porque podem ser serviços terceirizados (não tem na agência, manda uma galera de confiança fazer), mas não somente na agência encontramos áreas de atuação para quem é do ramo. Qualquer empresa precisa de publicitários, em departamentos de marketing então nem se fala. Sem contar que você pode fazer freelancer. Galerinha que não sabe o que é freelancer? Vamos lá: Popularmente conhecido também como: freela, é um termo que a gente usa pra denominar o profissional autônomo, que faz seus horários, que se auto emprega ou ainda que guia seus trabalhos por projetos, atendendo seus clientes de forma independente. Não tem desculpas de desemprego pra um Publicitário, as áreas vão das mais simples como: fotografia até as mais complexas como: assessor de marketing de uma grande empresa. O mercado é bem amplo, você pode ser um lojista, vendedor, até porque o publicitário tem a arma do convencimento nas mãos, as habilidades atribuídas aos jovens publicitários são muitas e são com essas habilidades que um publicitário ganha o mercado de trabalho, embora seja necessário estar atento, pois profissionais de outro ramo podem exercer algumas de nossas funções.
É muito comum hoje em dia, profissionais liberais ingressarem num curso de PP, porque todo mundo quer promover sua marca da melhor forma. Levando em consideração, que em teoria, um publicitário entende em grande parte o que é necessário para a construção de uma imagem sólida para uma empresa...vixee...o que tem de empresa correndo atrás de gente boa como a gente por aí, não está escrito viu?
E pra quem pensa no futuro, veja essa reportagem do portal Meio & Mensagem, sobre como será o futuro dos publicitários. A reportagem se refere a uma apresentação da Hakuhodo Kettle no palco principal de Cannes:
Design da vida: o futuro das agências em 2024
Hakuhodo analisa os rumos do mercado e aponta que os profissionais da publicidade podem atuar nas áreas da educação, arquitetura e até agricultura.
Em uma apresentação divertida e colorida, Morihiko Hasebe, diretor executivo de criação da Hakuhodo, e Kentaro Kimura, co-CEO e diretor executivo de criação da Hakuhodo Kettle, levaram ao palco principal do Festival de Cannes uma discussão sobre o futuro das agências, mais precisamente os rumos que a indústria pode assumir em dez anos. Lembrando que uma das categorias mais importantes do Cannes Lions, aTitanium, foi criada há dez anos, a dupla olhou para o passado, encarou o presente e desenhou o futuro. A conclusão, após uma sucessão de cases desenvolvidos pelo grupo, pode soar clichê para alguns, mas faz sentido se analisada com profundidade: os experts em pessoas vão inventar o amanhã. Kimura, integrante do júri de Titanium deste ano, elencou uma série de palavras e expressões que passaram a fazer parte do cotidiano do mercado desde que a categoria surgiu e conferiu prêmios a cases inovadores. Entre elas estão interatividade, viral, plataforma, social media, flash mob, ativação, interações em real time e o poder do conteúdo. “A indústria foi modificada drasticamente nesse período. E veremos mais mudanças com esse poder”, pontuou. Para delinear o futuro e apresentar caminhos neste mundo disruptivo, os dois executivos da Hakuhodo dividiram as análises em três grandes temas: expertise, organização e missão.
Kentaro Kimura lembrou que há dez anos começou a premiação de Titanium e que é preciso olhar para o passado para poder visualizar o futuro
Crédito: Eduardo Lopes
No primeiro caso, eles ressaltaram que, no Japão, muitas agências já estão fazendo negócios além da publicidade. E que há muitos experts em variadas disciplinas. Kimura provocou o colega dizendo que, mesmo assim, o que existe hoje, na média, ainda se trata do modo tradicional de se fazer comunicação. Hasebe, então, apresentou o case do hospital Hito, desenvolvido pela Hakuhodo Design. A agência criou o nome, o logo, o uniforme, a sinalização, o material de divulgação... “O hospital se parece com um hotel. Ele tem até lareira”, contou. “Esse é um bom exemplo de colaboração entre publicitários e profissionais da medicina”, completou. Ao unir essas duas áreas, o design e a médica, eles conseguiram “implantar” uma expertise. Essa é uma aposta da dupla para o futuro das agências.
Outro case ilustrou mais um ponto dentro do tema expertise. A Hakuhodo desenvolveu também um novo hotel para executivos. O Remm envolveu mudanças até no projeto arquitetônico. Foi o que ocorreu com o chuveiro. Para oferecer ao hóspede uma experiência mais agradável, o chuveiro foi instalado ao lado de uma janela que protegia a intimidade, mas permitia ter uma vista bonita da paisagem, sobretudo à noite. Foram escolhidos também travesseiros e móveis que facilitem o relaxamento. Afinal, o hotel é destinado a executivos e homens de negócios, que se estressam frequentemente. A ideia foi unir psicologia e arquitetura, gerando assim experts em pessoas.
Hotel Remm: arquitetura e psicologia aliadas para redefinir como seria um hotel para executivos. O chuveiro, por exemplo, foi instalado em frente a janelas com vista para uma bonita paisagem
Crédito: Divulgação
"Hands on search", um trabalho feito pela Hakuhodo Kettle para o Yahoo Japão (veja o vídeo mais abaixo), foi apresentado para mostrar outra área em que as agências podem atuar: a educação. No caso, a agência lançou um equipamento em que crianças com problemas visuais de uma escola especial podiam usar a voz para fazer buscas na web. Uma impressora 3D, após o search, construía o objeto de atenção do estudante, como girafa, mosquito e o Arco do Triunfo, em Paris. O assunto ganhou reportagens em TV e elogios do Ministério da Educação. A união de tecnologia e educação abriu uma nova possibilidade para o ensino. “Tangibilidade é a palavra-chave para esse case”, resumiu Kimura, anunciando mais um aspecto importante para o futuro. Hasebe acrescentou que, diante de todo o exposto, a expertise que valerá para 2024 é a híbrida, com os profissionais combinando múltiplas habilidades.
Negócios e dinheiro Kimura pontuou que o modelo de negócios das agências da publicidade não é mais tão lucrativo quanto foi no passado. Assim, as empresas precisam buscar novas formas de ganhar dinheiro. A Hakuhodo encontrou um caminho para crescer: a animação de cinema. Por isso, acrescentou ao grupo a companhia de um famoso diretor de cinema que tem diversos animes em seu currículo – é um ramo onde a Dentsu já atua. Isso quer dizer que as agências devem fazer investimentos em novos negócios.
Uma cerveja, um livro, duas cervejas, dois livros...
O grupo lançou também uma livraria diferente. Hasebe questionou a viabilidade de se abrir uma livraria em um tempo no qual o digital ocupa mais a vida das pessoas (que adquirem e-books e fazem cada vez mais leituras pelas vias tecnológicas). Kimura explicou que a livraria, chamada de B&B, não se restringiu aos livros. A Hakuhodo deu esse nome ao novo empreendimento porque acrescentou ao negócio a venda de cervejas. A livraria, de fato, se chama Book & Beer. “Percebemos que quanto mais as pessoas bebem cervejas, mais livros elas compram”, comentou Kimura, arrancando risadas da plateia. “É uma grande sinergia”. Hasebe emendou: “É exemplo de criatividade revitalizando uma indústria”.
Na parte da missão, a dupla foi enfática. A agência de 2024 se sairá bem se assumir o papel de fazer um design da vida. Trata-se de reinventar uma série de atividades já incorporadas no nosso dia a dia e que fazem parte de nossa história. Kimura afirmou que a criação do Nike + Fuelband é um exemplo de um conceito voltado para o estilo de vida.
O código do arroz
Ao aliarem conteúdo e turismo, com um case que cria um restaurante premium temporário numa ilha exótica do Japão, eles ampliaram os visitantes quando conseguiram mostrar uma antiga tradição que estava se perdendo. Ao combinarem agricultura e tecnologia, conseguiram aumentar a percepção e as vendas do arroz em uma cidade em que estava sendo registrada uma alta queda no consumo desse alimento. O projeto, conhecido como Rice Code, consistiu em levar para a região variados tipos de arroz, cujas plantas cresciam em diferentes cores. Os desenhos criados a partir da cultura dessas modalidades distintas podiam ser visualizados pelas pessoas passando pela região, Inakadate, e inclusive scanneados. Os desenhos instigaram os consumidores a procurar pelo arroz. Eles podiam acessar QR-codes para adquirir os produtos oriundos dessa cidade. Uma estação de trem foi adaptada para quem estivesse curioso a respeito da cultura. Ficou conhecida como Rice Art Station. A visitação a essa região cresceu 30 vezes.
“Muitos comparam os profissionais da publicidade a dinossauros. Por que eles se extinguiram? Porque não foram capazes de se adaptar às mudanças do meio-ambiente. Nós não vamos desaparecer se pudermos nos adaptar. Transformações virão. Então, que nós as abracemos e as apreciemos”, disse Hasebe.
Hands on search
Rice code
Fonte: Meio & Mensagem












