e hoje eu quis saber: vocĂȘ ainda volta aqui? esse era o nosso lugar. isso ainda passa na sua memĂłria em um dia qualquer? como algo que vocĂȘ nĂŁo lembra mais que viveu, atĂ© surgir como um flash, e de repente, a memĂłria volta a existir ali, daquele ponto, como se nunca fora esquecida, mas sĂł para desaparecer novamente, sem pretensĂŁo de ficar. ou isso nĂŁo chega a pulsar na sua mente? vĂnhamos aqui despejar a vida em qualquer ponto em que ela estivesse, mas o nosso lugar nĂŁo existe mais. nĂŁo Ă© como antes. porque hoje eu senti o peito doer, e eu nunca entendi essa maneira silenciosa com que a dor encontra o corpo e se torna fĂsica, concreta - ou talvez nunca tenha tentado entender. Ă© como se alguĂ©m segurasse meu coração na palma da mĂŁo.. e ele coubesse, serĂĄ que caberia? eu tenho certeza de que cabe, pois fui eu quem o entreguei, e entĂŁo os dedos se fecham, e eu sinto apertar.
cada.
vez.
mais.
e eu quero respirar. era aqui que eu respirava - vocĂȘ lembra? mas nĂŁo estĂĄ funcionando.
a minha escrita ainda Ă© sĂłrdida.
mas
as pessoas mudaram.
as razÔes.
os poemas.
as dores.
eu.
e vocĂȘ.
nĂłs nos conhecemos aqui - vocĂȘ lembra? isso foi a minha salvação.
a escrita.
e vocĂȘ.
kgs














