
Cosimo Galluzzi
he wasn't even looking at me and he found me
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Noah Kahan
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
RMH

Mike Driver
Sweet Seals For You, Always
we're not kids anymore.
macklin celebrini has autism
Not today Justin
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@minhapraga

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tem rasgos na minha alma
rasgos que suturas não fecham.
Eu era como você não deixou de ser, tenho lembranças mas já não revivo elas como antes, tenho acesso aos seus quadros, mas já não vivo dentro da pintura, mesmo que eu ainda faça minhas artes; nunca foi assim pra mim, nunca provei da vida completamente limpo como estou agora, nunca respirei o ar de maneira tão gratificante, nunca foi estranho ser genuinamente grato, a cada dia dou conta de que nada em mim era mais genuíno do que o apego e prazer que eu tinha em perpetuar minha dor, em não dar final para as histórias, mesmo quando dava fim a uma, dava início a outra que acabaria me causando mais dor, mais confusão, mais insegurança, mesmo conscientemente buscando "uma vida satisfatória" e "acabar com o vazio que sinto, a solidão" era tudo um pano de fundo para o que eu não queria olhar e me responsabilizar realmente.
Era já fui como você ainda é, você vai dizer que eu não te entendo, que eu não sei nada do que estou falando e não posso estar na sua pele, nem dentro do seu coração, vai chorar e me olhar como se seus olhos se tornassem um reservatório sem fim de flechas flamejantes enquanto suas palavras saem como se os raios e trovões se tornassem conscientes de sua natureza podendo destruir tudo a base da sua própria vontade de apenas ser, quando na real a única coisa que tudo isso diz é que você tem pavor de encontrar a solução, porque vai ter que abrir mão da atenção, abrir mão do orgulho, abrir mão da sua "posição de poder" diante a tudo que te aconteceu, abrir mão da narrativa principal onde você busca alinhar a sua maneira o passado, o presente e o futuro, deixando sua mente pré disposta a continuar tornando tudo superficial e caótico, deixando ter de profundo e genuíno somente a capacidade de estimação que você reforça como se não fizesse isso, a de estragar tudo, machucar as pessoas e chamar de "meu jeito", "minha vida", "não é problema meu" e tudo que segue uma corrente lógica agressiva que só faz sentido para quem está realmente necessitando de um amor que insiste em dizer que não precisa ou que não faz diferença nenhuma.
(Continua...)

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-Cartas que te escrevi nas madrugadas...
Me sinto ridícula por ainda procurar um sentido em nós.
No que fomos.
Em quem éramos.
E nessa pessoa estranha que me tornei depois de você.
Ainda uso a aliança que me deu.
Não por esperança,
nem por amor.
Talvez porque alguns objetos demorem mais para entender os términos do que as pessoas.
Sorrio pelas ruas
como se você ainda caminhasse ao meu lado.
E, por um instante,
eu mesma acredito nessa mentira.
É curioso.
Segui em frente,
mas algumas partes de mim continuam sentadas no mesmo lugar,
esperando um acontecimento que já terminou.
Você não está mais aqui.
Essa deveria ser uma frase simples.
Mas há ausências que ocupam mais espaço do que certas presenças.
Não sinto sua falta.
Pelo menos é isso que repito para mim.
Mas escrevo como quem sente.
Procuro seu rosto entre desconhecidos.
Acordo, às vezes, com seu nome antes mesmo do meu.
E me pego desviando os olhos para lugares onde você nunca esteve.
É como se você tivesse deixado de existir
e, ainda assim,
habitasse silenciosamente tudo aquilo que não consigo nomear.
Se lesse estas cartas,
acho que riria.
Você sempre soube rir das minhas tentativas de encontrar significado onde, talvez, nunca tenha existido nenhum.
E essa é a única certeza que me resta:
a de que, aos seus olhos,
meus sentimentos sempre pareceram exagerados.
Ridículos.
Engraçado.
Ainda me dói pensar nisso.
É como voltar para casa
e descobrir que outra família mora ali.
Eles mudaram os móveis,
pintaram as paredes,
abriram as janelas.
E eu permaneço parada na varanda,
como alguém que já não pertence,
esperando que alguém se lembre de dizer:
"Você também viveu aqui."
Mas ninguém diz.
A casa continua existindo.
Só deixou de ser minha.
Talvez seja isso que o tempo faça.
Não leva tudo de uma vez.
Vai retirando nossos lugares aos poucos,
até que um dia nos tornamos visitantes das próprias lembranças.
E é por isso que continuo te escrevendo.
Não porque espere uma resposta.
Nem porque deseje sua volta.
Escrevo porque, entre querer esquecer e perceber que já esqueci partes de você, existe um intervalo silencioso.
E é exatamente nesse intervalo que eu ainda moro.
Não quero me esforçar, passei anos fazendo isso. Não quero lutar, passei anos fazendo isso. Não quero ter vontade, passei anos tendo isso. Não quero mais nada que venha de mim mesmo por que sempre falho nisso.
Você lembra, eu não podia passar um dia sequer sem meus cigarros, depois eu não podia passar um mês sequer sem ter me embriagado o bastante pra não ter que lembrar de nada depois, eu não conseguia passar um ano sequer sem ser o caos que estragava o fim e o começo dos anos novos, eu era o legítimo estraga mais do que prazeres.
Alvo dos piores olhares, das palavras mais amaldiçoadas, dos hipócritas mais confiantes, dos traidores mais íntimos, dos covardes mais ousados, dos mentirosos mais amáveis, dos linguarudos mais confiáveis; todos conseguiam ter sua sujeira jogada para debaixo do tapete durante meus surtos psicoticos.
Eu não sinto mais o vazio, na verdade quando falamos do vazio estamos a falar do excesso inútil que inviabiliza nossa certeza de estarmos genuinamente vivos, conscientes dentro de um corpo onde temos prazer em estar e viver; minimamente irônico, porque eu reciclava o "excesso inutil" e conseguia provar que funcionava, meus argumentos em defesa da frágil condição humana que se esconde por detrás do consumismo e dos adornos sociais eram tão fortes quanto meu orgulho, ainda que dobrado duas vezes, um verdadeiro monstro viciado em defender a natureza do próprio inferno. Os inimigos da minha alma não tinham trabalho algum, assim como ainda é total responsabilidade minha a primeira instância de cada escolha; quem decide se é negociável ou não sou eu, não coloco a culpa em demônios – nem nego a existência de potências espirituais baixas.
Não é explicável a ponto de ser possível mostrar a nível do que é palpável, mas posso te dizer que "recebi" uma nova mente, um novo coração, um novo corpo Espiritual, recebi novidade de vida em essência e meu prazer é compartilhar isso com aqueles que estão abertos a uma intimidade que não vem de intenções humanas, não vem de vontades humanas, não vem de força humana, não vem de nada que perece, que se esquece, que falha, mas sim de uma fonte eterna que tira nossa fome e sede por qualquer coisa que depois precisamos de mais e cada vez mais; compartilhando dessa água posso te mostrar a longo prazo que não é amor por mérito, não é amor por medo, não é amor por chantagem, não é amor por coerção, não é nada do que muito se fala mas pelo mesmo motivo pouquíssimo realmente se ouve com o coração aberto ao Novo.
Estou te convidando para essa intimidade, não intimidade volúvel, não intimidade fugaz, não intimidade rasa, não intimidade canibal, não intimidade Eros, não intimidade como da vida e morte, mas intimidade como da vida para a Eternidade.
“Grande parte das pessoas são pedaços.”
— Larzinhos.
@gitsin

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Eu vivo com altos e baixos. Alguns dias são muito baixos. E outros são subterrâneos. Alguns dias são apenas uma lágrima. Algumas noites são um oceano.
a bunda dela me fascina
Na justiça dos hipócritas, a culpa nunca é de quem começa, só de quem revida.
— G.D
Segredos entre paredes compartilhadas
— Capítulo Final
Os anos passaram depressa, como um filme que corre diante dos olhos. Depois da formatura, cada um seguiu o seu caminho: eu fui trabalhar na cidade onde sempre quis morar, em uma área que eu adorava, e Gabriel aceitou uma oportunidade profissional em outro estado. A distância era grande, mas nunca chegou a separar a gente de verdade. Continuávamos trocando mensagens todos os dias, ligávamos um para o outro pelo menos uma vez por semana e, sempre que possível, marcávamos encontros — ora eu ia até ele, ora ele vinha até mim. Em cada conversa, em cada risada compartilhada e em cada história contada, eu sentia que o vínculo que tínhamos só ficava mais forte, e o meu amor por ele continuava lá, firme e intenso, guardado no fundo do coração, como uma chama que nunca se apagava.
Passaram-se cinco anos desde que tínhamos deixado o apartamento da faculdade. Nesse tempo, conhecemos outras pessoas, vivemos experiências diferentes, aprendemos muito sobre a vida e sobre nós mesmos. Mas, no fundo, eu sabia que nada do que eu tinha vivido se comparava ao que eu sentia por ele. E, pelas coisas que ele me contava, pelas palavras que ele escolhia e pelo jeito como me olhava quando nos víamos, eu comecei a suspeitar que ele também sentia o mesmo.
Certo dia, ele me ligou com uma voz animada, dizendo que tinha uma novidade importante: tinha conseguido transferência para uma filial da empresa na mesma cidade onde eu morava, e ia se mudar em poucas semanas. Meu coração deu um salto dentro do peito de tanta alegria. Finalmente, ele ia estar perto de novo!
Quando ele chegou, fui buscá-lo na rodoviária. Assim que ele apareceu, com a mala na mão e aquele sorriso que eu conhecia tão bem, eu não resisti: corri até ele e o abracei com toda a força, como se quisesse juntar todos aqueles anos de distância naquele momento. Ele me abraçou de volta, apertando-me contra o seu corpo, e eu senti o coração dele bater rápido, igual ao meu.
Nos primeiros meses depois da mudança, nos vimos quase todos os dias. Saíamos para jantar, passeávamos pelo parque, assistíamos a filmes em casa e conversávamos sobre tudo o que tínhamos vivido. A sensação era como se nunca tivéssemos nos separado — mas, ao mesmo tempo, havia algo diferente, uma energia nova no ar, um jeito como ele me olhava que era mais intenso, mais carinhoso, como se quisesse dizer algo que ainda não tinha coragem de falar.
Uma noite, estávamos sentados na varanda do meu apartamento, olhando para as estrelas, como já tínhamos feito tantas vezes no passado. O silêncio era calmo, agradável, mas eu sentia que algo estava prestes a acontecer. De repente, ele virou-se para mim, pegou na minha mão com cuidado e, olhando diretamente nos meus olhos, começou a falar:
— Sabe, durante todos esses anos, eu passei por muita coisa, conheci pessoas diferentes e vivi momentos bons. Mas em nenhum momento eu consegui esquecer você. Desde a época da faculdade, quando dividíamos o mesmo apartamento, eu já sentia algo muito forte, algo que eu nunca tinha sentido por ninguém. Mas eu tinha medo — medo de estragar a nossa amizade, medo de que você não sentisse o mesmo, medo de que tudo o que tínhamos se perdesse se eu falasse errado ou na hora errada. Então, guardei tudo para mim, ano após ano, esperando o momento certo. E, agora que estou aqui, perto de você de novo, eu percebi que não posso mais esperar. Eu te amo — amo desde sempre, e vou continuar amando para o resto da minha vida. Você é a pessoa que me entende, que me faz sorrir, que faz tudo valer a pena. E eu quero saber… você também sente o mesmo por mim?
As lágrimas desceram pelo meu rosto, mas eram lágrimas de felicidade, de alívio, de realização. Tudo o que eu tinha sonhado, tudo o que eu tinha imaginado durante tantos anos, finalmente estava acontecendo, exatamente como eu sempre quis. Olhei para ele, com todo o amor que eu tinha guardado por tanto tempo, e respondi, com a voz embargada mas cheia de certeza:
— Gabriel, eu também te amo. Amo desde a primeira vez que eu te vi, naquele dia em que entramos no apartamento da faculdade. Todos esses anos, eu também guardei esse sentimento em segredo, com medo do mesmo que você: medo de perder a sua amizade, medo de parecer boba, medo de que tudo mudasse para pior. Mas eu nunca deixei de amar você, nem por um segundo. Todos os meus sonhos, todas as minhas fantasias, sempre tinham você no centro. E agora… agora eu não posso acreditar que finalmente estou ouvindo isso, que finalmente podemos viver tudo o que sonhamos.
Ele sorriu, um sorriso lindo, cheio de emoção, e aproximou-se de mim devagar, até que os nossos rostos estavam muito próximos. Então, ele beijou-me — um beijo doce, calmo, cheio de carinho e de todos os anos de amor guardado. Naquele momento, pareceu que todo o tempo que tínhamos esperado valeu a pena, que cada segundo de silêncio e de segredo tinha servido só para tornar aquele momento ainda mais especial, ainda mais bonito.
Depois daquela noite, tudo mudou para melhor. Começamos a namorar, e cada dia ao lado dele era uma nova alegria, uma nova prova de que o amor verdadeiro realmente resiste ao tempo, à distância e aos medos. E, alguns anos depois, no mesmo mês em que tínhamos nos conhecido tantos anos antes, Gabriel pediu-me em casamento, em um lugar que era muito especial para nós dois.
Hoje, estamos casados, e construímos uma vida cheia de amor, respeito e felicidade. E, sempre que lembramos da época em que morávamos juntos, dos segredos que guardávamos e dos medos que tínhamos, sorrimos um para o outro e percebemos: tudo aconteceu exatamente como devia ser. O tempo só serviu para fortalecer o que já era forte, e os medos só serviram para nos mostrar que o amor, quando é verdadeiro, sempre encontra um jeito de vencer.
E assim, aquela história que começou com segredos e sonhos se transformou em uma realidade ainda mais bonita do que qualquer fantasia que eu já tinha imaginado — e tudo isso, graças ao amor que eu e Gabriel guardávamos no coração, e que finalmente teve coragem de florescer.
— T.

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E de repente eu não me importava mais em ser compreendido
Ou respondido
Ou que gostassem de mim ou me odiassem
Eu não ligava que falassem sobre mim
Ou que me esquecessem por completo
Eu já sabia quem eu era
Eu havia encontrado paz
E junto dela, uma solidão morna e inodora
Cuja presença só era sentida
Quando minhas pernas paravam
E a noite, densa e oscilante, suspirava sobre mim.
Longe das mazelas que me carregam ao fundo, escuto o som das vozes me chamando de volta.
As marés ondulantes tremiam diante a áspera ausência do oco de estar não exausto. Oh! Que austera é a vida para aqueles que não nasceram adornados do cântico dos anjos.
Eu mesmo nasci das catacumbas da solidão e da fome. Fome da alma. Agora apenas entendo o que falam as bestas moribundas e cadavéricas. A linguagem que me é familiar é a dos vencidos. Dos perdidos. Dos fadados ao fracasso.
Caminho na ponta dos pés sentindo a ponta dos ossos quebrados dos que morreram em nome do mais puro amor. O amor ao belo. O amor ao brilho cambaleante dos verdejantes vencedores.
Dara Macedo