“Grande parte das pessoas são pedaços.”
— Larzinhos.

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"I'm Dorothy Gale from Kansas"

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@minhapraga
“Grande parte das pessoas são pedaços.”
— Larzinhos.

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@gitsin
Eu vivo com altos e baixos. Alguns dias são muito baixos. E outros são subterrâneos. Alguns dias são apenas uma lágrima. Algumas noites são um oceano.
a bunda dela me fascina

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Na justiça dos hipócritas, a culpa nunca é de quem começa, só de quem revida.
— G.D
Segredos entre paredes compartilhadas
— Capítulo Final
Os anos passaram depressa, como um filme que corre diante dos olhos. Depois da formatura, cada um seguiu o seu caminho: eu fui trabalhar na cidade onde sempre quis morar, em uma área que eu adorava, e Gabriel aceitou uma oportunidade profissional em outro estado. A distância era grande, mas nunca chegou a separar a gente de verdade. Continuávamos trocando mensagens todos os dias, ligávamos um para o outro pelo menos uma vez por semana e, sempre que possível, marcávamos encontros — ora eu ia até ele, ora ele vinha até mim. Em cada conversa, em cada risada compartilhada e em cada história contada, eu sentia que o vínculo que tínhamos só ficava mais forte, e o meu amor por ele continuava lá, firme e intenso, guardado no fundo do coração, como uma chama que nunca se apagava.
Passaram-se cinco anos desde que tínhamos deixado o apartamento da faculdade. Nesse tempo, conhecemos outras pessoas, vivemos experiências diferentes, aprendemos muito sobre a vida e sobre nós mesmos. Mas, no fundo, eu sabia que nada do que eu tinha vivido se comparava ao que eu sentia por ele. E, pelas coisas que ele me contava, pelas palavras que ele escolhia e pelo jeito como me olhava quando nos víamos, eu comecei a suspeitar que ele também sentia o mesmo.
Certo dia, ele me ligou com uma voz animada, dizendo que tinha uma novidade importante: tinha conseguido transferência para uma filial da empresa na mesma cidade onde eu morava, e ia se mudar em poucas semanas. Meu coração deu um salto dentro do peito de tanta alegria. Finalmente, ele ia estar perto de novo!
Quando ele chegou, fui buscá-lo na rodoviária. Assim que ele apareceu, com a mala na mão e aquele sorriso que eu conhecia tão bem, eu não resisti: corri até ele e o abracei com toda a força, como se quisesse juntar todos aqueles anos de distância naquele momento. Ele me abraçou de volta, apertando-me contra o seu corpo, e eu senti o coração dele bater rápido, igual ao meu.
Nos primeiros meses depois da mudança, nos vimos quase todos os dias. Saíamos para jantar, passeávamos pelo parque, assistíamos a filmes em casa e conversávamos sobre tudo o que tínhamos vivido. A sensação era como se nunca tivéssemos nos separado — mas, ao mesmo tempo, havia algo diferente, uma energia nova no ar, um jeito como ele me olhava que era mais intenso, mais carinhoso, como se quisesse dizer algo que ainda não tinha coragem de falar.
Uma noite, estávamos sentados na varanda do meu apartamento, olhando para as estrelas, como já tínhamos feito tantas vezes no passado. O silêncio era calmo, agradável, mas eu sentia que algo estava prestes a acontecer. De repente, ele virou-se para mim, pegou na minha mão com cuidado e, olhando diretamente nos meus olhos, começou a falar:
— Sabe, durante todos esses anos, eu passei por muita coisa, conheci pessoas diferentes e vivi momentos bons. Mas em nenhum momento eu consegui esquecer você. Desde a época da faculdade, quando dividíamos o mesmo apartamento, eu já sentia algo muito forte, algo que eu nunca tinha sentido por ninguém. Mas eu tinha medo — medo de estragar a nossa amizade, medo de que você não sentisse o mesmo, medo de que tudo o que tínhamos se perdesse se eu falasse errado ou na hora errada. Então, guardei tudo para mim, ano após ano, esperando o momento certo. E, agora que estou aqui, perto de você de novo, eu percebi que não posso mais esperar. Eu te amo — amo desde sempre, e vou continuar amando para o resto da minha vida. Você é a pessoa que me entende, que me faz sorrir, que faz tudo valer a pena. E eu quero saber… você também sente o mesmo por mim?
As lágrimas desceram pelo meu rosto, mas eram lágrimas de felicidade, de alívio, de realização. Tudo o que eu tinha sonhado, tudo o que eu tinha imaginado durante tantos anos, finalmente estava acontecendo, exatamente como eu sempre quis. Olhei para ele, com todo o amor que eu tinha guardado por tanto tempo, e respondi, com a voz embargada mas cheia de certeza:
— Gabriel, eu também te amo. Amo desde a primeira vez que eu te vi, naquele dia em que entramos no apartamento da faculdade. Todos esses anos, eu também guardei esse sentimento em segredo, com medo do mesmo que você: medo de perder a sua amizade, medo de parecer boba, medo de que tudo mudasse para pior. Mas eu nunca deixei de amar você, nem por um segundo. Todos os meus sonhos, todas as minhas fantasias, sempre tinham você no centro. E agora… agora eu não posso acreditar que finalmente estou ouvindo isso, que finalmente podemos viver tudo o que sonhamos.
Ele sorriu, um sorriso lindo, cheio de emoção, e aproximou-se de mim devagar, até que os nossos rostos estavam muito próximos. Então, ele beijou-me — um beijo doce, calmo, cheio de carinho e de todos os anos de amor guardado. Naquele momento, pareceu que todo o tempo que tínhamos esperado valeu a pena, que cada segundo de silêncio e de segredo tinha servido só para tornar aquele momento ainda mais especial, ainda mais bonito.
Depois daquela noite, tudo mudou para melhor. Começamos a namorar, e cada dia ao lado dele era uma nova alegria, uma nova prova de que o amor verdadeiro realmente resiste ao tempo, à distância e aos medos. E, alguns anos depois, no mesmo mês em que tínhamos nos conhecido tantos anos antes, Gabriel pediu-me em casamento, em um lugar que era muito especial para nós dois.
Hoje, estamos casados, e construímos uma vida cheia de amor, respeito e felicidade. E, sempre que lembramos da época em que morávamos juntos, dos segredos que guardávamos e dos medos que tínhamos, sorrimos um para o outro e percebemos: tudo aconteceu exatamente como devia ser. O tempo só serviu para fortalecer o que já era forte, e os medos só serviram para nos mostrar que o amor, quando é verdadeiro, sempre encontra um jeito de vencer.
E assim, aquela história que começou com segredos e sonhos se transformou em uma realidade ainda mais bonita do que qualquer fantasia que eu já tinha imaginado — e tudo isso, graças ao amor que eu e Gabriel guardávamos no coração, e que finalmente teve coragem de florescer.
— T.
E de repente eu não me importava mais em ser compreendido
Ou respondido
Ou que gostassem de mim ou me odiassem
Eu não ligava que falassem sobre mim
Ou que me esquecessem por completo
Eu já sabia quem eu era
Eu havia encontrado paz
E junto dela, uma solidão morna e inodora
Cuja presença só era sentida
Quando minhas pernas paravam
E a noite, densa e oscilante, suspirava sobre mim.
Longe das mazelas que me carregam ao fundo, escuto o som das vozes me chamando de volta.
As marés ondulantes tremiam diante a áspera ausência do oco de estar não exausto. Oh! Que austera é a vida para aqueles que não nasceram adornados do cântico dos anjos.
Eu mesmo nasci das catacumbas da solidão e da fome. Fome da alma. Agora apenas entendo o que falam as bestas moribundas e cadavéricas. A linguagem que me é familiar é a dos vencidos. Dos perdidos. Dos fadados ao fracasso.
Caminho na ponta dos pés sentindo a ponta dos ossos quebrados dos que morreram em nome do mais puro amor. O amor ao belo. O amor ao brilho cambaleante dos verdejantes vencedores.
Dara Macedo
Atônito
Decore meus olhos Decore a cor das minhas manchas Subverta as cores que duvidam O espaço em que as bocas se evitam
Crescerá como uma rosa metálica Longe dos meus braços Longe dos meus cuidados E por isso, mais sortudo
Um flash que atravessa Feito espada, me sela No labirinto dessa memória Um novelo enferrujado
Era a vaidade se esquivando Outra vez da máquina de tear Freando os desejos escoados De uma outra vizinhança
Em posição de jura, Limpando corpo a beira do lago Fraudando palácios nas encostas Do que um dia seria o alívio
Em riste, afagando os excessos Fantasmas desse flagelo O amor tardio sempre Esvaindo pelos dedos
Ruído? prefira ser descontinuado Rotina de encontrar um lar em um diálogo Inventado para fins de mediunidade Algo entre tração e trama
Alojar a performance, enquanto texto Amor, delírio, acidente e premonição Se arrependendo com as pernas Daquele peso revirado pela garganta

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Eu sou um céu em guerra daqueles que ninguém entende o clima.
Tem dia que eu sou sol queimando tudo, intensa, viva, quase impossível de conter… e no outro, eu desabo em tempestade, daquelas que alagam por dentro e ninguém vê.
Carrego uma bagunça que não é desleixo, é excesso.
Excesso de sentir, de pensar, de lembrar.
É como se meu coração não tivesse botão de pausa, como se minha mente nunca me deixasse descansar.
E no meio disso tudo, tem algo em mim que ninguém realmente compreende.
Não é drama, não é fraqueza, é um ciclo que me puxa e me empurra, que me leva do alto ao fundo sem pedir licença.
Eu tento explicar, mas parece que minhas palavras sempre chegam rasas demais pra um mar tão profundo.
E o que mais dói… é ver nos olhos das pessoas a incompreensão.
Os julgamentos silenciosos, as perguntas que vêm carregadas de “por quê você é assim?” como se fosse escolha, como se fosse fácil ser diferente de mim mesma.
E isso me entristece.
Me faz querer me calar, me esconder dentro de mim, como se eu fosse um problema difícil demais de entender, como se sentir tanto fosse um erro.
Tem dias que eu me amo, me acho forte, bonita, capaz de tudo… e em outros, eu me perco de mim, me sinto pequena, insuficiente, como se eu fosse difícil demais de ser amada e quero me esconder do mundo por me sentir um lixo.
E isso dói.
Dói mais quando ninguém entende, quando acham que é escolha, quando não enxergam a luta silenciosa que eu travo todos os dias comigo mesma.
Eu sou feita de extremos, de luz demais e de escuridão demais, e às vezes eu só queria um meio-termo… um respiro… um pouco de paz dentro de mim.
Mas mesmo assim, mesmo em pedaços, mesmo bagunçada, mesmo incompreendida… eu continuo aqui.
Sentindo tudo.
Sobrevivendo a mim mesma.
E, de alguma forma, ainda tentando ser inteira.
Um desabafo que estava guardado a muito tempo... Sam.
Por Onde Eu Andei...🤎
Se o Tumblr é um museu, sua página é uma das obras que eu mais passo tempo contemplando.

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Odeio tanto te odiar. Te amar. Te querer.