A cura tem seus altos e baixos. Ninguém te conta isso quando você decide começar o processo. Falam da transformação, da leveza que vem com ela. Da melhor versão de si mesmo. Não te contam sobre os domingos difíceis. Que as recaídas chegam e te fazem quase morrer de ansiedade quando você menos espera. Da dor que retorna, não porque você regrediu, mas porque há outro nível a ser superado. Aprendi a aceitar esses diferentes momentos não como um sinal de que não estou melhorando, mas como um sinal de que estou alcançando partes mais profundas que precisam ser curadas.
Filipe Ferrero


















