Longe das mazelas que me carregam ao fundo, escuto o som das vozes me chamando de volta.
​As marés ondulantes tremiam diante a áspera ausência do oco de estar não exausto. Oh! Que austera é a vida para aqueles que não nasceram adornados do cântico dos anjos.
​Eu mesmo nasci das catacumbas da solidão e da fome. Fome da alma. Agora apenas entendo o que falam as bestas moribundas e cadavéricas. A linguagem que me é familiar é a dos vencidos. Dos perdidos. Dos fadados ao fracasso.
​Caminho na ponta dos pés sentindo a ponta dos ossos quebrados dos que morreram em nome do mais puro amor. O amor ao belo. O amor ao brilho cambaleante dos verdejantes vencedores.
Dara Macedo











