semana de exibição mutante, terça-feira, após apresentação no show de talentos.
w. @gmsjiyoon·.
༉‧₊˚✧ o sorriso no rosto contrastava com o mancar de cada paço falso de kyungho em direção a ala médica. uma atuação digna de oscar, até, afinal, tirando sua cara, realmente seu corpo parecia ter dado um curto circuito - e deu mesmo, mas não era a dor que fingia ter e sim a ansiedade de ver quem mais procurava desde o começo do evento. eram naqueles momentos que se arrependia amargamente de não ter prestado atenção em suas aulas ou procurado aprender pelo menos um pouquinho mais de primeiros socorros, talvez no minimo ter uma habilidade de cura. se fosse o caso, não precisaria de uma desculpa esfarrapada para passar a maior parte de seu tempo as escondidas com jiyoon. mas nah, ele tinha logo que ter aquela habilidade ridícula de feromônios, mesmo que útil muitas vezes; até seria bastante útil em batalhas, mas depois de lutar até ficar exausto nos anos anteriores, decidiu que era hora de uma pausa. além disso, era possível mostrar a seus colegas um talento nada especial que tinha quando se tratava da dança. não, ele não havia usado suas habilidades em si mesmo, ali, ele tinha mérito.
“posso ajuda-lo?” uma mulher o questionou, reconhecendo-a das outras vezes em que antes havia parado na enfermaria, em seus dias comuns de treinamento. ok, definitivamente não era uma senhora em seus cinquenta que procurava, muito menos realmente uma das médicas que trabalhava ali, não, só queria a ajudante. “a han jiyoon ainda tá aqui? ela disse que me ajudaria com isso.” e como o próprio antonio banderas, kyungho gemeu de dor, tentando convencer a mulher de que suas intenções ali eram genuínas. com uma expressão descontente, apontou para uma das áreas do local e como se a dor tivesse passado magicamente, se apressou a chegar até onde a outra deveria estar. bateu na porta, espiando para encontrar uma jiyoon sentada em uma das cadeiras. “toc toc.”
Estava lá há seis anos e Jiyoon ainda não estava acostumada com a “Semana de exibição de mutante”; óbvio, devia ser interessante para quem realmente participava das atrações tão circenses daquele evento. Jiyoon? Sua habilidade era inútil para aquela exibição; seria como colocar um humano contra um mutante. O que ela faria? Pegaria suas armas de paintball e usaria a estratégia para derrotar seus oponentes? Isso é algo que qualquer humano pode fazer. O que a academia desejava era alguém com poderes que realmente pudesse fazer a diferença, e infelizmente, Jiyoon não era uma dessas pessoas.
Neste ano, a garota estava encarregada como ajudante da enfermaria para atender os diversos mutantes que pudessem se acidentar, ou apenas adoecer durante a semana mais movimentada do ano. Novamente, sentia-se inútil; suas habilidades de cura eram mínimas, cuidando apenas de limpar os ferimentos e ataduras. Com tantas enfermeiras ao seu redor com habilidades esplendidas, não era para menos que estava com tédio e continuaria assim, em sua sala, até o final da semana. Escutar alguém batendo em sua porta e abrindo despertou sua atenção, virando-se quase de imediato. “Hana, por que não me avisou que eu iria atender um paciente?” pensou para si mesma, antes de murmurar as palavras tão clichês automáticas. — Olá, posso a... — Ao avistar o garoto na porta, Jiyoon não pode controlar o sorriso que formou em seu rosto. Não imaginava que Kyungho conseguiria escapar para encontra-la naquele tédio; não queria admitir, mas estava feliz.
A garota se recompôs o mais rápido possível, fingindo um tom sério. — Olá, Kyungho.— Levantou-se, caminhando diretamente até a porta, a fechando e trancando. Precisava calcular minuciosamente o tempo que usaria de “consulta” com o rapaz, com um cuidado extremo.— Quais são seus sintomas? Deite-se na maca para que eu lhe examine.— Não podia negar o sorriso malicioso que formou-se em seus lábios, direcionando o garoto até a maca com o indicador e sentando ao lado do garoto, observando diretamente seu rosto.