⌗ ⠀⠀ 𝙸𝙽𝚃𝚁𝙾𝙳𝚄𝙲𝙸𝙽𝙶 ⠀⠀ [ ... ] ⠀⠀ em new york, é difícil saber quem são os seus verdadeiros aliados. se resolver depositar a sua confiança em EDMUND CAVALIER, talvez vá lhe encontrar COZINHANDO PARA OS AMIGOS ou passando pela entrada de THE BLUE BARREL. pode notar pelo sotaque que nasceu em ATLANTIC CITY, NEW JERSEY, precisa de um descanso por ser GUERREIRO dos CRIAS DE FENRIS e venceria um concurso de sósia de FINN COLE. ainda não temos muitas opiniões ao seu respeito, mas BUNNY passou os últimos TRINTA E UM anos sendo chamado de TEMPERAMENTAL e ADAPTÁVEL, o que não mudou depois que começou a atuar como CORREDOR ILEGAL.
𝐈. ⠀ 𝚂𝚃𝙰𝚃𝙸𝚂𝚃𝙸𝙲𝚂 ⠀ [ ... ]
nome completo: edmund lachlan cavalier. apelidos: eddie, ed, mundo. ganhou o apelido de bunny na infância, seu pai dizia que ele era tão agitado quanto um coelho. idade: trinta e um; 05 de abril de 1994. signo: áries. gênero + pronomes: homem cis, ele/dele. orientação: heterossexual. inspirado em: logan echolls ( veronica mars ), bradley bradshaw ( top gun: maverick ), ryan atwood ( the o.c. ), tyler durden ( the fight club ), charlie dalton ( dead poets society ), icarus ( greek mythology ). simbolismo de cores: vermelho ⏤ agressividade, perigo, vitalidade.
01. boys don't cry — the cure. 02. how soon is now? — the smiths. 03. this must be the place — talking heads. 04. freaks — surf curse. 05. hello black dog — matt maltese.
𝐈𝐈. ⠀ 𝙳𝙾𝚂𝚂𝙸𝙴𝚁 ⠀ [ ... ]
trigger warning : breves menções de suicídio (sem descrição) .
⠀ ⏤ ⠀ o pai de edmund diminuía a cada vez que o garoto olhava para ele. não era uma questão física, ainda que ele percebesse que o homem sempre tentava ocupar menos espaço, mas sim na forma como enxergar o brilho nos seus olhos tinha se tornado uma ocorrência rara. richard cavalier cresceu com a expectativa de virar um lobisomem como todos os homens da sua família, observando o movimento das árvores como quem já se imaginava correndo pelos bosques, os pés descalços se transformando em patas. mas na medida em que os seus amigos eram apresentados aos seus lobos, richard ia vendo o seu sonho ficar cada vez mais distante. ele se casou com a sua namorada do colegial, teve três filhos com ela, abriu uma oficina de carros, e ainda assim, observava as árvores em seu quintal, se perguntando o que havia de errado com ele.
⠀ ⏤ ⠀ enquanto na infância era adorado pelas outras famílias por seu humor e boa disposição, o fato de não ter herdado o gene de lobisomem fez ele virar uma piada. parecia ser convidado para os churrascos e eventos dos fenris apenas para ser o alvo das brincadeiras, tendo que aceitar as ofensas mascaradas como uma diversão. vivia brigando com a esposa, ignorando os seus pedidos para que se afastassem daquela gente, se mudassem para uma cidade onde eles pudessem recomeçar. richard era irredutível. queria que seus filhos tivessem a mesma infância que eles, correndo com os outros membros da tribo e sentindo que faziam parte de uma só família. mas crianças são cruéis, e os seus três garotos logo se tornaram parte da piada, fazendo com que a culpa ficasse mais pesada em seu peito. sem despedida, richard deixou o mundo em uma terça. quatro dias depois, seu caçula se transformou.
⠀ ⏤ ⠀ edmund não conseguia se conformar. pior, ele quase se sentia consumido pela raiva. seu pai tinha sido ridicularizado desde o fim da sua adolescência, ninguém se importava com os seus sentimentos desde que pudessem lhe usar para garantir algumas risadas entre amigos. depois do seu suicídio, todo mundo tinha uma história bonita para contar sobre ele, algo fabricado porque não podiam lidar com a responsabilidade que tinham naquele ato de desespero. em morte, richard se transformou no talismã da tribo, e o caçula não aguentava mais tamanha falsidade. ele atacou um dos membros, teria matado-o se não tivesse sido contido por outros dois lobos. em “respeito” ao seu pai, sua atitude apenas lhe gerou a expulsão do grupo, mas ele realmente não se importava, preferia muito mais ser um lobo solitário do que continuar cercado por verdadeiras serpentes.
⠀ ⏤ ⠀ passou os anos seguintes trabalhando na oficina do pai. apesar de sempre conseguir arranjar uma briga com os clientes, edmund tinha a capacidade de fazer um bom trabalho quando queria, o que frustrava qualquer pessoa que tentava lhe diminuir. não tinha planos de deixar atlantic city, seu futuro parecia ter sido escrito no momento em que nasceu, mas durante um dos seus expedientes, bernardo d’angelo apareceu na porta da oficina. o alpha era um dos poucos lobisomens que edmund realmente gostava, uma vez que era um antigo amigo de infância do seu pai e sempre tinha lhe tratado como um igual, mesmo depois do homem não conseguir se transformar. ele entrou em contato com a família depois da morte do patriarca, os ajudou a pagar algumas contas que haviam se acumulado. bernardo convidou bunny para se juntar à sua tribo em new york, e sem nada à perder, o rapaz aceitou.
⠀ ⏤ ⠀ a verdade era que edmund não se importava muito com os valores dos crias de fenris, nem com toda essa besteira sobre ter que proteger gaia. ele tinha muita raiva dentro de si, frustração pelos anos em que teve de observar seu pai perdendo o amor pela vida. richard já havia morrido muito tempo antes daquilo, bunny queria ter conseguido trazê-lo de volta antes de ser tarde demais. sua posição como guerreiro era óbvia, uma chance de finalmente conseguir canalizar a sua agressividade em algo minimamente produtivo. mas bunny não é apenas um bruto, ele é um showman, provoca o seu adversário e entretém a plateia antes finalizar a luta no último round, garantindo o dinheiro das apostas. no fundo, gostaria de encontrar um oponente que pudesse bater de frente com ele, talvez por isso se deixe apanhar mais que o necessário. é uma forma de se punir por não ter sido suficiente.
𝐈𝐈𝐈. ⠀ 𝙸𝙽𝚂𝙸𝙶𝙷𝚃 ⠀ [ ... ]
⠀ ⏤ ⠀ bunny não vive apenas das suas lutas. nos seus primeiros anos em new york, ele ouviu falar sobre as corridas que aconteciam no the mirage, e depois de finalmente conseguir um convite, ficou fascinado pela velocidade com que os carros corriam. a ideia brotou na cabeça e não demorou muito tempo para conseguir um patrocinador e montar o seu próprio carro, se tornando mais um dos nomes que disputava o primeiro lugar. no automóvel, ele é igual aos outros competidores, mas ser audacioso tem sido a chave para cruzar a linha de chegada primeiro.
⠀ ⏤ ⠀ uma das suas linguagens de amor é através da culinária. foi algo que aprendeu com a sua mãe, assistindo a mulher preparar as receitas secretas da família. depois da morte do seu pai, ele assumiu algumas vezes o fogão, querendo que victoria pudesse descansar e ter algo de bom esperando por ela. quando se mudou para new york, ele não tinha muito tempo para fazer receitas mais elaboradas, cansado demais depois de uma briga. mas agora, ele gosta de passar um bom tempo na cozinha, misturando sabores e até mesmo fazendo jantares para aqueles que gosta.
⠀ ⏤ ⠀ nunca foge de uma confusão, muito pelo contrário, compra a briga dos seus amigos, não se importando se eles tem a razão ou não. bunny assume esse papel de protetor dentro do seu grupo, um reflexo de ter sentido que não foi capaz de fazer algo pelo seu pai. mas a sua lealdade não é uma garantia, visto que suas intenções nem sempre ficam claras e ele faz o que for melhor para ele mesmo, especialmente depois da morte de bernardo, sua segunda figura paterna. sente que longe do olhar que sempre respeitou, agora pode ficar ainda mais entregue aos seus instintos.
⠀ ⏤ ⠀ é difícil enxergar o quão quebrado por dentro bunny está. tem a voz arrastada enquanto solta palavras sujas para flertar, é exagerado como alguém que tem mais confiança do que deveria ser permitido, seus risos ecoam pelo ambiente como um convite aos presentes. as vezes, é uma risada de deboche, uma tentativa de parecer maior do que ele realmente é (nunca menor, nunca como seu pai). em outros momentos, a sua risada é pura como a de uma criança que aprendeu como usar o som para chamar atenção. no seu pior, é uma risada autodepreciativa, a constatação de que nunca vai conseguir preencher o vazio dentro do seu peito.

















