em new york, é difícil saber quem são os seus verdadeiros aliados. se resolver depositar a sua confiança em EMILIA VEGA, talvez vá lhe encontrar CUIDANDO DO JARDIM ou passando pela entrada de BLOODMOON GYM. pode notar pelo sotaque que nasceu em INDIANÁPOLIS, precisa de um descanso por ser CAÇADORA dos CRIAS DE FENRIS e venceria um concurso de sósia de KATY O'BRIEN. ainda não temos muitas opiniões ao seu respeito, mas EMMA passou os últimos TRINTA E SEIS anos sendo chamada de SEM NOÇÃO e SINCERA, o que não mudou depois que começou a atuar como TÉCNICA EM SEGURANÇA.
━━━━╰➻ 〖𖥔〗 GET TO KNOW: 𝐸milia 𝑉ega. ⌫
O pai de Emma é um dos fracassados do clã que nunca conseguiu se transformar, por isso se casou com uma humana e aceitou uma vida comum em Indianápolis, e assim nasceram Emilia e seu irmão mais novo com a diferença de apenas dois anos de idade. Criar dois monstrinhos não era uma tarefa fácil e pode-se dizer que assustava sua mãe, o que a fez criar uma barreira muito grande com as crianças e cair numa paranóia profunda. Seu pai, por sua vez, tentava manter tudo em ordem enquanto tentava manter comida sob a mesa e medicar sua esposa, mas as contas no fim do mês não fechavam e por fim teve que pedir ajuda da família para que levasse as crianças.
Isso foi ótimo para Emilia, na verdade. Crescer em meio à floresta, podendo correr livre e aprender cada vez mais sobre seus ancestrais e suas crenças fez com que Emma atingisse a puberdade já preparada para sua primeira transformação! Ela tem um laço muito forte com sua avó paterna, que a ensinou tudo que faz Emilia ser quem é hoje, e perdê-la também é a razão pela qual a Vega mais velha é tão imprudente. Hoje em dia cuida de um lindo jardim e aquele é seu porto seguro para se conectar com sua avó e outros antepassados, e mesmo nas luas cheias onde ficava mais fora de controle evitava ficar por perto do jardim.
Se juntar aos Crias de Fenris foi completamente lógico quando ela ouviu da boca de outros caçadores quais eram suas premissas, Emma se compadeceu com a sede por justiça e se tornou leal ao clã sem titubear. Fora o físico já bem definido e os instintos de luta, Emilia gosta de treinar e manter uma boa forma, por isso e também pela destreza em seu trabalho ela conseguiu subir de cargo até que rápido dentro da Ironclaw, e se encontrava satisfeita com sua vida até tudo virar de cima pra baixo com o assassinato de Bernardo.
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⠀⠀⠀⠀⠀⠀os braços cruzados contra o corpo denunciavam sua impaciência, tal qual o estresse que tomara conta de seus ânimos desde que a notícia da morte da filha do governador se tornara um tópico difícil demais de ignorar. ela desejava esquecer-se de qualquer coisa que pudesse lhe trazer mais preocupações; esqueceria das questões de cesare e do alarde causado por ele, apenas para conseguir respirar por um único momento. por isso, encomendou suas flores favoritas, como há muito tempo não fazia — não para alguém, mas para ela mesma, talvez como uma maneira de relembrar um passado há muito tempo esquecido. não se recordava de seus hábitos e gostos, sempre tão imersa em preocupações a todo momento.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀houve um instante em que se arrependera do pedido, talvez pela impaciência ou pelo cheiro tão característico que viera junto daquela moto. como de costume, ela torceu o nariz; embora mantivesse uma postura impecável ao notar a presença de emilia, jamais deixando transparecer o incômodo com sua chegada. não era próxima de lobisomens, nunca seria, e esqueceu-se de que a floricultura pertencia a ela. se tivesse se atentado ao único detalhe importante, teria pensado duas vezes antes de encomendar o buquê. agora, não tinha volta. observou a mulher descer da moto com sua encomenda em mãos, pegando-o tão delicadamente como se sentisse medo de destruir o trabalho. ainda que não admitisse, estava bem-feito. “isso deveria ser motivo para comemorar, emilia?” apesar das palavras, havia um tom calmo em sua voz — como costumava usar como todos os outros. não conseguia se portar da maneira mais cordial na presença de lobisomens, mas tentava, sobretudo na situação em que estavam. “acredito que deva ser mais um pedido como todos os outros, se vangloriar não combina tanto com você.”
─ Geralmente não sou eu quem faço os buquês. Quis fazer porque vi que o pedido era pra você. ─ honesta e sem rodeios, com um sorriso no rosto e as mãos nos bolsos da jaqueta escura onde Vivienne não podia ver a inquietação de seus dedos brincando com a chave da moto. Mesmo há alguns degraus de distância, Vega podia sentir o cheiro da loira com perfeição e não escondia que às vezes respirava mais fundo para poder guardar na sua memória. Mas assim como seu faro aguçado notava até os mais sutis perfumes, também podia sentir certa tensão vinda da outra, por isso decidiu não se estender muito. ─ Também queria dizer que sinto muito pelo que aconteceu na festa da Alana, deve estar dando dor de cabeça pra vocês. Irritante pra caralho esses caras nos seguindo também. Enfim, espero que tenha gostado das flores.
Apontou para o buquê que a mulher segurava com uma delicadeza de outra década. Emilia sempre se impressionava em como ela se parecia com as princesas das histórias de sua avó, adorava a lenda da princesa guerreira do norte particularmente e o rosto de Vivienne se encaixava perfeitamente na personagem. Soltou ar pelas narinas e desistiu de continuar fazendo contato visual com a mais velha, percebendo como estava sendo meio persistente demais.
Esboçou um sorriso de lado, lançando ar pelas narinas enquanto assistia a cena divertida dos lobisomens. Eram animais engraçados, ele diria. Pena que não cheiravam bem e eram extremamente egocêntricos — como se realmente fossem de valor para o mundo sobrenatural, senão pela força física. Olhou para trás quando ouviu sobre a placa, fingindo importar-se com as regras. Meu Deus, esta garota era cega ou não havia percebido ainda que falava com o duque das sombras? Titus governava o submundo das drogas em Nova Iorque, era mais do que conhecido por Emilia e seus amigos! Quando ela falou sobre sua esposa, entretanto, seu sorriso malandro sumiu. Como ela sabia tanto sobre Vivienne? ❝ És amiga de Vivienne? ” ele perguntou, curioso, mas dando de ombros em seguida. A esposa e ele estavam em bons lençóis desde a festa de Chesterfield e não seria uma loba que o iria tirar do sério. Era mais dedicado ao casamento do que às fofocas, ou ao menos pensava que sim. ❝ Enfim, que sejas amiga dela. Não me importo. ” e deu um de seus suspiros longos, cansado do assunto. ❝ Pois, claro que o conhece. Quero saber se estarias disposta a dar-lhe um susto. Tens muitos amigos que a podem ajudar, sim? ”
─ Não sei se ela chamaria o que temos de amizade... ─ preferiu evitar os detalhes, mas talvez a feição de cachorro triste tenha ajudado Titus a entender que na verdade, nem isso. Também não estava tão maluca assim à ponto de comunicar ao homem que tem uma pequena queda pela sua mulher. ─ Mas é, você pode chamar assim se quiser.
Caminhou até uma mesa de verdade onde havia uma bandeja com todos os objetos necessários para preparar um cigarro, inclusive a erva seca e pronta para ser queimada. Deu uma risadinha sonora depois do comentário sobre não se importar, tinha conseguido tirar uma casquinha daquele vampiro tão imponente que, mesmo que nunca fosse admitir, a deixava com um pouco de medo, sim. No momento em que ouviu o pedido do mais velho, no entanto, seu sorriso desapareceu e deu lugar à uma expressão facial que só pode ser descrita pela frase que ecoou em sua mente: "é o quê?". Ela terminou rapidamente de manejar a seda e acendeu seu baseado com a mesma confusão no rosto.
─ Nem eu nem meus irmãos teríamos problemas em dar uma surra no conde, e longe de mim questionar suas ordens, até porque somos uma família. Mas normalmente, não são os pais que educam os filhos? Não seria estranho tipo, os primos se educando? ─ até então, nem sequer havia passado pela sua cabeça que talvez o problema para Titus não fosse apenas sujar as mãos, mas também manter o anonimato e deixar que os crias tomem a culpa pelo "susto" provocado. ─ Eu concordo que algo deve ser feito, e estou disposta a fazer. Só gostaria de tirar essas dúvidas.
starter fechado com @bloodiestrcse ━━━ ❛ we’re not all savages here, sweetheart. ❜
Normalmente Emma obriga qualquer lobo que sabe dirigir a entregar os pedidos da "floricultura" Midnight Garden, que nada mais é uma das várias formas legais de lavar o dinheiro dos crias. O verdadeiro sentido daquele espaço é apenas o de abrigar seus iguais que precisam de uma ajuda e plantar suas diversas ervas. De qualquer forma, quando viu o remetente do pedido não pensou duas vezes antes de pegar sua jaqueta de couro e preparar o buquê encomendado por Vivienne Delacroix, a própria. A fascinação da loba por aquela mulher era algo de outro mundo desde que se conheceram numa reunião da Dante, e ainda que Emma detestasse sua espécie e natureza e soubesse plenamente que era odiada de volta. Ainda assim tinha alguma coisa na forma de andar, no perfume, nos cabelos loiros que Vega queria tanto poder tocar... Era simplesmente uma paixão cega e algo divertido que Emma alimentava sem sequer lutar contra.
O caminho até a residência de Delacroix foi mais caótico que o normal para os termos de Nova York, ainda mais com a forte sensação de estar sendo seguida por um SUV completamente envelopado. Em vários momentos se questionou se aquilo era o certo a se fazer devido aos últimos acontecimentos, mas se acalmava dizendo para si mesma que quem não deve não teme e que aos olhos alheios seria só mais uma lésbica iludida dando um buquê de flores para sua princesa inacessível, já que o pedido estava pago de antemão. Porém rapidamente tudo parou de importar quando virou a esquina e a viu ali, maravilhosamente impaciente. Emma estava esbanjando paciência estacionou e desceu da sua Kawasaki Ninja caprichosamente e tirou seu capacete, que ficou apoiado no banco enquanto ela arrumava seu cabelo, se esforçando ao máximo para ganhar o olhar da loira. Tirou o buquê do baú da moto e foi se aproximando da vampira, já preparando como iria a tirar do sério hoje.
─ Pedido para a tão delicada Vivienne, preparado pela brutamontes que vos fala. Irônico, não?
Preferia matar-se a envolver-se profudamente com lobos, mas desde a criação da Dante esta ideia tornara-se passado. Agora com a morte de Bernardo D'angelo e os últimos feitos de Cesare de Medici, devia explorar o que os crias de fenris teriam a lhe oferecer. Escolhendo atuar por trás das cortinas, decidiu não comentar seus pensamentos com o novo alpha. Queria começar por baixo, aliciando o grupo de caçadores dos lobisomens contra seu conde.
No Midnight Garden, ele andava como se fosse o dono, olhando para os lobos que passavam por si com escárnio, troçando de todos. Por ser o duque dos Lasombra, sequer lhe cumprimentavam. Quando finalmente encontrou a verdadeira dona do espaço, Emilia Veiga, bufou pelo nariz e a tocou no ombro. Esperando que ela se virasse para o olhar, já começou a falar: ❝ Tenho algo a tratar consigo. ” sua voz expressava seu incômodo em estar entre os adoradores da lua, indiposto porque não pudera mandar um de seus vampiros tratar disso. Era uma ideia sua, ele que havia de tratar de, infelizmente. ❝ Conheces o idiota Cesare de Medici, sim? ”
Ainda que a cidade estivesse cheia de burburinhos e a Dante estivesse um caos, certas coisas jamais mudariam na vida de Emma. Todas as tardes ela se juntava com dois ou três amigos para jogar cartas e comer uma forma inteira de cookies de massa instantânea. Era de lei, todos ali sabiam que depois das quatro da tarde Vega se tornava profissionalmente incomunicável. E foi nessa cena que o lorde das trevas da Dante a encontrou: sentada em um puff na estufa do jardim com um cartilhado na mão e um cookie inteiro na boca, que desaforo! Emilia odiava demonstrar fraqueza, por isso mandou os parceiros embora como uma verdadeira mafiosa faria, com um assobio e um código com as mãos para que os deixassem em paz, e assim o fizeram, até a porta fecharam, o que gerou alguns segundos de silêncio cômico ao que a porta enferrujada era a única a fazer barulho. Levantou-se, fez que estava se alongando e soltou as cartas na mesa improvisada onde jogavam, como se aquilo fosse trabalho duro. Só então o olhou nos olhos, fazendo noção de sua presença ao se colocar em sua frente numa distância respeitosa.
─ Teve sorte de me pegar de bom humor, chefia. Tem uma placa bem grande lá fora escrita com magia que apenas lobos são bem vindos aqui. Ou o senhor veio comprar uma flor para sua bela dama? Ouvi dizer que ela gosta de crisântemos. ─ jamais deixaria a chance de cutucar onde dói, independente com quem estivesse falando. Em qualquer outro lugar, Emma agiria da mesma forma. O ouviu com atenção e pegou mais um cookie para si, apenas mordiscando o suficiente para que, ao falar de boca aberta, ainda fosse compreendida. ─ O idiota que estragou a festa de todo mundo? Conheço de rosto.
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"Você jamais seria meu capacho, Lia." Não era segredo que ela tratava algumas pessoas como apenas funcionários, mas não seus lobos. Deixava esse trabalho para humanos filiados ao clã que queriam ser tratados assim. Agora pessoas que faziam parte do seu clã e que estavam sempre em suas reuniões e sua vida eram especiais.
"Já falei que você é desperdício demais no grupo do meu irmão. No dia que aceitar minha proposta para ser uma guerreira vai ser muito mais feliz. Eu prometo que a gente se diverte mais. Meu irmão é careta demais para saber o que essas palavras significavam." Todos sabiam que as festas que existiam após as lutas ilegais eram incríveis, e ninguém se divertia como os guerreiros. Afinal o que era a luta senão uma dança mais íntima. "A lua não está deixando isso mais fácil para ninguém, não é? Não se preocupe, Lia, quando a festa acabar vamos fazer nossa própria festa." Lobos amavam correr durante toda a noite, então assim que acabasse aquelas formalidades seriam muito mais livres para aproveitarem aqueles efeitos. "Não deve durar muito mais. Sei que não chegariam aos meus pés, mas aposto que você consegue achar mais gente para se divertir conosco. Podemos nos rolar um pouco e aproveitar o final da noite quando essa poção para de fazer efeito. Juro, mesmo com essa poção eu consigo sentir o poder como se a lua falasse comigo."
─ Já disse que isso não importa, minha loba. Eu sou caçadora porque é onde a gente faz o trabalho de base, mas você sabe que é você quem manda em mim. ─ passou o braço pelos ombros da jovem em busca de equilíbrio, já havia exagerado um tanto na bebida e torcia para que a D'Angelo não percebesse, mas não conseguia guardar segredos da outra quando olhava em seus olhos castanhos tão hipnotizantes quanto a própria lua. ─ Tipo, se você fosse minha chefe ia ficar muito brava de me ver assim, ou não? Por que se eu puder encher a cara em horário comercial, a gente assina minha carteira de trabalho aqui agora.
Ainda que o álcool deixasse tudo mais intenso, se animou ao pensar no pós festa conforme Helena mencionara. Não tava fácil nem de digerir toda comida que havia consumido devido à condição da sua natureza selvagem.
─ Juro que tô sentindo gosto de sangue na boca, parece que eu vou explodir a qualquer momento. Odeio essas merdas de poções. Quando a gente sair daqui eu sinto que vou ter o maior zoomies já visto na história. Vou fazer você sair rolando comigo lá no parque, cê vai ver.
toda vez que alguém pensava que edmund era insano, ele tinha a certeza de que aquela pessoa não tinha conhecido emma ainda. ela sempre dizia alguma coisa que fazia o guerreiro questionar a própria sanidade e soltar uma risada, mas parecia que ela gostava ainda mais de fazer isso quando ele estava tomando um gole de bebida. quase se engasgou com o líquido ao ouvir a resposta dela, imaginando que seria terrivelmente trágico morrer em uma noite como aquelas. por outro lado, não precisaria mais ouvir as conversas dos milionários metidos sobre o quão difícil era escolher o próximo destino da sua viagem quando você já conhecia o mundo inteiro. bateu algumas vezes no peito antes de ter certeza de que não iria passar mal. ❝ não duvido nada você acabar sendo expulsa antes do fim da noite. ❞ ele disse tentando fingir insatisfação, mas por mais que tentasse, era impossível alguém acreditar que bunny não estava se divertindo quando se encontrava do lado da outra lobisomem. ❝ por falar em sonhos estranhos, sonhei que estava sendo perseguido por um pato de borracha gigante na última noite. acha que significa alguma coisa? ❞ podia sempre perguntar para a vidente que tinha sido contratada para aquela noite, mas duvidava que a mulher soubesse alguma coisa de fato. e bem, ele não acreditava naquele tipo de coisa. talvez só um pouquinho.
❝ eu vi o cara de costas, cala a boca! a capa dele podia enganar qualquer um! ❞ ele tentou se defender, mas foi só olhar direito para a capa que o ator estava usando para que edmund percebesse que nenhum lasombra seria visto com um negócio brega daqueles. ❝ pior que eu acho que você tem razão mesmo. e pra isso estar acontecendo, o mundo só pode estar acabando. que triste fim. ❞
Sempre se orgulhava quando conseguia fazer o amigo quase morrer de algum jeito, e seu sorriso não negava isso nem as palmas que batia ao assistir a dificuldade de Eddie para terminar de engolir sua bebida. Infelizmente ela não esperava já estar tão tonta e sem reflexos rápidos para tentar disfarçar que Emma quase caiu para trás, o que a obrigou a se levantar e ficar ao lado do lobo como se nada tivesse acontecido, fazendo uma terrível encenação de durona.
─ Não, pode crer. Não brinco mais também. ─ como se, de alguma forma, tudo isso fosse culpa de Bunny. A ousadia nem lhe fazia arder o rosto nem nada, só estava ali se fazendo de tristonha pois era mentalmente incapaz de sentir vergonha. Fingia que nem estava dando ouvidos para o amigo, mas certamente guardaria a informação do pato de borracha gigante para mais tarde, isso é, se ela conseguir se lembrar. Mas decidiu responder seca e ríspida, escondendo um sorriso na cara emburrada. ─ Acho mano, acho sim.
Era sempre um trabalho árduo se manter séria ao lado do amigo, e toda essa manha não durou muito tempo para ser substituída por risadas exageradas. Agora, com o álcool definitivamente subindo à cabeça, Vega estava com os braços para trás e se balançando no ritmo da música piegas que tocava no salão, e ao assistir Edmund apertar os olhos como se o fim da humanidade fosse algo triste, decidiu o convidar para uma dança de maluco que tinha aprendido com um dançarino antes de ficar de barriga cheia e copo vazio.
─ Ih qual foi, vai chorar? ─ fez uma careta de desgosto para o amigo, não para provocar nem nada, Emma só tinha perdido a noção de que tinha um rosto. ─ Se o mundo for acabar agora você vai acabar perdendo a última batalha de dança de Nova York, bundão!
não , george não queria beber . muito pelo contrário , seu objetivo era ser a pessoa mais sóbria daquela festa . então porque a taça sobre os seus lábios continha algo extremamente alcoólica ? ou por que a visão já estava turva quando tinha tão pouco em sua cerne ? a culpa era da lua cheia que buscava seu âmago ? da poção que a horas tomava conta do seu corpo , o tomando pouco a pouco ? ou apenas daquele ambiente totalmente incomum que estava exposto . merda , ele não podia passar tanta vergonha assim . não era esse tipo de pessoa . ⸺ se quiser posso te fazer um drink melhor que qualquer um aqui . a voz começa , lentamente . se precisasse se orgulhar de algo , com certeza o barman colocaria suas jogadas em seu super poder : preparação de bebidas alcóolicas . nenhum desses americanos teria como competir com um canadense como ele . pelo menos era o que a própria mente insinuava sem parar . ⸺ é sério , tô te falando . me diz qualquer coisa aí vai .
─ Então manda um curaçau blue pegando fogo nos peitos da tua mãe, rapaz. Mostra pra eles que você é tudo isso mesmo. - Emma mal conseguia se manter com a postura reta, mas todo o álcool em seu metabolismo já não deixava a loba pensar direito nas ações que ela tomava. Era notável que o rapaz estava igual a ela, se não pior, mas como poderiam demonstrar fraqueza com os chupa-sangues e as velhas comedoras de criancinhas ali, os observando?! Não mesmo, Vega ainda beberia uma garrafa inteira se fosse para provar para os outros que estava tudo sob controle, ela acreditava no seu potencial de fingir sobriedade e nem percebia que suas palavras já estavam ficando emboladas e confusas. - Eu vou beber sem apagar o fogo, pra mostrar pra geral que aqui é só os que fazem acontecer.
@vegaishowling disse "Is he a nice guy who compliments your outfits and is friendly, or is he a nice guy who's actually flirting with you?"
A risada que Helena soltou, um pouco alterada pelo álcool ecoou no corredor que estavam. Seus olhos se esbugalhando ao ouvir a frase dita pela amiga. "Olha, se foi para você ou para mim, vou acreditar que é um flerte. Se for alguém que eu preciso do meu lado para ter mais força, então sem dúvidas vou flertar de volta." Piscou para ela. Helena não se importava de que forma tinha que fazer, o importante era que chamasse a atenção, e que todos a vissem como a grande filha de Bernardo. A figura que os ajudou na tríade.
A polícia deveria acompanhá-la como uma filha que está aprendendo como sobreviver a própria dor. Da forma com que conseguisse. Fosse se embebedando ou estando cercada por seus guerreiros. "Agora de quem você está falando? Quero poder julgar para entender o porquê dessa grande preocupação."
Emilia revirou os olhos e rosnou baixinho ao evitar o olhar de Helena, mesmo que elas não tivessem nada sério - e nunca teriam, já que Vega acreditava piamente que a D'Angelo era areia demais para seu caminhãozinho - ver a morena rodeada por abutres sempre a fazia ferver por dentro. Hoje então, com a poção fazendo efeito e seus instintos quase vazando pela tampa, Emma estava pronta pra trocar uns socos com o idiota que conversava com a mulher antes de Vega aparecer pra colocar ordem.
─ Você sabe muito bem de quem eu tô falando. Esses filhotes de cruz credo jamais chegam aos seus pés, Lena. ─ aproximou-se sorrateiramente da morena, quase como se estivesse com medo de que ela fosse fugir. Só quando seus lábios estavam colados em sua bochecha ela sussurrou como se fosse um segredo íntimo das duas. ─ E você sabe que eu adoro ser seu capacho. É só dar as ordens.
ele não iria admitir, mas ficou feliz em ouvir a voz de emilia. não era o mais popular entre os lobos, tinha conseguido criar laços com alguns deles, mas sabia que outros não suportavam ver a sua cara prepotente depois de vencer uma luta. ele e emma tinham os seus momentos, quando trocavam insultos pelo menor dos problemas, mas os dois também se defendiam como irmãos. o rapaz deixou o pensamento ir embora na mesma velocidade que chegou, não gostava de pensar na sua família e em todas as ligações que tinha ignorado nos últimos anos. era a forma dele de lidar com as coisas, ignorar até que um dia elas acabem sumindo. ainda não funcionou, mas o rapaz mantinha as esperanças. ❝ já tá assim? não dá mesmo pra te levar pra lugar nenhum. ❞ bunny deu risada, seus ombros menos tensos do que estavam há alguns minutos. a verdade era que não conseguiria relaxar de verdade até que pudesse se transformar. ❝ ei, não vamos exagerar. eu consigo controlar o meu consumo de álcool... pelo menos 10% das vezes. ❞ se estava sendo um pouco generoso com os números, edmund não iria revelar. aceitou o copo, bebendo todo o conteúdo antes de reprimir um soluço. não era possível que já estivesse demonstrando fraqueza logo na primeira dose.
❝ emma! pelo menos os ricos tem a desculpa de serem, você sabe, ricos. não acredito que você comemora mesmo eclipses. ❞ o rapaz alisou a própria nuca, fazendo uma careta como se estivesse sentindo dor. será que o novo alpha se importaria se ele desse um empurrão na outra? provavelmente começar uma confusão, mesmo que de brincadeira, não estava na sua lista de tarefas daquela noite. ❝ acha que elas vão tentar aprontar alguma coisa hoje? meu palpite tá mais para os sanguessugas. ❞ apontou na direção de um dos vampiros que passou por perto deles, só depois percebendo que era um ator.
Vega soltou um arzinho com o comentário do lobo sobre ela fazer estrago pelos buffets que passa, detestava admitir mas Bunny era o cara mais engraçado que Emma já havia conhecido, e ela própria era bem engraçada, então sabia do que tava falando. Mas o fato era verdade, Emma ama comer e especialmente quando é comida grátis! O estranho mesmo era sua digestão naquela noite, se sentia mais pesada que o normal mesmo depois de horas. Estava até com preguiça de fazer Bunny lembrar de todas as vezes que ele chegou no jardim totalmente fora de si, ou as vezes que os dois foram expulsos da maioria dos bares da cidade por estarem embriagados e arrumando confusão. Por isso só ficou olhando bem no fundo dos olhos do amigo esperando que ele mesmo tivesse a coragem de admitir que não estavam nem perto de ter 10% de controle em nada nessa vida. O sorriso de Vega se estreitou com a reação ao carinho dolorido que ela provocara à pouco no rapaz, como se ela soubesse exatamente no que ele estava pensando só de olhar pra ele. E fechou os olhos e limpou a garganta fazendo pose de culta e inteligente ao explicar com a voz alta e clara, talvez até alta demais já que a responsável pelo bar parecia avidamente interessada na conversa alheia.
─ Bom, meu caro amigo, quando você se der de cara com um lobo de 4 metros de altura nos seus sonhos e ele te engolir numa mordida só, talvez você perceba como é importante manter certas tradições. ─ ela brindou o copo vazio com o ar antes de se voltar para Ed e continuar a conversa, um sorriso ainda pairando nos lábios pela última gracinha feita.
Emilia varreu o salão ao seu redor para se certificar que não havia ninguém por ali antes de começar a raciocinar qual seria sua resposta à Ed, afinal ela não só achava como tinha vários pontos para agregar. Foi então que ela olhou para onde o amigo apontava e não conseguiu segurar a risada ao ver a cara confusa de um ator claramente desconfortável com suas presas postiças.
─ Caralho! ─ explodiu em gargalhadas com a cena cômica de Eddie achando que o Conde Drácula que tinha passado por eles realmente poderia ser um morcego carnívoro que queima no Sol, e até precisou soltar um arroto antes que continuar, ─ Tu é muito burro, como é que pode um negócio desses?! É a poção vencida que essas idosas do Coisa Ruim deram pra gente, só pode ser cara, tô te falando.
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podia ouvir os seus dentes rangendo. assim como os outros lobisomens, edmund tinha tomado a poção para adiar a sua transformação, mas ele não podia evitar a desconfiança. havia aprendido que nenhum favor era feito de graça, então imaginava que os nefandi fossem cobrar aquela gentileza mais pra frente, o que não lhe deixava muito feliz. mas sabia que a alternativa era deixar as duas outras organizações fortalecerem seus laços com a elite de new york, e os fenris não poderiam deixar uma oportunidade como aquela passar. então bunny respirou fundo e caminhou até o bar, seus olhos lendo os nomes ridículos que tinham sido inventados para os coquetéis daquela noite. não estava com vontade de repetir um dos títulos bregas, então pediu para o bartender preparar o mais forte que tivesse. enquanto esperava pela bebida, notou que havia outra pessoa do seu lado. ❝ acha que é o tipo de noite que dá pra aguentar depois de algumas doses ou eu deveria me manter sóbrio para não cochilar durante uma conversa? ❞ não que ele fosse seguir o conselho dado, bunny já tinha decidido que iria criar algum jogo para sobreviver até o eclipse, tipo tome um gole toda vez que tiver vontade de bater em alguém. ainda bem que ele tinha uma alta resistência ao álcool. ❝ adoraria que esses ricaços dessem só uma festa normal de vez em quando. quem comemora um eclipse? ❞
Emilia não gostava da ideia de ficar tomando poção de qualidade duvidosa, muito menos de perder um eclipse para estar em uma festa aristocrata idiota. A única parte boa era a sua roupa que a fazia se sentir um príncipe encantado de contos de fada, com a calça de cintura alta e a camisa elegante e as botas. Mas com toda a comida e toda a bebida, a calça já estava a deixando sem ar e terrivelmente irritada. Talvez por isso que ao perceber que Bunny se aproximava do bar ela bufou e acabou com metade da sua dose de whisky em um gole só, fazendo questão de chamar a atenção do garçom para que ele trouxesse mais uma. Não que ela não quisesse a companhia do amigo, mas sabia que Eddie era ótimo em deixá-la puta da cara por algum motivo idiota, como por exemplo a protuberância que se formava em seu estômago, por isso já decidiu focar nisso para se zuar antes que fosse zuada.
─ Eu acho que eu vou acabar explodindo, é isso que eu acho. ─ deu um tapinha em sua própria barriga e fez uma careta para o amigo ─ E desde quando você sabe ficar sóbrio, por acaso?
O garçom trouxe ambos copos e depois de brindar com Bunny virou o líquido na boca de uma vez como se estivesse bebendo água. Revirou os olhos com o comentário do rapaz e repousou o copo no balcão do bar com violência.
─ Eu comemoro eclipses, seu idiota. ─ deu um tapa na nuca de Edmund ─ E você sabe muito bem que isso é uma das milhões de coisas que os ricos roubaram de nós, certo? Os ricos e... Você sabe, as bruxas.
o quão difícil é te tirar do sério? qual é a forma mais eficaz disso acontecer?
você prefere guardar rancor, executar uma vingança ou conceder o seu perdão? o quão fácil é reconquistar a sua confiança depois de um ato de traição?
até onde você iria para alcançar seus objetivos? existem linhas que você não cruzaria, ou o fim sempre justifica os meios?
já foi desleal com alguém para conseguir o que queria? consegue conviver com isso ou ainda tenta justificar suas escolhas, mesmo que só pra si mesmo? se nunca chegou a cruzar essa linha, o que te segurou — medo, culpa ou alguma outra razão?
como você lida com o fracasso? quando as coisas não saem como o planejado, você aprende com isso, se culpa ou tenta responsabilizar outros?
1. “Dizem que é bem fácil, mas a verdade é que eu gosto de educação. Se você não for educado comigo vai me deixar bem puta. Que tipo de ser vivo é você que não consegue respeitar diferenças e amar todos os filhos de Gaia? Sinceramente até os religiosos fervorosos são mais respeitosos do que gente mal-educada.”
2. “Eu não guardo rancor nem me considero vingativa, tudo é sobre perspectiva. Eu sou muito justa, e acredito que se as coisas tem um preço devemos pagar por ele. Agora, quão fácil é para recuperar minha confiança? Quão útil é um copo que não segura o líquido pelas rachaduras? De que vale um espelho quebrado? Se você me fode uma vez, a culpa é sua, se você me fode duas... A culpa é minha. E eu não guardo rancor, lembra?!”
3. “Acredito que não são todos que podem dizer isso, mas já que meus objetivos são puros e sinceros, com a benção de Gaia eu digo que sim, os fins sempre justificam os meios na causa ambiental. Afinal, sem o planeta Terra nós não teríamos nem a possibilidade dessa discussão. Você acha que eu me importo de explodir uma ou duas fábricas ou data centers se isso significa salvar a natureza e salientar os limites dela? Ah, por favor. Isso já tá me tirando do sério, que tipo de pergunta é essa? Você pelo menos sabe com quem tá falando?”
4. “Lealdade foi a lição mais preciosa que minha vó me ensinou, então eu sou sempre sincera e direto ao ponto quanto à isso, eu sou leal à causa e não ao homem. Seres sempre mudam de ideia, são instáveis. Eu não, eu só quero que a natureza tenha paz.”
5. “Fracasso? Eu jamais fracassei na minha vida, filhão. Você acha que na nossa luta tem espaço pra falhas? Ou você acerta ou morre, é simples assim. Eu estar aqui agora, em pelo e osso, já é resposta o suficiente. Terminamos aqui? Ótimo, você é um entrevistador de merda. Essa parte vai aparecer também, certo?”
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