Perfection is not just about control. It's also about letting go. Black Swan (2010) dir. Darren Aronofsky

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onde: bloodmoon gym.
Enquanto todos pareciam estar em parafuso sobre o que havia acontecido, Helena exibia um sorriso tranquilo. Tudo estava indo a seu favor. Ou quase. Deveria se sentir culpada por conta de uma morte ter acontecido, mas no final, para eles ficou bem claro que os vampiros não eram confiáveis e que aquela aliança estava começando a mostrar suas fraquezas. Era triste o legado de seu pai estar desse jeito, mas ele havia conquistado esse fim ao declarar sua/seu tio no comando. Se ele tivesse colocado ela como Alpha como todos estavam esperando, talvez a situação estivesse diferente. Ela até poderia fazer um pouco mais de esforço para prestigiar aquele legado concordando ou não com sua visão, mas agora?
Agora ela queria era expor o mundo místico e colocar os lobos no comando. Eles tinham mais força, e quase o dobro de números. Poderia até cogitar um acordo com as bruxas, mas os vampiros? Estavam a caminho do seu próprio fim em Nova Iorque e ela encaminharia isso de qualquer forma. Independente do que custasse. Foi quando notou que deveria estar prestando mais atenção a muse que estava treinando a sua frente. "Desculpe, é que hoje está um belo dia, não? No que mais eu posso te ajudar aqui?"
bunny deu risada. sempre achou ridículo aquele sentimentalismo que alguns lobos carregavam, enxergando as suas tribos como famílias ou falando de companheirismo como se fosse um código sagrado, mas a verdade era que o rapaz sentia como se finalmente pertencesse a um lugar, depois de tanto tempo vivendo à margem em sua antiga cidade. boa parte disso era graças aos d'angelo, e faria qualquer coisa por eles. ❝ por falar nisso, quando é que você vai me acompanhar em um bar? está com medo de perder na sinuca? ❞ ele estava ignorando o fato de que na última vez em que tinham ido no the blue barrel, quem tinha perdido a partida havia sido ele. ❝ aprecio a sua confiança em mim, leninha. acho que é a primeira vez em que alguém me descreve como civilizado, ❞ deu risada. o rapaz observou a festa que acontecia ao redor deles, reconhecendo alguns dos membros dos crias de fenris entre as pessoas que tentavam socializar no salão, usando qualquer oportunidade para contar vantagem. aquela era a parte que edmund achava mais díficil. ❝ vamos combinar um sinal caso um de nós precise ser salvo de uma conversa indesejada. se eu falar que recebi uma ligação sobre o meu cachorro estar doente, quer dizer que eu quero ir embora. mesmo os nossos celulares estando guardados, ninguém vai ter tempo de questionar. ❞
(flashback)
Uma risada alta escapou de seus lábios, e ela não escondia de ninguém o quanto era escandalosa. Lobos eram assim. Brincalhões, escandalosos, carinhosos e mortais. Mesmo assim entre o bando não conseguia evitar as próprias brincadeiras. "Eu? Perder na sinuca? Irmão meu, você tem muito o que aprender ainda, little one." Segurou o impulso de dar uma rasteira nele como sempre fazia durante os treinos querendo se divertir um pouco, afinal, ali precisavam mostrar um pouco de compostura.
"Vai me dizer que isso aqui está tão chato assim para você? Estava conversando com Lia de fazer uma festa pós isso aqui. Uma festa de verdade. Sem essa poção nos impedindo para aproveitarmos essa lua maravilhosa. Quem sabe eu até não deixo você dar um ou dois golpes em mim antes de te derrubar. Claro, caso você queira se aparecer um pouco. Estou te ajudando a construir caráter, maninho." Brincou passando a mão pelos ombros dele, o salto alto ajudando na diferença de altura entre eles. Helena tinha mil ideias e conversas para executar ainda antes da noite acabar, mas agora havia descansado um pouco. "Ficamos combinados assim, certo? Preciso dar uma volta, mas qualquer coisa não estou mais longe do que alguns passos."
⋆ 𝑶𝑷𝑬𝑵 𝑺𝑻𝑨𝑹𝑻𝑬𝑹 ⠀ ⠀⸺⠀ at Obsidian & Gold .
⠀⠀⠀⠀ ━━ Sugiro que preste bastante atenção no que vai dizer. ━━ Apesar da sugestão, havia um tom de ameaça sutil na voz do vampiro. O sotaque forte marcando as palavras praticamente sussurradas. Bjorn sequer ergueu o rosto para o recém-chegado, os instintos vampíricos anunciando a presença na sala de catalogação antes que qualquer som de passos pudesse fazê-lo.
Seu cuidado se dava ao fato de estar absolutamente furioso com a morte da garota durante a festa. Tamanho cuidado de sua parte, inclusive tentando manter outros sob controle e evitar que arruinassem uma noite tão importante, para acabar daquele jeito. Agora, não tinha qualquer dúvida de que estava sendo vigiado. Talvez todos os presentes no evento estivessem. Assim, todo cuidado era pouco. Ao menos se quisesse evitar ainda mais estrago.
━━ Se encostar em alguma coisa, vou arrancar sua mão fora. ━━ Avisou, em um tom absolutamente calmo. Todavia, aquela era uma ameaça séria. As peças presente na sala de catalogação ainda tinham longo processo pelo qual precisavam passar, qualquer avaria seria imperdoável. ━━ A que devo a honra de sua presença no meu singelo estabelecimento? ━━ Perguntou, mal tirando os olhos da documentação do astrolábio que analisava. Daquela vez, havia certo sarcasmo na voz. O que se dava pelo fato de não haver nada de singelo em seu estabelecimento, talvez.
Revirou os olhos. No dia em que se sentisse ameaçada pela fala de qualquer sanguessuga seria o dia em que poderia ser enterrada ao lado do pai. Em realidade, Helena estava mais fazendo cena do que realmente interessada em algo. Queria entender como estava a estrutura de hierarquia vampiresca após o acidente e onde mais ela poderia cutucar para a ferida não estancar. Cesare tendo feita toda aquela cena foi exatamente o esperado para Helena pontuar mais algumas vezes, e já estava com seu discurso pronto para a próxima reunião do quanto os vampiros não sabem se portar e não merecem aquela sociedade.
Uma pena que sua/seu alpha não tinha o pulso firme. O que será que seu pai estava pensando quando deixou aquela escolha? Independente disso, Bjorn era uma figura respeitável entre os vampiros. Então entender onde estava pisando era importante para ela.
"Nada. Só vir ver como estão os humores. Já destituíram Cesare? Ou ainda irão passar pano para seus feitos? Uma sociedade tão organizada como estamos criando não pode ter alguém que faz esse tipo de coisa em plena luz de humanos, concorda?" Se ela pudesse fomentar ainda mais a situação de vampiros contra vampiros ficaria ainda melhor seu terreno para quando quisesse colocar em prática suas ideias, mas para isso precisava colocar Henrique ao seu lado e conquistar todos os lobos.
─ Já disse que isso não importa, minha loba. Eu sou caçadora porque é onde a gente faz o trabalho de base, mas você sabe que é você quem manda em mim. ─ passou o braço pelos ombros da jovem em busca de equilíbrio, já havia exagerado um tanto na bebida e torcia para que a D'Angelo não percebesse, mas não conseguia guardar segredos da outra quando olhava em seus olhos castanhos tão hipnotizantes quanto a própria lua. ─ Tipo, se você fosse minha chefe ia ficar muito brava de me ver assim, ou não? Por que se eu puder encher a cara em horário comercial, a gente assina minha carteira de trabalho aqui agora.
Ainda que o álcool deixasse tudo mais intenso, se animou ao pensar no pós festa conforme Helena mencionara. Não tava fácil nem de digerir toda comida que havia consumido devido à condição da sua natureza selvagem.
─ Juro que tô sentindo gosto de sangue na boca, parece que eu vou explodir a qualquer momento. Odeio essas merdas de poções. Quando a gente sair daqui eu sinto que vou ter o maior zoomies já visto na história. Vou fazer você sair rolando comigo lá no parque, cê vai ver.
(flashback)
Tinha de concordar. Helena não gostava dos vampiros. Era algo natural a situação de ódio que possuíam entre as duas raças, mas as bruxas era outra facção que ela não era tão fã. Na verdade, dificilmente ela havia concordado com seu pai sobre posicionamento. Tiveram muitas discussões sobre isso. Por mais que ela quisesse preservar a imagem do mesmo, a ideia de ter um grupo tão forte que conseguia lidar com seus poderes e transformá-los em mortais era perigoso. Se isso acontecesse de forma não controlada? Dante era uma boa ideia? Talvez. Helena preferia que todos soubessem sobre o sobrenatural e pudessem se proteger abertamente e não ficar velando esse tipo de situação.
Não que ela pudesse fazer muita coisa, pois ela em sua mente também precisava de alguns favores. "Se eu fosse sua chefe ficaria muito feliz que você conseguiu se divertir em meio a tanta gente chata. Juro, eu quase consigo sentir o cheiro de morto-vivo." Não era natural, e os vampiros precisavam ir embora. Para sempre.
"Então já avise a todos que Helena está promovendo uma festa de verdade pós baile. Estarei com vocês o tempo todo, passei toda essa festa organizando isso. Mostrar em como dar uma festa de verdade sem esses burgueses. Pode espalhar para mim isso? Que Helena está cuidando durante a festa que todos seus lobos saibam que irão se divertir muito depois." Ela precisava daquele álibi. Independentemente do que fosse acontecer depois.

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// gravação perdida de uma sessão de terapia psicológica
⋆ 𝑶𝑷𝑬𝑵 𝑺𝑻𝑨𝑹𝑻𝑬𝑹 ⠀ ⠀⸺⠀ lua de sangue .
Bjorn tendia a evitar situações que envolvessem refeições com humanos pelo simples fato de não suportar a textura dos alimentos. Entretanto, em certas situações, acabava sendo inevitável aceitar se sentar à mesa com eles. E aquela era uma daquelas situações, onde teve a própria anfitriã vindo perguntá-lo se não iria comer nada. A garganta já seca, sedenta por sangue, quase o fizera soltar um comentário ácido demais para ingenuidade vívida de Alana. Entretanto, não podia evitar os pensamentos a respeito das oportunidades que podia ter ali se fosse apenas cauteloso. Infelizmente para si, não queria arruinar a oportunidade que a noite estava trazendo, então decidiu desviar o foco dos pensamentos para seu trabalho.
À mesa, o vampiro brincava com a comida. Jogava para lá e para cá, colocava pedaços pequenos na boca e depois os dispensava no guardanapo. Tudo de maneira muito discreta, em movimentos absolutamente sutis, disfarçados pela maneira como mantinha a conversa fluindo. Sua melhor estratégia para desviar a atenção de seu prato praticamente intocado. ━━ Já foi fazer uma leitura de tarot esta noite? ━━ Perguntou para a pessoa ao seu lado. ━━ Fui um pouco mais cedo e a pobre moça pareceu preocupada. ━━ Comentou em um tom completamente divertido e, também, levemente debochado. ━━ Ao que parece, a carta da Torre diz que vou morrer logo. ━━ O que era ridículo, considerando que já estava teoricamente morto há quase dois séculos.
O cheiro de vampiros estragavam toda a ideia de uma refeição agradável. Não suportava ter que ficar tão perto deles. Seu pai quis que todos vivesse pacificamente, ok. Agora serem obrigados a frequentar as mesmas festas? Ela só gostava disso quando podia chutá-los nas lutas clandestinas. Porém, aquela noite era sobre aparências, e ela precisava manter a sua. "Sabe, Alana, sua comida é tão saborosa. Aposto que nosso amigo aqui concorda conosco. E sim, as cartas são ótimas. Tirei A Roda da Fortuna. Ótimo para uma boa noite e um bom evento. Que pena, pensei que ainda teria uma longa vida." A ironia não escapou de seus lábios, mas ela deveria sim se comportar. Não deveria comprar brigas, muito menos, quando estava querendo provar o quão boa líder ela poderia ser.
"Quem sabe não é uma metáfora? Morrer de diversão? Matar o tédio? Morrer de tanto dançar? O importante é como interpretamos as cartas." Amenizou a situação tentando parecer um pouco mais agradável. "É muito próximo da nossa querida Alana?" Tentou puxar assunto parecendo realmente se importar com aquela conversa.
bunny parecia uma criança emburrada, tentando fazer os pais voltarem para o conforto da sua casa, mas ele não conseguia evitar quando uma das suas piores contribuições para os fenris estava nas suas habilidades sociais. ❝ mas caramba, leninha, que ideia doida. quem vai ter que me parar de fazer uma besteira no final da noite é você, ❞ ele deu de ombros. desde que havia aceitado o convite do antigo alpha, bernardo tinha quase conseguido domar edmund, ensinando à ele tudo o que poderia saber para melhor controlar os seus instintos e canalizar a agressividade que corria pelo seu corpo apenas para os momentos devidos. sem aquela figura presente na sua vida, estava quase de volta ao antigo limbo, entregue à frustração conhecida. ❝ você vai mesmo me arrastar pro meio dessa briga de família? preciso descobrir quem vai pagar as minhas contas nos bares antes de escolher qual irmão vou apoiar, ❞ brincou. ele gostava da família d'angelo. toda aquela disputa para decidir quem sentaria no trono era algo que deixava bunny temeroso pelo futuro.
A ingenuidade de Edmund era uma das poucas coisas que Helena sabia que era verdadeira. Tinha de usar a máscara de que nada a abalava e que conseguia lidar com todas as situações que aconteciam ao seu redor, mas Edmund parecia...com seu pai. Quando não estavam discutindo, quando ela ainda o via como seu herói. A ideia de que tudo ficaria bem no final. Sabia que o pai havia o colocado debaixo de seus braços e o tratado bem, mas...Sim, era uma memória feliz de seu pai que ainda acreditava existir. Que ela havia esquecido após ser substituída por seu/sua tia/o.
"O bar é todo seu se me apoiar, sabe disso." Brincou, e se era com isso que ele estava preocupado, Lena realmente queria que as situações fossem tão simples. A riqueza dos D'angelo não era segredo. "Agora falando sério. Não tenho problema em te colocar debaixo do meu ombro e levar para casa se fizer besteira, mas vamos evitar? Nós dois, afinal, nós somos civilizados e não aqueles sugadores de sangue."
29.08, baile de gala, lua de sangue, por volta das 22h.
starter aberto (0/8)
o som da vitrola ia e vinha, entre pausas e desafinações, enquanto um sujeito de quase dois metros, com seu copo vazio e resquícios de um vermelho espesso no fundo, parecia intrigado com o trabalho tortuoso da agulha no disco arranhado. alguns já o conheciam, o pintor excêntrico de sotaque carregado, com suas perguntas curiosas e esquisitas. talvez essa fosse a descrição mais correta de alguém que não conhecia matvey. ou de quem conhecia. "ah, você chegou, finalmente." o sorriso fez-se presente ao fitar muse, erguendo-se depressa. a música que tocava estava completamente arruinada após a sabotagem do vampiro. "ela disse que você viria, disse que deveria lhe chamar para uma dança. bem, quem não chamaria, está deslumbrante." fez uma reverência perfeita, de postura impecável, era uma troca estranha para alguém que, até pouco tempo atrás, estava se portando tão desleixado, como se aqueles modos tão polidos fossem naturais. "mas precisa ser a música certa, essa música não é certa. só tem músicas erradas, eu não acho a certa. será se devemos esperar até a meia-noite?" e então, estendeu a mão, levemente avermelhada. "você me concede uma dança?" com a outra mão, ergueu o indicador. "para mais tarde."
Como Helena adorava festas. Se pudesse vivia sempre nelas, mas no momento ela não poderia se perder como em uma, o que era chato, mas ao mesmo tempo aquela havia sido uma oportunidade de ouro. Entender como funcionava e estar aberta para tantas conexões, e não tinham dúvidas de que ela era uma alpha. Conquistando atenções, e fazendo com que todos se divertissem tendo um pouco de sua atenção.
Quando escutou o que o outro dizia achou que era uma daquelas cantadas baratas que ela precisaria fingir que gostava, mas o cheiro de vampiro fez com que ela já revirasse um pouco os olhos. Muito sensível para certos cheiros e os de vampiro pareciam chamar sua atenção, mas ela não poderia abertamente estar contra eles. Não em uma noite como aquela, então ela estava tentando fingir ser agradável. "Quem é ela? Qual música seria a certa? Não sei se posso esperar por tanto tempo, mas se você me der uma boa resposta..." Deixou sua fala aberta para ver se o outro entendia o recado e fosse um pouco mais objetivo.
@overxmoonlight disse “ Don't make me go through this again. ”
Se havia alguém que Helena tivesse mais raiva que seu pai nesse momento, essa pessoa era Inaê, a forma como a mulher estava sempre tentando demais agradar todos os outros fez com que Helena revirasse os olhos em muitas reuniões. Por anos, tentou alertar o pai sobre ela, mas assim como seu irmão todos acreditavam na inteligência e na força da mulher. Bullshit. Ela sabia que a mulher tinha seus próprios planos e era só Helena conseguir provar que mais uma raiz sairia da sua frente. Precisava se livrar de problemas específicos, mas naquele momento não poderia derrubar seu irmão, sua/seu alpha, e a consigliere ao mesmo tempo.
"Já disse, Inaê, fale seus papinhos para quem quer ouvir. Ou melhor, quer me agradar? Convença meu irmão e seu/sua atual alpha a largar o posto. Aposto que consegue fazer isso com todo o seu charme." As palavras saíram bem irônicas de sua boca, mas ela nunca teve uma das melhores relações e não queria a outra em seu pé naquela noite. A vigiando como sempre fazia.

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Aquela discussão com Helena estava começando a cansá-lo. Nunca tinha tido a intensão de magoar a irmã, mas ela parecia levar para o lado pessoal que ele tivesse tentado se tornar o Alpha quando o pai se foi. É claro, os planos de ambos foram frustrados, mas por que não podiam se unir nesse objetivo ao invés de ficarem brigando entre si? — É claro que eu te apoio, Lena. Mas papai me fez prometer que eu seguiria os passos dele. Você sabe que não posso desapontá-lo. Por isso, ainda acho que se fizéssemos isso juntos, teríamos muito mais poder do que brigando dessa forma. — sua voz não soava dura ou irritada, apenas cansada. — Também não acho que tenha sido a escolha dele colocar nosso tio no comando. Ele apenas achou que podia fazer isso, foi lá e fez. Pelas nossas costas. Mais um motivo pelo qual devíamos nos unir. — sabia que as chances dela ouvir suas súplicas eram praticamente inexistentes. Já tinham tido aquela mesma discussão várias vezes, mas ela era cabeça dura demais para aceitar algo que outra pessoa dizia. E isso ficava ainda mais evidenciado na maneira como mudava de assunto. Ele queria continuar na discussão, mas aceitou a mudança, revirando os olhos com o comentário dela. — Estou interessado apenas em diplomacia e ir embora daqui assim que achar que fiz o suficiente. E você? Encontrou algo do seu interesse aqui? Arranjou alguma briga?
Seus olhos reviraram. "Seguir os passos dele? Sabe quem seguia os passos dele? Que tinha os melhores números e lutava cada dia para provar que seria a melhor alpha quando ele decidisse sair do posto? Quem aguentou todo o treino e pegava cada caso que ele jogava no ringue e não desistia até transformar em um guerreiro? E como o pai vê? Que eu sou muito esquentada, que não quis estudar um curso chique de diplomacia que ele estava mandando. Acho que podia? Ah, como você é bobo quando quer. Só tem uma responsável por isso, e ela te iludiu e caiu fora quando viu que você não serviria mais como alpha. Ou Inaê continua fazendo carinho sempre que você fica com frio?"
Será que só ela que enxergava a cobra que estava escondida no meio do ninho? Eram tantos problemas para resolver e então pouco tempo. Ela precisava fazer algo e que seu irmão a apoiasse. 'Você aceitar a escolha dele, e ainda dar ouvidos a ela. Mostrar que também nunca confiou em mim ou me quis na posição, e isso sim, me magoa Henrique, então não vamos nos unir. É injusto para caralho." Nunca se poupou com as palavras quando estava perto do irmão e lembrava do tempo que eram unha e carne, mas agora eram óleo e água.
Não havia mais família para Helena, e por isso seu bando era tão importante. O Clã era tudo para ela. "Estou me comportando. Conversando, e ainda não arranjei nenhum problema com nenhum sanguessuga. Vou chamar isso de vitória. E quanto a você já se curvou para eles?"
Emilia revirou os olhos e rosnou baixinho ao evitar o olhar de Helena, mesmo que elas não tivessem nada sério - e nunca teriam, já que Vega acreditava piamente que a D'Angelo era areia demais para seu caminhãozinho - ver a morena rodeada por abutres sempre a fazia ferver por dentro. Hoje então, com a poção fazendo efeito e seus instintos quase vazando pela tampa, Emma estava pronta pra trocar uns socos com o idiota que conversava com a mulher antes de Vega aparecer pra colocar ordem.
─ Você sabe muito bem de quem eu tô falando. Esses filhotes de cruz credo jamais chegam aos seus pés, Lena. ─ aproximou-se sorrateiramente da morena, quase como se estivesse com medo de que ela fosse fugir. Só quando seus lábios estavam colados em sua bochecha ela sussurrou como se fosse um segredo íntimo das duas. ─ E você sabe que eu adoro ser seu capacho. É só dar as ordens.
"Você jamais seria meu capacho, Lia." Não era segredo que ela tratava algumas pessoas como apenas funcionários, mas não seus lobos. Deixava esse trabalho para humanos filiados ao clã que queriam ser tratados assim. Agora pessoas que faziam parte do seu clã e que estavam sempre em suas reuniões e sua vida eram especiais.
"Já falei que você é desperdício demais no grupo do meu irmão. No dia que aceitar minha proposta para ser uma guerreira vai ser muito mais feliz. Eu prometo que a gente se diverte mais. Meu irmão é careta demais para saber o que essas palavras significavam." Todos sabiam que as festas que existiam após as lutas ilegais eram incríveis, e ninguém se divertia como os guerreiros. Afinal o que era a luta senão uma dança mais íntima. "A lua não está deixando isso mais fácil para ninguém, não é? Não se preocupe, Lia, quando a festa acabar vamos fazer nossa própria festa." Lobos amavam correr durante toda a noite, então assim que acabasse aquelas formalidades seriam muito mais livres para aproveitarem aqueles efeitos. "Não deve durar muito mais. Sei que não chegariam aos meus pés, mas aposto que você consegue achar mais gente para se divertir conosco. Podemos nos rolar um pouco e aproveitar o final da noite quando essa poção para de fazer efeito. Juro, mesmo com essa poção eu consigo sentir o poder como se a lua falasse comigo."
@henriquedangelo disse “ Don't make me go through this again. ”
Revirando os olhos seguiu andando. O vinho em mãos enquanto estava no pé da escada olhando a festa da parte de cima. "Já disse, Rique. Você nem queria isso, e de todas as pessoas pensei que iria me apoiar. Quando pequenos até você achava que eu seria Alfa. Agora não só tiraram isso de mim como você sugere dividir. Um alfa sabe que não se divide poder, e o que nosso pai fez...Eu não sei o que ele tinha na cabeça." Por mais que ela sempre posasse como a líder bruta que nada a abalava, aquele era um assunto que revirava em seu estômago que fazia com que ela quisesse chorar e ao mesmo tempo espancar um saco de areia até cair do gancho.
Virou toda a taça e sinalizou para o garçom trazer outro. "Enfim, é uma noite de festa, não vamos discutir. No que eu posso te ajudar, querido irmão?" A relação deles havia mudado tanto. De próximos a quase estranhos para Helena era difícil até olhar no rosto do irmão. Apertou a mão na cintura contra o vestido. Aquela roupa a deixando desconfortável. "Até que você deu uma ajeitada na cara. Está interessado em alguém hoje?"
@vegaishowling disse "Is he a nice guy who compliments your outfits and is friendly, or is he a nice guy who's actually flirting with you?"
A risada que Helena soltou, um pouco alterada pelo álcool ecoou no corredor que estavam. Seus olhos se esbugalhando ao ouvir a frase dita pela amiga. "Olha, se foi para você ou para mim, vou acreditar que é um flerte. Se for alguém que eu preciso do meu lado para ter mais força, então sem dúvidas vou flertar de volta." Piscou para ela. Helena não se importava de que forma tinha que fazer, o importante era que chamasse a atenção, e que todos a vissem como a grande filha de Bernardo. A figura que os ajudou na tríade.
A polícia deveria acompanhá-la como uma filha que está aprendendo como sobreviver a própria dor. Da forma com que conseguisse. Fosse se embebedando ou estando cercada por seus guerreiros. "Agora de quem você está falando? Quero poder julgar para entender o porquê dessa grande preocupação."
@edmznds disse “ Why am I here? ”
Helena olhou bem para um dos membros de seu bando que mais confiava, talvez até mais que seu próprio irmão e outros membros da família. "Porque preciso que me ajuda em inúmeras formas de acordos hoje. Precisamos nos destacar e conseguir amigos. Preciso de alguém que eu confie ao meu lado, e que se ao final da noite eu já estiver bêbada que me impeça de fazer alguma besteira." A subchefe ficou bem mais centrada naquelas últimas semanas. Sabendo que agora todas as crias de Fenrir andavam pisando em ovos.
A subchefe não escondia de ninguém o atual desafeto por seu irmão e atual Alpha. Era para ser ela. Todos sabiam. "Então se perguntarem, Helena é melhor para isso. Helena não deveria ser nossa Alpha? Se alguém quiser que você bajule ou flerte para conseguir o apoio, eu preciso que você faça isso por mim, Eddie."

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helena d'angelo disse: porra! esse negócio de "gótico vitoriano" é tão coisa de vampiros, credo. calças não são funcionais em uma luta, pelo menos, com vestidos consigo esconder melhor facas, e são muito mais fáceis em certas situações.
em new york, é difícil saber quem são os seus verdadeiros aliados. se resolver depositar a sua confiança em HELENA D'ANGELO, talvez vá lhe encontrar TREINANDO NO BLOODMOON GYM ou passando pela entrada de ELYSIAN PALACE pode notar pelo sotaque que nasceu em NOVA YORK, precisa de um descanso por ser SUBCHEFE DOS GUERREIROS dos CRIAS DE FENRIS e venceria um concurso de sósia de GIOVANA CORDEIRO. ainda não temos muitas opiniões ao seu respeito, mas LENINHA passou os últimos 30 anos sendo chamada de DETERMINADA e DESTEMIDA o que não mudou depois que começou a atuar como UMA DAS RESPONSÁVEIS PELAS LUTAS CANDLESTINAS DO ELYSIAN PALACE E TAMBÉM PELO BLOODMOON GYM.
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