a light in the darkness;; shizu and day
with: @eas-shizu
when: may 11th, 01:48 am.
about: private, tw: violência (menção leve).
A australiana estava apavorada. Aquela tinha sido a gota d’agua para a garota, que depois de expulsar o padrasto aos gritos – falhos, pela falta de voz – do seu quarto, atirava de qualquer jeito as primeiras roupas que via numa mochila. Se dissessem para Heedae que ela seria expulsa de seu dormitório justamente na época que Thomas estaria da cidade, e que ainda seria obrigada a viver com ele, ela diria que era mentira, afinal, nem ela poderia ter tanta má sorte, não era? Errado, a vida novamente estava provando para Day que seu único fim na vida era se ferrar.
Ainda via turvo pela falta das lentes, esta somada às lagrimas que não paravam de descer por seu rosto, deixavam-na quase cega quando na procura do que precisava para sair daquela casa o mais rápido possível. Seus músculos ainda tremiam de medo, e de segundo em segundo a menina olhava para a porta, esperando ver o protagonista de todos os seus pesadelos ali parado, só esperando para agredi-la novamente. Jogou a mochila nas costas, pegando os óculos – agora meio tronchos por conta da falta de cuidado do australiano -, abrindo a porta do quarto onde estava ficando, olhando para todos os lados antes de correr para a porta da frente. Em menos de cinco minutos já estava na rua, andando sem nenhum rumo – mas com plena certeza de que qualquer lugar era melhor que ali.
Os soluços ainda escapavam de suas cordas vocais, e as lagrimas ainda caiam insistentemente por sua face. Tinha certeza que estava parecendo um louca para qualquer um que a visse, afinal, só tinha jogado um casaco por cima do pijama e colocado um tênis, além de provavelmente estar toda descabelada e com marcas vermelhas por conta das recentes agressões, mas ela não dava a mínima para isso – sua única preocupação naquele momento era onde passaria a noite, uma vez que o frio começava a castigar sua pele. Entrou no primeiro taxi livre que viu, mandando-o começar a andar enquanto ela pensava no destino certo. Dahye estava fora de cogitação, e ela não conseguia pensar em ninguém além dela, que não fosse julgá-la por sua situação – foi quando o amigo japonês lhe veio à mente. Procurou pelo contado de Shizukana, logo ligando para o mais novo, passando a chorar com mais vontade quando a ligação se deu por encerrada sem nenhuma resposta do outro lado – apesar de não querer incomodar Shiori, ele era sua única esperança no momento.
Assustou-se ao ouvir o celular tocar na própria mão, nervosa com a possibilidade de sua mãe ter notado sua ausência, mas atendeu sem demora ao ver que era o japonês. Tentou inutilmente disfarçar a voz chorosa e completamente falha ao pedir abrigo por aquela noite, não queria preocupar ninguém, afinal. Ficou tentada a chorar ainda mais ao ter a confirmação que precisava, finalmente dizendo um destino ao taxista que ainda dirigia sem rumo – sem reclamar, era ele quem estava ganhando dinheiro com a confusão da mais nova -, e aproveitando aquele tempo para mandar uma mensagem com uma desculpa para que sua mãe não ficasse preocupada ao acordar.
Não demorara muito para chegar na casa do amigo, pagando o preço absurdo da corrida antes de sair do carro, subindo o zíper do seu casaco completamente, tentando tapar as marcas recém adquiridas que tomavam todo o seu colo e pescoço, na tentativa de evitar perguntas sobre estas. Parou na frente da porta, dando três batidinhas leves antes de pegar o celular no bolso, mandando uma mensagem para o mais novo, avisando que já estava ali.












