UM DESVIO PARA O VERMELHO
Cor Coração Carne Canção Matiz que pinta Perfura Veladura Entinta Viva Satura Pintura Sutura a carnificina Escama Escarlate Encarna Cena representada

@theartofmadeline

YOU ARE THE REASON
he wasn't even looking at me and he found me

Kaledo Art
cherry valley forever

Love Begins
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Misplaced Lens Cap

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DEAR READER
Stranger Things


Origami Around

祝日 / Permanent Vacation
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@dramapoiesi
UM DESVIO PARA O VERMELHO
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ASCALAPHA ODORATA
Tece o véu com fios de prata Quando da casca se despir Em sua cama se alimenta Contínuo devir Tece um véu de seda fina Para o corpo de tal cousa Pois assim vive a sina Que latente em si repousa Este véu que sutilmente Cobre a forma corpulenta Transmuta o que o encobre O estado de tormenta E o compasso do relógio Marca a vinda do ser nobre Que de larva travestida Rompe a casca tom de cobre Transmutado exterior Ao olho que fita o céu Sua crisálida deixou Rechaçada ao léu Esfacela-se o resto Dos trapos a que restou Despida do tom de cobre A velha casca ficou E a insígnia da morte Escondida em seu olhar Conduz esta traça triste À chama, à luz, ao luar Incessantemente baila Num tempo imemorial Dançando ao redor do fogo Em infinita espiral Assim a alada bruxa inflama Arrebatada pela euforia Na chama que arde e queima A vida que se perdia
(Vinicius Ribeiro)
MAUSOLÉU
Permaneço no leito inerte E a mente vagueia O corpo já é quase mármore Frio Os fios, se embaraçam Não há o que desate esse nó Torno me um brinquedo do tempo Que me faz boneco esquecido Me ponho a caminhar Penso e falo com a mobília Empoeirada, carcomida Putrefação Traças e vermes esbanjam Um delicioso jantar Um tenebroso banquete Carnificina Vagueio por dentro de mim Paredes visceradas Luzes vermelhas Pia ensanguentada As chaves trazem ferrugem As festas trazem poeira No teto se montam as teias Tecidas por mil aranhas Fios de prata O corpo É mausoléu que me guarda.
CORVOS
Corvo Ave de olhar sanguinário Antigo emissário Correspondente da morte Olhos do deus do norte. Corvo Destroça com bico negro Pássaro maldito, carniceiro Sua pluma negra atormenta seu gralhar afugenta. Corvos Corvos próximos a mim Pairam sobre meu corpo Na frieza absorto Grande revoada. Corvos Nuvens negras aladas Imperiosos de Ravena Deusa que em sombra encena a encarnação do mal. Corvos De plumas negras infernais Hordas de generais Malphas é quem as traz Com seu signo profano. Corvo Corvo lamentador Chora a fria dor, pois É chamado pela tragédia. Corvo, Eco da Banshee Sonoro bater de asas Mil olhos vigiam carcaças Banhadas de carmesim.
(Vinicius RIbeiro)
OFÉLIA
Derrubada pela raiz o salgueiro ou por um galho traiçoeiro Ofélia cai. Há Ofélias demais neste mundo para que eu possa contar suas tragédias se afundando na frívola desilusão das paixões. Ofélia, a originária, que fala às águas de seus perigos a esta me tange falar. Louca, desatenta, suicida Culpada , renegada, submissa agora jaz imóvel, caída. Ofélia dorme eternamente no etéreo rio apodrece deixando que a água a leve ou lave seu sangue que é tinta que reescreve histórias. Ofélia romantizada, Ofélia enlouquecida, ensandecida, bastara apenas um homem para torná-la suicida. Colhia flores para ornar uma esquife, Ou tecer uma guirlanda, Mas, segurava os frios dedos da morte trançando sua coroa sem sorte. Ofélia desastrada Tropeça ao carregar o peso de seu próprio coração Tropeça nas rédeas e cai no chão. Dorme Ofélia distante com anéis nas falanges Dorme Ofélia que embala, não os sonos infantes É por demais trágico seu fim Ofélia em morte continua a sonhar Ofélia frígida continua a dormir Ofélia, no leito do rio a sumir.
(Vinicius Ribeiro)

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ORFEU
Com sua lira dedilha um lamento, e vibram as cordas ao vento A lamuriosa canção Eurídice, sua amada, por Hades fora levada Orfeu amante por ela clamava Orfeu triste recita, com alma enternecida As dores do coração. Com harpa, lira ou alaúde, toca a brilhante Etude Com exímia maestria Ao Tártaro abre o caminho, e segue a jornada sozinho Guiado por seu afeto Pranto e ranger enfrenta, no limbo a terrível tormenta Pela alma de uma mulher. O peito já não aguenta, com a lira toca a tormenta E as almas se põem a ouvir Nos limbos as almas calam, infernais guardiões se desarmam Tocados por sua dor Nem as fúrias ou cão infernal, conseguem fazer o mal A esta alma torturada. Orfeu canta a Caronte, a Minos, Aiacos e Radamanthys Que nunca tocados antes, o deixam seguir e passar Tão logo de frente ao lorde, das almas do reino da morte Orfeu canta seu pesar E até Hades soberano, não podia lidar com pranto Do jovem Orfeu a tocar Orfeu leva embora a donzela, na condição que Hades impusera Privando-o de olhar a ela, até o sol chegar Mas Orfeu temeroso avante, temendo estar distante Se vira para sua amada E a jovem paralisada, se perde na regra quebrada caindo na escuridão.
(Vinicius Ribeiro)
TRAÇOS MNEMÓNICOS
Desenho o que não vejo O que não há no espelho Fragmentos da memória Retirados de um atlas Retalhados e costurados Alinhavados no inconsciente Ciência fantasiada, Alma, Anatomia desconjuntada Impregnada em traços descontínuos
(Vinicius Ribeiro)
PALAVRA FUGAZ
Fugaz é a palavra que esvai da mente e torna branco o desejo latente de desvelar, Fugaz e poética é a palavra abstrata e disforme como o vazio preenchido pelo imenso e denso nada, Banhada no leitoso rio da memoria Mnemosine me afoga Inunda o lodoso leito Onde o musgo, a hera... brotam e se agarram Fazendo que memória Seja raíz das flores Subaquáticas que por ora Fixa dissipa, A beleza rara se traça Palavra foge. (Vinicius Ribeiro)
MÁRMORE-BRASA
Inscreve com intenso fervor Minando prazer e dor. A tácita salvação. Avista, num torpor angélico Um terno armamento bélico. Que brilha a dilacerar. E na profunda vereda corre O rubro sangue que escorre Na lança do ser alado. E no devaneio trágico O riso infante e sádico Que o anjo então ostentava. Com a lança ele ia calado Ela com o coração penetrado Gemia tentar falar. A santa boca profana Um verso astuto declama Com olhos semicerrados. Doçura e dor excessiva Acendem a chama lasciva Que faz o seu corpo queimar. Findado seu devaneio Agora ali parado Resta o corpo gelado No mármore entalhado Em êxtase a iluminar.
(Vinicius Ribeiro)
INERTE ARTE DA GRAÇA
Já não há graça no falar Já não há graça no olhar Já é estranho o seu canto, seu conto Já é estranho meu humor, ou a sua ausência Na via cotidiana da vida Fui despido pela vastidão. Os ventos que me assolam levaram a infância Nua corpórea massa é esta, crua, Quisera ser novamente infante E ver a graça no nada Reinventar toda a matéria inerte, Que me rodeia com um sentido Desprovido dele mesmo. Querer poder voltar e se fazer voar Planar sob a força de uma brisa. Estender o braço alado E deixar que a plumagem enegrecida Pela poeira do tempo acumulada Se deposite e se desfaça. Assim o pierrot, Quem sabe traga a graça Quem sabe na praça Quem sabe com malabar Quem sabe com seu olhar, Suba no seu pedestal. E a branca face Que é branca arma, branda Se faça ao encarnar seu tema Que encena, a pena E rouba a cena Mas no fim definha Tragicômico artista. (Vinicius Ribeiro)

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DESENHADOR
Desenho
a melancolia mas sem me afogar nela, a beleza sem ter certeza se de fato é bela, o horror sem me horrorizar, o humor sem um riso esboçar, a nudez sem olhar sexual, a persona que o espelho há, desenho corpos, asas, trevas desenho corvos, flores e donzelas e em sua face uma inventada mazela desenho mitos desenho verdade desenho e minto imitando a realidade e pela mão trêmula em essência potência.
(Vinicius Ribeiro)
MEDUSA
Flerte cinzento Pele escamosa Arco no braço Inerte ao vento Corpo serpente Escudo Hipnotiza Mesmeriza Medusa, Medousa, merluza A lâmina da estesia, Perseu rompe o feitiço (Vinicius RIbeiro)
VANITAS
Mede o tempo com sua areia, a imagem especular Um frenesi que incendeia, O jovem corpo a se deleitar, Em bailes de pompa e gala, nos corpos sem distinção Procura em sua jornada, A pura satisfação, Num retrato foi pintado, seu contrato com outro ser A tela que ao seu lado, Viria envelhecer, E das vaidades se vestiu, assim como a fina organza Se despe a fina seda, Lasciva stravaganza, Busca cego na mocidade, o ávido desperdício Dá voz a sua frieza, Que encarna o pleno vício, Corpos santos são profanados, na busca de um prazer Simulacros emoldurados, Com alma de um outro ser, Enfeites malfadados se rompem sem retorno Tesouros se acumulam, Excêntricos adornos, Distante de ser senil, no embalo da sensação Se lança no baile herege De falsa satisfação, Mas a graça da beleza, que o tornara vivido e pleno Faz que o doce perfume, Se torne ora em veneno, E o grão da ampulheta, perpassa sem retorno Secando de sua veia, O agito libidinoso, Mas com um trapo ele cobria, a imagem da presunção O retrato, espelho que o refletia, Recosto em seu porão, Exausto de sua luxuria, do supérfluo prazer Ergue a adaga, cintila e corta A tela que veio a ser, E findando a vazia busca, resta ali só o torpor Sofre a alma ali reclusa, Apenas o grito de dor.
(Vinicius Ribeiro)
A CIGANA POETA
Cigana misteriosa Teu passo andarilho infinito Traz a palavra, encanto e agito Movendo por onde passas. Tua poesia é pura, tua alma forte E escorre da palma das mãos Místico e inebriante afeto Das mil faces de camaleão. Sob areias nômades trilha Seus passos os enfeitiçam As chamas à noite se atiçam Por seu doce cambalear. Ao som das cordas de prata Colhidas à luz do luar Pulseiras e véus reluzem Sem nunca, e jamais parar. E nessa sua eterna dança Envolta num véu e nas tranças Encanta enquanto balança Os versos que irão ficar.
(Vinicius Ribeiro)
DRAMA POIESIS
O sangue que escorre deste livro é tinta que corre em verso e esvai...
(Vinicius Ribeiro)

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DESCRITO
Minha escrita é inverso o desenho escrito em verso.
(Vinicius Ribeiro)
BARROCO
Na essência a dupla vida, se move e oscila hesitante Desata em contínuo rompante O movimento ocular Ecos no espelho refletem, a carne em excitação E tremem as mãos que tocam Os corpos em sensação Vícios e culpas lhe cobrem, o corpo onde jazem as feras E tão logo o manto lhe cobre Oculta e lhe encarcera Ao despir-se do faceiro manto, Recorre aos pés do santo Prostrando-se aos pés da cruz Oferta-lhe a indulgencia, Pagando sua penitência Em busca da redenção Num impulso a alma terrena Repudia, para insípida e plena Alçar-se da veste carnal Mas tão logo como um devasso Despreza o ouro pago O preço da salvação No enlace do dúbia drama Tece e desfia a trama Da infinda luxuria carnal E em seu eminente final Recita: livrai-nos do mal.
(Vinicius Ribeiro)