Ter nascido me estragou a saúde.
— Clarice Lispector.

Andulka
taylor price
untitled
todays bird
Today's Document
official daine visual archive
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

Kiana Khansmith
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
d e v o n

ellievsbear
The Stonewall Inn
Sade Olutola
🪼
YOU ARE THE REASON
icyghini twinkie
Show & Tell

blake kathryn
almost home

seen from Türkiye

seen from United States

seen from Spain

seen from France

seen from United States
seen from Bolivia

seen from Jamaica
seen from Türkiye

seen from Netherlands

seen from Spain
seen from Canada
seen from Uruguay
seen from Colombia

seen from Argentina

seen from Germany

seen from Kenya

seen from Australia
seen from United Arab Emirates

seen from Algeria
seen from Bangladesh
@apenas1bb
Ter nascido me estragou a saúde.
— Clarice Lispector.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
“Os abraços deveriam ser os únicos apertos que a gente deveria passar na vida…”
— Caio Fernando de Abreu

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
A distância não separa as pessoas. O silêncio, sim.
Nesse abraço se fez um ciclo
Que não tem fim e é todo o meu viver
É como alcançar o infinito
Reflete em mim e volta pra você
alguns silêncios fazem barulhos insuportáveis.
amoravel.
O vazio não chega depois. Ele desperta antes de mim.
Abro os olhos e, pela cruel insistência da vida, percebo que, mais uma vez, não consegui partir. Tudo permanece o mesmo, mas tudo perdeu o calor. O silêncio pesa mais do que qualquer palavra jamais poderia suportar, e o frio já não vem de fora — nasce aqui dentro, onde nada mais parece alcançar.
Então surgem os profissionais, as perguntas, os olhares treinados para encontrar respostas. "Por quê?" Como se houvesse uma explicação simples para uma dor que passou anos aprendendo a existir em silêncio. Como se fosse possível traduzir em palavras tudo aquilo que foi me quebrando, lentamente, até restarem apenas os estilhaços.
Ninguém compreenderia. Não porque falta inteligência, mas porque certas dores não cabem em explicações. Elas apenas habitam. Crescem. Consomem. E fazem do próprio existir um lugar estranho, vazio e profundamente frio.
- WD

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
eu não posso falar com a única pessoa no mundo que eu gostaria de falar e isso tá me destruindo
Se existisse um botão que desligasse minha existência, com certeza eu apertaria.
De ontem para hoje, tenho carregado um peso que mal cabe dentro de mim. Há pouquíssimos dias ela voltou, da forma mais improvável, e por um breve instante eu acreditei que a vida, enfim, estivesse encontrando um caminho de volta. Bastavam dez minutos. Foi tudo o que eu pedi. Dez minutos para vê-la, abraçá-la para ouvir a voz dela perto, para lembrar ao meu coração que ela ainda está aqui. Mas ela interpretou as minhas palavras errado, e aquele pequeno desencontro abriu um abismo.
Naquele instante, desabei.
Saí dirigindo e voltei exatamente para o lugar de onde eu venho lutando tanto para sair. Não sei como consegui dirigir até em casa. Não sei como coloquei o carro dentro da garagem. Hoje percebo que estava cega de inconsciência, dor, porque quando a dor toma conta e o corpo continua em movimento, a estabilidade da alma já não está mais ali.
Ela conheceu a parte de mim que eu mais temo, a parte que eu mais escondo. Mas esse hábito maldito de escrever tudo fez com que ela enxergasse, mesmo à distância, o caos que me habita quando uma crise me atravessa. É como se alguém desligasse a luz dentro de mim. Por algumas horas eu deixo de reconhecer quem sou. A consciência desaparece, e tudo aquilo que passei anos tentando esconder rompe as correntes. As palavras saem ferindo, os pensamentos se confundem, e eu já não sei distinguir o que é real daquilo que a própria dor inventa.
Depois passa.
Sempre passa.
A consciência retorna como quem acorda depois de um incêndio, obrigada a caminhar entre os escombros das próprias atitudes. E é nesse momento que o peso da culpa se torna ainda mais cruel.
Ela está profundamente magoada comigo. No auge daquele delírio, duvidei da confiança que já estava abalada. Acusei desrespeito justamente enquanto eu mesma desrespeitava quem eu mais amo. É uma contradição que me destrói. Eu reconheço os meus erros em cada palavra dita, mas não reconheço a pessoa que as pronunciou, aquela não sou eu.
O que mais me machuca é perceber que ela acredita que tudo foi intencional.
Como alguém que conhece a minha história, me conhece melhor que ninguém, pode acreditar que eu escolheria ferir ela? Essa ideia atravessa meu peito como uma lâmina silenciosa. Dói porque não é apenas sobre o erro, é sobre deixar de ser vista por quem conhece todas as minhas cicatrizes.
Adiantei minha sessão e passei horas conversando com minha psicóloga. Repassamos cada detalhe, cada palavra, cada silêncio. Ela me disse que eu precisava procurá-la, conversar, assumir a minha responsabilidade, pedir perdão e tentar resolver o que eu havia causado.
Foi exatamente o que fiz.
Passei o dia inteiro procurando uma maneira de consertar o estrago. Tentei chegar com calma, com humildade, com arrependimento. Mas ela não aceitou. Disse que, não dormiu bem, não trabalhou bem, que eu havia levado ansiedade até ela. Minha consciência também pesa.
Só eu conheço a dimensão do vazio que foram todos esses meses sem ela.
Nesses poucos dias em que ela reapareceu, meu coração finalmente havia desacelerado. Pela primeira vez em muito tempo, senti esperança. Acreditei que, aos poucos, estávamos recolhendo os pedaços do que um dia foi quebrado. Acreditei que ainda haveria tempo. Acreditei que, dessa vez, eu não a perderia.
Mas agora o silêncio dela, só me trás angústia, me convencendo do contrário.
Tenho a dolorosa impressão de que minha presença já não altera absolutamente nada. Como se eu pudesse desaparecer outra vez e o mundo dela continuasse exatamente igual. Como se me perder fosse insignificante, uma ausência qualquer, quando para mim, perdê-la continua sendo a forma mais cruel de definhar em vida.
- WD
O silêncio não é a ausência de som, é o volume máximo da minha dor."
— Autor desconhecido

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming