Ei, você viu quem voltou para mais um ano? Por um momento pensei ter visto jingjing yu, mas é melhor, é 'LIBERTI' RUYAN HAO! Soube que ele está cursando LÍNGUAS MODERNAS aos 26 anos e é apadrinhada na Saint Benedict Hall. Todas às vezes que encontrei com ela eu podia jurar que ela estava ouvindo serpentskirt - cocteau twins. Isso até combina muito com o quanto ela me lembra de THE STRENGTH. Eu só acho que algo está diferente esse ano, melhor ficar de olho nela!
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TW: Aliciamento, manipulação/alienação e tentativa de suicídio
Nasceu em uma família onde o destino dela já havia sido decidido antes mesmo de sua concepção. Filha de dois publicitários, ela foi preparada desde criança junto dos quatro irmãos para trabalhar na empresa de publicidade da família. Ao invés de demonstrar afeto e carinho genuíno aos filhos, os pais, sempre preocupados com a imagem, procuraram moldá-los e aprimorá-los desde a infância — ditando como deviam se vestir, falar e portar, tanto em público quanto em particular.
Os genitores obtiveram sucesso em fazer uma lavagem mental na prole, de tal modo que todos cresceram sem questionar as crenças, métodos e éticas da família (pelo menos a princípio) e estudaram diligentemente durante os anos escolares para assumirem um cargo dentro da Vireo Group após formados, sem precisarem de um diploma universitário antes de mergulharem de cabeça no mercado (apesar de serem incentivados à conseguir uma formação com foco em publicidade e propaganda). Para Ruyan não foi diferente: Aos 18 anos começou a trabalhar para os pais graças ao nepotismo.
Entretanto, o que era para ser uma vida inteira de lealdade e dedicação aos negócios da família durou apenas 4 anos para Ruyan. Diferente dos irmãos mais velhos e a mais nova, pouco a pouco ela foi quebrando, sem nem perceber ao princípio. Nem ela entende exatamente o que aconteceu, o porquê ela foi a única a não aguentar a performance constante e as conversas durante o jantar sobre aparências, dados demográficos, "o que o mercado aprecia" e "como dar a volta por cima", mas, em determinado momento, ela explodiu. Foi assim que aconteceu: Após ter sido escolhida para ser o rosto de uma nova campanha para jovens, ela própria se tornou parte da marca. A campanha foi comercializada como empoderamento, auto expressão e incentivo a "ser você mesmo". Ela apareceu em cartazes, anúncios online e entrevistas. Suas próprias palavras eram escritas por funcionários de relações públicas, com o intuito de vender uma ideia de liberdade e amor-próprio — o oposto da sua realidade. Longe do olhar público, ela se sentia vazia, sendo apenas um receptáculo para a narrativa posta sobre ela. Logo, uma noite, depois de uma festa de lançamento repleta de elogios vazios, ela chegou em casa, e não se reconheceu no espelho após retirar a maquiagem e o vestido. Tirando comprimidos do armário, que a família inteira tomava, mas sempre julgou normal, ela tentou tirar a própria vida. Sem planejamento nenhum, de forma mecânica; só aconteceu.
Ao descobrir o acontecido, seus pais trataram a situação como uma emergência de relações públicas, não como uma tragédia. Eles apagaram qualquer menção sobre online, cancelaram a campanha dela e emitiram um comunicado sobre ela precisar "tirar um tempo para crescimento pessoal". Em seguida, a enviaram para o interior para "se recuperar", procurando, na realidade, mantê-la fora de vista para a história morrer.
Ruyan passou, então, um bom tempo isolada, sozinha, numa casa de campo. Ninguém ficou com ela, nem sequer algum criado para ajudá-la. Recebia visitas apenas de médicos e enfermeiras de vez em quando, para checarem seu estado físico e de espírito. Durante esse tempo de recuperação, sem ter acesso à nada que ela estava acostumada a ter anteriormente, ela encontrou conforto em contos de fadas. Foi isso que a levou a criar um fascínio pela literatura e principalmente por autores alemães, começando pelos irmãos Grimm e depois progredindo para Goethe. Quando estava se sentindo melhor, sentindo que conseguia encarar o mundo mais uma vez e dar mais uma chance à vida, decidiu que queria ingressar em uma faculdade para se dedicar à sua nova paixão ao invés de jogar sua catástrofe para baixo do tapete e voltar para sua vida antiga. Seus pais, ao saberem de seu plano, ficaram aliviados por ela voltar a ter uma vida ‘normal’, mas não satisfeitos com sua decisão de largar o império que eles tinham construído. De tal modo, não tentaram lhe impedir inteiramente de estudar línguas e literatura, mas se recusaram a ajudá-la a conseguir uma vaga em alguma universidade também. Sendo assim, sem o apoio monetário e a influência direta dos mesmos, a garota precisou arranjar um outro meio.
Após pesquisar muito e ponderar suas opções, decidiu tentar sua sorte com o programa de apadrinhamento da St. Benedict Hall; pensou que seria mais fácil e um pouco menos humilhante que se matar de estudar para passar de maneira tradicional em Oxford ou Cambridge. Em meio a lista de patronos da universidade, encontrou um senhor que parecia prestigiar a literatura tanto quanto ela e o enviou um email com contos originais e análises literárias que havia feito no seu período de reclusão, além de contar um pouco de sua história, pedindo que considerasse a possibilidade de apadrinhar sua educação. E, algum tempo depois, recebeu uma resposta dele dizendo que ficaria feliz de ajudá-la.
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