Ei, você viu quem voltou para mais um ano? Por um momento pensei ter visto BOSS CHAIKAMON, mas é melhor, é KORN VEERAPOL! Soube que ele está cursando MÚSICA aos 25 ANOS e é um APADRINHADO da Saint Benedict Hall. Todas às vezes que encontrei com ele eu podia jurar que ele estava ouvindo SLEEPWALKING, BRING ME THE HORIZON. Isso até combina muito com o quanto ele me lembra de THE CHARIOT. Eu só acho que algo está diferente esse ano, melhor ficar de olho nele!
[ DO I SOUND HONEST ENOUGH? ]
A personalidade de Korn sempre foi de linha permissiva. Com a pressão desde cedo de ser o melhor no esporte, não havia muito espaço para se rebelar ou dizer não. O problema, sem dúvidas, era que ele não possuía o amor (e nem tanto talento), mas ele compensava com o esforço já que seus pais não aceitariam menos.
O local onde ele se expressa de verdade é pela música. Fechar os olhos e tocar seu violoncelo descartando toda a raiva, dor e sentimento que tem no coração. O coral é um dos ambientes que ele mais ama, e poder se dedicar a ele era algo que lutaria com unhas e dentes. Enquanto mente para seus colegas do atletismo que ele não pode ser mais o capitão que esperavam e contavam por causa de sua lesão, na Orquestra ele já assume outra postura, organizando seus colegas e aconselhando ficando na sala até mais do que deveria.
[ IF I CANNOT BEND HEAVEN I WILL RAISE HELL ]
Oh, os Veerapol são uma família extremamente conhecida por estarem inclusas em meio esportivo. A família se mudou para Inglaterra durante as Olímpiadas de 2012, faziam parte do comitê da Tailândia e decidiram ficar ali para continuar trabalhando nas relações entre os países. Os pais juravam que Korn, aos doze anos, seria a nova promessa do atletismo. Foi até mesmo naturalizado como Inglês para que participasse em nome da Inglaterra durante os jogos.
O que era uma brincadeira, se tornou a única coisa que importava para os pais. Por ser focado em atividades individuais (os pais odiavam depender de outra pessoa para esportes coletivos) passavam muito tempo junto a ele em complexos esportivos vigiando o treinamento do filho, afinal, entendiam como funcionava o mundo dos esportes e como era importante desde cedo estar ao lado das pessoas certas, e ter seu caminho traçado.
Ele se sentia extremamente cansado de todo aquele treinamento, mas não podia dizer isso aos pais que achavam que era o menino de ouro. Toda vez que os treinadores diziam que ele deveria se esforçar mais, os pais entendiam que na realidade era o técnico que não explorava seu potencial ou possuía alguma espécie de pensamento preconceituoso com o filho.
Seu momento de escape era tocando o violoncelo. Os pais não eram tão fãs de que ele dedicasse tanto tempo em outra atividade, mas os psicologos diziam que não eram saudável viver só de uma atividade, e achavam até interessante o desenvolvimento artístico do menino. Seus pais não haviam estudado por lá para que ele conseguisse ser um legado, mas não foi difícil para os pais acharem padrinhos para o filho ingressar na faculdade.
Seu destaque era pelo esporte, e seus pais só se importavam com isso para que ele continuasse a treinar e se destacar. Afinal, nenhuma outra faculdade de elite o aceitou (mas isso não era importante, pois sempre era culpa dos outros). Se matriculou no curso de música, podendo fazer o que amava de verdade, e tinha até desejo de se destacar ali, mas não poderia chamar atenção para isso.
O problema era que não podia dedicar suas atividades da música por causa de que seu foco deveria ser no Atletismo, e então...aconteceu. Quando repensa no acidente, sua mente acredita que ele poderia ter evitado. Se ele tivesse caído direto, ou tomando mais impulso na hora de pular. Será que ele se sabotou? Foi de forma proposital? Ele não sabe responder ainda, ou não quer responder.
Seus pais jamais aceitariam o fim de sua carreira nos esportes e naquele ano estão o colocando em todos os tipos possíveis de fisioterapia e programas de recuperação, mas o que ele mais gosta? Mais tempo de se dedicar a música. Ele quer melhorar? Quer voltar? Foi por conta disso que abriu mão de ser capitão único do time de Atletismo. Utilizou do seu acidente para abrir mão daquela responsabilidade, e ao mesmo tempo se aproximou mais tornando-se presidente do clube de música.
O que era quase impossível, pois a votação já havia acontecido e todos sabiam que o indicado para aquele semestre após a formatura do atual presidente era Owen. Sim, Owen, aquele que foi encontrado no lago. Junto a Owen, Korn havia dedicado um tempo mostrando seu trabalho como líder e conhecedor de música, mas seus colegas haviam preferido o outro. Ainda mais depois da discussão (calorosa) que tiveram um pouco antes do semestre anterior acabar.
Onde Korn acusava Owen de usar sua influência, amigos e posição para conseguir os votos. Alguns haviam concordado com Korn, fazendo com que ele e Owen fossem os nomes mais indicados, mas Owen ainda tinha a grande maioria. Uma pena, afinal, o verbo está no passado e a realidade se transformou na presidencia indo para ele.
Agora que Korn foi eleito, o clima e fofocas continua, será que foi Korn que pediu para os céus por uma oportunidade, e essa oportunidade foi atendida as custas da vida de Owen?



















