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( ☆ ) “ não liga pra esse feio, stella. aqui, meu bebê. ” o olhar sobre a bloodhound num claro esforço para não olhar para noah, charlotte retirou um petisco da bolsa e entregou para a cadela. foi mais forte, no entanto, a vontade de olhar para o rapaz, a faísca nas orbes sendo difícil dizer identificar: raiva, rancor ou mágoa? nem a la bouff sabia. o nariz se empinou numa tentativa de mostrar certo valor próprio que, verdade fosse dita, não era pauta de contestação naquela conversa. “ eu sei, noah. você deixou muito claro já, não precisa ficar repetindo. ” então por que diabos tentou puxar aquele assunto com o ex-noivo? sempre que se viam, a língua corria mais que a mente e acabava falando sobre o fatídico dia. a verdade era que charlotte queria uma explicação que ela pudesse aceitar como justa — não a verdade do coração do rapaz. uma traição parecia mais aceitável do que ele simplesmente abandoná-la quando, dias antes, tudo parecia estar bem. parecia ter dado o assunto por encerrado, virando-se na cadeira de espera da veterinária. mas poucos segundos depois se virou para ele novamente, como se houvesse algo lhe incomodando no assento. “ saiba que você perdeu um mulherão que estava um pitéu no vestido de casamento. ” parecia uma criança comparando o tamanho da boneca. “ e ‘nossa lua de mel’ foi muito bem aproveitada, ok? não poderia ter sido melhor. ” um pouco menos de esforço e teria mostrado o dedo do meio para noah, mas se segurou pela inocência de stella e dick.
( ☆ ) o indicador brincava em círculos na boca da garrafa de cerveja, os olhos vidrados em leah enquanto ouvia o relato da apresentadora.“ cala a boca! ” não num tom rude, mas de descrença e satisfação com a fofoca. “ isso com certeza precisa virar tópico um dia no seu podcast. ” se inclinou, como quem estava prestes a fazer uma grande revelação, mas que ainda assim precisava ser secreta.“ sabe quem mais daria um bom suspeito? eli la bouff. se cutucar bastante deve encontrar algum podre. ” piscou um dos olhos para leah, tal qual uma informante muito bem informada — coisa que, definitivamente, não era. fofocas de bastidores de teatro? saberia. da burguesia de westmere? era parte inveja de mary jane. “ aliás, tenho quase certeza que houve um crime no teatro anos atrás. posso tentar saber mais com o pessoal mais velho de lá pra saber. algo sobre um ator que não aceitou perder o papel de anos e quis se vingar do cara que ia substituir ele. ” tentava se lembrar de mais detalhes sobre aquela história estranha, mas parecia algo tão normal no ambiente de trabalho que nunca foi de perguntar muito sobre. chegavam a falar sobre o fantasma de um dos envolvidos vez ou outra, mas em tom de piada ou como se fosse uma entidade que abençoasse os atores. " meu deus, por que entramos nesses assuntos macabros mesmo? " a risada foi sincera e confusa, finalizando com um gole na cerveja.
( ☆ ) quando decidiu seguir aquela carreira não imaginou a pressão que seria, o nível de competição e a quantidade de vezes que iria falhar — era sempre atriz principal das peças da escola; a rainha dos papéis sempre muito admirada. mas mary jane sentia que sempre que estava prestes a conseguir conquistar alguma coisa profissionalmente, algo a puxava para trás querendo prendê-la em westbridge. apesar das noites de choro, dos estresses e das dúvidas nunca se deixou abalar o suficiente para desistir de seu sonho. estava disposta a realizá-lo, mesmo que precisasse fazer um pacto com o demônio. no caso, sua agente. “ tá bom, merda! eu faço. ” explodiu, o arrependimento vindo logo em seguida. o frio na espinha por talvez ultrapassar uma linha com eve. mordeu o canto do lábio como uma punição própria, substituindo para a ponta do polegar. “ mas por quanto tempo preciso fazer isso, eve? isso não é o meu sonho. ” ergueu o celular, a tela da proposta de papel aberta na tela. uma novela vertical. uma merda de papel terciário numa novela vertical! “ eu nasci pra ser enorme! pra brilhar no cinema, não em telefones num aplicativo horrível. ” se sentou no sofá surrado, respirando fundo. “ sei que está tentando me ajudar, mas é meio frustrante. na minha idade eu já deveria estar na broadway… hollywood. papéis grandes. isso parece um passo pra trás. ” jogou o celular sobre a mesa de centro, recostando a cabeça no sofá. “ certeza que nao tem nada melhor? ”
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( ☆ ) os olhos da atriz se encontravam vermelhos, resquício de um choro recente e que, dessa vez, não havia sido proposital para o trabalho. mas ainda assim o trabalho parecia ter muito a ver com o que tinha acontecido. não à toa se encontrava na porta de joan, procurando o conforto no lugar que sabia que viria com toda certeza. fungou, os braços se movendo de um jeito estranho — sem saber se poderiam se abrir para um abraço ou se sequer tinha forças para pedir um. “ ah, titia… acho que nunca vou conseguir. ” engasgou no próprio choro, encontrando enfim a força para tomar impulso e partir para um abraço. “ as vezes sinto que isso não é pra mim. que nunca vou conseguir sair dessa cidade e mostrar que posso ser muito mais. ” esfregou os olhos para afastar as lágrimas, encarando os tênis surrados. “ posso entrar? podemos ter uma noite das garotas. ”
( ☆ ) “ eu não estou mentindo! estou omitindo parte da verdade. ” a última frase soprada contra a xícara de cappuccino., os olhos correndo pela cafeteria como se houvesse algo muito interessante acontecendo ali. a distração lhe custou parte da saúde dos lábios sempre bem hidratados ao queimar com o líquido quente. “ merda. ok, ok deus! entendi o recado. ” repousou a xícara na mesa e apoiou o queixo nas mãos unidas, os cotovelos sobre a mesa. o sorriso era divertido para rowena, quase desafiador e bastante curioso. as fofocas corriam rápido pela cidade e lottie tinha algumas fontes duvidosamente confiáveis que lhe disseram algo sobre a amiga. “ tá bom, eu te conto a história toda se você me contar com quem anda conversando ultimamente. dizem as más línguas que você anda quebrando corações e quero saber quem é. ” exagerou no nível da fofoca recebida, mas charlotte era exagerada. inclinou-se um pouco mais, tentando manter o intimismo da conversa, considerando que era uma cafeteria apertada. “ é a gwen? ”
( ☆ ) perdida entre as duas maiores escolhas da semana, hutao tentava se decidir entre chá earl grey e oolong no corredor de matinais. quase distraída demais que por pouco não ouviu a voz feminina ao seu lado e por um fração de segundos não olhou para a outra, presa no rótulo do oolong. “ desculpa, eu não trabalho aqui. mas se precisar de um caixão aí pode falar comi… ” e a encarou, estrangulando a própria voz. ainda se sentia estranha em olhar para madoka, presa entre o desconforto por ter dito o que não deveria e a sensação de que havia feito a escolha certa; considerando seu estado mental. “ hey… claro, eu acho. o que? ” o olhar recaiu sobre o cesto de compras da outra, parecendo fazer uma análise profunda — quando na verdade só queria uma desculpa para não precisar olhar no rosto feminino novamente. era menos desconcertante olhar para os mortos. ainda assim mantinha uma expressão mais suave e gentil. talvez fosse mais fácil se o término fosse por algum erro grotesco por uma das partes. não uma paranoia própria. " o outro cereal é mais gostoso. tem menos açúcar., se é essa ajuda que precisa "
( ☆ ) a expressão exalava insatisfação em ser pega fazendo o que não deveria — apesar de não ser exatamente culpa dela; trocar mensagens com um homem casado era demais até para charlotte, mas em sua defesa o cara nunca tinha mencionado uma esposa! “ não imaginei que ele ou ela fosse contar pra alguém. imaginei que ficaria entre nós três como uma história infeliz, sabe?! eu nem tenho mais o número do cara. ” o roer de leve no polegar demonstrou o nervosismo do momento, a grande preocupação sendo o motivo de estar ali. a partir do momento em que a história poderia estar se espalhando pela cidade, havia a possibilidade do nome la bouff estar sendo levado para sujeira. “ posso processá-la, né? sei que tem um lance sobre não ser exatamente calúnia já que eu tava conversando com ele, mas não foi do jeito que ela tá dizendo e… oh meu deus, e se ela quiser me processar? ” o desespero voltou aos olhos de charlotte, ela se remexendo na cadeira enquanto procurava algo em sua bolsa. “ tem isso? processar por tentativa de roubo de marido? o que eu faço? o cara nem era bonito pra gente travar essa luta. se quiser posso te mostrar uma foto dele. você vai ver. você é muito mais bonito. ”
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˓ㅤㅤ 𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑 𝐂𝐀𝐋𝐋 . . . [ ☆ ]
para um starter comente uma frase dos links abaixo + nome do seu char e se é para a charlotte ( 3 / 4 ), hutao ( 1 / 4 ) ou mary jane ( 4 / 4 ).
olá meus amores! sou a nari, a mente caótica por trás da hu tao, da mary jane watson e da charlotte la bouff. estarei deixando aqui ideias de conexões para elas, mas sempre estarei aberta a outras ideias, hein. a única conexão com gênero específico é a do noivo da lottie, mas todas as outras são livres. interessados, chamem no chat ou deem like que eu vou atrás para conversarmos. chuva de beijos e uma ótima noite para todos nós !!
hutao e muse a se conheceram na infância e mantiveram uma amizade desde então. muse a seria uma das poucas pessoas que hutao permite que entre em sua fortaleza — um dos poucos que sabe o que aconteceu com a família dela.
hutao e muse b costumavam ser muito amigos no passado, mas após uma desavença entre eles as coisas viraram de ponta cabeça e agora estão à beira do ódio. existe uma enorme mágoa e rancor e o futuro da relação depende apenas deles.
hutao e muse c tiveram um relacionamento no passado que não terminou da melhor forma possível e hoje em dia mal conseguem ficar no mesmo espaço sem iniciarem uma briga ou trocarem farpas. talvez haja algum sentimento reprimido, mas é difícil saber se é bom ou ruim.
hutao tinha um enorme crush em muse d e após confessar seus sentimentos foi colocada na friendzone. ╱ou ao contrário.
hutao e muse e se conheceram na farewell após muse perder um ente querido e contratar os serviços da funerária. o acolhimento dado aos clientes chamou a atenção de muse e e uma amizade surgiu a partir desse momento.
muse f tenta a todo custo fazer hutao sair um pouco da vida fúnebre. uma ida a boate local ou uma festa uma vez na vida (ele não dirá o outra na morte) não vai fazer mal para ela, certo? bom, boa sorte em convencê-la disso, muse f.
funcionários da farewell ! hutao é uma líder, não uma carrasca. aqui temos escala 4x3, salário digno e desconto nos caixões da funerária. como perder uma oferta dessas???
mj e rowena roth são almas gêmeas apesar de serem opostos. um ying e yang que chegou de surpresa, mas que eles nunca fizeram questão de ir contra a ideia. juntos, são o arquétipo do gato preto e do golden retriever. onde um está, o outro provavelmente está também — principalmente nas loucuras.
mj e muse h dizem não se suportarem. estão sempre brigando ou atacando o outro com deboche, mas não há uma pessoa que não diga que por trás de todo aquele ódio há um interesse reprimido.
mj e muse i são amigos, mas há quem diga que existe um enorme sentimento entre os dois que ultrapassa a linha da amizade. embora sintam que realmente existe algo diferente, nenhum dos dois até o momento descobriu o que é exatamente.
mj e muse j costumavam ser muito amigos no passado, mas após uma desavença entre eles as coisas viraram de ponta cabeça e agora estão à beira do ódio. existe uma enorme mágoa e rancor e o futuro da relação depende apenas deles.
a amizade de mj e muse k é considerada um pouco tóxica. um acaba puxando o pior do outro e brigas são frequentes e não é como se eles notassem para por um fim em tudo.
mj e muse l estão sempre competindo por papéis nas peças do the bridge theater. quem vê de fora acha que falta pouco para ambos irem para algo físico, mas só eles sabem o que há nessa curiosa relação. ╱exclusivo para o the bridge theater.
muse m é o amigo de farra de mj! estão sempre indo na boate the lantern ou no the foundry pub para encherem a cara, reclamarem da vida e tentarem deixar tudo pra trás em nome de uma música duvidosa ou um cigarro barato.
começou com uma mensagem enviada por engano — com a dúvida ressoando em mj e muse n: quem é essa pessoa? estranhamente continuaram conversando, mantendo o anonimato pelo fator diversão. será que um dia irão se encontrar?
muse o é o ex-noivo de charlotte — sim, o que a abandonou no altar! após esse desastre os dois tiveram uma longa conversa sobre os motivos de muse para quebrar o coraçao de lottie. ela o perdoou? ela o odeia? ele se arrepende? ele acha que foi o melhor assim? só eles sabem.
muse p é a melhor amiga de lottie, sua confidente, sua alma gêmea. por muse, charlotte engole seu drama exagerado e se dedica a ser uma ótima amiga que está sempre dando presentes, mandando mensagens, levando para sair e vez ou outra tentando usar de cobaia para seus desastrosos biscoitos.
por algum motivo muse q e lottie se odeiam…? um coração quebrado? uma competição no ambiente de trabalho? o fato de charlotte estar sempre ouvindo música alta em seu apartamento em westmere? ou muse q fez algo para charlotte odiá-lo? será que um dia saberemos?
charlotte prometeu para muse r uma transformação digna de filme comédia romântica dos anos 2000 para muse. vez ou outra estão andando pela cidade, entre lojas, salões ou fazendo reuniões no apartamento de charlotte. para que uma transformação? muse r realmente quer essa transformação? veremos.
charlotte tem um mini crush em muse s. algo bem físico e fora do controle dela, tadinha. e resta para muse s saber lidar com alguém que não tem tempo a perder sobre descobrir se estão destinados a ficar juntos ou não.
a história entre rowena roth e lottie é muito curiosa. quando lottie foi largada no altar, ainda vestida de noiva, rowena aproveitou para fazer uma oferta: aproveitarem juntos a lua de mel que já estava paga. e, bem, charlotte estava triste, não morta.
𝙱𝙰𝙱𝚈, 𝚆𝙷𝙴𝚁𝙴 𝚃𝙷𝙴 𝙷𝙴𝙻𝙻 𝙸𝚂 𝙼𝚈 𝙷𝚄𝚂𝙱𝙰𝙽𝙳? ⸺ i would like a 𝗋𝗂𝗇𝗀, i would like a diamond ring on my wedding finger. i would like a 𝒃𝒊𝒈 𝒂𝒏𝒅 𝒔𝒉𝒊𝒏𝒚 diamond that i could wave around and talk about it. and when the day is here, 𝒇𝒐𝒓𝒈𝒊𝒗𝒆 𝒎𝒆 𝒈𝒐𝒅, that i could ever doubt it. until d e a t h, i do — is he about it? this man is 𝗍𝖾𝗌𝗍𝗂𝗇𝗀 𝗆𝖾 , uh-huh. help me, lord. i need you to tell me!
a cidade de westbridge dá boas vindas à 𝐂𝐇𝐀𝐑𝐋𝐎𝐓𝐓𝐄 𝐋𝐀 𝐁𝐎𝐔𝐅𝐅, originalmente pertencente ao mundo de disney (a princesa e o sapo)! ela tem vinte e seis anos, mora em westmere, e em sua nova vida trabalha como assistente de moda na new rules magazine. esperamos que ela esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra!
ꗃ 𝗉𝗂𝗇𝗍𝖾𝗋𝖾𝗌𝗍. ꗃ 𝗆𝗎𝗌𝗂𝗇𝗀. ꗃ 𝗏𝗂𝗌𝖺𝗀𝖾.
o nome la bouff era um dos mais conhecidos entre a elite na frança, sempre responsáveis por grandes festas e eventos beneficentes por onde passavam surpreendiam ao mostrarem uma genuína preocupação com os menos afortunados. amados por alguns e odiados por outros, sua caridade passou a irritar alguns nomes igualmente conhecidos pelo país e por motivos de segurança, se mudaram para a inglaterra em busca de paz. westbridge foi a cidade escolhida não só para moradia, mas também para a criação de um novo legado: a new rules magazine.
quando charlotte nasceu a revista já existia e conforme crescia viu o império de seu pai se consagrar. sua mãe, cécile, era responsável pela visão de moda enquanto seu pai, eli, era responsável pela parte burocrática e financeira. o casamento perfeito não só nos negócios, mas também na vida. vendo os pais sempre tão apaixonados — além das histórias de contos de fada que ouvia —, não poderia ser diferente: charlotte cresceu sendo uma romântica em série. sempre esperando seu príncipe encantado, seu amor verdadeiro ( o famoso felizes para sempre ).
encontrou alguém que lhe prometeu mundos e fundos — mas um amor para a vida toda! e em poucos meses se viu com uma aliança no dedo, planejando o casamento do século que abalaria a cidade. muito foi investido naquele casamento, mas seu pai jamais reclamou de ter jogado dinheiro fora com besteiras. não quando, no grande dia, observou sua filha esperando por um noivo que nunca veio. o casamento estava cancelado e charlotte arrasada! como poderia o felizes para sempre ter machucado tanto?!
a única coisa que lhe sobrou foi tentar se curar investindo em sua carreira na moda. aprofundou-se em estudos, correu atrás para mostrar que era digna e não apenas uma nepobaby. começou como estagiária na empresa da família e atualmente ocupa o cargo de assistente de moda, visando um dia chegar a editora chefe.
mas e o romance? charlotte nunca desistiu do amor. ela ainda é uma romântica incurável — o ex-noivo não era o cara certo, mas definitivamente havia alguém no mundo para ela e estava disposta a encontrar essa pessoa!
curiosidades.
☆ é uma ávida usuária de aplicativos de relacionamento;
☆ apesar de seus esforços para se mostrar independente, recebe uma mesada generosa de seu pai e por isso consegue sustentar um apartamento em westmere;
☆ é péssima cozinheira e isso quase a mata por dentro, por achar que precisa saber cozinhar bem para conquistar alguém;
☆ charlotte herdou o espírito caridoso da família. está sempre doando dinheiro para instituições na cidade e servindo como voluntária;
☆ tem uma bloodhound chamada stella que é seu amorzão da vida toda;
☆ tem dificuldade para controlar o tom de voz e sempre que se empolga demais acaba gritando (e seu grito não é tao fino quanto pensa que é);
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victor demorou alguns instantes para perceber que ela não estava irritada de verdade. já ele, estava começando a suspeitar que aquela barraca havia sido construída apenas para humilhá-lo em público. "não estou dizendo que deus está contra mim…" murmurou a contragosto, só então percebendo a imagem que poderia ter passado com a reclamação anterior. "só acho improvável existir outra explicação plausível." após a breve explicação, victor se permitiu o silêncio para observar as jogadas alheias.
havia confiança na forma com que ela falava sobre o jogo de habilidade, que contrastava com os erros após erros que ela cometia. "essa deveria ter valido alguma coisa." comentou quando ela quase acertou o funcionário, mas desviou o rosto para esconder a risada muda que surgia sem permissão. aquilo o fez relaxar — pela primeira vez na noite, não parecia ser o único perdedor. "nem uma palavra." garantiu, tentando recuperar a compostura de alguma forma. "não minha, pelo menos. acho que o homem da tenda vai querer registrar um boletim de ocorrência." ( @truthzrts )
( ☆ ) “ às vezes a pessoa só não tem sorte mesmo. e tá tudo bem! ” palavras proferidas antes do grande desastre que foi sua tentativa frustrada de mostrar que ela tinha alguma sorte. colocou a culpa no fato de não ser alguém dos esportes e pelo menos agora sabia que não poderia confiar nessas habilidades caso precisasse em uma situação de vida ou morte. “ deveria mesmo! com uma cabeça desse tamanho, tinha que ser um prêmio extra. ” resmungou em voz alta, vendo como o pobre homem se encolhia com medo de ser atingido. encarou victor e ponderou sobre o que ele havia dito. um boletim de ocorrência? um possível processo? ela não tinha dinheiro para isso. as feições mudaram de estressada para algo mais relaxado, saindo da água para o vinho. porém, ao encarar o responsável da tenda novamente precisou cruzar os braços. “ ah, para de ser um bebezão! nem passou perto. ”
para sua surpresa — sem trazer nenhuma reflexão para mary jane — o homem trêmulo pegou uma das pelúcias aleatórias da prateleira de prêmios e colocou na bancada, quase numa oferta de paz. a ruiva sorriu grata, surpresa e orgulhosa como se ela tivesse ganhado aquilo de maneira justa e normal e assim que pegou a pelúcia balançou o pulso no ar em um sinal de comemoração. “ quem diria, né? que moço gentil. ” sacudiu o objeto na frente de victor, uma aranha de pelúcia que era estranhamente fofa demais considerando a representatividade do animal na mídia. “ parece bem amigável, hm? vou colocar na minha janela pros vizinhos verem. espero que as crianças não tenham medo. vai ser tipo… um amigão da vizinhança. ” a expressão lhe soou estranhamente familiar, apesar de nunca ter usado antes. “ parece bom! o que você acha? "
𝑶 𝑺𝑶𝑴 𝑫𝑬 𝑼𝑴𝑨 𝑹𝑰𝑺𝑨𝑫𝑰𝑵𝑯𝑨 repercute ante à réplica de hu tao. não sabe dizer bem o porquê, mas fica mais à vontade quando percebe que o humor delas é semelhante. é diferente estar próxima de hu tao na funerária e fora dela. circunstâncias diferentes, que exigem nuanças de sua personalidade distintas. "eu sei que você é! foi mais uma piada idiota." uma justificativa fútil para justificar o porquê de ter invadido o espaço pessoal da mais velha. embora esse pensamento não crie raízes na psique, pois a ação de hu tao lhe deixa mais confortável e amena. "caramba... nunca imaginei que iria vestir tanto a camisa da empresa! ou me tornar parte dela." é claro que, trabalhando em uma funerária, já havia visto camisetas com a escrita "saudades eternas" algumas vezes.
reconhece o devaneio mórbido, porém, pensa se alguém iria usar uma camiseta com o próprio rosto nela. espera que não. "acredita que já pedi a receita 'pra eles algumas vezes?" não é uma pessoa incompetente na cozinha, mas acredita mesmo que existe algum ingrediente secreto para deixar o sabor tão gostoso! quiçá seja a experiência ou, simplesmente, o tempero mágico da manteiga velha! "era uma madeira jequitibá, não é? chiquérrimos!" não se limita apenas à tanatopraxia, pois o interesse vai muito além! não é à toa que a funerária é a sua segunda casa. "ok, ok! isso me pegou muito de surpresa, 'tá? já me ouviu conversando com os mortos?" gargalhou, incrédula, diante a possibilidade da exposição. se hu tao não sabia dessa informação... bem, rowena se entregou de bandeja!
"hmm... não é querendo me gabar, mas sou ótima na arte do improviso! pode confiar em mim, uh? vou te dar uma ótima experiência!" quem vê pensa que leva jeito com a coisa; a realidade é contrária devido à retração quase absoluta para relacionamentos. mas, em uma situação hipotética, de fato está se saindo bem ao ostentar uma postura mais relaxada. "eu adoro circo! e você ama a pipoca de lá... olha, acho que é um excelente começo." ofereceu uma piscadinha galante à chefe, o cortejo indo além ao abrir a cabine da roda-gigante para que a mulher pudesse sair primeiro. "é claro que eu quero te surpreender! para o nosso encontro ser inesquecível." a brincadeira ressoa com um timbre mais leve e maroto, o dar de ombros ao que finalmente põe os pés no chão.
"mas é claro que eu quero provar! fiquei até com água na boca." é quase automática a maneira que sabe o caminho para o circo; uma familiaridade gostosa de alguém que ama aquele ambiente.
"espero que tenha pipoca mista... é muito mais gostosa!" uma combinação que, embora não seja inédita, sabe que é rejeitada por muitos. rowena é apaixonada pelas combinações aleatórias e, no circo, ama de tudo um pouco! "você é do tipo que odeia refrigerante ou...?" pergunta enquanto compra os ingressos para o circo; o olhar brilha com as luzes cintilantes e bonitas que decoram o cenário.
( ☆ ) a piada sobre a camisa de saudade arranca uma risada sincera de hutao, uma gargalhada que arranhou, soando como um porco roncando. gostava de piadas assim, que brincavam com algo controverso e transformava em algo mais leve — aprendeu desde cedo que era o melhor jeito de se manter nos negócios da família, vendo mortos e ouvindo choro todos os dias. precisava encarar aquilo de um jeito mais saudável para ela, embora ainda respeitosa perto dos outros que estivessem passando pelo luto. “ seria o uniforme da funerária. tratamos tão bem os mortos que podemos mostrar a partir do momento que tratamos uma ex-funcionária tão bem assim. e você ainda seria parte da equipe! dou permissão pra você assombrar a funerária. ”
a mente não está vazia, pois aquela altura já havia se tornado oficina do diabo — os olhos não escondendo o plano sendo forjado em sua cabeça. “ não temos escolha então, rowena. vamos ter que roubar a receita. ” diz com uma tranquilidade e seriedade de quem realmente estava considerando aquilo. claro, pronta para rir e dizer que era apenas uma brincadeira no momento em que a outra demonstrasse sinal de discordância. “ sim! tentei vender um dos nossos exemplares de cerejeira, mas preferiram jequitibá. é sinal de bom gosto. acabou ornando melhor com as flores que o falecido gostava. ” piscou surpresa, o silêncio sendo a resposta para o questionamento de rowena. apesar de sempre reforçar ter olhos e ouvidos nas paredes da funerária, hutao prezava um pouco pela privacidade de seus funcionários, principalmente naqueles que confiava mais. “ claro… já ouvi sim. ” a mentira veio inconsciente, numa tentativa de não trazer nenhum sentimento de vergonha para a outra. “ você conversa com um fantasminha camarada? ”
( ☆ ) a afirmação da rowena lhe arranca uma risada baixa, em partes o lampejo de curiosidade sobre toda aquela habilidade de improviso e ansiedade para a experiência que lhe era prometida. aquela face da funcionária era muito agradável e divertida — estava tendo um bom momento com ela, e hutao por um momento se perguntou se estava sendo uma companhia a altura. esperava que sim e quase tinha certeza, pela mudança no clima e o caminhar da conversa. “ está me deixando ansiosa e muito curiosa de novo. quero só ver essa habilidade toda pra improvisar, hm? ”
acompanha a garota, lado a lado enquanto admira toda a beleza daquele festival. era curioso uma pessoa que gostava tando de lidar com a morte gostasse de algo tão vivo. “ concordo! por que escolher só um sabor se posso ter os dois? parece loucura. ” concordava com tanta veemência que por um segundo percebeu que nunca tinha pensado tanto nessa questão e chegou a ficar um tanto inconformada com aqueles que não gostam de sabor misto. pessoas chatas. “ sou do time pepsi twist bem geladinha. e pode deixar que eu pago a pipoca e o refrigerante. ” nada mais justo, em vista que a outra havia comprado os ingressos. agarrou o antebraço da roth e a puxou de leve para a direção da barraca de pipoca. “ também quero te mimar um pouco. não posso te agraciar apenas com minha companhia incrível. ” prosseguiu ao pedir a pipoca mista para ambas, virando-se entao para rowena. " e você? time refri ou não? "