o mundo já acabou. a gente é que ainda insiste.
Mike Driver

shark vs the universe

ellievsbear
taylor price
Monterey Bay Aquarium
he wasn't even looking at me and he found me

Love Begins
RMH
KIROKAZE
Stranger Things
Xuebing Du
Three Goblin Art
Alisa U Zemlji Chuda

JBB: An Artblog!
d e v o n

PR's Tumblrdome

★
noise dept.
h

seen from Switzerland
seen from Netherlands
seen from France
seen from United States
seen from Switzerland
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States

seen from Türkiye
seen from Palestinian Territories
seen from Netherlands

seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
@thep4ssenger
o mundo já acabou. a gente é que ainda insiste.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Eu tenho tristezas profundas que ninguém nunca soube, tenho algumas que alguns já souberam e algumas até que diminuíram, fizeram piadas e chacotas. E elas doem, demais até… Mas eu estou sempre tentando fazer as pessoas rirem e sorrirem, assim eu consigo ficar contente e essa foi a forma de conseguir esconder as minhas dores e os meus temores. É por isso que vivo contando piada, rindo e cantarolando por aí e quem sabe um dia, de tanto as esconder, elas acabem sumindo.
— Quebraram.
Já estou acostumado com as pessoas enjoando de mim depois de um tempo, parece que elas sempre esperam coisas demais e quando não consigo atingir suas expectativas sou deixado de lado por não ser apropriado. Ou só me querem por perto quando tenho algo a oferecer e sou útil, porque quando deixo de ser simplesmente fingem que não existo e começam a inventar desculpas para não ficarem por perto... Até desaparecerem completamente. E isso faz com que eu me feche cada vez mais, porque mesmo sendo um oceano, sempre me enxergam como uma poça de água qualquer.
— Quebraram.
naquela noite chuvosa, bebeu mais que uma taça de vinho. depois estava vomitando palavras não ditas. pobre garota.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
o fim do mundo é constante.
retrato
de vez em quando eu queria ser mais leve. ser feita de tons pasteis como em um quadro do Monet doce como o olhar de um pai ao ver pela primeira vez o filho recém nascido queria ser os abraços nos aeroportos e as mãos dadas de novos amores queria ter a beleza simples mas deslumbrante de um botão de flor prestes a desabrochar queria ser apta a amar (e se amada) mas eu nasci ao contrário. sou a tristeza que enxergam nos tons escuros sou as despedidas e as mãos que não se encontram mais sou as injustiças sou choro de criança sou os deslocados e os incompreendidos os amores que nunca aconteceram sou as insônias as paranoias sou os remédios tarja preta. sou isso. mas não gostaria de ser queria eu alguma vez ser leveza. c.s.
“Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.”
— Caio Fernando Abreu.
“Eu era a soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante; dava muito trabalho. Eu queria mesmo era um espaço sossegado e obscuro para viver a minha solidão.”
— Charles Bukowski.
Tem dias que a falta de alguém pesa no coração.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
“Somos feitos de estrelas!”, disse o menino sonhador que continuou: “se você coçar os olhos, são elas que você irá enxergar.” A madrugada me sossega, é quando eu conforto a minha alma. O escuro me deixa quieto, e quando os nossos olhos se fecham, e a escuridão toma conta de nós, são elas que nós vemos. Meus olhos parecem uma nebulosa, minha pele machucada parece uma galáxia, a célula do meu cérebro parece o universo, assim como o nascimento delas, parece à morte de uma estrela. “O universo está dentro de nós!”, disse o menino sonhador. Sorte de quem é astronauta, que vai para o espaço e brinca de flutuar. O meu sonho de criança não morreu, ainda quero ser astronauta e ir para o espaço brincar de flutuar e fazer castelos de areia com a poeira lunar. “Saí dessa poeira, menino!”, diria minha mãe. Eu iria ver as estrelas brilhando mais de perto, mesmo que esse perto fosse longe pra mim. “Somos feitos de estrelas!”, disse o menino sonhador mais uma vez. O sol me aquece como um abraço acolhedor, a lua minguante parece um sorriso tímido e a crescente, um sorriso extrovertido. Tinha os que colecionavam selos, bolinhas de gude e figurinhas de futebol, mas ele era diferente; ele colecionava estrelas caídas do céu. “Mas você sabe que essas coisas não existem. Estrela cadente não passa de uma pedra vinda do espaço.”, falavam para ele. É por isso que temos o dom do livre arbítrio, para podermos acreditar e decidir o que quisermos, não é? “O universo está dentro de nós!”, disse o menino sonhador. Cada átomo do meu corpo um dia foi uma estrela, e foi de lá que nós viemos, e é para lá que nós vamos. Os suicidas são pessoas que cansaram de ficar na terra, e as estrelas cadentes são estrelas que cansaram de ficar no céu, e por isso caem. Por tanto, se somos feitos de estrelas, eu coleciono pessoas mortas, mas prefiro não pensar assim. Estão ouvindo? É o som do universo, minha melodia preferida. Olhem, apagaram as luzes da cidade e o céu acendeu as estrelas! Deixem, deixem que brilhem, deixem que elas explodam no céu e causem um turbilhão de emoções nas pessoas. “Somos feitos de estrelas!”, gritei para que todos pudessem me ouvir.”
— Nathan Alves.
“Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chuva, uma garrafa de conhaque na mão e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse um táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhado da chuva, porque aí beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e fumaríamos e beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas das mãos e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pêlos, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d'água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era. Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcado naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividido querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto. Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o conhaque todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria, começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de conhaque, como um bêbado, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, escondendo o caco do dente, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta. Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorri mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora. E bati, e bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, idéias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, na mesma porta que não abre nunca.”
— Caio Fernando Abreu.
Em cada verso,
um universo meu.

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
me desculpa se parece que eu não me importo é que depois de tantas partidas eu aprendi que única pessoa que não pode me deixar sou eu mesmo.
céu de júpiter
seria fácil escrever sobre seu sorriso seu olhar seu toque e até sobre seu jeito de andar. impossível seria definir a sensação de paz que me invade toda vez que vejo tudo isso.
— pedro Peixoto