đđđđ âđđđđ â o toque dele em seu pulso nĂŁo a fez recuar â nĂŁo imediatamente â mas houve um leve enrijecer quase imperceptĂvel sob a pele, como se algo nela respondesse Ă quele contato antes mesmo que sua mente decidisse como reagir. e isso, por si sĂł, deveria incomodĂĄ-la. mas ao contrĂĄrio disso, relaxava. ainda que escondesse dele, era algo com o quĂȘ jĂĄ havia feito Ă s pazes. reagia a eliazar, e nĂŁo havia motivos para mentir para si mesmo. afinal, apenas aceitando aquele fato, poderia fazer algo a respeito. manteve a expressĂŁo intacta, os olhos fixos nele com uma calma que era, em parte, construĂda. aproximou-se dele com o pretexto de sussurrar, mas sabia que o prĂłprio corpo se recusava a romper o contato. grata. o canto de sua boca se moveu, mas o sorriso nĂŁo chegou aos olhos. â vocĂȘ gosta dessa palavra. â murmurou, a voz baixa, quase suave demais para o peso que carregava, e entĂŁo ela inclinou levemente a cabeça, observando-o com atenção que nĂŁo era apenas desafio. â vocĂȘ sempre interpreta da forma que te convĂ©m. â respondeu, simples, como se aquilo nĂŁo fosse novidade entre eles. o olhar dela suavizou por um segundo â nĂŁo em rendição, mas em algo mais sutil, mais difĂcil de nomear â antes de desaparecer tĂŁo rĂĄpido quanto surgiu. ao ser questionada sobre a alcateia, suhan sustentou o olhar dele por um momento mais longo, como se estivesse pesando o quanto daquilo pertencia a ele saber. â eles sĂŁo quatro por enquanto. cinco, se contar com a criança. parece que uma das integrantes foi anexada apĂłs sua matilha de nascença ser dizimada. â engoliu a seco. a histĂłria sendo bastante similar Ă prĂłpria. talvez, se houvesse se mantido no mar, pudesse ter tido a chance de encontrar seus semelhantes, e viveria uma situação diferente. nĂŁo era nisso, no entanto, que suhan pensava. apegar-se a outras possibilidades e os "se's" da vida, era alho que havia parado de fazer hĂĄ tempos, logo apĂłs ser capturada por elias e entender que a esperança machucava mais do que as mordidas dele, ou os dias que ficara sem sal. â quem deveria informĂĄ-lo disso estĂĄ fazendo um pĂ©ssimo trabalho. â havia um leve brilho em seus olhos agora, nĂŁo exatamente provocação â mas algo perto disso. estava a meia palavra de o responder quando a mudança no ambiente chegou atĂ© ela primeiro â passos apressados, uma voz chamando pelo prefeito com urgĂȘncia contida, a presença humana cortando o espaço entre eles de maneira desrespeitosa. suhan piscou uma Ășnica vez, como se voltasse de um lugar distante, e dessa vez o movimento veio. os dedos se soltaram do toque dele com uma lentidĂŁo parecida com resistĂȘncia. e ela deu um passo para trĂĄs, criando espaço antes mesmo que o homem se aproximasse por completo. o sorriso que surgiu agora era outro â mais leve, mais social, perfeitamente moldado. â prefeito. â disse, com educação impecĂĄvel, como se aquela fosse apenas uma interação breve entre uma cidadĂŁ e a figura pĂșblica da cidade. o olhar deslizou rapidamente para o homem que se aproximava, um aceno discreto, respeitoso, antes de retornar a elias por um segundo final. e foi nesse segundo que algo mudou â nĂŁo na expressĂŁo, mas no que havia por trĂĄs dela. â continue cuidando da cidade. â murmurou, baixo o suficiente para que apenas ele ouvisse, a voz suave carregando ambiguidade. entĂŁo se afastou, com a mesma calma com que havia chegado, deixando para trĂĄs o toque, a proximidade â e ele, novamente, no lugar onde sempre esteve: no centro de tudo⊠e ainda assim, incapaz de segurĂĄ-la completamente.