[chris wood.] —— Você não sabe quem eu acabei de encontrar na Praça das sete famílias. Isso mesmo, EDWARD WICKLIFF SIR EDMUND DE WYCLIFFE! Ele é um VAMPIRO que atua como XERIFE aqui em Ninivae, sabia? Ouvi dizer que possui SEISCENTOS E VINTE E SETE anos, embora aparente ter TRINTA E QUATRO anos. Os ventos sopraram que esse rostinho angelical é GALANTEADOR, mas são os rumores sobre ser FECHADO que ameaçam a nossa paz. Será que teremos problema em lhe estender a mão?
Honra, lealdade e fé. O terceiro filho de Sir Aldric de Wycliffe possuía um único caminho para a glória: a cavalaria. Pajem aos sete anos e escudeiro aos catorze, Edmund foi moldado sob a instabilidade política de uma Inglaterra cujo rei havia sido deposto em meio às guerras francesas - conflito esse que perdurava há quase um século. No entanto, mesmo a disciplina implacável e a rigidez de seu treinamento não foram capazes de prepará-lo para o que encontraria em Agincourt.
A lama espessa, oriunda das fortes chuvas da noite anterior, tornava cada passada dolorosamente lenta, aproximando-o da morte honrosa que havia abraçado ao marchar até o vale estreito. E a névoa que pairava sobre as florestas ao redor pouco fazia para atenuar o vermelho e azul vibrantes das bandeiras francesas. Com um exército três vezes maior que o dos ingleses, o massacre era eminente - e Edmund gostava de pensar que entregaria até a última gota de seu sangue em defesa de seu país. Todavia, quando o patriotismo e a necessidade de proteger os indefesos entraram em conflito, o Wycliffe abriu caminho em meio ao campo de batalha para defender a criança aprisionada no fogo cruzado. O resultado? A lança sobre o peito - ferimento que lhe teria roubado a vida, não fosse a mordida misericordiosa que marcava seu pescoço.
Eram poucas as memórias que Edmund retinha de seu breve período ao lado de Marguerite d'Aubemont, em suma manchadas pela apatia experienciada pelo jovem. Ao contrário dos outros vampiros, não era euforia que preenchia o peito do ex-cavaleiro, mas o vazio de quem se via sem propósito, sem...vida.
Os anos arrastaram-se até se tornarem décadas de uma espera interminável - de uma existência suspensa entre a morte e a vida. Era a própria agonia que julgara reservada apenas ao purgatório. Foi, porém, no salpicar dourado das íris esverdeadas de uma camponesa que Edmund recordou-se do que era viver. De sorrisos fáceis, flores no cabelo e um amor profundo a cada momento, Chiara era a personificação da ideologia que se consolidava no vilarejo toscano. Mais do que isso, ela era tudo aquilo que Edmund deixara de ser: inteiro, fugaz, humano. E na beleza do efêmero residia a fragilidade da vida humana, uma capaz de roubar as promessas de eternidade.
...there was before and there was after her
A melancolia associada à perda de Chiara foi substituída pela necessidade de honrar sua memória. Os sorrisos e gracejos constantes, contudo, costumam mascarar as feridas mal curadas de um coração que ainda bate por seu grande amor.
Os séculos transformaram Edmund em Edward e na modernidade encontrou outras maneiras de retomar o propósito de proteger aos indefesos. Cavaleiro, soldado e, agora, xerife, responsável pelo bem-estar dos habitantes de Ninivae - e pela ocasional alteração de relatórios para manter sua espécie escondida dos humanos.
HABILIDADE & ARSENAL
A habilidade de manipulação de sombras restringe-se àquelas já existentes no ambiente, oriundas de uma fonte de luz que as projete. Edmund é capaz de alongá-las, distorcê-las ou condensá-las temporariamente dentro de um alcance aproximado de cinco metros. O poder não funciona em escuridão absoluta e torna-se instável sob iluminação intensa, especialmente luz natural forte, onde as sombras perdem definição. Além disso, seu controle é diretamente afetado pelo estado emocional: emoções intensas ou conflitos internos reduzem a precisão, enfraquecem as manifestações ou podem fazê-las agir de maneira imprevisível.
CONNECTIONS
Entre risadas e perturbações constantes, a amizade entre Edward e muse firmou-se até torná-los inseparáveis mais que amigos, friends. E dentre as piadinhas, não é incomum que seja chamado por muse de Cullen, enquanto o outro receber o apelido de Volturi. ( @issoehumprefeito )
A fama de Edward o precede: de sorriso charmoso e ar galanteador, ele é a definição de Don Juan. Porém, ao que parece para tudo há uma exceção e muse orgulha-se em dizer ser imune aos seus charmes. Já o vampiro? Fara tudo o possível para mostrar que ela está errada. ( @naviradadanoite )
O complexo de herói é algo que Edward leva consigo há mais de seis séculos, o que parece um problema para muse que já deixou claro mais de uma vez que não precisa ser salva. ( @hernameismarcelene )
Edward nunca soube apontar o que exatamente em muse o faz recordar-se de Chiara. É mais do que uma semelhança física, é a maneira como o universo parece reagir à presença da mulher. E é exatamente por isso que ele busca manter-se o mais distante possível de muse. ( @camposelise )
Apesar da longa lista de combates em seus quase sete séculos de vida, Edward jamais se considerou do tipo briguento. O controle emocional ensinado em seus anos como cavaleiro eram carregados até a modernidade. Exceto ao se tratar de muse, que parecia despertar seu pior lado. ( m / open )















