𝑤𝑜𝑢𝑙𝑑 𝑦𝑜𝑢 𝑡𝑒𝑙𝑙 𝑚𝑒 𝑡𝑜 𝑔𝑜 𝑓*𝑐𝑘 𝑚𝑦𝑠𝑒𝑙𝑓 𝑜𝑟 𝑙𝑒𝑎𝑑 𝑚𝑒 𝑡𝑜 𝑡𝘩𝑒 𝑔𝑎𝑟𝑑𝑒𝑛? ⠀.⠀⠀⧽⠀⠀⠀ o humor de cornelius melhorou durante a viagem para o parque, onde estava endereçado seu destino, no cartão que recebera naquela manhã. nada além de seu nome, o endereço e uma pequena flor amassada — uma violeta. de início, ele havia sentido uma extrema apatia acerca da premissa daquele joguinho de caça ao tesouro, porque era óbvio, ele ia precisar encontrar o par uma vez que estivesse lá. ele quase não aceitou aquele convite.
quase.
para seu azar, sua mãe sabia ao que aquilo se referia. havia sido a duquesa de brooke quem recebera o ofício real no instante que chegara, então, não caberia a neil fingir que jamais havia o recebido ou dar um sumiço nele sem deixar rastros. sua mãe o acordou radiante. “você tem um compromisso inadiável! ah, meu querido, levante, temos muito o que fazer!” ela cantarolava, arrastando o vestido para todos os lados, apontando vestimentas, liberando ordens e organizando o que lhe cabia organizar. neil quis correr para longe e não voltar mais — ao menos ele podia sonhar.
enfeitaram-o da cabeça aos pés. enfiaram-o na carruagem e, pelo caminho até o parque, ele começou a pensar como aquilo poderia ser menos ruim do que imaginava. o que de tão ruim podia acontecer, afinal? era um encontro, agendado pela rainha. havia lhe custado a necessidade de escolher alguém do baile — escolha essa que ele havia postergado a fazer com a desculpa de estar tentando fazer a melhor escolha. pura mentira. só não sabia mesmo qual caminho seguir. ao menos daquela vez, ele não teria culpa caso desse errado e apenas o pensamento de poder culpar outra pessoa já o enchia de satisfação.
o parque estava recheado de casais para todos os lados e o d’brooke não saberia dizer quantos deles havia se dado bem em suas buscas, porque no caso dele, estava sendo torturante. ele havia conseguido convencer a mãe a deixá-lo sozinho — que fosse fazer companhia as outras senhoras de família que se reuniam para um chá ou caminhada pelas trilhas. ele achava que seria trágico demais procurar por alguém as cegas e ainda ter a companhia da mãe, fungando em seu pescoço.
violeta. aquilo deveria ser uma pista? neil pegou o pequeno talo fixado a flor e o enfiou numa das fissuras onde se encaixariam os botões de seu casaco. a flor perdurou ali como um broche. ele pensou em retirá-lo no segundo seguinte, porque se sentiu idiota com aquela violeta em suas vestes, mas aquilo parecia mais prático que questionar para qualquer um como aquilo funcionava ou se mais alguém possuía uma violeta escondida nas luvas.
encontro no parque com @annedelacourt















