mialightwood:
Desde que conhecera Oliver, Amélia se vira encantada em observar a feição dele, mas fora apenas quando se tocará que estava apaixonada por ele e então após noivarem que o encantamento se tornou fascinação. Ela estava aprendendo cada umas dará feições dele, como se o decorasse e cada vez que ele demonstrava uma reação diferente, algo dentro dela se agitava e naquele exato momento, quando ele sorriu, não poderia ser diferente. Ele tinha um sorriso tão lindo que ela tinha vontade de se aproximar, ignorando o fato de estarem a vista das pessoas, e então beijar cada cantinho dos lábios dele. Ela também sorriu, reagindo ao sorriso maravilhoso dele. Ela quis responder algo espirituoso a ele, algo provocativo, mas ao separar os lábios por alguns centímetros nenhum som som saiu, apenas sua respiração. Precisava concordar com ele, estava mesmo apaixonada. — E o que exatamente há em meus olhos, Ollie? - A voz dela saiu em quase um sussurro enquanto seus olhos brilhavam em expectativa. Ela enfim riu alegremente da forma zombeteiro dele. — Eu não poderia concordar mais. - Pois céus, sim ele ficava muito bem em vermelho e ela tinha certeza de que também ficaria lindo em azul, branco, verde, amarelo, ou qualquer outra cor que quisesse usar. Contudo, nos últimos dias e com todos os acontecimentos recente e tudo o que ela tinha em mente, ela não podia evitar pensar nele sem roupa nenhuma. Sentiu as bochechas queimarem num claro sinal de que deveria estar tão vermelhas quanto seu vestido. — Bom, fico feliz que existam passarinhos fofoqueiros na Casa Lightwood. - Ela gracejou numa brincadeira, grata por ter os pensamentos focados em algo algo que não fossem as roupas dele. Ao ter as mãos beijadas ela inclinou a cabeça para o lado pensando se deveria pular toda a festa e ir direto para a surpresa. Estava tentada, muito tentada. Mas ele estava certo, a mãe dela os caçaria, o que a fez rir. — Ela certamente o faria e levaria Rowan e Arthur com ela. Arthur é fácil de limpar mas Rowan… - Ela fez uma careta franzindo o nariz. Segurou no braço dele, bem na curva no cotovelo e então passou a caminhar ao lados ele para se juntar as outra pessoas. — Ohh eu adoraria dançar com você. - Ela confessou em um sorriso grandioso. — Por que não fazemos isso primeiro? Parece que vão começar outra valsa. - Ela o olhou com expectativa e então o puxou levemente pelo braço até o centro do salão improvisado, posicionando-se de frente para ele, segurando em sua mão e ombro e assim que a música começou a tocar, ela esperou que ele a guiasse, dançando sobre a luz das estrelas e luar.
Estar em público nunca o deixara tão decepcionado, queria alcançar os lábios de Amélia como jamais o fez, mesclando aquele desejo ardente que parecia consumi-lo sempre que a fitava, apesar de seus pensamentos estarem um pouco longe do que o contexto permitia, Oliver centrou toda sua atenção nos olhos da noiva, contemplando o brilho que havia sobre eles enquanto seu coração batia fortemente, inevitavelmente seu sorriso se estendeu e qualquer resposta que tinha na ponta da língua sumira repentinamente. “Eles são os mais bonitos que eu já vi.” Disse em tom semelhante e espaçado, quase hesitante. Seu raciocínio parecia comprometido para oferecer uma resposta mais elaborada e romântica. Ele soprou um riso encabulado com o comentário seguinte. “Fico feliz que tenha gostado, meu objetivo era impressiona-la.” Confessou ao inclinar-se um pouco na direção da noiva, planejando soar provocativo e igualmente carinhoso. “Ei, fofoqueiros não, informantes.” Argumentou, sustentando o tom jocoso que pairava entre eles. Com a menção dos irmãos de Amélia, consequentemente seus futuros cunhados, arqueou as sobrancelhas divertidamente. “E eu achando que sua mãe gostava de mim.” Retrucou, mordiscando o lábio inferior ao pensar um pouco melhor na situação hipotética. “Mas eu poderia lidar com Rowan.” Assegurou suavemente antes que seus devaneios fossem afastados pelo ânimo feminino. Oliver se dedicara para aprender a dançar minimamente bem, mas por vezes era assombrado por uma estranha insegurança, apesar disso, concordou em um menear de cabeça. Como poderia dizer não a sua noiva? Especialmente quando ela sorria daquela forma que decerto o convenceria a fazer qualquer coisa. “Claro, podemos dançar quantas vezes desejar, querida.” Declarou em um sopro de voz e se preparou para guia-la assim que a valsa começou a tocar. Melodias lentas costumavam ser mais fáceis de assimilar, então por ora, poderia se tranquilizar de que não passaria vergonha. O barão se viu sorrindo assim que a lembrança da primeira dança deles surgiu em sua mente conforme a conduzia, ela o encantou no primeiro instante e permanecia fazendo-o até aquele átimo.















