Abra-te as aspas Pois aqui, faz-se um testemunho Segmento mais visceral e menos católico Cadavérica viagem, ferida fantasiada de casca nos desertos Uma cabeça equilibrada na outra Discursando sobre resumos Apresentando um caput retalhado Entre verdades pueris e grossas armações A serpente não viera junto do vestido cor macieira Portando, a maçã concebida viera da mão do senhor criatura Creditado a.k.a como feitiçaria explosão deus uníssono Ecoando outros oito ecos principais fora os que ainda não foram ouvidos Zela o verbo embaixo da vela Enquanto, a segunda dança Varrendo escárnios Para o rogar da fé oposta O uniforme forma a fome Que fomenta ao formol foto Um fato fictício vira fatídica Contendo um martírio e escopo de fábula A morsa convidaria o lobo à um encontro A beira da praia ambos transariam transes vogais Originando a pérola e a oferta à ostra Caída em ostracismos do desfiladeiro pós coral Parentesco colônia, faz-se força sob o olhar da rainha Compondo dúzias de horários biológicos Meu bem, sou-te devoto esta diária diurna Assim sendo, após mortes solares, verto-me cigarra E por fim, voltamos ao entreveiro de meio A serpete tens fome e reclama da indigestão Se não fores a indigestão, seria o feitio ouroboros jamais supracitado Senhoril, o caput és vós, eu, simples voz inconsciente, acompanhada de alívio. Fecha-te aspas...
Um Longo Parêntesis Existencial, Pierrot Ruivo














