Tarantino/Tarantella
Ela me encara com os olhos de Kubrick Seus olhos anis marejados me cospem ódio Anima sua interpretação na dupla intenção Cada frase solta, a malícia perfura narinas Tens as tintas de meus demônios Revela-se em teu ego o meu estômago Se faz deusa de meus temores e enfermidades Corroendo meus sentidos pouco a pouco Tuas deformidades são apenas fenômenos Físicos de uma beleza bélica Teu filo reconhecido como Quasímodo Por uma distinção étnica e secular Bom dia meu caro público, me introduzo como: Teu entreter mascarado de antipatia A autopiedade degenerado em superlativos O vislumbre de um futuro nada convincente Valsando com carabinas pelo salão Cortejando a silhueta da coronha Dedos entre abertos em alavancas e gatilhos Olhando no olho profundo da mira de alcance Fui tão dócil, como o primeiro amor E após algumas lavagens estomacais Minha carne embargo, se transtorna Na própria lavagem de teu espírito de porco Afoguei as minhas mágoas com quem me quis Revólveres cantando revoltas em meus ouvidos Seus lábios selados em idiomas que reconheço A morte matada e angustiada de vazios densos Seu beijo é quente, morte Cano morno, são como lábios a espreita O teu perfume forte de pólvora Acarreta o dilatar de minhas pupilas
















