A vida selva, a existência palco
Um picadeiro vazio, um espetáculo
Convidativo a todos as portas estão abertas
Mas quem aceitará passar por todas essas camadas?
Pano sobre pungências, véus em pendências
Eu não vejo, eu imagino seus contornos
O pano que transgride com tempo
A figuração ninfa de dois gumes se espalha
A marquise com teu tempero
O ego entre hipótese
Ser o pior entre os melhores
Eu preciso esvaziar meus bolsos
O comércio e o corpo
A sua intervenção cristã
Tomando o corpo como seu
Deleite particular...
Pintemos a cidade como nossos algoritmos
O sangue e a catástrofe, deus e o enxofre
Curvando-se em tendências de autopreenchimento
Convença-me do contrário ou teus argumentos serão silenciados
Todo o feitiço diante dos olhos
Tens a capacidade de tributar
Abóboras em abelhas
E migalhas em banquetes
Logo após quebraste todos os meus ossos
Comemorara como se comprasse uma muleta de marfim
Para combinar com as cores de tua sala de estar
E meus dentes são ótimos para virarem colares
Insinuara companhia
Pagara com a presença
A insegurança de vestir máscaras
O simbolismo de línguas entre cruzes...