{O texto não é meu! Porém, se encaixa perfeitamente com a minha realidade. Foi tirado do facebook, link na fonte}
Sobre mudar de cidade para estudar:
Você vai se encher de expectativas sobre sua nova casa. Você vai perceber depois de algum tempo que sua nova casa, talvez nunca se transforme num lar. Vai sentir o peso do mundo nas costas e suas responsabilidades irão se multiplicar. Você vai fazer contas para descobrir cadê o dinheiro que tava aqui. Você vai aprender a se virar, crescer 1 ano ou mais em um mês. Vai chorar de saudade antes de dormir, se sentir vazio, incompleto. Mas vai aprender a acordar no dia seguinte disposto a caminhar até a parada de ônibus. Vai se dar mal na prova, vai sentir vontade de desistir de tudo e voltar pra casa. Vai lembrar que aqui agora é a sua casa, que os teus pais estão felizes de te dar o que eles não puderam ter. Vai engolir o choro e prometer pra si mesmo: eu vou conseguir! Você vai cair várias vezes, perder o horário, talvez reprovar. Vai pedir férias incansavelmente, vai sonhar com a sua antiga cama e com o cheiro do café da sua mãe. Vai se perguntar inúmeras vezes se é realmente assim que deveria ser. Vai perceber que macarrão instantâneo é o salva-vidas nos momentos de correria e que café é um companheiro indispensável. Vai lembrar da vida que levava e perceber que a casa não se arruma sozinha, porém a bagunça parece sempre estar no modo automático. Vai perceber que a vida ensina mais do que o seu curso. Vai entender o significado de economia e a importância dela. Vai descobrir que não é só o começo que é difícil. Vai aprender que a saudade é um impulso, que estar na média significa mais tempo de férias e com isso, mas tempo no seu lar. Vai ver que o tempo passa voando, mas que as dificuldades continuam sempre plantadas no chão. Vai então se superar e suportar as faltas e ausências para se manter vivo. E por fim, você vai aprender que trocaria todas as coisas do mundo pelo abraço dos seus pais.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
Há quatro anos, minha vida mudou radicalmente. Eu era uma garota de cidade grande, dividida entre as aulas da faculdade e um trabalho que eu realmente gostava. Hoje, moro no campo, em outro país, e minha rotina se resume a ser dona de casa. Para quem ficou para trás, eu vivo um conto de fadas internacional, uma "vida de princesa". A realidade? Uma rotina monótona, entediante e uma saudade devastadora de quem eu costumava ser. Criei este espaço anônimo para gritar o que as fotos do Instagram não mostram. Bem-vindos ao meu exílio.
Como alguém que tinha o ritmo acelerado da metrópole, uma carreira engatilhada e planos acadêmicos foi parar no silêncio do campo? Quatro anos cruzando fronteiras me transformaram em uma espectadora da minha própria existência. Sinto falta do barulho, da pressa e do propósito que eu tinha antes. O pior é o peso das expectativas dos outros: todos acham que mudar de país é sinônimo de sucesso absoluto. Ninguém imagina o tédio de viver uma vida que não parece minha. Este diário é o único lugar onde posso tirar a coroa falsa que me colocaram.
Se eu tivesse desistido quando pensei em desistir…
Eu não estaria aqui vivendo a leveza que eu sempre sonhei. Nem ajudando tantas mulheres a transformarem sua relação com a comida e com o próprio corpo.
Nesses 3 anos e 9 meses morando fora, empreendendo e construindo minha vida, se teve uma coisa que eu fiz foi duvidar das minhas escolhas. As dificuldades foram muitas: a saudade da família e da minha cultura, a insegurança de estar sozinha pela primeira vez, a documentação que parecia nunca resolver, meses sem clientes, o financeiro apertado, jornadas exaustivas conciliando trabalho CLT e os atendimentos, e aquela solidão que só quem mora fora conhece.
Teve dias em que eu saía do restaurante cansada, chegava em casa e pensava:
Será que tudo isso vai valer a pena? Será que eu vou conseguir?
Mas ao invés de parar, eu respirei fundo e dei o próximo passo. Mesmo cansada, mesmo com medo, mesmo cheia de dúvidas. Aos poucos, tudo foi se encaixando. E hoje, cada cliente que chega, cada transformação que acontece, me mostra que o processo valeu — e vale — muito a pena. Hoje eu ensino o que eu mesma precisei aprender. Que é possível viver com leveza, se cuidar, trabalhar, construir seus sonhos, e ainda aproveitar a vida de verdade — sem dietas, sem culpa e no seu ritmo.
Se você também sente que carrega muita pressão e quer encontrar essa leveza, saiba: é possível.
Estou voltando de ônibus agora do Algarve não sei se já contei aqui mas atualmente moro em Lisboa. Fui dar continuidade em algo muito importante na minha jornada de imigrante…. Fui entregar meus documentos para finalmente ter o cartão de residente. Após 3 anos e 6 meses a espera da tão sonhada residência legal no país, hoje me senti um mix de nervosa e ansiosa 'excited.
Ao receber o primeiro e-mail desse processo esse mês eu fiquei completamente anestesiada, lembro como se fosse agora, uma mistura de desacreditada com animada. Tudo que passava na minha cabeça é que eu estou preste a ser realmente livre de tudo que eu deixei de fazer por não ser oficialmente regular aqui. Livre pra poder viver uma versão full de como é ser uma moradora aqui. Sou grata por tudo que passei e passo aqui, as coisas ruins tentei levar como aprendizado, o quanto cresci como pessoa foi insano mas se tem algo que chega ser injusto e mexe com nossa cabeça é o modo SOBREVIVÊNCIA que passamos principalmente se você faz essa jornada sozinho, jovem e sem liberdade financeira.
Como meu psicologo diz [ ao mudar de país você não começa a vida do zero, começa do negativo].Ter que aprender por conta própria tudo sobre o país, regras, leis, cultura, costumes, poder de compra, no que investir, o que é normal e o que não é… Além de ser muito para o físico também é para a cabeça, as jornadas exaustivas de trabalho com o sentimento de chegar no seu quarto e nao se sentir em casa. A primeira grande mudança que meu corpo sentiu foi minha percepção do tempo, sinto que eu vivo três dias em um. No começo voce se ac FODA por ter realizado seu sonho mas, depois de um tempo se torna cansativo, lutar pelo básico… moradia, trabalho, dinheiro para comer, qualidade de vida, um emprego onde você não é explorado só porque sabem que você realmente precisa estar ali então vão fazer o que quiserem com você.
Tenho orgulho do que vivi até aqui, sinto uma enorme dor de crescimento aqui… papo pro próximo post.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality✓ Free Actions
Free to watch • No registration required • HD streaming
Categoria: Vida na Irlanda / Depois do Sonho
Tema: vida real pós-imigração, desmontando idealizações
Quando o sonho vira rotina
Sabe aquele momento de filme, em que o personagem realiza o grande sonho e os créditos sobem com música de fundo?
Pois é.
Morar fora costuma parecer isso.
Mas, na prática?
Quando você chega... não tem créditos.
Tem boleto. Formulário. Ansiedade.
Mercado caro. Saudade.
E, às vezes, o Google Tradutor aberto no celular.
A real chega rápido
Você não ganha uma medalha quando aterrissa.
Ganha uma lista nova de tarefas.
Aprender tudo do zero:
– Como abrir conta
– Onde pegar ônibus
– Que sabão em pó comprar
E entre uma descoberta e outra, sempre tem alguém que diz:
"Mas você tá na Europa... como assim tá triste?"
Até que ponto posso me surpreender ou a vida ? Há 9 anos atrás eu criei essa conta aqui, com a bio que ainda está… estudante de nutrição no primeiro semestre, animada e sem noção de tudo que iria acontecer em sua vida. Esse mês ao relembrar que gostaria de voltar a escrever (em algum lugar que nao fosse no meu diário) decidi voltar ao Tumblr, mas fui surpreendida com essa conta que já existia e nada foi escrito.
Justo esse ano que voltei com meu processo terapêutico com psicólogo, justo semana passada que tive uma crise existencial gigantesca depois de tempos sem uma, justo sobre quem eu quero ser… Coincidência ou não, eu prefiro acreditar que estou no caminho certo, que o universo está se comunicando comigo e eu que estou aberta para o que pode acontecer.
Senti no meu coração de usar desse canal como forma de deixar a minha criatividade fluir, eu que por tanto tempo a coloquei um uma caixa de monetização onde me forco a fazer dinheiro para sobreviver sozinha morando em outro país. Frustrada por ainda não estar exercendo minha profissão por conta das burocracias do governo e tudo que essa parte chata inclui, me vejo querendo ser um ser livre onde ter que mostrar sucesso, posses e conquistas vou me esquecendo do que realmente importa depois de ter feito essa grande renuncia que foi sair do meu país…VIVER
Conectando-se com a sua terra natal quando você mora fora
A primeira vez que fui morar fora foi em meados de 2014 e fiquei um ano vivendo na Irlanda. Foi também a primeira vez que eu saí de casa para morar “sozinha” - sem meus pais. Eu era, naquela época, como qualquer jovem que consome muita cultura estrangeira e tem a famosa Síndrome de Vira-Lata brasileira: tudo que vem de fora é melhor, os europeus e anglo-saxões são obviamente melhores que nós, etc. Se você é brasileiro, ou você já foi assim ou conhece alguém que é (ou você é assim, e aí já adianto que você não vai gostar muito desse texto).
Eu não tenho vergonha nenhuma de admitir que precisei sair do Brasil para aprender a amar o meu país. Às vezes eu passo raiva e me estresso sim, quem nunca?, mas no fundo, eu amo e me sinto orgulhosa de ser brasileira. Aprendi a amar minhas raízes, meu sotaque, meu folclore, as músicas… enfim, tudo o que gira em torno da identidade brasileira (e, especialmente, a coisa do “caipira” do interiorrr de São Paulo).
Em 2019, eu saí do Brasil de novo, dessa vez de forma definitiva, para morar e trabalhar em Portugal. Apesar de aqui ser bem mais próximo do Brasil em termos de idioma, comida, temperatura, dentre outras coisas, tem dias que eu ainda sinto alguma falta de “casa”. Essa sensação de morar fora do seu país é estranha: ao mesmo tempo que você consegue transformar qualquer lugar em um lar, você também sempre fica com saudades das suas “casas” anteriores. É um fardo que você carrega e não tem muito como escapar.
Estar estudando sobre magia e bruxaria fez com que eu olhasse com mais carinho para essa coisa de ancestralidade e “casa”; afinal de contas, faz parte de quem eu sou e compõe muito da minha intuição, que se conecta muito com as minhas intenções e meu jeito de pensar. Por isso, vim aqui nesse post compartilhar algumas dicas de como eu me conecto com a minha ancestralidade e a minha terra natal estando fora dela, e porque esses métodos me ajudam tanto.
🛫🛣️🛬
Monte uma playlist que aqueça seu coração com as músicas do seu país
Aqui é importante focar na parte do “aqueça seu coração”, não somente com o fato de ser músicas do seu país. Por exemplo: Anitta é uma cantora do meu país que canta em português brasileiro, e inclusive eu gosto bastante das músicas dela. Porém, não é o tipo de música que me toca, que me emociona, que me traz recordações de tempos mais distantes, de quando eu estava em casa com os familiares que eu amo. Eu montei uma playlist, por exemplo, que têm vários cantores como Milton Nascimento, Chico Buarque, Zé Ramalho, etc, que são as músicas que eu ouvia na minha infância e até hoje gosto bastante, e me trazem memórias quentinhas.
Leia um livro de uma pessoa do seu país sendo uma pessoa do seu país
A minha leitura mais recente tem sido o livro “Cidades Afundam em Dias Normais”, da Aline Valek, e que livro, senhoras e senhores. Por mais que a história em si seja maravilhosa, há coisa que claramente só um brasileiro sabe descrever com perfeição (e eu suspeito que somente um brasileiro saiba reconhecer que aquilo foi descrito com perfeição), como um pão de queijo bom. Além disso, parece que existem emoções que são só nossas, presentes somente no inconsciente coletivo de uma nação, e que você só percebe que é coisa de brasileiros quando pára de se deparar com essas emoções todos os dias. É muito gostoso ir, página por página, reencontrando situações tão familiares e que, ao mesmo tempo, estão tão distantes no presente.
Se aproxime de cheiros que você sabe que lhe são familiares
Eu nunca fui muito fã de cheiros de ervas num geral, sempre gostei mais de perfumes de frutas, por exemplo. Porém, estando longe de casa, me tornei a doida do cheiro de lavanda/alfazema por uma única razão: tem o cheirinho da minha vó, e só os deuses sabem o quanto eu sinto saudade dela. Por isso, para mim é muito importante estar cercada de aromas que me são familiares e que me lembrem de pessoas e/ou momentos e/ou lugares que me são caros/caras. Eu sou uma pessoa bem conectada com cheiros, então esse ponto faz uma diferença enorme para mim.
Aprenda a receita das suas comidas favoritas
Sabe aquela lasanha que seu pai fazia e que você adora? Pede a receita pra ele e tenta fazer um dia. Mesmo que não fique perfeito ou que a dele continue sendo melhor, já serve para criar mais uma conexão e para que você passe menos vontade. Afinal de contas, é sempre bom ser auto-suficiente com algumas coisas, certo? E isso inclui não passar vontade de comer as comidas que você cresceu acostumado a comer. Aquele molho secreto, a massa, o jeito de fazer o bife… vá pedindo das receitas e vá se arriscando na cozinha. Autonomia é tudo! Fora que você sempre pode aprimorar uma receita que já existe para deixá-la ainda melhor.
Crie (ou re-crie) os rituais que você sente falta
Às vezes, quando vamos morar “sozinhos”, nos perdemos na rotina ou esquecemos de criar uma para nós, e com isso as coisas podem parecer meio soltas. É interessante você (re)criar rituais e/ou momentos para você mesmo tal qual você tinha quando morava no seu país de origem ou com a sua família (obviamente, recrie somente o que faz sentido para você e o que você goste). Se você sente falta de almoços fartos aos domingos, por quê não fazê-los, mesmo que seja só para você mesmo? Seria interessante ter novamente um horário para uma “sessão pipoca” às sextas? Crie-a! Mesmo que seja sozinho, crie (ou recrie) a rotina que o ajude a se sentir em casa, esteja onde estiver.
🛫🛣️🛬
E você? Como se conecta com a sua primeira “casa” quando está fora dela?