Desabafo de uma vida em câmera lenta.
Como alguém que tinha o ritmo acelerado da metrópole, uma carreira engatilhada e planos acadêmicos foi parar no silêncio do campo? Quatro anos cruzando fronteiras me transformaram em uma espectadora da minha própria existência. Sinto falta do barulho, da pressa e do propósito que eu tinha antes. O pior é o peso das expectativas dos outros: todos acham que mudar de país é sinônimo de sucesso absoluto. Ninguém imagina o tédio de viver uma vida que não parece minha. Este diário é o único lugar onde posso tirar a coroa falsa que me colocaram.











