Chega, o tempo é agora
Deixa o mundo lá fora
Se quer, vem comigo, vambora
Tipo o suor que evapora
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Tipo o suor que evapora

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“Eu vou trocar meu celular num Nokia tijolão
Que só manda mensagem e faz ligação
Se eu ver mais um vídeo seu, sem eu, sendo feliz
Certeza que a minha vida vai 'tá por um triz
Me mata não, essa internet virou arma na sua mão
empatia:
“processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento do outro.”
Mas é bem diferente o “tentar compreender” de ser obrigada a aceitar a posição do outro quanto a algo. :)
Vejo cada dia passar, enquanto a tristeza me consome. Observo os relacionamentos líquidos de hoje, e me pergunto se eu pertenço a esse mundo de incertezas, de “tanto faz”, de “qualquer um serve”. Atenta aos meus sentimentos, percebo que eu apenas gosto de quem nunca nem olhou pra mim, e que talvez nunca nem irá olhar. Sinto que quanto as amizades que tenho, por mais que as ame, é nítida a nossa diferença no modo de encarar as coisas na vida. As vezes tenho a impressão de que não faço parte desse mundo, desse século. Devo ser “antiga demais” para esse mundo fluido e sem verdadeiro amor.
Cami
Mas você é jovem, ainda tem muito a aprender. Ainda vai perceber que certas pessoas mentem para manter você presa a elas, vai ver que nem tudo o que pensa é real, e vai cair em si que nem todos te amam como dizem amar.
Cami

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Sonhei com você
Sim. Eu pensei que iria dizer que foi um pesadelo, mas não. Bom, se pensar somente no fato do sonho te envolver, sim é um pesadelo, mas o contexto do sonho não. E eu espero que eu esteja certa sobre o que ele quis simbolizar. A vida anda pra frente, logo, não quero nem preciso de nada do passado me prendendo.
Como foi o sonho? Bom...
Eu segui ela até o seu apto. Era como se eu quisesse acabar de uma vez por todas com toda aquela história que ainda, de certa forma, eu carregava uma mágoa aqui dentro. Eu entrei no elevador, ela não queria, mas eu entrei, e subi. Enquanto eu subia, eu pensava em múltiplas possibilidades: “será que ele é ele?”, “será que eles tão mesmo juntos de novo com tudo aquilo mesmo depois de tudo que ele fez com a gente?”, “vou conseguir entender porque ela o perdoou fácil assim?”. Eram expectativas, mas nenhuma foi certa. Abriu o elevador, e você estava lá. Sua “máscara” caiu. Estava de mãos atadas. Não, você não era “você”, entende? Era outra pessoa, diferente das fotos. Ela era - dessa vez - apenas amiga sua e eu percebi porque ela o “perdoou” só de ver a expressão de destruição na sua cara. Você estava péssimo por não ter nenhuma de nós babando seu ovo, precisava de uma pelo menos. Eu olhava você, de cima abaixo, tentando absorver tanta informação tão rápido, mas por outro lado me desceu um alívio. O alívio de que não existia mais dúvida. Dei tchau a uma das angústias, talvez a mais profunda delas. Eu fui até você. Por algum motivo minha prima estava no sonho,e eu a pedi para que ela tirasse foto para que eu mostrasse pra minha amiga depois quem era ele. Trocamos olhares e a única coisa que saiu da sua boca antes de um choro foi um “perdão”. Eu te abracei, e dali eu me livrei de mais uma angústia: a de finalmente ver que, mesmo com toda mentira de quem era, você era tocável. E numa atitude súbita, eu disse que te perdoava. Por tudo. Sai do seu abraço, te olhei, sorri, e lhe dei as costas. Lá se foi a outra angústia. A angústia de ter pensado que eu tinha esquecido e dado as costas pra tudo, mas foi só algo relacionado a você aparecer, para a dor voltar. Mas agora não. Ao sair de lá e te dar as costas eu sim podia dizer um adeus definitivo. Alívio instantâneo. Foi o que eu senti, pelo menos.
Um adeus de “te perdoei, mas não esqueci tudo que fez”. Um adeus de “pretento nunca mais te ver”. O adeus como se fosse o ponto final de toda essa história de tristeza, dor e mágoas na minha vida.
Pois então, vá. Vá e sejas feliz, mas dessa vez longe de mim e dos meus sentimentos.
Eu te conheci.
A conversa fluia como um rio calmo. E assim fomos nos aproximando. A intimidade foi crescendo, e com isso, pode-se dizer, a raiz de algum sentimento qr ainda não sei definir bem qual foi...qual é.
E aí um dia tudo começa a ficar estranho. As conversas ficam frias, curtas e rápidas, sem o mínimo de intimidade. Você se afasta cada vez mais, some como nunca, não faz mais questão. Eu até tento correr atrás, mas me canso logo... eu prometi pra mim que não correria mais atrás de ninguém. E não vou.
Dói, um pouco, mas não vou chamar mais. Não vou insistir mais que você fique. Claramente você se preocupa mais com ela. Sim, eu sei que a “pessoa” que você disse estar preocupado é ela, não adianta negar.
Pois então, que tu sejas muito feliz.
Com carinho, Cami.
{O texto não é meu! Porém, se encaixa perfeitamente com a minha realidade. Foi tirado do facebook, link na fonte}
Sobre mudar de cidade para estudar:
Você vai se encher de expectativas sobre sua nova casa. Você vai perceber depois de algum tempo que sua nova casa, talvez nunca se transforme num lar. Vai sentir o peso do mundo nas costas e suas responsabilidades irão se multiplicar. Você vai fazer contas para descobrir cadê o dinheiro que tava aqui. Você vai aprender a se virar, crescer 1 ano ou mais em um mês. Vai chorar de saudade antes de dormir, se sentir vazio, incompleto. Mas vai aprender a acordar no dia seguinte disposto a caminhar até a parada de ônibus. Vai se dar mal na prova, vai sentir vontade de desistir de tudo e voltar pra casa. Vai lembrar que aqui agora é a sua casa, que os teus pais estão felizes de te dar o que eles não puderam ter. Vai engolir o choro e prometer pra si mesmo: eu vou conseguir! Você vai cair várias vezes, perder o horário, talvez reprovar. Vai pedir férias incansavelmente, vai sonhar com a sua antiga cama e com o cheiro do café da sua mãe. Vai se perguntar inúmeras vezes se é realmente assim que deveria ser. Vai perceber que macarrão instantâneo é o salva-vidas nos momentos de correria e que café é um companheiro indispensável. Vai lembrar da vida que levava e perceber que a casa não se arruma sozinha, porém a bagunça parece sempre estar no modo automático. Vai perceber que a vida ensina mais do que o seu curso. Vai entender o significado de economia e a importância dela. Vai descobrir que não é só o começo que é difícil. Vai aprender que a saudade é um impulso, que estar na média significa mais tempo de férias e com isso, mas tempo no seu lar. Vai ver que o tempo passa voando, mas que as dificuldades continuam sempre plantadas no chão. Vai então se superar e suportar as faltas e ausências para se manter vivo. E por fim, você vai aprender que trocaria todas as coisas do mundo pelo abraço dos seus pais.
- Analú Santos Lazzari