ApĂłs esses meses solteira, jurando iniciar seu processo de auto conhecimento, Styles caiu no encanto do ser mais cafajeste de todo o campus universitĂĄrio: Louis Tomlinson. Tudo começou com eles sendo dupla em um trabalho de biologia â o destino que escolheu, Harry nĂŁo tinha desejos por Tomlinson, parceiro de time do seu ex. ApĂłs alguns encontros para estudar a sĂłs, os dois deixaram os livros de lado e passaram a estudar anatomia nos prĂłprios corpos e desde entĂŁo eles estavam ficando casualmente, contrariando todos os princĂpios e processo de autoconhecimento estabelecidos por Harry.
Entro em casa acendendo as luzes e percebo que nĂŁo hĂĄ uma alma viva, fora a minha. Me lembro que a minha amiga comentou que iria ao jogo hoje. SerĂĄ que jĂĄ acabou? O time ganhou? Louis estĂĄ feliz?
âEi, Sara! Ta aonde?â digo apĂłs ela atender no terceiro toque.
âOi, amiga! JĂĄ chegou do estĂĄgio? Estou aqui no pub perto do campus. Vem pra cĂĄ!â grita por cima da mĂșsica barulhenta de fundo.
âEstou um pouco cansada, nĂŁo sei se vou. Quem estĂĄ aĂ?â pergunto como quem nĂŁo quer nada.
âOs meninos do time, lĂderes de torcida e algumas pessoas de fora.â ela diz em meio ao barulho.
âO time todo? Tipo Zayn e o resto?â tento arrancar alguma coisa. Se Louis nĂŁo estiver lĂĄ nĂŁo me interesso em ir.
âQuase todo.â ela diz fazendo uma pausa. âZayn, Henri e Chris estĂŁo me desafiando para um beer pong. Jude, Zak e Justin jogam sinuca. As meninas estĂŁo dançando.â sinto pena de fazer esse interrogatĂłrio com minha amiga quando ela grita mais uma vez por cima da mĂșsica para conseguir ser ouvida, mas preciso saber de Louis. Preciso mesmo? Ou sĂł me sinto insegura? TĂĄ, nĂŁo importa. Quero saber.
Eu sei que estou bancando a namorada controladora, mas nĂŁo posso evitar. Ainda mais quando ela nĂŁo cita o nome dele.
âSĂł esses estĂŁo aĂ? O capitĂŁo do time nĂŁo foi?â tento soar casual. Merda! essa palavra estĂĄ sendo muito usada no meu vocabulĂĄrio.
âVocĂȘ acha que ele perderia uma festa? TĂĄ sentado no sofĂĄ com uma loira doida pra pular no colo deleâ ela fala rindo sem nem imaginar a raiva que subiu pelo meu corpo. âAmiga, nĂŁo consigo passar o relatĂłrio completo de quem tĂĄ aqui, mas relaxa, o merda do Aaron nĂŁo estĂĄ. Vem logo. Beijo!â rio com a breve menção do meu ex, mal sabendo ela que eu jĂĄ me esqueci da existĂȘncia dele.
Meu sobretudo me aquece e esconde a roupa escolhida, enquanto aproximo da porta do bar, repasso meu plano de ação. Dois alunos saem, e fico satisfeita quando ambos param para dar uma conferida em mim. RĂĄ. E isso porque a aprovação deles se baseou unicamente na minha maquiagem e no cabelo âme comaâ. Provavelmente estariam salivando se vissem o que hĂĄ debaixo do meu casaco.
Antes de entrar definitivamente, enviei uma mensagem a Sara avisando que cheguei e ela responde que estĂĄ na sinuca. Inspirando fundo, ando em direção a ela abrindo caminho em meio Ă multidĂŁo. A mĂșsica vibra no chĂŁo sob meu coturno, Ă medida que passo pelas mesas Ă esquerda e sigo em direção ao corredor que liga o salĂŁo principal Ă sala de jogos. Tem mais uma meia dĂșzia de mesas baixas e altas nessa parte do bar. Vejo minha melhor amiga imediatamente. EstĂĄ conversando com Chris e Zak, enquanto Zayn, seu namorado, contorna uma das mesas verdes segurando um taco de bilhar. Com uma garrafa de cerveja na mĂŁo, Algumas pessoas assistem ao redor da mesa a disputa de Zayn e Jude.
Sorrio, timidamente. âNada especial, sĂł quis me sentir bonita.â
Sara suspira. âAmiga, vocĂȘ tĂĄ mais do que bonita. Acho que todos os homens do bar estĂŁo te olhando.â Dou de ombros. SĂł estou preocupada com um olhar em particular. SerĂĄ que Louis jĂĄ reparou em mim?
âE aĂ, como foi o jogo?â, pergunto a Justin mudando de assunto. âGanhamos!â âLegal. VocĂȘs merecem.â Por ter namorado um jogador, ter uma melhor amiga que namora um jogador e ter um caso com o capitĂŁo do time sei que eles estavam se esforçando muito para conseguir mais vitĂłrias. Louis me confidenciou algumas vezes como estava chateado com as derrotas no inĂcio do ano.
Ele faz cara de quem nĂŁo entendeu. âAhn?â Aceno com a cabeça na direção da loira, que estĂĄ nos avaliando com visĂvel suspeita. NĂŁo acredito que Louis ainda tem a ousadia de agir como se nĂŁo a conhecesse. Acabei de ver os dois conversando.
âAhâ, responde ele. âTracy? Tiffany? NĂŁo perguntei o nome.â Claro que nĂŁo, ele nĂŁo se interessa por nomes.
De repente, sinto uma mĂŁo segurar meu braço seguido de um calor em minhas costas. Os lĂĄbios de Louis roçam o meu ouvido, e ele diz rĂspido: âSe veio aqui pra me provocar, tĂĄ funcionando.â Abusado. Fecho a cara. Giro o corpo e o encaro de frente.
âUm fitzgerald, por favor.â JĂĄ que estou aqui, irei aproveitar, porque... por que nĂŁo? Posso muito bem seguir adiante com a imagem que criei. Trouxe uma bolsinha de festa preta, mas quando abro para pegar o dinheiro surgem trĂȘs mĂŁos diferentes brandindo notas de vinte dĂłlares no ar. âPode deixarâŠâ âEu pagoâŠâ âDeixa eu te pagar uma bebidaâŠâ
âDeixa comigoâ, diz, bruscamente. EntĂŁo encara meus outros pretendentes, que desviam os olhares.
âVai fazer xixi em mim agora para marcar territĂłrio?â, chio para ele. Seus olhos se acendem. âNĂŁo sei⊠deveria? NĂŁo estou te reconhecendo, Harry.â
âEstou normal.â Pego a bebida que o barman me oferece e me afasto depressa do bar. Louis continua em meu encalço, entĂŁo ando mais rĂĄpido, e, quando nos aproximamos de nossos amigos mais uma vez, respiro, aliviada. Certo. Agora ele nĂŁo pode mais ficar enchendo o saco com perguntas.
A tal Tessa não demora a se juntar a nós, e me sinto mais tensa quando envolve suas garras no antebraço nu de Louis. Os braços dele estão perfeitamente à mostra nesta na regata preta, meio cavada, que usa. Os mesmos braços que estavam me prendendo contra a cama na outra noite, quando ele estava se movendo dentro de mim.
Aliås, só para constar, ele não parece muito interessado nela. Checo algumas vezes e em todas ele estå dando atenção ao celular enquanto ela fala igual uma matraca.
Sigo em frente, em direção Ă saĂda de emergĂȘncia. JĂĄ saĂ por aqui antes, entĂŁo nĂŁo imagino que o alarme vĂĄ disparar, e nĂŁo dispara. Assim que alcanço o beco nos fundos do pub, o ar frio envolve minhas pernas e braços nus. Visto o casaco depressa, no mesmo instante em que a porta se abre e Louis passa por ela.
âO que estĂĄ fazendo aqui?â, pergunto a ele. Ele expande as narinas puxando o ar. âQuero conversar.â
âTĂŽ indo pra casa.â digo seca.
Me atrapalho com o fecho da bolsa. Preciso chamar um uber e avisar Sara que jĂĄ fui. Louis toma a bolsa da minha mĂŁo, com um palavrĂŁo irritado. âQuer devolver a minha bolsa?â, exijo.
âNĂŁo combinamos de ser exclusivos, combinamos?â Sinto o rosto esquentar. Que Ăłdio. Ădio dele. Ădio de mim, por ter dado a ele o poder de me fazer sentir tĂŁo⊠tĂŁo⊠Deus, nem sei como estou me sentindo agora.
âNĂŁo, Louis. Mas eu achei que vocĂȘ nĂŁo seria tĂŁo cafajeste. Me enganei, esqueci com quem estava ficandoâ digo de uma vez sentindo meu olho lacrimejar por estar mostrando vulnerabilidade a um canalha.
âĂ, faleiâ, retruca ele, âporque ao contrĂĄrio do que vocĂȘ acredita, nĂŁo sou um cafajeste babaca. Eu sĂł nĂŁo te chamei hoje porque nĂŁo conversamos, imaginei que estaria cansada.â
Uma sensação de impotĂȘncia invade minha garganta, porque nĂŁo tenho um bom motivo. Ele foi quem me salvou nesses meses ruins, me livrou de voltar para um relacionamento falido, me distraiu e cuidou de mim nos dias de exaustĂŁo. Dito em voz alta, isso soaria louco. Mas me conheço. Posso me ver caindo na armadilha do namorado, e preciso sair dela antes que a coisa se feche e estraçalhe meu pobre coração impotente.
âVocĂȘ tĂĄ dizendo que nĂŁo se sente mais atraĂda por mim? Ă isso?â
âMas nada.â Ele se aproxima, e minha respiração fica presa nos meus pulmĂ”es. Seus olhos estĂŁo ardendo, suas feiçÔes, torcidas num olhar feroz. Nunca vi Louis irritado antes. Ele fica incrivelmente mais gostoso.
âVocĂȘ ouviu que eu estava no bar com outra garota e ficou com ciĂșme. Acertei?â Cerro os dentes. âE aĂ ficou apavorada porque teve ciĂșme, nĂŁo foi isso? Continuo no caminho certo?â Fico em silĂȘncio, e ele prende meu queixo com a mĂŁo. âO que tĂĄ se passando nessa sua cabecinha linda? Acha que isso significa que vocĂȘ vai se apaixonar por mim? Que, porque me quer sĂł para vocĂȘ, vamos ser exclusivos, casar e ter filhos?â Seu tom zombeteiro me irrita.
âDeixa de ser idiota.â Ele me ignora.
âBem, isso nĂŁo significa nada, gata. VocĂȘ ficou com ciĂșme. Grande coisa. Tem noção do ciĂșme que eu tĂŽ sentindo agora? Acha que gosto de ver todos os homens do bar babando nos seus peitos e enfiando a mĂŁo no bolso para reorganizar a ereção que vocĂȘ provocou aparecendo aqui vestida assim? Quero arrancar fora os olhos deles sĂł de terem olhado pra vocĂȘ.â Ergo o rosto para ele, surpresa.
âVerdadeâ, Louis me diz. âMas eu tĂŽ perdendo a cabeça por causa disso? NĂŁo, porque isso nĂŁo significa nada. SĂł que a gente ainda fica excitado um com o outro.â Ele enfia a coxa entre as minhas pernas, se esfregando em mim de forma que posso sentir sua ereção.
âTudo bem. NĂŁo precisa responder. Sei que ainda te excito.â Seus lĂĄbios tocam minha orelha, provocando uma onda de arrepios. âSe eu enfiar a mĂŁo debaixo dessa saia agora, nĂłs dois sabemos o que vou descobrir. Que a sua boceta tĂĄ mais molhada do que nunca.â NĂŁo consigo respirar. O ar sumiu totalmente. Louis estĂĄ roubando todo ele com suas provocaçÔes. E suas mĂŁos estĂŁo despindo meu casaco dos ombros. Fico imĂłvel, fascinada demais pelo brilho de seus olhos azuis. Ele deixa meu casaco cair na calçada suja, em seguida levanta a minha saia e me segura por entre as pernas.
âQue tal dar um show completo? Quer que eu te coma aqui, contra a parede?â Minha visĂŁo fica embaçada. Seus olhos estĂŁo brilhando de desejo inconfundĂvel. Sua mĂŁo livre paira sobre o zĂper da calça. Ele inclina a cabeça, esperando a minha resposta. NĂŁo sei que feitiço esse cara lançou sobre mim, e sei que eu deveria afastar essa mĂŁo. Dizer a ele para deixar a calça fechada e parar de ser babaca. Estamos em pĂșblico. Qualquer um pode nos ver. EntĂŁo por que meu coração estĂĄ batendo ainda mais forte? E por que estou baixando a cabeça para dizer que sim? Vejo um lampejo de aprovação em seus olhos acompanhado de um sorriso ladino, juntamente com uma dose de tesĂŁo pura.
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No entanto, em um local escuro, no ponto alto da cidade, havia uma presença que observava a movimentação das pessoas, Ă procura de sua prĂłxima vĂtima. Olhando minuciosamente, ele notou uma mulher distraĂda no celular, usando fones de ouvido. A poucos metros atrĂĄs dela, um homem movia-se estranhamente veloz, vestindo um moletom preto com capuz que cobria boa parte do seu rosto, olhando para os lados, certificando-se de que estavam sozinhos.
Quando estava prestes a executar seu plano, algo o puxou para cima com uma força inexplicåvel, rapidamente impedindo-o de gritar quando sentiu sua boca ser bloqueada por uma mão grande e pesada. Ele tentou descobrir quem estava o prendendo pela gola, mas, devido à escuridão da noite, sua visão era inferior e isso o deixou aterrorizado.
â P-por favor, deixe-me ir⊠â o homem implorou. â Juro que nada direi a outra pessoa!
â Tsc, tsc. Realmente pensas que sou ignorante a ponto de nĂŁo saber o que estava tramando? â indagou uma voz rouca. â Perseguindo a jovem, e agora implorando por misericĂłrdia?
Harriet sabia desde a infĂąncia que seria jornalista ou algo do gĂȘnero. Sua mĂŁe sempre a incentivou a perseguir seus sonhos, e apĂłs muitos anos esforçando-se e obtendo boas notas na escola, ela conseguiu ingressar em uma faculdade prestigiada. Entre tantas dificuldades e horas sem dormir, ela finalmente se graduou. E atualmente, aos 24 anos, trabalhava em uma emissora como jornalista investigativa, apresentando seu prĂłprio programa em horĂĄrio nobre.
Enquanto discutiam sobre a viagem, ela organizava suas malas, dispondo o que era mais importante para os dias que visitaria, priorizando agasalhos, meias e botas, pois havia a possibilidade de nevar.
Ao terminar de arrumar a mala, ela verificou se nĂŁo havia esquecido de nada e, ao confirmar que nĂŁo, fechou a mala com grande facilidade e rapidez.
Harriet partiria para o aeroporto Ă s 9h do dia seguinte, sentindo-se extremamente ansiosa, nĂŁo entendendo se era por estar viajando sozinha ou por seu lado investigativo, ansiando por desvendar mais uma histĂłria. Apesar desse sentimento, ela seguiu sua noite como podia, pediu comida e assistiu um filme, permitindo que o tempo avançasse. Ao verificar o relĂłgio, jĂĄ passava das 23h. Revisou sua bolsa, certificando-se de que possuĂa seus documentos e passaporte. Pouco tempo depois, ela estava deitada em sua cama, preparando-se para dormir, e aproveitou para carregar seu celular, apagando o abajur durante o processo.
â Sabe⊠desde pequena eu ouço a respeito da lenda da criatura que ataca Ă noite, mas nunca tive a coragem de me aproximar daquele local â a idosa aparentava estar amedrontada. â Por isso, peço encarecidamente que nĂŁo vĂĄ Ă noite e tome muito cuidado com o Monstro da Noite.
â Uau⊠â foi tudo o que conseguiu dizer, boquiaberta com o cenĂĄrio daquela sala. Era um cĂŽmodo extenso, pouco iluminado, exceto pelo sol refletido pelas janelas, com enormes prateleiras que atingiam o teto, repletas de diferentes cores e tamanhos.
Ela depositou o âlivroâ sobre a mesa e arrastou a cadeira para mais perto do mĂłvel, acomodando-se em seguida. Soltou um suspiro profundo ao abrir o âlivroâ e confirmou que de fato nĂŁo possuĂa um tĂtulo. Aquilo pareceu-lhe incomum, mas tirou as conclusĂ”es quando percebeu que se tratava de um diĂĄrio.
Enquanto folheava o diĂĄrio, ela descobriu que pertencia a um homem chamado Louis Tomlinson, nascido em 24 de dezembro de 1902, portanto, 26 anos a partir da data da Ășltima pĂĄgina do caderno.
Ela parou para raciocinar apĂłs atingir a metade do diĂĄrio, sentindo-se muito curiosa e confusa ao mesmo tempo com o desenrolar da histĂłria.
Ao olhar para a janela, assustou-se ao ver que estava totalmente escuro lĂĄ fora. Ela pĂŽs o diĂĄrio em sua bolsa e caminhou pela casa, verificando novamente se estava completamente sozinha, pois ainda sentia como se estivesse sendo vigiada.
Como uma boa curiosa, ela resolveu investigar a origem do ruĂdo, nĂŁo sem antes ligar a lanterna que estava na bolsa. Em passos lentos, ela voltou novamente Ă biblioteca, examinando minuciosamente cada recanto do cĂŽmodo, terminando por nĂŁo encontrar nada. No entanto, ao se aproximar da porta, um ruĂdo se fez presente outra vez no local e, rapidamente, guiou a luz na direção do som, suspirando aliviada ao perceber que era um dos enfeites que havia caĂdo de uma das estantes.
Com um movimento lento, virou apenas a cabeça e seus olhos se prenderam ao rosto dele, examinando cada detalhe como se buscasse decifrĂĄ-lo. E foi entĂŁo que notou algo estranho â um brilho vermelho. Sutil, perigoso, dançando em suas Ăris azuis como uma faĂsca prestes a incendiar.
Harriet piscou, o coração martelando em seus ouvidos.
Eu vi aquilo... ou foi apenas coisa da minha cabeça?
No entanto, a dĂșvida se desfez em um instante, quando ela voltou a olhĂĄ-lo por completo e se deparou com algo que fez seu estĂŽmago despencar. O homem encontrava-se agora perigosamente prĂłximo, a apenas trĂȘs passos dela. NĂŁo havia som de movimento, nem sombra que denunciasse como ele havia cruzado a distĂąncia entre eles tĂŁo rapidamente. Ele estava simplesmente ali, como se tivesse se materializado.
â Curiosa e destemida... â o homem murmurou, exibindo um sorriso que era tudo menos reconfortante. Sua voz possuĂa um peso hipnĂłtico, como se cada palavra tivesse sido cuidadosamente esculpida para prender sua atenção. â Ou seria apenas teimosia?
Ele avançou devagar, quase arrastado, as mãos nos dois bolsos de sua calça social, como se saboreasse o desconforto que provocava.
â A coragem pode ser tĂŁo perigosa quanto a ignorĂąncia, minha cara jornalista â falou o homem, as palavras pingando como veneno. â E aqueles que se inclinam demais sobre o abismo correm o risco de serem consumidos por ele.
Harriet sentiu o peso de sua presença intensificar-se. A distùncia entre eles parecia se estreitar ainda mais, apesar de ele não ter se movido.
Ele inclinou levemente a cabeça, como se analisasse a pergunta, seus olhos cintilando com algo que ela não conseguia identificar.
Poder? Divertimento? Fome?
â Talvez eu seja a faĂsca... â murmurou o homem, sua voz tĂŁo baixa que parecia fundir-se ao ambiente. â Ou, quem sabe, algo muito pior. Deixo-lhe a sorte de descobrir.
Harriet nĂŁo recuou, mesmo quando ele avançou mais um passo. Agora estavam tĂŁo prĂłximos que apenas trĂȘs passos dela seriam suficientes para que seus corpos se tocassem. A curiosidade pulsava em suas veias, superando qualquer temor. Ainda assim, era impossĂvel ignorar a sensação de estar Ă beira de algo maior e mais ameaçador do que poderia compreender.
Era intrigante como ele, um completo estranho, despertava nela algo tão visceral e intenso. Nem mesmo nos primeiros encontros com seus ex-parceiros sentiu tal curiosidade ou atração imediata.
â Se estĂĄ tentando me assustar, sinto lhe dizer, mas vocĂȘ terĂĄ que se esforçar mais â Harriet provocou, mesmo que a adrenalina percorresse seu corpo como um aviso.
â NĂŁo preciso assustĂĄ-la, Harriet... â ele disse, a voz como um sussurro mortal. â O que reside em ti jĂĄ cumpre este papel por mim.
Ela sentiu o peso de suas palavras como uma bofetada. Ele sabia. Sabia que ela estava em conflito entre a racionalidade e o instinto, entre o desejo de fugir e a atração inexplicåvel que a mantinha aprisionada ali como nunca antes.
Harriet foi a primeira a se mover, a sensação esmagadora pressionando seu peito, sua consciĂȘncia deixando-a surda por um instante. Por fim, suas botas ressoaram pelo chĂŁo como um aviso silencioso, ela parecia curiosa ao explorar mais o local.
O perfume do sangue de Harriet atingiu o homem como um golpe inesperado. Era um aroma singular, impossĂvel de ser descrito por palavras mortais â uma mistura de doce e selvagem, pulsando com a energia vital que ele hĂĄ muito tempo deixara para trĂĄs. Aquele aroma o envolvia, invadia sua mente como uma melodia hipnĂłtica que insistia em tocĂĄ-lo em ĂĄreas que ele acreditava estarem esquecidas para sempre.
Ele observou enquanto ela caminhava pelo cÎmodo, cada movimento dela parecia intensificar aquele perfume, deixando-o ainda mais inebriado. Seus olhos fixaram-se na delicada curva do pescoço, onde a pulsação dela chamava sua atenção como um farol na vasta escuridão.
A mandĂbula dele se contraiu, os caninos pressionando suavemente sua lĂngua enquanto ele tentava controlar o desejo crescente de reivindicar o que o instinto indicava ser seu.
O homem riu baixinho, o som reverberando como um trovĂŁo contido. Ele deu um passo Ă frente, e a maneira como sua silhueta parecia crescer na obscuridade fez o coração de Harriet bater mais rĂĄpido â ele podia ouvir, claro como um tambor em meio ao silĂȘncio.
â Francamente, senhorita... â a voz dele era como um sussurro que parecia ecoar por todas as direçÔes. â Quem, em perfeito discernimento, desejaria residir em um lar âamaldiçoadoâ como este?
Harriet virou-se para encarå-lo de frente, os olhos desafiando o brilho inumano nos dele. No entanto, ela ainda sentiu a tensão no ar, como se o espaço ao seu redor estivesse sendo moldado pela vontade dele.
â Eu â a palavra saiu firme, mas o coração dela falhou uma batida, e o homem exibiu um sorriso, satisfeito.
Harriet mal teve tempo para reagir quando o homem se aproximou. Em um instante, ele estava diante dela, tão perto que o espaço entre eles parecia inexistente. A presença dele envolvia-a como uma sombra viva, e o frio sobrenatural que emanava de sua pele parecia cortar o ar quente do ambiente.
Ele inclinou a cabeça, seus olhos traçando o contorno do rosto dela antes de se dirigirem ao pescoço exposto. A pele dela parecia resplandecer sob a luz suave, convidativa. Seus olhos fixaram-se na delicada clavĂcula que escapava da blusa sem alças. Ele sorriu, mas nĂŁo era um sorriso afĂĄvel, havia algo predatĂłrio naquele gesto, algo que fez Harriet corar violentamente.
Ela tentou se recompor, desviando o olhar, mas sua voz saiu hesitante, trĂȘmula.
â VocĂȘ⊠nĂŁo estĂĄ necessariamente preocupado por eu ter entrado aqui? â ela perguntou, sem ter clareza sobre o que queria ouvir. Parte dela tinha consciĂȘncia de que deveria estar receosa, mas o magnetismo dele desarmou-a completamente.
O homem soltou um riso baixinho, um som profundo e rico que parecia vibrar dentro dela.
O toque dele era suave, mas devastador. A pele de Harriet parecia arder sob a pressĂŁo dos dedos dele, e cada centĂmetro que ele percorria provocava um rastro de arrepios. Quando os dedos do homem finalmente tocaram a curva de seu pescoço, ela nĂŁo conseguiu evitar fechar os olhos por um instante, absorta naquela sensação intoxicante.
â VocĂȘ nĂŁo devia... â ela tentou falar, mas a voz morreu quando ele deslizou as pontas dos dedos pela pele macia de sua garganta.
O homem curvou-se ainda mais, o rosto quase tocando no dela, e Harriet prendeu a respiração.
â NĂŁo devia? â ele sorriu contra o ouvido dela, e o calor de sua respiração, tĂŁo contrastante com o frio de sua pele, a fez estremecer. â Diga-me, senhorita, qual razĂŁo a impede de se afastar?
Harriet nĂŁo respondeu. NĂŁo podia. Seus pensamentos estavam confusos, enevoados pelo efeito que ele exercia sobre ela.
â DĂȘ-me â ele sussurrou, a voz saindo quase como um gemido, tĂŁo repleta de desejo que Harriet sentiu as pernas vacilarem novamente. â Anseio pelo seu consentimento.
EntĂŁo, ele pousou os lĂĄbios a poucos centĂmetros da curvatura do pescoço dela. Quando ele suspirou profundamente, ela sentiu o calor de seu ar, misturado com algo mais â uma fome palpĂĄvel, quase tangĂvel. Por um momento, a mĂĄscara controladora dele pareceu escorregar, revelando uma intensidade que a deixou atordoada.
â Para lhe provar... â ele murmurou, a voz rouca, enquanto suas mĂŁos escorregavam pela cintura dela, segurando-a firmemente.
Harriet arqueou levemente o corpo, inclinando-se em direção a ele, como se estivesse sob algum tipo de encantamento. Seu pescoço parecia ansiar pelo toque dele, mesmo que sua mente tentasse gritar um alerta que ela não conseguia ouvir.
â Eu⊠nem sei seu nome â ela disse, a voz fraca, enquanto olhava para ele com os olhos desfocados. â Como posso confiar em vocĂȘ?
O sorriso que se formou nos låbios do homem era avassalador. Não havia gentileza nele, apenas uma confiança esmagadora e um poder antigo que Harriet mal conseguia compreender.
Ele deslizou os lĂĄbios pela pele dela, sem morder, apenas provocando, como se estivesse no limite de sua capacidade de controle. Harriet soltou um suspiro involuntĂĄrio, seus dedos agarrando a camisa dele, como se o equilĂbrio que buscava dependesse de segurĂĄ-lo firmemente.
E entĂŁo ele parou, seus olhos ardendo como uma luz carmesim enquanto fitava-a.
â Diga-me, Harriet... â ele se inclinou novamente, o tom agora era um comando delicado. â Deseja que eu pare agora?
O homem se posicionou atrĂĄs dela, unindo seus corpos, proporcionando-a automaticamente uma sensação de segurança e familiaridade, como se jĂĄ tivesse sentido esse abraço anteriormente, ao mesmo tempo em que a mistura de medo e prazer fazia-se presente. Ele segurou-a pela cintura e virou-a novamente, mantendo os rostos a centĂmetros de distĂąncia.
â Confesso que almejava sentir o gosto dos teus lĂĄbios⊠â ele passou o polegar no lĂĄbio inferior.
Sem perder tempo, ele finalmente selou os lĂĄbios, beijando-a intensamente, soltando vĂĄrios suspiros ao sentir a maciez da boca dela. Ao aprofundar o beijo, ele introduziu a lĂngua, iniciando uma busca por dominĂąncia que ele alcançou rapidamente sem muito esforço. Era incrĂvel como a jovem estava sensĂvel aos toques. Para ela, o toque e o aperto dos dedos tatuados dele eram como chamas que, ao entrarem em contato com seu corpo, acendiam um fogo dentro de si.
â Ainda melhor do que ousara imaginar⊠â ele terminou o beijo, depositando um selinho no final.
â Permita-me levĂĄ-la a outro lugar⊠â o homem a pegou no colo com uma facilidade incomum, e a jovem deitou-se em seu ombro, fechando os olhos por alguns segundos. Quando os abriu, eles jĂĄ estavam adentrando um cĂŽmodo com uma cama grande e um armĂĄrio requintado no canto. Provavelmente pertencia a ele.
O quarto era grande mas ao mesmo tempo tão acolhedor, atraindo a atenção de Harriet, então ele acomodou-a cuidadosamente na cama.
â E qual seria, entĂŁo, o tipo de quarto que âcombinaâ comigo? â o homem indagou, cruzando os braços. â Um quarto onde as cores escuras dominam e correntes pendem das paredes? Ou serĂĄ que caveiras tomariam o lugar dos livros nas prateleiras? Ă assim que me vĂȘ? â Harriet riu com a indignação dele.
â Mm⊠â sem perder tempo, ela arrastou-o para outro beijo, mas desta vez foi diferente, parecia mais intenso, mais emocional, como se as bocas jĂĄ se conhecessem hĂĄ muito tempo.
Ele aproximou a mĂŁo tatuada do seio e o segurou firmemente, admirando como se encaixavam perfeitamente entre os dedos. Em seguida, o homem fechou os lĂĄbios sobre o mamilo sensĂvel, rapidamente provocando um gemido alto em Harriet, que instintivamente levou as mĂŁos entre os fios lisos do cabelo dele, apertando-os.
Harriet viu-se desorientada quando o homem começou a maltratar o outro mamilo com a mão livre, sem perceber como suas pernas se afastaram para acomodå-lo no meio delas. Ela apenas se deu conta disso ao sentir o membro duro dele pressionando sua xotinha que estava coberta pela calça.
Sem timidez alguma, ela começou a se esfregar nele, que repetiu os mesmos movimentos, sem interromper o ato de maltratar a pele jå vermelha.
â TĂŁo suscetĂvel aos meus toques⊠â ele afastou a boca para ver como a pele estava, sorrindo satisfeito em admiração como se aquilo fosse a porra de uma obra de arte, o que realmente era.
â Hum⊠mais⊠â disse Harriet, perdida entre as sensaçÔes.
Ele se afastou lentamente, puxando-a para a ponta da cama, sem enrolar para remover suas vestes e a calça dela.
Harriet percorreu os olhos pelo corpo forte coberto por belas tatuagens e, ao voltar seu olhar para o homem, pĂŽde perceber novamente a mistura de cores azul e vermelho conforme ele a encarava com desejo.
Ele se ajoelhou no chĂŁo, colocando o rosto entre as pernas dela, e passou o braço sob as coxas grossas, puxando-a para perto, ficando a centĂmetros da calcinha que jĂĄ estava completamente arruinada pelo melzinho.
O homem inspirou profundamente, sentindo o cheiro inebriante dela que estava enlouquecendo-o, necessitando desesperadamente de controle para nĂŁo acabar extravasando.
â Abra bem as pernas â ele exigiu, encarando-a fixamente antes de voltar sua atenção para aquele local. â Ou serei forçado a mantĂȘ-las no lugar. â Concluiu.
Harriet nĂŁo pĂŽde negar que se encantou com a ideia de ser amarrada e subjugada por aquele homem. A ideia lhe agradou, e muito.
Não levou muito tempo para que ele introduzisse mais um dedo, sentindo a cavidade quente apertar em torno deles, na tentativa de expulså-los. Com satisfação, ele observou as reaçÔes da jovem e aproximou o rosto da xotinha, inspirando profundamente, dando um leve sopro que quase a fez fechar as pernas.
Ela tinha a sensação de que poderia quebrar a qualquer momento, mesmo com os mĂnimos toques que aquele homem lhe proporcionava. Era como se seu corpo clamasse por ele, pelos seus toques, pelo seu olhar. O olhar. Harriet sentia arrepios ao ser observada. Aqueles olhos se tornaram escuros, exibindo uma fĂșria que a fez engolir em seco.
O homem a virou na cama, colocando-a de joelhos, o rosto colado nos lençóis macios que a mantinham bem empinada, revelando um pano fino e transparente que cobria uma pequena tatuagem com a escrita âbit meâ. Ele apenas se afastou, observando a jovem naquela posição.
â SenhorâŠ? â Harriet sentiu sua voz falhar, hesitante, como se um simples som pudesse fazĂȘ-lo avançar.
Nada.
Ela sentia o coração martelar forte dentro do peito, como se anunciasse que algo grande estava prestes a acontecer. No entanto, ele apenas continuava ali, observando-a. E ela o encarava, esperando uma reação, mesmo que mĂnima.
â Eu⊠â ela tentou novamente, com um Ășnico fio de voz.
O homem não respondeu de imediato. Ele simplesmente inclinou a cabeça, analisando-a, tal como um predador que observa sua presa prestes a recuar.
Ele levou a mão ao belo rosto dela, tocando o queixo, indicando para que se levantasse. Agora, em posição de quatro, os olhares se conectaram novamente.
Harriet olhou para o homem ao ouvir um gemido rouco, sentindo seu interior se aquecer ao perceber que estava agradando-o. Sem qualquer paciĂȘncia, ele deu uma Ășnica estocada que a fez engasgar e se afastar rapidamente.
â NĂŁo lhe concedi o direito de recuar â os dedos tatuados dele apertaram os fios encaracolados, provocando um pouco de dor. â Quero estes lĂĄbios entreabertos, ou terei de fazĂȘ-lo Ă minha maneira.
Aos poucos, as estocadas começaram, permitindo que ela se acostumasse antes que ele acelerasse o ritmo, ouvindo os barulhos molhados que aquela ação produzia. Ele tombou a cabeça para trås, aproveitando a sensação da boca quente e carnuda envolvendo seu pau.
Finalmente, o homem voltou seu olhar para a jovem abaixo, observando como ela se dava prazer. Aquilo o enfureceu. Harriet percebeu quando ele se afastou de sua boca e, simultaneamente, um tapa foi desferido em sua bochecha.
O homem empurrou-a na cama e posicionou-se em cima dela. Ele afastou completamente as pernas, revelando a xotinha toda babada Ă mostra, observando como o melzinho escorria abundantemente pelo colchĂŁo.
â Hum⊠e-eu⊠â ela sussurrou, perdida no momento.
O homem punhetou o cacete ereto enquanto seus olhos estavam pregados na jovem, observando como estava necessitada. Como ondulava o corpo Ă procura de contato.
Mais contato dele.
Mais dele.
Mas, ele nĂŁo cedia.
â O que desejas? â ele se acomodou entre as pernas dela e esfregou a extensĂŁo dura e rĂgida na vulva, contemplando como ela tremia com os toques. Como a buceta liberava mais mel doce, servindo como lubrificante para o pau do homem, que contraĂa em busca de mais contato, de estar em contato com a carne macia e aquecida.
â Aaaah⊠â Harriet deixou escapar um longo gemido, a cabeça pendendo para trĂĄs enquanto a frustração se acumulava em seu ventre.
Ela estremeceu, um gemido preso na garganta. A lĂngua passou pelos lĂĄbios secos, o desejo fervendo, consumindo, transformando tudo em uma necessidade pura. Harriet tentou mover os quadris, buscando por um contato maior, mas ele segurou seu quadril com força, imobilizando-a com facilidade.
â Por⊠favor⊠â ela implorou com um sussurro.
Harriet arfava, seu peito subindo e descendo em expectativa, e os quadris rolando em busca de mais. Suas unhas cravaram no lençol. Ele agarrou seu pĂȘnis, alisando a cabeça nos lĂĄbios grossos do sexo dela, lambuzando com o lĂquido.
â Mas antes⊠â ele se curvou sobre ela, o peito colando no dela, o calor se espalhando entre os corpos. O hĂĄlito quente roçou na boca de Harriet, mas ele nĂŁo a beijou. NĂŁo ainda. â Antes, diga-me o que realmente desejas⊠anseio por ouvir de teus lĂĄbios. Quero ouvir-te suplicar. Desta forma, serei bonzinho e te usarei como meu depĂłsito de porra, hm?
A pressĂŁo no pescoço aumentou um pouco, obrigando Harriet a manter os olhos fixos nele. Ele desejava ouvi-la, desejava ver sua rendição completa estampada em cada sĂlaba que escapasse de sua boca.
â O que desejas, Harriet?
O coração ressoava, sua mente estava turva pelo desejo avassalador. No entanto, no meio daquela confusão de sensaçÔes, uma certeza era evidente: ela desejava tudo dele. E desejava agora.
â Pensei que vocĂȘ soubesse o que eu queria, senhor⊠â a voz dela saiu baixa, um fio de provocação entrecortado pelo prazer. Harriet exibiu um sorriso, os olhos brilhando em desafio. â Contudo, parece que eu estava enganada.
Harriet arqueou os quadris, esfregando-se contra ele, sentindo aquele volume rĂgido pressionando seu clitĂłris inchado. Um arrepio percorreu sua espinha ao sentir o toque puro, o atrito perfeito que enviava ondas de prazer por todo o seu corpo.
Os dedos do homem apertavam sua cintura com força, um rosnado baixo vibrando em seu peito. O mĂșsculo do maxilar travou, e a tensĂŁo era evidente na maneira como seus olhos a devoravam no escuro. Ele odiava perder o controle â e Harriet sabia disso.
â Aaaah⊠ah⊠â ela apertou novamente os seios, seus quadris trabalhando com mais precisĂŁo e força, fazendo com que o homem soltasse um palavrĂŁo baixo. Ele estava tenso, o controle se dissipando a cada roçada Ășmida contra seu pau jĂĄ sensĂvel, e Harriet podia sentir isso. Ele tinha chegado ao limite.
E ela estava amando cada segundo.
Contudo, no instante seguinte, o homem se moveu. Ele introduziu o pau dentro de Harriet, preenchendo-a completamente. Com um Ășnico impulso que a fez gritar, o orgasmo a rasgou sem aviso, uma onda quente e devastadora, fazendo-a arquear as costas, agarrando-se a ele como se ele fosse sua Ășnica Ăąncora no mundo.
Ele nĂŁo parou. Ele continuou se movendo, entrando e saindo, os mĂșsculos se contraindo ao senti-la se desfazer ao seu redor â quente, apertada, pulsando sem controle.
Os olhos dela estavam abertos, vidrados, e sua boca entreaberta enquanto o prazer fazia seu corpo tremer em espasmos.
â Tua teimosia te custarĂĄ caro â ele murmurou, antes de investir nela com o dobro de intensidade. O impacto a fez se afundar no colchĂŁo, contorcendo-se, delirando, enquanto seus gritos de prazer e gemidos de pura excitação ecoavam pelo quarto e se espalhavam por toda a residĂȘncia.
Movida pelo instinto, ela tentou alcançå-lo, ansiando pelo contato, mas ele se moveu rapidamente. O homem segurou os pulsos dela e os prendeu contra o colchão, dominando-a com facilidade. Harriet soltou um gemido choroso, um som que misturava frustração e desejo, um apelo silencioso para que ele lhe permitisse tocå-lo.
Os olhos dela estavam marejados, um brilho Ășmido refletindo a luz amena do quarto, enquanto lĂĄgrimas escorriam pelo seu rosto jĂĄ ruborizado pelo ĂȘxtase. Todo o seu corpo tremia, vulnerĂĄvel e entregue. Seus seios subiam e desciam com os movimentos intensos, e ele, incapaz de se conter, inclinou-se e abocanhou um deles, sugando vigorosamente antes de mordĂȘ-lo, deixando a pele marcada pelo contorno dos seus dentes.
Ela arfou, um gemido alto escapando de seus lĂĄbios. O ardor da mordida se fundiu ao prazer insuportavelmente doce que pulsava entre suas pernas. No entanto, ele nĂŁo parou.
Ele queria marcĂĄ-la.
Sua.
Inteira.
Queria que, ao amanhecer, cada centĂmetro de seu corpo recordasse a intensidade daquela noite.
â Quero⊠por favor⊠por favor⊠â a voz dela era um lamento desesperado, carregado de desejo e necessidade. Seus dedos se flexionam, buscando alcançar qualquer parte dele, qualquer mĂsero pedaço de pele que possa ser agarrado.
Harriet se contorcia sob ele, puxando as amarras invisĂveis que a mantinham subjugada. Precisava tocĂĄ-lo. Almejava senti-lo. Necessitava puxĂĄ-lo para perto, fundir-se ainda mais a ele.
â Me deixe te tocar⊠por favor⊠â a voz da jovem saiu trĂȘmula, um fio suplicante. Seus olhos, brilhantes e Ășmidos, buscaram os dele, implorando silenciosamente, uma prece muda que se enroscou no peito do homem como uma corrente invisĂvel, atraindo-o ainda mais perto.
Ele a observou por um momento, sentindo o peito subir e descer com a respiração acelerada, notando o poder que exercia sobre ela. Seu controle. Seu domĂnio. E o quanto ela ansiava por ele.
â PersistirĂĄ em desafiar-me, tal como outrora? â sua voz saiu baixa, arrastada, repleta de algo denso e perigoso.
â SeguirĂĄ respondendo-me com tua teimosia, Harriet? â ele pressionou, seus lĂĄbios se curvando em um sorriso carregado de malĂcia.
EntĂŁo, ele parou.
O calor do corpo dele ainda a envolvia, o peso delicioso ainda a mantinha presa contra o colchĂŁo, contudo, seus movimentos haviam cessado. O vazio imediato a fez arfar, o prazer interrompido se transformando em um tormento insuportĂĄvel.
â Senhor⊠â ela choramingou, tentando se mover, buscando qualquer tipo de fricção para aliviar o desespero em sua pele.
No entanto, ele simplesmente a segurou, seus dedos apertando os pulsos ainda presos contra o colchĂŁo, mantendo-a exatamente onde ele queria.
O homem soltou um suspiro rouco ao notar o corpo dela reagindo daquela maneira. TĂŁo entregue, necessitada, tĂŁo Ă beira do abismo, e ainda assimâŠ
â TĂŁo impaciente⊠â ele murmurou, seus lĂĄbios roçando o ouvido dela. â Entretanto, fiz-lhe uma pergunta, Harriet. E desejo uma resposta tua.
Ela mordeu o lĂĄbio com força, tentando conter um gemido de frustração que estava prestes a escapar. Seu corpo tremia sob ele, os mĂșsculos tensionados pelo desejo insuportĂĄvel.
â Eu⊠â a frase saiu falha, quebradiça. Harriet sentiu as lĂĄgrimas de prazer e desespero escorrerem pelo seu rosto.
â ContinuarĂĄ sendo teimosa?
Harriet apertou os olhos com força, sentindo seu peito subir e descer rapidamente, os pulmĂ”es lutando para absorver o ar enquanto o prazer e o desespero se fundiam em seu interior. Ela sabia que estava exatamente onde ele desejava â submissa, necessitada, Ă beira de um abismo do qual somente ele poderia salvĂĄ-la. E, naquele momento, nĂŁo havia nada que ela desejasse mais do que ceder.
â NĂŁo⊠eu⊠eu prometo que nĂŁo â a voz dela saiu trĂȘmula, desesperada, um gemido quebrado entre soluços de puro desejo. â Por favorâŠ
O homem não hesitou. Logo após ouvir as palavras que tanto desejava, ele soltou os pulsos dela e voltou a tomå-la com força.
O impacto a fez arfar, o prazer imediato arrancando um gemido alto de sua garganta. Ele se movia com uma intensidade avassaladora, os quadris chocando-se contra os dela, preenchendo-a completamente, cada investida produzindo sons incontrolĂĄveis que ressoavam pelo quarto.
No entanto, ele queria mais.
Sem aviso, ele deslizou as mãos pelo corpo de Harriet e virou-a de costas, puxando-a para que ficasse na posição de quatro. A jovem mal teve tempo para assimilar antes que ele voltasse a tomå-la, dessa vez de maneira ainda mais profunda e intensa, cada estocada enviando ondas de prazer diretamente para o ventre.
A nova posição fez com que ela soltasse um suspiro, seu corpo tremendo enquanto se ajustava à invasão deliciosa. As mãos do homem agarraram fortemente a cintura dela, puxando-a para perto dele. Cada investida era acompanhada pelo som de peles se chocando, as bolas dele colidindo contra as nådegas dela, provocando uma fricção esmagadora, fazendo-a se contorcer.
Harriet gritou, a sensação era insuportavelmente boa, queimando internamente, deixando-a totalmente Ă mercĂȘ dele. Seu corpo estava tĂŁo sensĂvel, tĂŁo Ă beira do limite, que cada movimento a empurrava ainda mais fundo naquele prazer insano.
Ele agarrou os pulsos de Harriet e puxou-a para trĂĄs, imobilizando-a completamente. O gesto a fez arquear as costas, deixando seu corpo ainda mais exposto a ele, tornando-a ainda mais vulnerĂĄvel â e isso intensificou sua excitação.
E entĂŁo, aconteceu.
O orgasmo a atingiu como uma explosĂŁo, rasgando-a profundamente, arrancando dela um grito tĂŁo alto que preencheu o quarto, atravessou as paredes e tomou conta da propriedade isolada. Seu corpo contraiu-se violentamente, os mĂșsculos pulsando em espasmos incontrolĂĄveis enquanto ela se desfazia ao redor dele, seu prazer inundando os lençóis.
O homem soltou um gemido rouco ao sentir o aperto irresistĂvel ao seu redor, o prazer expandindo dentro dele sem controle. Ele segurou firmemente os quadris dela, enterrando-se uma Ășltima vez antes de se derramar, seu corpo inteiro estremecendo quando longos jatos quentes de porra a preencheram.
Harriet gemeu, sentindo cada contração e cada pulsação do corpo dele dentro do seu, o calor do prazer espalhando-se pelo seu ventre. Seus olhos reviraram para trås e seu corpo ainda tremia, sugando todo o gozo do homem.
Incapaz de conter a sede, a gengiva dele começou a incomodar ao sentir o cheiro daquele belo pescoço, rente aos seus lĂĄbios. Sua pupila dilatou, o azul profundo dos olhos mudou para um vermelho brilhante â perigoso, sedento. A fome se intensificou, e antes que pudesse se afastar, ele olhou para a clavĂcula dela, observando as veias suculentas que transportavam aquele lĂquido vermelho pelo corpo.
Os caninos cravaram o belo pescoço, sugando o lĂquido espesso, sentindo o gosto adocicado no paladar do homem. Os apertos na cintura da jovem aumentaram, como se ele precisasse prendĂȘ-la a si mesmo.
Harriet soltou um grito prolongado, uma dor invadiu seu corpo, mas rapidamente se converteu em um nĂvel extremo de dopamina que ela nunca tinha sequer experimentado. Aquilo provocou um tremor violento por todo o seu corpo, mas em poucos segundos, de forma mĂĄgica, ela relaxou. Sua mente se perdeu no mais profundo limbo. Ela sentiu seus olhos pesados e, sem muito esforço, fechou-os, entregando-se Ă escuridĂŁo.
Os olhos de Harriet se abriram lentamente, completamente desorientados, tentando focar a visão embaçada em algum ponto e recordar-se de onde estava. Vagarosamente, ela apoiou o cotovelo no colchão, buscando um apoio para se acomodar. Sentia seu corpo fraco, como se ainda precisasse descansar.
Ela olhou em volta e percebeu que ainda era noite, o relĂłgio na mesinha ao lado indicava que eram 4h da madrugada.
â Vejo que, enfim, estĂĄ desperta, senhorita â a cabeça dela girou rapidamente em direção Ă voz rouca, identificando aquele homem parado na janela â totalmente nu â com um meio cigarro entre os dedos tatuados.
â O que⊠aconteceu? â a pergunta de Harriet foi tĂŁo baixa que seria quase impossĂvel de ouvir.
â Ah, tu desmaiaste, meu bem â ele deu uma tragada, soltando a fumaça pela boca.
As lembranças de algumas horas retornaram Ă mente de Harriet. Seu corpo e mente totalmente entregues a ele, as provocaçÔes, a aura totalmente dominante â o forte orgasmo e a dorâŠ
â O queâŠ? â ela se perguntou baixinho para si mesma, notando o sangue seco.
â EstĂĄ ciente da histĂłria deste lugar, Harriet? â ele indagou com uma voz curiosa. â Como o povo local se vĂȘ aterrorizado por uma presença que espreita na escuridĂŁo, Ă espera de sua prĂłxima vĂtimaâŠ
â Penso que deverias ouvir mais os conselhos de uma mulher mais velha, pois sĂŁo bem sĂĄbias.
Como ele sabia?
â ComoâŠ? â a voz dela saiu trĂȘmula, apesar de tentar manter a neutralidade.
â Minha querida, Blodros â a voz firme do homem invadiu o cĂŽmodo, provocando um tremor na jovem. Ele tinha esse efeito sobre ela. â Estou sempre Ă frenteâŠ
O coração de Harriet batia fortemente dentro do peito, enquanto seu semblante refletia o medo e a tensão.
â Algum dia, jĂĄ contaram-te sobre vampiros, minha cara, Harriet? â ele segurou o cigarro entre os dedos.
â Sim... â Harriet mordeu o lĂĄbio inferior. â Afinal, sou jornalista investigativa.
â Isto me agrada, pois ficaria encantado em me apresentar como se deve... â e aquela aura autoritĂĄria dele retornou. â Sou Louis Tomlinson, um dos primeiros vampiros que a humanidade conheceu. â Um pequeno sorriso surgiu em seus lĂĄbios. â E, para muitos, sou o Monstro da Noite.
Se vocĂȘ chegou aqui, muito obrigada por ter lido. Essa one foi muito difĂcil de se escrever, passei por muitos bloqueios criativos mas finalmente te consegui terminar. Se quiserem mandar alguma crĂtica construtiva ou alguma ideia de plot, podem me chamarâ€ïž
Descrição: Faz 5 meses desde que ele foi embora. Desde que Louis a abandonou. 5 meses que Harry dormia na sua porta, chorando e sentindo sua falta. Sedenta de cada pedacinho seu de pele.
EntĂŁo, quando algum familiar a via chorando de canto nas festas de famĂlia, a abraçavam carinhosamente e tentavam a todo momento fazer com que ela parasse de sentir um pouco da dor que a corroĂa por dentro.
âEstou com saudade da minha mĂŁe.â era o que Harry choramingava com a cabeça enterrada no pescoço de Amby, sua tia. Ela tinha apenas cinco anos de idade. E isso acontecia toda vez. Toda, toda vez.
Harry nunca se esqueceu desse diålogo. Porque apesar de ter escutado diversas definiçÔes para saudade ao longo da sua vida, nenhuma delas nunca pareceu tão real quanto a que a sua tia lhe disse naquela noite.
Com um pouquinho de carinho e palavras de conforto, Amby conseguiu acalmar o coraçãozinho acalentado de Harry.
E entĂŁo, Harry apenas esperou ansiosamente pelo dia que nĂŁo doeria mais.
E hoje, com 17 anos, Harry confirma totalmente essa versĂŁo.
Agora, quando lhe vem Ă memĂłria da sua mĂŁezinha arrumando os seus cachos antes da escolhinha, ou do cheiro Ășnico da sua comida, ou dos seus toques tĂŁo carinhosos, vem como uma forma de sopro de ar fresco. Como uma conversa com a lua, onde ela nĂŁo se sente sozinha.
E Harry fica feliz ao lembrar-se que passou por essa fase da saudade. Levou alguns anos, mas finalmente, havia cicatrizado, e agora ela estava em paz. Ela se sentia em paz em relação a sua mãe.
Entretanto, hĂĄ alguns anos atrĂĄs, Louis entrou na vida de Harry, e tudo foi por ĂĄgua abaixo.
Mas, dessa vez parece pior. Ela sente que ingere ĂĄcido todos os dias, a todo momento. E ela consegue sentir perfeitamente todos os seus ĂłrgĂŁos se desfazendo dentro de si, e virando pĂł. E de novo, de novo, e de novo. Todos os malditos dias.
E foi exatamente assim que ela acabou daquele jeito. Perdida em uma estrada deserta, Ă s trĂȘs horas da manhĂŁ, com uma chuva infernal caindo sobre a sua cabeça. Seu rosto machucado ardia com os pequenos pingos de chuva que caĂam ali, a fazendo choramingar
Ela abraçou o próprio corpo e continuou andando mais a frente. Os pelinhos ralos da sua perna e braços descobertos estavam eriçados, entregando o frio que ela sentia.
O cabelo estava completamente encharcado e desgrenhado, e a sua maquiagem escorreu pela sua bochecha, deixando o seu rostinho delicado preto. As lĂĄgrimas que escorriam pelos seus olhos misturavam-se com a ĂĄgua gelada da chuva, e ela sequer fazia questĂŁo de secĂĄ-las.
E seguiu-se assim por mais vinte minutos. Ela caminhava feito um zumbi, de modo robĂłtico. Estava cansada, com frio e sentindo-se doente.
Foi quando no final da estrada, os seus olhos verdes iluminaram-se com a luz forte de um carro que estava passando por ali. Ela não gostou da luminosidade, e colocou o antebraço na frente dos olhos.
Entretanto, Harry leu a placa da Porsche preta que se aproximava. Era o mesmo carro que a tirava da escola no meio de uma prova importante para foder. E bem, era ele ali. O oxigĂȘnio que ela precisava. Mais distante do que perto, e isso doĂa.
E entĂŁo, numa atitude repentina, Harry se colocou no meio da estrada. Louis buzinava, e ela o encarava de forma fria. Ele sabia que ela nĂŁo iria sair.
Harry abraçou o próprio corpo quando apenas tombou um pouco para frente, encostando a sua testa no peitoral de Louis. Ele suspirou fundo e começou a passar os dedos pelas costas de Harry, em um carinho sutil.
Ela chorava tĂŁo dolorosamente. TĂŁo, tĂŁo. â VocĂȘ jĂĄ fez isso. â ela sussurrou com a voz quebrada e rouca, engasgando-se um pouco.
Louis puxou o ar, inclinando o pescoço para trĂĄs e fechando os olhos. â Eu sei.
â Tudo que eu f-fiz foi te amar. Eu vivo por v-vocĂȘ, Louis. â Harry choramingou, soluçando. â Desde que eu te c-conheci, meu amor, eu respiro por v-vocĂȘ. E vocĂȘ m-me sepultou em uma cova rasa. â ela o olhou com os olhos sonolentos. Chorosos. â Eu n-nunca senti tanta dor na minha vida. Por que v-vocĂȘ fez isso comigo, Lou?
Louis se afastou um pouco apenas para segurar nas bochechas de Harry, a forçando a encarĂĄ-lo. â O que aconteceu? Por que estĂĄ machucada?
â Eu te a-amo tanto⊠â Harry resmungou, como se estivesse chapada. â Por que o senhor n-nĂŁo me ama, papai? â e entĂŁo, ela voltou a chorar descontroladamente.
â O que eu fiz com vocĂȘ, Harry? â Louis perguntou para si mesmo em um suspiro pesaroso, quando finalmente a abraçou pela sua nuca. O corpo trĂȘmulo de Harry estava pressionado contra o seu, e ele a abraçava como se quisesse protegĂȘ-la.
A forma que ela chorava fazia a sua cabeça repetir a todo momento que ele era o pior monstro que jå existiu. E essa merda realmente o atingiu.
â Eu d-dormi na sua porta. Hoje faz 5 meses. â ela o agarrou, o abraçando com toda força que existia no seu corpo pequeno. Ela o apertava tanto que estava começando a faltar ar para Louis. â Durante 5 meses, eu dormi na sua porta, papai. Com uma cobertinha rosa. E eu lhe dava beijinhos de boa noite pela madeira, assim como o senhor costumava fazer quando eu ainda era utilizĂĄvel. â ela soluçou, apoiando o queixo no peitoral de Louis e o encarando no fundo da sua imensidĂŁo azul. Seus olhos pesavam, e ela realmente se sentia gripada. â Eu d-deixava um desenho para o s-senhor todos os dias. Eu o queria mais que tudo.
Ela fez um beicinho manhoso, e se possĂvel fosse, Harry grudaria em Louis para que ficassem daquele mesmo jeito para sempre. Abraçados depois de meses longe um do outro, na chuva e em uma estrada totalmente deserta. Estava perfeito. Ele estava ali, como poderia nĂŁo estar?
â O p-papai vai voltar pra mim? â ela o encarou feito um gatinho assustado, e Louis entendeu apenas com o olhar que Harry lhe direcionou que ela literalmente precisava dele e faria qualquer coisa para que pudesse tĂȘ-lo. â P-por favor, papai? Eu nĂŁo consigo mais⊠Eu realmente nĂŁo sei mais como viver desse jeito. EuâŠ
â Vamos pra casa, amor. NĂŁo quero que fique gripada. â Louis a interrompeu com um selinho nos seus lĂĄbios inchados, proferindo cada frase com a boca grudada na de Harry. â Eu vou cuidar de vocĂȘ.
â Pra c-casa? â ela soluçou, o olhando admirada. â Vou tĂȘ-lo de novo? â Louis continuou a olhando com a pupila dilatada e as orbes frias, aparentando nĂŁo gostar do tanto de pergunta. Entretanto, Harry pareceu nĂŁo entender, jĂĄ que continuou falando, e falando. â Papai? O que significou isso? Ein, papaizinho? â ela puxou a barra do moletom de Louis, insistindo para que ele a desse uma resposta. Qualquer uma que fosse. â Lou⊠â chamou, manhosinha.
â Eu vou ter que educĂĄ-la de novo? â Harry negou com a cabeça, chupando o polegar. â EntĂŁo, cala a porra da boca e entra no carro. Pode fazer isso por mim, pequena?
Louis estava pensativo. NĂŁo era como se nĂŁo soubesse que Harry estaria ali. NĂŁo estamos na porra de um filme clichĂȘ. Louis nĂŁo passou ali por coincidĂȘncia ou porque queria dar um passeio Ă s 3 horas da manhĂŁ na chuva. Quanta ingenuidade.
Mas, Harry nĂŁo parecia preocupada com isso. NĂŁo parecia pensar no que Louis estava fazendo ali, na hora e no momento certo.
Louis olhou para dentro do carro por cima do ombro, soprando a fumaça do cigarro para cima com um biquinho nos lĂĄbios. Harry mexia na sua coxa, em especĂfico, nas enormes marcas arroxeadas que coloriam a sua pele esbranquiçada.
Os dedinhos pequenos traçavam as marcas com cuidado, e ela choramingava quando sem querer, pressionava ali muito forte. Ela tocava a própria pele com pesar e um olhar choroso, provavelmente, desolada por perceber a situação que havia chegado. Harry não era a mesma de alguns meses atrås.
Estava parecendo os viciados em cocaĂna quando ficam sem a droga por um tempo, e entĂŁo, eles emagrecem bruscamente. Ficam parecendo zumbis, Ă mercĂȘ de qualquer coisa que venha a acontecer.
Harry era viciada em uma pessoa. A sua alma era necessitada dele e de tudo que o envolvia, e isso era uma merda.
Oh, a pobrezinha era viciada em Louis. Em Louis, porra.
Tomlinson jogou a bituca do cigarro no chĂŁo molhado e escorregadio, e entĂŁo, o apagou com a ponta dos Vans. Em seguida, ele deu a volta no carro e entrou no mesmo, sentando-se no banco do motorista.
Os olhinhos de Harry voaram para ele, e ela sorriu sonolenta.
â Tem dormido direito? â ele perguntou enquanto ligava o ar-condicionado do carro, o deixando quentinho. Harry gemeu pela sensação corporal e pelo calor que a abraçou imediatamente, e entĂŁo, ela negou com a cabeça para Louis. â Por que? â ele ligou o carro e deu partida, dirigindo rĂĄpido demais.
Filho da puta. Ele sabia o motivo.
â NĂŁo consigo dormir desde que o papai foi embora. â ela resmungou e bocejou logo em seguida.
â Entendi. â ele sorriu com o canto dos lĂĄbios, levantando o quadril para arrumar a calça de moletom. â VocĂȘ vai me contar porque estĂĄ toda machucada, Harry?
â John me bateu, Lou. â ela disse. â Muito.
Louis negou com a cabeça, arqueando a sobrancelha. â Vamos cuidar disso, bebĂȘ. â Louis colocou a mĂŁo na coxa de Harry, onde tinham enormes roxos. E entĂŁo, ele apertou a carne macia com força entre os dedos, apenas para escutĂĄ-la gemendo de dor. O seu rostinho bonito contorcido em uma careta de desagrado.
Mas, porra, ela nĂŁo iria dizer nada. Absolutamente nada. Ele poderia esmagar a coxa de Harry com a palma da mĂŁo, e ainda assim, ela nĂŁo abriria a porra da boca dela para contestar.
Haviam chegado na casa de Louis hĂĄ aproximadamente 1h. Nesse momento, Harry estava na banheira de Louis, e o seu corpo coberto de espumas borbulhantes. E ela nĂŁo parava de espirrar, provavelmente, a gripe jĂĄ tinha lhe pegado.
Enquanto colocava uma mechinha teimosa do seu cabelo para dentro do coque mal feito novamente, Louis abriu a porta do banheiro, adentrando no cĂŽmodo.
Ele jĂĄ havia tomado banho, e o cheiro do seu perfume amadeirado invadiu os sentidos de Harry, a fazendo querer gemer.
Ele vestia uma calça de moletom da Adidas e o seu peito tatuado estava desnudo. O cabelo raspado na lateral estava penteado para trås e uma mechinha atrapalhava a sua visão.
Harry perdeu-se o admirando, e por pouco, saliva nĂŁo escorreu pelo canto dos seus lĂĄbios.
â Se sente melhor, querida? â ele perguntou com a voz aveludada, a trazendo para a realidade de volta. Louis segurava uma bandeja de vegetais e sanduĂches saudĂĄveis, que ele carregava com facilidade.
â Melhorei, papi. â Harry falou manhosa, enrugando o nariz para as comidas saudĂĄveis que Louis carregava. â Infelizmente, nĂŁo vai ser necessĂĄrio eu comer os negĂłcios verd⊠â e entĂŁo, antes que ela terminasse a frase, um espirro a interrompeu.
E outro, e entĂŁo outro, e outroâŠ
â Estou vendo que melhorou. â Louis deu risada, sentando-se na borda da banheira. Ele colocou a bandeja no apoiador e molhou o dedo na espuma, e logo em seguida, o passou na pontinha do nariz de Harry. â Seu narizinho estĂĄ vermelho.
Como uma criança gulosa, Harry sorriu para Louis. â Eu gosto de bolinho de chocolate com cobertura de chocolate e muitos morangos por cima.
â Isso faz mal, mocinha. â ele disse. â Mas, se vocĂȘ comer pelo menos um pouco, talvez eu te dĂȘ o seu bolo de chocolate com cobertura de chocolate. Talvez.
Harry arregalou os olhos. â Com muitos moranguinhos por cima, papai?! â perguntou animada, sorrindo com os dentinhos de coelho.
â Com muitos morangos por cima, amor. â Louis sorriu, entrelaçando o seu dedo mindinho com o minĂșsculo de Harry.
Sua careta foi impagĂĄvel, e Louis gargalhou verdadeiramente. Os olhos de Harry brilharam com a visĂŁo, completamente fascinada.
Aos pouquinhos, Harry foi comendo os vegetais e as frutas que tinham ali, resmungando e contorcendo o rosto com o gosto ruim.
Enquanto isso, Louis limpava os seus machucados do rosto com um pedaço pequeno de algodĂŁo e soro fisiolĂłgico. Os machucados nĂŁo doĂam tanto, entĂŁo foi uma tarefa fĂĄcil para ambos.
Em alguns minutos, Harry estava com todos os cortes do rosto protegidos por um band aid da Hello Kitty. Ela era literalmente o ser mais amĂĄvel e adorĂĄvel do mundo, e Louis estava confortĂĄvel da forma que estavam agindo um com o outro naquele momento.
Quando a bandeja finalmente estava vazia, Harry deitou a cabeça na coxa de Louis, fungando e bocejando. Ela ainda espirrava, e então, o homem achou melhor tirå-la da ågua para que ela pudesse dormir e o resfriado não piorar de alguma forma.
â O s-senhor guardou meu roupĂŁo. Achei que tivesse se l-livrado das minhas coisas que estavam aqui. â ela choramingou.
â Suas duas gavetas de roupas ainda estĂŁo cheias, bebĂȘ. NĂŁo se preocupe. â ele sorriu doce ao pegar Harry no colo, a abraçando pelo seu quadril.
Harry apenas o agarrou pelo pescoço e deitou a cabeça no ombro de Louis, acalmando-se imediatamente quando inspirou o cheiro de sabonete e perfume que ele exalava.
E entĂŁo, ele separou seu pijaminha, os cremes corporais, cremes do cabelo e a chupeta que ela usaria.
Com muito cuidado, Louis cuidou de Harry e fez parecer que todas as cicatrizes que ela possuĂa em cada pedacinho do seu corpo, simplesmente sumissem.
O toque dele era sutil e algo delicado. NĂŁo havia maldade e nem malĂcia enquanto ele deslizava as mĂŁos quentes pela sua barriga, cintura, clavĂcula e ombros, espalhando o creme cheiroso de morango que ela sempre usou. Ele nĂŁo a olhava com maldade. Pelo contrĂĄrio. Parecia ter medo que ela quebrasse dentre os seus dedos, e entĂŁo, tomou muito cuidado ao tocĂĄ-la.
Louis vestiu Harry com cuidado. Ela estava adorĂĄvel com o pijama branco de ursinhos, e os cabelos estavam bem penteados e definidos. Tudo havia sido Louis que fez, entĂŁo, parecia mais especial. Harry se sentia leve e poderia passar o resto da noite acordada, com um sorriso bobo rasgando os seus lĂĄbios.
Entretanto, quando foram se deitar, algo havia mudado nele. E isso a preocupou, e de repente, ela queria chorar.
A respiração dele estava pesada, e Harry estava deitada no seu peitoral, mas ele nĂŁo a tocava. Seus olhos estavam frios e focados em um ponto especĂfico do teto. NĂŁo havia expressĂŁo.
â Lou? â ela chamou baixinho e preocupada.
â VocĂȘ sabia que, â ele começou, ainda com os olhos presos no teto. â sabia que eu sempre soube?
â Do que estĂĄ falando?
Louis, então, com um movimento repentino, os virou para o lado, e eles estavam de conchinha. O bumbum de Harry pressionava a semi-ereção de Louis de forma dolorosa, e ela gemeu baixinho pelo contato. Louis a segurou contra o seu corpo de forma possessiva, abraçando a sua cintura.
â O senhor instalou c-cĂąmeras no meu quarto? â ela perguntou assustada, e Louis murmurou um âuhumâ. â Por que?
â Com calma, mocinha. JĂĄ vamos chegar lĂĄ. â Harry assentiu com a cabeça, tentando se livrar do aperto de Louis. Ele estava a machucando. â Eu via a forma que vocĂȘ se torturava. A forma que se machucava. â Louis passou os dedos pelas coxas machucadas de Harry, as apertando dolorosamente entre os seus dedos. Harry gemeu de dor, e uma lĂĄgrima solitĂĄria rolou dos seus olhos. â E vocĂȘ sabe o que eu fazia quando a via em um estado tĂŁo deplorĂĄvel por minha causa?
Harry negou com a cabeça, completamente assustada. Louis beliscou um dos cortes recentes da sua perna. â Me responde.
â Oh, Deus! â Harry gritou de dor, se remexendo nos braços de Louis e o deixando dolorosamente duro. â N-nĂŁo, papai! E-eu nĂŁo sei! EstĂĄ me m-machucando.
â Eu me masturbava, querida. â ele sorriu, raspando os dentes no mesmo lugar onde havia acabado de deixar um rastro da sua saliva. â Porra, Harry, era a melhor sensação do mundo. Assisti-la morrendo aos poucos por minha causa. E isso me excitava, meu amor.
â Louis⊠â ela o olhou com os olhos arregalados, entrando em desespero.
Harry soluçou, começando a chorar desenfreadamente. Louis a tocava devagar por cima do tecido fino da calcinha, a sentindo vergonhosamente molhada.
â Todas as vezes que vocĂȘ me pergunta o porquĂȘ de eu ter ido embora, eu me lembro que foi por diversĂŁo. Foi pela minha diversĂŁo. E sabe o que acontece, Harry? â Louis perguntou de forma rude, colocando a calcinha de Harry para o lado.
â E-eu nĂŁo s-sei, papai. â ela o respondeu, e o seu choro era agonizante. Causaria pena e dĂł em qualquer pessoa. Menos em Louis, claro.
â Acontece que, eu fico me sentindo um merda. â Louis sussurrou, invadindo Harry com trĂȘs dedos de uma vez.
Louis começou a estocar com rapidez, mesmo que tivesse uma certa dificuldade. O buraquinho pequeno estava apertado, e parecia menor do que da Ășltima vez que ele se lembra. â Todas as vezes que vocĂȘ fala o quanto me ama. Quando fala o quanto precisa de mim para respirar. Cacete. â resmungou irritado, tesourando Harry. â Quando me olha como se quisesse me dar a porra do mundo, pequena, eu me sinto um merda.
â Lou! Para, p-por favor! â Harry gritou em alto e bom som, desesperada. Suas pernas tremiam e saliva escorria dos seus lĂĄbios e catarro do seu nariz. Ela nĂŁo parava de chorar. â Papai! N-nĂŁoâŠ
â Eu fui embora, Harry, porque sou a porra de um doente. Um narcisista de merda, egocĂȘntrico. â Louis pressionou o polegar no seu clĂtoris inchadinho, a fazendo derramar-se em seus dedos. â Eu instalei cĂąmeras no seu quarto porque nĂŁo a queria por perto, mas ainda assim, queria controlĂĄ-la como a porra de uma marionete. Um brinquedo inĂștil. â Louis gargalhou, e o seu olhar estava sombrio, contendo luxĂșria. Ele assistia com devoção o corpo miĂșdo de Harry se desfazendo em seus dedos. TĂŁo fraca a cada toque dele.
Harry derramou inĂșmeras lĂĄgrimas doloridas, e entĂŁo, a sua alma machucada o encarou no fundo dos seus olhos azuis enquanto ela gozava forte nos dedos dele. Louis continuava estocando com força, forçando o quarto dedo.
Louis a olhou de volta, retirando os dedos de dentro dela devagar. Louis acariciou os låbios entreabertos de Harry com os dedos sujos do seu melzinho, e então, os forçou para dentro da boquinha dela.
Harry os chupou com devoção, se deliciando com o seu gosto tĂŁo docinho. Sua lĂngua quentinha acariciava os dedos de Louis e os devorava, os chupando, parecendo faminta.
Seus olhos ainda derramavam algumas lĂĄgrimas, e eles ainda mantinham o contato visual.
â Eu vou fazer a sua mamadeira. Me espere aqui. â Louis tirou os dedos de dentro da boca de Harry, e um fio de saliva ainda os ligava a sua boquinha inchada.
Louis levantou da cama e foi em direção a porta, pronto para sair do quarto. EntretantoâŠ
â Lou. â Harry o chamou com a voz rouca e quebrada, coçando os olhinhos. Um bico manhoso cresceu nos seus lĂĄbios e ela bocejou. Louis a olhou antes de sair do quarto. â Posso assistir desenho no seu celular?
Louis suspirou e tirou o aparelho do bolso, desbloqueando-o e colocando âA Turma da MĂŽnica' para Harry assistir, e ela sorriu doce ao pegar o celular. â Obrigada, papai.
Louis acenou com a cabeça. â Fique aqui quietinha, tudo bem?
â Uhum. â ela murmurou distraĂda, seus olhinhos presos no desenho.
Louis fazia a mamadeira de Harry em silĂȘncio e um sentimento ruim no peito, algo como angĂșstia. Mas bem, nĂŁo tinha muito o que fazer. Era o que era. Ele a manteria consigo. Era egoĂsmo, mas o maior estrago jĂĄ havia sido feito e nĂŁo tinha como voltar atrĂĄs.
E em meio ao silĂȘncio, Louis escutou um espirro manhoso muito perto de si. Muito, muito perto.
Louis cruzou os braços e a olhou autoritĂĄrio. â Me lembro de ter mandado que me esperasse no quarto.
â Ă que⊠Bem, o papai me prometeu b-bolinho de chocolate com cobertura de chocolate eâŠ
Louis interrompeu, sorrindo levemente â Morango por cima. Sim, querida, eu me lembro. Desculpe. â ele estendeu a sua mĂŁo para Harry, e ela a agarrou timidamente, sorrindo como um coelhinho.
Adentraram na cozinha juntos, e Louis a ajudou a subir na ilha de mĂĄrmore. Os seus pezinhos ficaram balançando no ar, e o Ășnico barulho era da MĂŽnica gritando com o Cebolinha no seu celular. E aquilo parecia a coisa mais interessante do mundo para Harry, jĂĄ que ela sorria feito boba.
Louis tirou o bolo exageradamente grande da geladeira, e ele era exatamente como Harry havia pedido.
â Papai! â seus olhos se arregalaram em espanto, e era o dia mais feliz da sua vida.
â Gostou? â ele perguntou com humor, e Harry assentiu freneticamente. Louis pegou um pratinho de sobremesa para cortar um pedaço do bolo para Harry. â SĂł um pedaço porque estĂĄ muito tarde.
â Sim, sim, papi. â Louis entregou o bolo para Harry, e ela o comia como se fosse a coisa mais gostosa que jĂĄ fizeram para ela.
Louis acendeu um cigarro e ficou esperando pacientemente. Harry estava em uma linha tĂȘnue entre comer e gargalhar com o desenho, e Ă s vezes, ela se engasgava por causa disso.
Qualquer pessoa se apaixonaria por ela. Ela ilumina tudo apenas por existir. Qual era o problema de Louis?
â Papi, me ajuda a descer, por favor?
â A senhorinha vai ter que trocar o pijama, mocinha. Se sujou toda. â Louis sorriu, tirando o celular da mĂŁo de Harry e a tirando da bancada.
Harry lavou as mĂŁozinhas com pressa, querendo pegar o celular de volta.
Em pouco tempo, Harry jĂĄ estava subindo para o quarto novamente, pendurada no colo de Louis como um coelhinho manhoso e sonolento.
Harry e Louis escovaram os dentes para dormir e Louis trocou o pijama de Harry, a vestindo com um que nĂŁo estivesse sujo de cobertura de chocolate.
A mamadeira de Harry repousava em cima do criado-mudo, e ao deitar-se, Louis lhe deu o leite morno na boca, enquanto ela assistia. E bem, ele acabou assistindo junto.
E agora, eles estavam agarrados embaixo das cobertas quentinhas de Louis. Harry babava no seu peito e ronronava baixinho, dormindo bem pela primeira vez em 5 meses.
Era provavelmente o quarto cigarro que Louis acendia naquela tarde. Uma tosse seca surgiu no fundo da sua garganta, o deixando ainda mais irritado.
E então, ele afrouxou o aperto da sua gravata ao redor do seu pescoço e subiu as mangas da camisa social branca, tentando relaxar de alguma forma. O ar condicionado do escritório estava gelado, frio.
â Porra. â resmungou entredentes, apagando o cigarro no prĂłprio antebraço. Jogou a cabeça para trĂĄs e fechou os olhos, fascinado com a pequena dor que se espalhava pelo seu corpo aos poucos. Um sorriso genuĂno surgiu nos seus lĂĄbios pela primeira vez no dia.
Uma fumaça branca começou a sair da ponta morta do cigarro, inebriando todo o ambiente com o forte cheiro de nicotina. Cheiro esse que, imediatamente, adentrou nas narinas de Louis, o acalmando quase de imediato.
Mas, ficou 5 meses longe dela. E como uma criança birrenta, estava mal educada.
Esse era o motivo do seu stress. Começar com o processo de deixĂĄ-la perfeita tudo de novo. De moldar cada tracinho seu, para que ela pudesse ser Ăștil novamente. Eles jĂĄ tinham passado dessa fase, e agora, começaria de novo.
O telefone do seu escritĂłrio soou, e sĂł o barulho insistente o fez soltar um suspiro irritado e um palavrĂŁo sussurrado.
âBryan.â Louis cumprimentou o estagiĂĄrio ao colocar o telefone na orelha. Sua voz era autoritĂĄria.
âSr. Tomlinson, perdĂŁo interromper. A escola de Harry estĂĄ ligando, eu posso passar a ligação?â
Louis sorriu e se acomodou no assento da sua cadeira giratĂłria, suspirando alto. âBryan, me tira uma dĂșvida, por gentileza.â
âSim, senhor, claro.â
âVocĂȘ jĂĄ repetiu algum ano na escola?â Louis tirou um cigarro do bolso e logo em seguida o isqueiro, o acendendo.
âPerdĂŁo?â
âPerguntei se jĂĄ repetiu algum ano escolar.â soprou a fumaça, jogando a cabeça para trĂĄs.
âLigaçÔes relacionadas a Harry, me passa de uma vez, caceteâ Louis prendeu o cigarro entre os lĂĄbios, falando um pouco abafado. âVocĂȘ me entendeu?â
âBom dia. O que aconteceu?â Louis perguntou um tanto quanto impaciente.
âĂ que, bem, Harry foi mal educada com uma das nossas professoras. Mal educada e grosseira. Ela levou uma suspensĂŁo, e precisamos que o senhor venha buscĂĄ-la.â
âEntendi.â Louis sorriu sĂĄdico, mordendo o lĂĄbio inferior. âEm cinco minutos eu estou ai.â
âObrigada.â
E assim, a ligação se encerrou por parte da diretora.
Porra. Louis nunca esteve tĂŁo feliz e satisfeito na vida.
Com toda paciĂȘncia do mundo, Louis acendeu outro cigarro, tossindo quando o tragou para dentro do pulmĂŁo.
Louis sempre foi fascinado pelo efeito que o cigarro lhe causa. A nicotina faz efeito no seu corpo de uma forma surpreendentemente rĂĄpida, e entĂŁo, ele entra em um ĂȘxtase absurdo.
Louis fez um laço perfeito na gravata novamente, vestiu o seu paletó e saiu do escritório com a chave do carro nos dedos.
Louis batucava os dedos no volante ao som de â505â de Arctic Monkeys, que tocava baixinho ao fundo no rĂĄdio do carro.
Quando seus olhos azuis avistaram o letreiro da escola cara de Harry, ele sorriu para si mesmo. Completamente insano.
Ao adentrar na secretaria da escola, Louis viu Harry sentada na frente da mesa da diretora com os braços cruzados e a chupeta rosa pendurada nos låbios. Sua expressão era furiosa.
Louis bateu educadamente na porta com o nĂł dos dedos, e quando a diretora confirmou a sua entrada com a voz mansa, Louis sorriu amĂĄvel ao adentrar na sala.
â Com licença. â ele murmurou, estendendo a mĂŁo para a diretora. â Muito prazer, Jully. Como vai a sua manhĂŁ?
â Papai! â Harry reclamou, birrenta. â EstĂŁo armando para mim sĂł para nĂłs dois brigarmos.
â Harry, agora nĂŁo. Estou conversando. â Louis falou baixo, tentando manter-se paciente. E entĂŁo, ele deu atenção a Jully novamente.
â Mas Lou! â ela bateu o salto no chĂŁo, bufando irritada. Louis a encarou, e entĂŁo, Harry abaixou a cabeça e cruzou as pernas, ficando em silĂȘncio.
Quando Louis deu partida no carro, ele sequer a olhou. Sua respiração era pesada e a sua mandĂbula estava travada, em fĂșria. O seu olhar era o mesmo de quando ele beliscou sua coxa machucada e as veias das mĂŁos e da nuca estavam aparentes.
â N-nĂŁo, p-papai, por favor! NĂŁo fala a-assim comigo. â Harry chorou, assustando-se quando Louis fez uma curva brusca. Era a curva da casa do homem. â Eu n-nĂŁo fiz por mal. Eu q-quero ser boa p-para o senhor.
Louis estacionou o carro, fingindo nĂŁo ter escutado o pedido de socorro da menina. E entĂŁo, ele saiu do veĂculo e deixou Harry para trĂĄs, sozinha.
â Lou, Lou! â ela gritou alarmada subindo as escadas atrĂĄs dele, de dois em dois degraus. Seus olhos o buscavam em todos os cĂŽmodos possĂveis da enorme casa do homem. â Por f-favor. â Harry choramingou derrotada, caindo de joelhos no corredor dos quartos. O choro atingiu a sua garganta e ela finalmente nĂŁo se aguentou, rendendo-se a dor e a angĂșstia que a cercavam. â Eu nĂŁo queria s-ser uma garotinha r-ruimâŠ
Louis apareceu na porta do quarto, encostado no batente da mesma. Ele estava mais despojado sem o terno e a gravata apertada. Os trĂȘs primeiros botĂ”es da camiseta estavam arreganhados, e ele parecia um ser irreal. A porra de um Deus MagnĂfico.
Harry escondeu o rosto corado entre as mĂŁos, envergonhada e assustada. â Papai, por f-favor.
Louis gargalhou. â VocĂȘ vai tentar correr de mim de novo, querida? Seria burra o suficiente para tentar fazer isso outra vez? â Harry negou com a cabeça, se pondo de quatro para engatinhar para dentro do quarto, sabendo que nĂŁo tinha o que fazer. â Isso, querida, assim mesmo. Lembre-se; foi por isso que vocĂȘ nasceu, hm? Para me agradar e ser boazinha para o Lou. E apenas por isso.
Quando Harry estava dentro do cĂŽmodo, Louis fechou a porta atrĂĄs de si e serviu-se com conhaque em copo de drink. Harry olhava em volta com os olhos perdidos, nĂŁo sabendo muito o que fazer.
â VocĂȘ estĂĄ adorĂĄvel vestida de fadinha. â ele comentou. â Minha mocinha.
â O senhor gostou? â Harry perguntou. Parecia uma cadela feliz quando o dono lhe acariciava. â Foi o papai que escolheu! â ela sorriu, orgulhosa.
Em seguida, ela o desceu pelas suas coxas torneadas e roliças, e Louis mordeu os lĂĄbios tentadoramente ao notar a enorme mancha molhada no tecido fino da calcinha minĂșscula que Harry usava.
â Agora, dobre a roupa e a coloque na cĂŽmoda de forma organizada. â Louis mandou, e com cuidado, Harry pegou a peça e a dobrou devagar, para a guardar logo em seguida.
â Isso, bebĂȘ. â ele sorriu, e Harry sorriu junto. â Deite-se na cama, querida.
Entretanto, elas nĂŁo vieram. O homem apenas parou na sua frente e a trouxe mais para perto pelos seus tornozelos finos, arrancando um gritinho surpreso dos seus lĂĄbios.
Louis então, enfiou a mão no bolso da calça, buscando o isqueiro. Ele o acendia e apagava, acendia e apagava, parecendo se divertir.
Nesse momento, Harry gritou de dor. Ela arqueou as costas e literalmente gritou.
â N-nĂŁo, nĂŁo! Ă d-demais, Lou. EstĂĄ me q-queimando, papai! â Harry choramingou, mas, sua bocetinha vazava vergonhosamente. â Louis! Oh, por Deus, eu n-nĂŁo quero!
Louis pressionou mais a chama do isqueiro contra a pele de Harry, a fazendo suar e revirar os olhos. â Veja bem; vocĂȘ destratou uma professora. Fez birra na hora de ir para a aula, e apareceu machucada na minha frente. Machucados que eu nĂŁo me lembro de ter causado. â formou uma bolha enorme na cintura de Harry, e sĂł assim, Louis desfez o contato da chama do fogo. Mas, apenas para colocar em outro lugar.
Agora estava em um dos cortes da coxa.
â Cacete! â Harry se contorceu, sentindo-se alheia. Talvez chapada. Ela jura nunca ter sentido tanta dor na vida. â Os m-machucados nĂŁo foi culpa minha p-papai! O senhor sabe! â ela chorou, tremendo as pernas e respirando com dificuldade.
â Quer dizer, eu nĂŁo sei bem. Acho que foram culpa sua, sim. VocĂȘ sempre faz algo de errado. â Louis pressionou mais a chama do isqueiro no machucado da coxa, e ele abriu um pouco, derramando alguns pingos de sangue. â Eu entendo o seu pai, Harry. Deve ser deplorĂĄvel ter que lidar com vocĂȘ.
â NĂŁo me d-diga isso! Oh, meu Deus, dĂłi m-muito, Lou! Por f-favor, por favor, nĂŁo me machuca d-desse jeito, merdaâŠâ Harry o encarou com os olhos quase fechados, seu corpo estava se entregando a dor imensurĂĄvel que sentia, cedendo e querendo apagar. â Eu nĂŁo c-consigo mais! Droga!
â Louis, Louis! Eu v-vou desmaiar, oh⊠â ela fechou os olhos, arranhando o prĂłprio rosto com as unhas delicadas. â Eu nĂŁo q-quero mais! Pare com i-isso, por favor, papaizinho, por f-favor!
â Eu quero te escutar falando, porra! â Louis gritou, cuspindo no seu rosto e em seguida lhe dando um tapa ardido na bochecha. â Me obedece, putinha burra.
Estava doendo mais internamente do que fisicamente, e Harry estava angustiada. Mas, o seu buraquinho pulsava e doĂa, gritando por Louis o alargando com o pau grande e grosso. O Ășnico que adentrava lĂĄ. O Ășnico que a tinha.
O sangue da sua coxa escorria em abundùncia, e a situação estava precåria. Assustadora, talvez.
â VocĂȘ estĂĄ me m-machucando, papai! A sua m-mocinha. â ela choramingou, perdendo completamente os sentidos. â CristoâŠ
â Ă sĂł dizer, amor, e eu paro. As palavrinhas mĂĄgicas. â Louis a queimou mais, sorrindo de canto. Harry gritava. Harry estava suando. Ela se contorcia. Gemia e pedia por ajuda.
â NĂŁo m-me f-faz dizer isso⊠DĂłi, papaizinho, p-por favor. O senhor⊠Oh! â Harry revirou os olhos, e entĂŁo, ela nĂŁo sabia mais o que estava fazendo e como continuaria consciente se ele nĂŁo parasse. Ela engoliu em seco e vĂĄrias lĂĄgrimas caĂram dos seus olhos, quando ela finalmente disse; â O meu p-pai me e-espanca porque eu nĂŁo sou b-boa o suficiente. â Harry soluçou, degradando-se em pedaços do que um dia jĂĄ fez parte dela.
â Oh, porra. TĂŁo fodidamente devota. â Louis gemeu em excitação, encaixando-se no meio das pernas de Harry para simular estocadas. E ela gemia alto, a fricção estimulando o seu grelinho inchado. â Continue, querida. Adore o papai.
â Eu s-sou uma putinha d-desinteressante, dependente do meu papai⊠Oh, Lou! â gritou quando o homem simulou uma estocada forte, a fazendo revirar os olhos. â Eu preciso do meu papai. Eu o amo mais que tudo. O senhor me faz b-brilhar, papai! Eu sĂł existo com o p-papai.
Harry desfez o aperto do cinto de Louis, e em seguida, abriu o botĂŁo da calça para depois, abrir o zĂper da peça de roupa. Ela enfiou os dedinhos curiosos dentro da cueca do homem, liberando o pau grosso e rubro que ela tanto possuĂa fascĂnio.
â Porra, Harry. â Louis gemeu com a visĂŁo, se empurrando para dentro do aperto da garganta quentinha e apertada. Louis nĂŁo estava respeitando o tempo dela, logo, começou a lhe faltar ar. E ela se desesperou. â Shh, amor. Aqui, querida. â ele pegou uma das mĂŁos de Harry e as levou para os prĂłprios testĂculos, ambos os acariciando juntos. â Minha doce menina. VocĂȘ me faz tĂŁo feliz, porra. â Louis gemeu em um sussurro, se enterrando cada vez mais na garganta fodida de Harry, a privando de ar. â Respira pelo nariz.
Louis estocava freneticamente contra a sua boca atrås do seu orgasmo. Uma das suas mãos estava nas suas bolas cheias e pesadas junto com a de Harry, e a outra, masturbava a si próprio por cima da camada fina de pele do pescoço de Harry. O seu volume aparecia no fundo da sua garganta toda vez que ele estocava, e porra, ele estava louco. Completamente insano.
Harry se engasgou bruscamente e revirou os olhos quando Louis puxou o cacete para fora apenas para ficar brincando com ele no rosto de Harry. Ele o batia na sua bochechinha quente e o tirava e o encaixava outra vez nos seus lĂĄbios macios.
Harry jĂĄ parecia estar inconsciente, jĂĄ que ela o olhava e chorava, claramente tentando pronunciar uma frase ou qualquer palavra boba que fosse, mas nĂŁo conseguia e soltava apenas lamĂșrios pels boca, tossindo e fazendo Ăąnsia. Ela estava engasgada.
â Pa-papi⊠D-dĂłi. â choramingou, se contorcendo abaixo do corpo de Louis. Ela puxava o ar e parecia que ele nĂŁo chegava, porra. Que sensação desesperadora. â Lou!
Harry, por sua vez, nunca se esforçou tanto na vida para que algo desse certo. Entretanto, o ar começou a faltar nos seus pulmĂ”es e a sua garganta ardia como o inferno. Sua mandĂbula doĂa e o abdĂŽmen gritava, sentindo-se pressionado.
E entĂŁo, ela tentou avisĂĄ-lo, esmurrando com as mĂŁos pequenas o seu joelho. Tentava murmurar algo com ele preenchendo a sua boca. Ele nĂŁo a ouviu.
E então, quando os primeiros jatos de porra começaram a atingir o fundo da sua garganta, Harry simplesmente apagou. Suas costas bateram no chão frio, e ela havia desmaiado.
â Porra, porra, porra! â Louis gritou, masturbando todo o seu cumprimento. Ele gozava em cima do corpo desfalecido de Harry, e aquele era o maior ĂĄpice de prazer que jĂĄ havia sentido. Harry estava acabada, e era exatamente isso que os seus olhos queriam ver.
A sua coxa ainda escorria sangue, junto com o seco que tinha ali. Havia saliva e fios de cabelo grudados por toda a parte no seu rosto. Suas mĂŁos estavam vermelhas e os olhos ainda escorriam pequenas lĂĄgrimas. Sua bocetinha pingava, ultrapassando o tecido macio e fino da calcinha, deixando um pequeno fio do seu melzinho doce no chĂŁo.
E Louis nĂŁo parava de gozar.
Mas, quando finalmente se acalmou, o homem ajeitou as roupas e a pegou no colo estilo ânoivaâ, a colocando deitadinha entre os lençóis macios. Harry murmurou algo, gemendo necessitada. Ela nĂŁo parava de pingar.
Talvez, agora, estivesse dormindo.
Pensando nisso, Louis se despiu devagar, admirando a cena de Harry adormecida na sua cama, completamente suja de semen branquinho. ResquĂcios do prazer de Louis, e somente do seu.
Louis se deitou por cima dela novamente, ficando entre as pernas abertas de Harry, completamente nu. Seu pau doĂdo pressionava a xotinha molhada de Harry, fazendo ambos estremecerem. Ele distribuĂa beijos carinhosos por todo o seu rostinho acabado, acariciando as cicatrizes que ele mesmo havia causado. Harry resmungava com um beicinho manhoso nos lĂĄbios. Bonita pra caralho.
Devagar, Louis desceu a alcinha fina do seu sutiĂŁ, raspando a ponta dos dedos na pele arrepiada de Harry. Sua visĂŁo era tĂŁo bonita. O mamilo rosado estava eriçado e gritava pela sua boca, o mordiscando e os puxando entre os seus dentes. O machucando e o maltratando da maneira mais sĂłrdida possĂvel.
â Querida. â Louis sussurrou com a voz melodiosa, colocando a lĂngua para fora e deixando que um fio de saliva caĂsse diretamente no bico do peitinho de Harry. Ela gemeu necessitada, ainda adormecida. â Preciso que acorde, hm? â ele finalmente abocanhou o mamilo de Harry, o mordendo devagar e raspando seus dentes nele. Sua lĂngua o acariciava e o prensava.
Com a ponta do outro dedo, Louis dava atenção ao outro biquinho rĂgido, o beliscando e o puxando, parecendo se divertir.
Harry gemia manhosinha, franzindo a testa e se contorcendo abaixo do corpo de Louis, como se fosse despertar a qualquer instante. Louis esfregava a sua ereção contra o tecido da calcinha de Harry, e ela o molhava cada vez mais.
â Papai⊠â ela chamou quando despertou, coçando os olhinhos. Louis a olhou de baixo e pareceu sorrir com os olhos, ainda a satisfazendo com a sua lĂngua mamando o seu peitinho. â O s-senhor me p-perdoa? â ela pediu cuidadosa, e a sua mĂŁozinha curiosa voou para o meio dos seus corpos, agarrando o cacete duro de Louis. Ela o pincelava na sua grutinha necessitada, chorando vergonhosamente. â Por f-favor?
â Cada vez mais, querida. Eu te amo com a alma. â ele falava baixinho, afastando a calcinha de Harry para o lado devagar. Seus dedos brincaram um pouco pelos lĂĄbios grandes da bocetinha apertada dela, e Harry nunca deixaria de deixar Louis completamente boquiaberto com a forma que ela se molhava nos seus dedos. Ela era extremamente entregue.
Devagar, ele guiou a sua glande babada para a entradinha pequena e quente, encaixando-se dentro dela devagar.
Os dois gemeram em unĂssono. A sensação de aconchego invadindo os dois, e eles matavam a saudade dos seus corpos, se esbaldando e embebedando-se um no outro com certo desespero.
A atmosfera era perfeita, e era apenas disso que eles precisavam. Seus suores e salivas se misturando. Os gemidos baixinhos e o barulho da cabeceira da cama batendo contra a parede. Os sons manhosos de Harry, e ela se alargando dolorosamente para obrigĂĄ-lo. Porra. Era apenas isso. SĂł existiam eles no mundo naquele momento.
â Me fale que vai voltar a ser boazinha para o papai, querida. â ele sussurrou, enterrando o pau dentro da xotinha cada vez mais, a alargando.
â Eu v-vou, Lou, eu prometo. me desculp⊠Oh, sim! â ela gemeu dolorida quando Louis finalmente a preencheu por completo. E entĂŁo, ele começou a estocar devagar, sentindo as paredes internas de Harry com fascĂnio. â Eu te amo. Eu te amo, p-papai. â ela chorou
E então, Louis rasgou a calcinha de Harry numa facilidade absurda, a virando de costas. Harry gemeu quando o seu joelho machucado pressionou no colchão, mas, empinou o bumbum na direção de Louis, e ele se afundou nela outra vez com um barulho molhado.
â Sim, sim! Deus! â Harry gemeu extasiada quando Louis afundou a sua cabeça no colchĂŁo com uma das mĂŁos. Seus peitos esbarravam no edredom macio, causando uma fricção gostosa.
â Oh, papai! â ela revirou os olhos dentro das pĂĄlpebras, e Louis estava a machucando fortemente. O barulho das bolas cheias do homem batendo contra sua bunda preenchiam o quarto, e porra, era o melhor som do mundo. Ele estava suado acima de si, com o cabelo bagunçado e as bochechas rosadas, e ela pingava ao olhĂĄ-lo por cima do ombro. â Meu papaizinho. SĂł m-meu. Cacete! â Harry gritou quando Louis enfiou somente a pontinha do dedo no seu cuzinho, o alargando.
â Eu sou louco por vocĂȘ. â Louis sussurrou, estocando de forma bruta e necessitada. Desesperado. Ele precisava disso. Ela precisa disso. Ambos precisavam um do outro, e era literalmente a melhor sensação do mundo. â Porra, porra. â ele alarmou, quando a bocetinha de Harry tentou expulsĂĄ-lo de dentro dela, e entĂŁo, ela começou a gozar no seu pau. â TĂŁo fodidamente bonita. Minha princesa.
â Lou, Lou! â ela mordeu os lĂĄbios, o olhando por cima do ombro. â Papai! Eu v-vou⊠Merda! â Louis enfiou dois dedos no cuzinho de Harry, e gozou dentro da sua xotinha pulsante, a deixando cheinha de si e do seu prazer.
Nesse momento, Harry começou a tremer desenfreadamente e os seus joelhos cederam no colchão. Ela revirou os olhos e fechou a mão na bucetinha machucada em formato de concha. Com Louis ainda a preenchendo e estocando contra o seu pontinho, ela começou a esguichar.
Harry tremia feito louca. Seu corpo parecia que iria convulsionar a qualquer instante, e seus olhos encaravam Louis de forma amedrontada.
Louis saiu de dentro de Harry e deitou na cama, encostando as costas na cabeceira. Ele trouxe Harry para o seu peito, tentando a acalmar.
â Consegue me ouvir, querida? â Harry soltou lamĂșrias desconexas, mas encarou as pupilas dilatadas de Louis. â O papai estĂĄ aqui, doce. Eu nĂŁo vou sair daqui.
Harry o abraçou forte. Ela não conseguia formular frase alguma, mas o seu peito parecia explodir, e ela queria muito falar. Muito.
A manhĂŁ seguinte, foi um dos dias que Louis teve certeza que a sua vida valia a pena. Harry acordou ao seu lado, babando exageradamente no seu travesseiro, e era a Ășnica coisa que ele queria ver pelo resto da vida.
Louis ligou na recepção, e quando Bryan o atendeu, Louis mandou com uma voz autoritåria;
âLigue na sala de John e diga que o mandei vir aqui, por gentileza.â
âSim, senhor Tomlinson.â
Com isso, Louis desligou a ligação. Sentia-se ansioso.
Louis levantou-se da sua cadeira e começou a andar pelo seu escritório, com as mãos enfiadas no bolso. A grande janela de vidro dava uma bela vista de toda a cidade de Londres, e ele amava aquele lugar. Ficaria horas e horas com os seus olhos azuis presos na paisagem à sua frente.
E lĂĄ estava ele. John estava dentro do seu escritĂłrio.
Com toda a sua glĂłria de homem mĂĄsculo e assustador, em um terno caro azul marinho e os nĂłs dos dedos ensanguentados que tentava a todo custo esconder dos olhos de gaviĂŁo de Louis.
â Louis. â cumprimentou. Mas, Louis o olhou por cima do ombro com os olhos cerrados. â PerdĂŁo, Senhor Tomlinson.
â Ă mesmo, Louis? â perguntou de maneira cĂnica.
Louis sorriu e afastou as pernas. Seria divertido. â Uhum. â afirmou, indicando com a cabeça para que John sentasse na cadeira Ă frente. â Como anda a minha menina, hm?
John ajeitou o paletĂł no corpo e limpou a garganta, sentando-se na cadeira na frente da mesa de Louis. â Ela⊠Bom, ela estĂĄ Ăłtima.
E entĂŁo, Louis puxou uma pistola do cĂłs da calça e a pressionou na tĂȘmpora de John, o fazendo cambalear e segurar na mesa atrĂĄs de si. â Porra. Eu odeio repetir as minhas perguntas. â resmungou, estralando o pescoço. Louis engatilhou a arma. â VocĂȘ quer que eu repita a pergunta, ou, vocĂȘ vai facilitar e apenas me responder?
â Disse que⊠Cacete. â John choramingou quando uma lĂĄgrima escorreu pela sua bochecha. â Que eu iria desejar nĂŁo ter n-nascido se encostasse nela.
â Eu sou um homem de palavra, John. â Louis voltou a guardar a pistola no mesmo lugar. â Sabe o que vai te acontecer, hm? â perguntou de forma retĂłrica. Sua postura era inabalĂĄvel. â Eu irei te pendurar pelo pescoço em uma corda feita de aço, nĂŁo muito apertada para que nĂŁo morra asfixiado e dilacerar cada centĂmetro da sua pele. Vou arrancar a porra dos seus ĂłrgĂŁos com as minhas prĂłprias mĂŁos e os colocarei diante de seus olhos, e aĂ, John, vocĂȘ vai sentir exatamente a dor que me causou a maltratando. â John prendeu a respiração, encarando Louis com Ăłdio nas orbes. â Depois, eu vou cortar a sua garganta tĂŁo fundo que sua cabeça vai desgrudar do corpo. NĂŁo vai sobrar absolutamente nada de vocĂȘ. Marta vai ter que sair procurando por partes do seu corpo para um funeral decente. â Louis gargalhou, jogando a cabeça para trĂĄs. â JĂĄ imaginou?
Louis derramou uma lĂĄgrima fina. Agarrou o colarinho de John pressionou a pistola ainda mais na cabeça de John, deixando uma marca do cano. â Eu vou estourar a porra da sua cabeça!
â Sim, vocĂȘ sabe. â John sorriu de canto. â Estamos matando uma menina inocente. Somos pessoas horrĂveis, Tomlinson. VocĂȘ e eu.
No momento que as palavras doĂdas pararam de sair da boca de John, Louis pode sentir perfeitamente o momento em que todas elas o atingiram como flechas. Todas elas com veneno nas pontas. E entĂŁo, a dura realidade o atingiu rĂĄpido como a luz. A ficha foi caindo bem diante dos seus olhos.
E pela primeira vez, Louis queria ser cego.
Porra, ele sabia que John estava certo. Ele sempre, sempre soube. E essa parte doĂa no fundo da sua alma. Ele sentia que ela ardia como fogo, espalhando-se por todo o seu corpo e incendiando absolutamente tudo, sendo finalmente condenada por ser tĂŁo impura e maldosa.
Como ele poderia nĂŁo se importar? Ser tĂŁo doente e cruel ao ponto de, simplesmente, nĂŁo se importar? Como era possĂvel nĂŁo amĂĄ-la, cacete?
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Okay Iâm looking for a one shot that I read months ago but lost it!
The plot is basically Louis and Harry are Married and have like 5 children. Harry, who is a doctor I think, cheats on Louis with his assistant thing, Nathan. Louis finds out bc Harry invites Nathan around for New Years Dinner and at midnight Nathan Kisses Harry infront of Louis.
Louis is heartbroken and wants to end it with Harry but he has the children to think about. So he gives Harry a year to save the relationship, for him to be the husband and father heâs meant to be and Harry pulls through and does save the relationship!
CAN SOMEONE PLEASE HELP ME FIND THIS ONE SHOT BC ITS DRIVING ME INSANE BC I ACTUALLY REALLY LOVE IT XXXX