Ps: Obrigada Evelyn Hugo que me deu inspiração para essa histĂłria âĄ
PsÂČ: Escutem dreamcatcher.
VocĂȘ sempre hesitava em tomar seu cappuccino toda vez que a garçonete o depositava sobre sua mesa, seus dedos deslizavam pela alça de cerĂąmica, girando a pequena xĂcara branca, o barulho do atrito sobre o pires da peça ocultado pelo falatĂłrio animado de Nabi a sua frente. VocĂȘ permaneceu focada na conversa com a amiga, um sorriso sincero estampando seu rosto vez ou outra, por mais que estivesse exausta dos ensaios da coreografia de mais cedo.
â Ei â Uma voz ecoou pelo vazio da entrada, os passos aproximando-se lentamente, sutis, quase como se tivessem medo de poder ser ouvidos, apesar da dona daquela ação sem dĂșvidas nĂŁo possuir tal medo.
â MinJi â VocĂȘ respondeu brincando com a sonoridade do nome em sua boca.
â O que vocĂȘ estĂĄ fazendo? â A morena questionou, sentando-se ao seu lado, que permanecia com sua cabeça repousada no corrimĂŁo, suas madeixas vez ou outra balançavam pelos leves movimentos feitos.
VocĂȘ apenas balançou sua cabeça positivamente em resposta.
â Por quĂȘ? â A jovem indagou novamente.
Por que vocĂȘ estava confusa.
â Porque nĂŁo posso namorar agora, se quiser crescer nessa empresa â A resposta pareceu perfeitamente correta ao sair pelos seus lĂĄbios dentristecidos, apesar de, no fundo, um aperto no peito continuar lhe incomodando, como se desejasse buscar o real motivo daquilo.
Sua carreira seria o Ășnico motivo?
VocĂȘ sempre soube tudo que queria, mas agora, sentia como se nĂŁo soubesse mais nada.
Nem sabia se estava realmente triste por terminar.
VocĂȘ nĂŁo sabia fazer aquilo, a vida inteira teve que provar algo para as pessoas.
Mas realmente, nunca precisou provar nada para MinJi.
Logo a mais alta cessou seu riso, olhando gentilmente para a garota apĂĄtica ao lado, ela inclinou seu corpo levemente para frente, pegando a garrafa de suas mĂŁos. O silĂȘncio adentrou o ambiente lentamente, sendo depositado em um pedido da noite escura e densa que cercava os dormitĂłrios, totalmente acatado apenas no momento em que os dedos de MinJi esbarraram sutilmente nos seus, disparando um arrepio que, apesar de nĂŁo poder ler mentes, soube que havia afetado ambas. VocĂȘs nĂŁo sabiam dizer em que ponto aquilo havia começado, talvez sempre houvesse sido difĂcil dizer o que acontecia entre as duas, entre aquela sensação tĂŁo confortĂĄvel e Ăntima que lhes carregava, chegando a ser assustadora.
A questĂŁo era que tanto vocĂȘ quanto MinJi eram Ăłtimas em ignorar certas coisas.
â Vem, vamos subir â Chamou MinJi, levantando-se em um pulo, seu rosto marcado pelo sorriso amigĂĄvel que normalmente trazia consigo â JĂĄ estĂĄ tarde â Informou, estendendo sua mĂŁo.
VocĂȘ nĂŁo aceitou aquele ato gentil, ignorando a mĂŁo a sua frente quando se levantou com a ajuda da firmeza do corrimĂŁo, seu toque ecoou pelo objeto metĂĄlico, e o som do lĂquido escorrendo pela garrafa de vidro foi audĂvel pela Ășltima vez segundos depois, quando a garota ignorada lhe tomou de suas mĂŁos e deu o Ășltimo gole que restava.
â Ă sĂł para ter um foco â Confessou, distraĂda pelos degraus abaixo de si, vocĂȘ sempre teve medo de tropeçar naquela escadaria.
VocĂȘ sempre teve medo de cair.
â EntĂŁo... â MinJi começou, sua voz abaixando uma oitava conforme se aproximavam dos quartos â Como foi, sabe, o papo entre vocĂȘ e o Taewoo?
â Foi tranquilo â Respondeu, sentindo pela primeira vez cem por cento de verdade em sua fala â A gente tĂĄ de boa.
Taewoo continuaria ocupando um espaço sobre seu peito, aquilo era verĂdico, o garoto havia sido seu primeiro amor, e acima disso tudo, um amigo qual pode contar. Talvez por isso nĂŁo estivesse tĂŁo entristecida pelo fato de terem se separado.
O resto da curta caminhada nĂŁo lhes causou mais nenhum diĂĄlogo, confortadas pelo sossego do momento enquanto se dirigiam em direção a seus aposentos. O seu quarto ficava quase ao final do corredor, sendo ultrapassado apenas por de sua amiga, que se encontrava na Ășltima porta.
â Ah! â Um grito imprevisĂvel foi solto por MinJi quando chegaram em seu destino.
O som rĂĄpido nĂŁo parecia ter feito grande efeito no local, apesar da mais baixa ter dado um pulo tĂŁo involuntĂĄrio quanto o ato. Fora o tilintar do vidro se chocando com o chĂŁo que pareceu ressoar por mais tempo, adentrando os ouvidos das duas de maneira incĂŽmoda.
â Sim? â VocĂȘ murmurou em reflexo, sua voz quase nĂŁo conseguindo sair de suas cordas vocais.
â Tem outro jeito de achar outra coisa para pensar â MinJi informou em um sussurro, citando a conversa que tiveram minutos atrĂĄs.
Fora impossĂvel impedir que seu corpo se inclinasse para frente apĂłs aquele comentĂĄrio, seus olhos tĂŁo fixos nos da morena agora intercalando entre ele e seus lĂĄbios avermelhados, a sombra da noite nĂŁo sendo o suficiente para impedir que pudesse decorar cada pequeno detalhe.
Talvez houvesse uma coisa a qual tivesse certeza que queria no momento.
Apesar da demora daquela ação, daquelas carĂcias, quando se separaram, vocĂȘ encarou a amiga como se nĂŁo tivesse tido tempo suficiente, quase como se aqueles minutos tivessem tido a velocidade de apenas alguns segundos, a duração curta demais para percorrer todo aquele novo jardim.
VocĂȘ havia acabado de beijar uma garota, havia acabado de beijar a garota qual estava lhe deixando tĂŁo confusa ultimamente, e diferente do que queria que acontecesse, havia gostado.
Estava amarrada pelas voltas que aquele caule dava em torno de si. Estava em um belĂssimo apuro, sem precedentes do que viria para o futuro.
Nabi apenas garantia que vocĂȘ jamais guardasse para si coisas que a machucassem, e considerando o brilho nos olhos os quais a morena tinha apĂłs se lembrar de seu grande amor, estava Ăłbvio que MinJi nĂŁo era uma delas.
Na verdade, talvez fosse vocĂȘ que machucasse MinJi.
â Eu nĂŁo tive coragem de amar ela â Suas cordas vocais pronunciaram pela primeira vez, talvez em sua vida toda, a verdade oculta em sua mente.
â E agora?
â Agora eu tenho â Informou, seus olhos deslizando lentamente para o celular a sua frente. Ela desbloqueou a tela do dispositivo, buscando sua lista telefĂŽnica, a qual rapidamente encontrou o nĂșmero de MinJi ainda guardado da mesma maneira, o coração flutuando a sua frente, como se nunca tivesse tido forças o suficiente para retira-lo, apesar de nĂŁo saber nem ao menos se ela ainda utilizava tal contato.
â EntĂŁo o que vai fazer? â Nabi questionou novamente, sua fala ansiosa, diante, do que considerou, a maior obra literĂĄria que jĂĄ viu em sua vida.
Nabi adorava dramas em um romance, enquanto vocĂȘ detestava o gĂȘnero, de qualquer forma.
â Eu nĂŁo sei â Confessou, uma surpresa para as duas garotas solitĂĄrias na grande cafeteria, vocĂȘ sempre sabia o que fazer.
Mas nunca soube o que fazer quando se tratava de MinJi.
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; Leo has insomnia so naturally he's there, Donnie is up late working on projects and ran out of coffee, Raph heard the twins in the kitchen and Mikey was trying to sleep but heard arguing so planned to go full doctor delicate touch on their asses ... But then they all ended up ordering pizza instead.
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