you make me begin.
flashback, fevereiro de 2020.
@gmsnuri
* ˚ ✦ aqueles cinco anos não passaram voando. pelo contrário, demoraram como uma eternidade, como se dongmin estivesse entrando em um ciclo vicioso de culpa por ter sido o pivô da ida precoce do irmão para o instituto gamsiin - aquele do qual dongmin secretamente temia -, e por consequência sua separação de nuri, o irmão favorito. “nunuya”, enviou no kakaotalk do irmão enquanto era acompanhado por dois homens grandes - para os lados e para cima -, até um carro preto que presumia ser sua carruagem para o inferno. de repente começou a imaginar se nuri havia sido escoltado pelos mesmos homens, e o quão humilhante para ele foi ser tão baixo perto dos brutamontes. riu, e sua risada pareceu afetar a insipidez de um dos homens, que olhou para dongmin de cara feia; foi correspondido com a mesma intensidade, no que o baek mais novo revirou os olhos, contorcendo os lábios. não levaria uma surra logo ali, na frente do pai. ao menos se apoiava nessa premissa. “tô indo...” terminou de escrever quando entraram no carro, e de repente se questionou se não havia nenhuma regra maluca de prisão como ficar sem celular ou usar roupas feias e listradas.
o caminho foi mais tranquilo do que imaginava, num silêncio quase ensurdecedor para quem estava habituado a falar pelos cotovelos e nunca deixar a casa dos baek em paz, mas era até reconfortante não precisar puxar assunto sobre o clima com aqueles caras. algumas burocracias e as tão temidas roupas estavam ao alcance de dongmin - e não eram tão medonhas quanto imaginou, mas ainda não estava no seu gosto pessoal. o dormitório estava vazio quando foi desovado lá, o que por um lado era bom, mas fez o garoto pensar demais sobre as pessoas que passaria todos as noites perto. será que eram legais? será que gostavam de conversar? quais seriam seus poderes? sentou na cama que agora era a sua, afofando-a com as mãos, dando alguns pulinhos, como um gato que amacia seu lugar de dormir. era suficiente, por enquanto. “não é que eu deseje que você venha me encontrar mas se você viesse seria bem interessante já que não conheço nada aqui...” digitou ao irmão quando pegou o celular mais uma vez, e deixando suas coisas no quarto depois de vestir o uniforme, seguiu para o corredor dos dormitórios, ainda confuso com o mapa da instituição. “e eu disse que meu hyung ia me ajudar. ^_^” enviou, junto à localização do gps de onde estava, para no fim guardar o celular no bolso e cruzar os braços, encostado contra a parede, curioso para explorar, mas ainda temendo o amargo na boca que surgia sempre que pensava no que poderia aparecer em sua frente.










