Quem resiste a um mergulho nesse calorão? Mas antes de colocar os pés na areia, cuidado! O histórico dos boletins de balneabilidade das praias das Zonas Oeste e Sul do Rio, emitidos em janeiro e fevereiro pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), acusa 27 pontos considerados impróprios para banho nas regiões, o que pode representar riscos à saúde. A exposição à bactérias, vírus, fungos e protozoários decorrentes da poluição nesses locais, pode gerar problemas como gastroenterite, hepatite A, verminoses, parasitoses, dermatites alérgicas e infecciosas e bicho geográfico, além, de conjuntivite, otite e doenças das vias respiratórias.
A exposição a bactérias, vírus, fungos e protozoários decorrentes da poluição nesses locais, pode gerar problemas como gastroenterite, hepatite A, verminoses, parasitoses, dermatites alérgicas e infecciosas e bicho geográfico, além, de conjuntivite, otite e doenças das vias respiratórias.
“Se o quadro for de gastroenterite, com aumento no número de evacuações, geralmente líquidas, enjoo, vômitos, dores abdominais, dor de cabeça e febre, a recomendação é tomar bastante líquido e evitar comidas fermentadas”, orienta o coordenador médico do Hospital Badim, Antonino Eduardo. O especialista acrescenta que, se os sintomas persistirem por mais de quatro dias, a recomendação é procurar uma emergência.
Outro alerta feito pelo médico diz respeito a crianças, idosos e pessoas com baixa resistência. “Essas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver doenças ou infecções após o banho em águas contaminadas. Assim, o cuidado com elas deve ser redobrado”, salienta o médico.
Doenças de pele
O calor e a superlotação das praias associados à circulação de animais pelas areias é o cenário perfeito para o surgimento de doenças de pele provenientes da poluição.
A dermatologista Fernanda Souza, do Hospital Badim, cita que a micose – infecção causada por fungo – é uma das doenças mais frequentes ocasionadas pelas praias impróprias. “O ambiente quente e úmido da praia facilita o surgimento da micose. A doença pode se manifestar na pele como coceira, vermelhidão e descamação”, explica a médica.
A especialista comenta que uma maneira de prevenir a micose é secar o corpo após mergulho no mar, principalmente a virilha e os pés. Outro problema que o banhista pode enfrentar que tem como causa a poluição é o bicho geográfico, conhecido como larva Migrans cutânea. A doença se manifesta em forma de infecção, podendo ter como sintomas coceira e vermelhidão, que formam linhas tortuosas na pele, principalmente nos pés. A contaminação por larva ocorre pelo contato direto com a areia contaminada por fezes de cachorro.
“Quando o banhista notar qualquer lesão na pele, é importante procurar logo o dermatologista para que possa ser medicado adequadamente. A automedicação nunca deve ser praticada, pois pode piorar o estado de saúde”, orienta a médica.
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