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Sinopse:
As asas de plumagens negras da bela mulher chamavam atenção enquanto caminhava pelas ruas de Crocus. Ninguém naquela cidade tinha visto um par de asas como aquele, apesar dos boatos de um homem alado atravessando o céu durante a noite, nunca tinha de fato visto a criatura que esbanjava plumagens. [NaJu | Inspirado no Mito de Icaro | Fairy Tail | +16]
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Capitulo 01:
[11 anos depois]
Natsu estava deitado no chão da seção proibida da enorme biblioteca real. Os livros se empilhavam ao seu redor à medida que o garoto de apenas onze anos os lia em série. Sua professora de etiqueta tinha adoecido e os professores de música e esgrima tinham lhe dado a manhã de folga, então o príncipe decidiu aproveitá-la lendo livros e mais livros. A secção proibida da biblioteca real de Fiore era o único lugar em toda a capital que possuía livros que o Dragneel nunca tinha lido, e por isto seu irmão mais velho tinha lhe confiado a chave da porta que separava Natsu dos conhecimentos secretos de Fiore.
Ele tinha lido livros sobre todos os tipos de seres místicos que viviam nas três cidades do povo mágico de Fiore. Também tinha lido sobre as duas soberanas e sobre a Titania. As soberanas eram as líderes das cidades do sul e do leste, eram semelhantes a duquesas para os humanos, enquanto Titania era o título dado às rainhas, que dominavam a cidade central. Cidade esta que se localizava na floresta próxima a capital de Fiore, o que explicava a proximidade do povo mágico com o reinado dos humanos.
A parte mais interessante que Natsu tinha lido nos livros, era que as fadas podem se oferecer para abençoar crianças humanas com alguma virtude, mas se elas pré sentissem algum mau presságio, poderiam dar às crianças defeitos ou desvirtudes para compensar a balança do universo e tentar impedir tal mau presságio. O mais interessante era que apenas as Titânias podiam abençoar membros da família real de Fiore, e estas eram as únicas a serem convidadas para batismos humanos.
Natsu achava a cultura do povo mágico tão interessante que seu sonho sempre fora conhecer as três cidades do povo mágico, e esperava ansioso pelo dia em que fosse convidado para algum evento na cidade central. Se lembrava bem da promessa que Zeref tinha lhe feito quando tinha apenas cinco anos de que se um dia se casasse com Mavis, uma das conselheiras da Titânia, o casamento seria na cidade do povo mágico para que Natsu tivesse uma boa desculpa para visitar o lugar. Apesar de ser uma promessa de um garoto de dez anos, a inocência do pequeno Natsu falava mais alto que sua razão e até os dias de hoje ele sonhava com o dia em que seu irmão se casasse com Mavis.
O príncipe se levantou em um movimento brusco, carregando em mãos o livro que lia a segundos atrás, era um livro gasto sobre ervas mágicas e sobre druidismo, apesar de se interessar pelo povo mágico, pouquíssimos livros sobre magia druida lhe chamavam atenção, e alguns deles pareciam tão simples que Natsu se questionava se aquilo era realmente difícil, mas nunca teve curiosidade para tentar por si só.
Quando jogou o livro gasto sobre uma das pilhas ao seu redor escutou a batida leve na porta, que logo em seguida foi aberta pela jovem mulher de cabelos e olhos azul-celeste. Trajando roupas que se destacavam até mesmo dentre os nobres de Fiore, a mulher se curvou e deixou suas madeixas azuladas caírem por seus ombros, estes que quase alcançaram o chão.
— A Sra. Selene lhe espera para a aula de tecelagem, e o Sr. Igneel pediu para avisar que você não terá aulas de arquearia mais tarde.
— Obrigado Hakune, só preciso guardar esses livros e poderei ir para a sala de Selene — o príncipe respondeu cordialmente, se preparando para apanhar os livros e colocar de volta nas estantes.
— Não se preocupe, Vossa Alteza pode ir de encontro a Sra. Selene — Hakune respondeu no mesmo tom sério que tinha usado ao entrar na sala. A mulher então fez um movimento circular com a mão esquerda e todos os livros que estavam no chão levitaram no ar e foram para os seus lugares de origem.
Os olhos escuros do príncipe se arregalaram em empolgação. Não importava quantas vezes Hakune usasse magias na presença de Natsu, ele nunca se acostumava com aquilo, mas o que mais lhe chama atenção em sua servente não era o fato dela poder usar magia, e sim o fato de ela fazer parte do povo mágico. Seus olhos brilhavam em um tom de azul vivo enquanto por sua pele surgiam desenhos de flocos de neve todas às vezes que ela usava alguma magia, o que revelava que ela era uma fada invernal.
Ela serviu a Sra. Selene por anos antes que ambas fossem convidadas para o palácio, Selene para assumir o cargo de professora do príncipe Zeref; Hakune seguiu sendo a serva da tecelã, mas quando foi liberada do seu cargo por ela, decidiu servir a família real, sendo confiada com o cargo de servir e proteger Natsu quando ele tinha pouco mais de cinco anos.
Hakune nunca tinha contado seu passado para Natsu, mas depois de ler tantos livros sobre fadas, ele tinha certeza que ela tinha perdido as asas e Selene a acolhido como uma filha. Sendo uma fada invernal, Hakune vinha da distante e gelada cidade do sul, conhecida nos livros por ser uma cidade móvel, composta na sua maioria por nômades, o povo mágico movia a sua localização pelo menos uma vez ao ano, para que assim nenhum humano possa encontrá-los. O príncipe imaginava que em uma das mudanças Hakune se distanciou de seu povo e foi emboscada por humanos, que roubaram suas asas para criar magias poderosas.
A fada invernal provavelmente só teve tempo de assumir sua forma humana antes de perder as asas por completo, e assim perder o dom da mudança de forma. Natsu deseja poder ter visto Hakune em sua forma de fada, com um corpo minúsculo e asas de inseto. O Dragneel imaginava que as asas dela eram semelhantes às de abelhas, já que ela adorava ficar no jardim e observar as abelhas enquanto elas voavam apaixonadas entre as flores.
— Vossa Alteza vai se atrasar se ficar mais tempo aqui, você precisa ir até a Sra. Selene agora mesmo! — Hakune comentou com calma, dando espaço na porta para o garoto passar, que acenou a cabeça positivamente e correu para fora da biblioteca.
A distância entre o quarto de Selene e a biblioteca não era grande, mas Natsu sabia que caso se atrase um único minuto a sua professora lhe daria sermões e mais sermões, então apressou o passo. Quando chegou diante do quarto da tecelã, abriu as portas de carvalho sem nem mesmo se anunciar antes. Assim que adentrou viu Selene sentada em um banco tecendo uma enorme tapeçaria.
As mãos magras bordavam o tecido longo com cuidado, seus cabelos grisalhos, que anunciavam a idade da mulher, estavam presos em um coque, alguns dos fios escapavam do penteado, deixando claro que provavelmente tinha sido feito a algumas boas horas. Na enorme tapeçaria o desenho de um rapaz com asas de pássaro já tomava forma, o principe já tinha perguntado diversas vezes o que aquela tapeçaria significava, mas Selene sempre lhe respondia que era apenas um devaneio de uma mulher senil.
— Está atrasado, Natsu — a mulher comentou simples, sem nem mesmo olhar para o príncipe, que tinha um sorriso amarelo no rosto.
— Me desculpe, Sra. Selene, eu estava lendo na seção proibida e perdi a noção do tempo — Natsu explicou.
— Eu tinha uma aula especial para você hoje — comentou em um tom sereno. Parou de tecer a sua tapeçaria e colocou a agulha velha sob a mesa de canto que ficava ao lado de sua cadeira. — Mas como você não se dedica o suficiente para comparecer a tempo para as minhas aulas, talvez você não esteja a altura.
Selene então se pôs de pé e caminhou até um espelho circular com adornos de prata. A mulher levou as mãos ao cabelo reorganizando seu penteado. Tocou o rosto nos lugares onde pequenas rugas de expressão começaram a surgir. Ninguém sabia o segredo de Selene para permanecer tão jovial mesmo com a idade avançada, alguns diziam que era por causa de Hakune e suas magias, enquanto outros acreditavam apenas que ela era uma mulher de sorte e o tempo não tinha lhe feito mal algum.
— Natsu, tem um manto discreto esperando você no meu armário, vista-o — ordenou a grisalha em tom sério. — Vamos visitar um velho amigo meu.
Natsu nem mesmo questionou as palavras da professora, que ele só então percebeu que trajava roupas discretas demais para ela. Selene era conhecida em toda cidade por usar roupas extravagantes com tamanha elegância e graça que parecia ser mais nobre do que qualquer duquesa.
Quando abriu a porta do armário viu diversas roupas penduradas em cabides e, se é que isto era possível, ainda mais roupas dobradas dentro de gavetas. Dentre as roupas de Selene um manto negro se destacava por ser menor do que todos os vestido, Natsu então concluiu que aquele era o manto que ela tinha lhe pedido para usar.
O príncipe então colocou o manto sobre os ombros e cobriu a cabeça com o capuz, escondendo os fios rosados marcantes. Quando Selene terminou de retocar seu cabelo no espelho, lançou um olhar para Dragneel, deu dois passos longos até chegar diante do príncipe.
— Esconda suas roupas, para onde vamos crianças nobres são alvos fáceis para bandidos — explicou enquanto fechava o manto do garoto, que se manteve em silêncio. — Esconda seu rosto dentro do palácio, seus guardas não sabem de nossa pequena viagem, mas não se preocupe, Hakune disse que ficará o tempo todo lhe guardando.
O garoto ainda não entendia porque seus guardas não sabiam da saída, mas a sua serva sim, mas naquele momento sua curiosidade falava mais alto do que qualquer outra dúvida em sua mente, tinha saído pouquíssimas vezes do palácio e todas as vezes tinha sido para visitar a família do duque Heartfilia. Queria poder ver a cidade do lado de fora do palácio, e essa curiosidade para conhecer sua própria cidade se estendia a querer conhecer as partes mais perigosas da capital de Fiore.
Os dois saíram do quarto de Selene de mãos dadas, o príncipe de capuz e cabeça baixa para não ser reconhecido enquanto a mulher mais velha não cobria o rosto, em uma tentativa de não chamar atenção dos guardas. Selene parava uma vez ou outra para conversar com as empregadas do palácio e quando elas perguntavam sobre a criança encapuzada ela sempre respondia que aquele era o filho de uma amiga que a tinha visitado naquela manhã.
Quando finalmente saíram do palácio, Selene guiou o príncipe até uma carruagem, que os esperava no pátio da enorme construção. Assim que entraram, o príncipe desceu o capuz e se pendurou na janela, olhando o lado de fora com empolgação. A parte nobre da cidade era linda, e ele já sabia daquilo, na biblioteca do palácio tinha um setor destinado apenas para a arquitetura do que chamavam de anel superior, também conhecido como a parte mais rica da cidade.
No momento em que a carruagem deixou o anel superior, a curiosidade de Natsu duplicou, tudo lhe deixava empolgado e o sobre tudo ele fazia comentários e mais comentários. Selene riu da curiosidade inocente do príncipe, seu conhecimento parecia não combinar com sua personalidade infantil. Não seria surpreendente para Selene se Natsu possuísse muito mais conhecimentos do que ela, mas ainda assim ele não tinha perdido o brilho infantil em seus olhos. Às vezes a tecelã gostaria de manter aquele olhar no príncipe, mas se lembrava da reunião que teve com a Titânia antes de se tornar professora de Natsu.
Selene e Erza eram amigas de longa data, desde que a tecelã tinha descoberto sua vocação quando ainda era moça. A garota foi convidada pela própria Titânia para tecer uma de suas tapeçarias majestosas para o palácio na cidade do povo mágico. Selene ainda se lembrava como se tivesse sido no dia anterior, mas já se faziam mais de quarenta anos.
Ao passo que a carruagem se afastava do anel superior e se aproximava da parte mais pobre e perigosa da cidade, o cocheiro aconselhou Selene e Natsu a cobrirem seus rostos e guardarem suas joias no baú da carruagem. A mulher mais velha apenas confirmou com a cabeça e retirou suas joias, então se sentou no assento à sua frente e puxou o acento em que estava para cima, revelando um fundo falso ali, colocou as jóias caras, que tinha ganhado da coroa graças aos seus esforços para lecionar o príncipe, dentro do espaço e voltou a fechá-lo.
— Já estamos perto do nosso destino, pode nos deixar aqui. — O tom calmo de Selene soou como uma ordem, que foi prontamente atendida pelo cocheiro que parou a carruagem para que a professora e seu aluno saíssem. — Obrigada pela viagem, lhe vejo mais tarde.
— Para onde vamos, Sra. Selene? — o príncipe finalmente perguntou aquilo que permeava sua mente desde que Selene lhe disse que o lugar era perigoso, enquanto olhava tudo ao seu redor com seus pequenos olhos curiosos.
— Vamos visitar um velho amigo meu que mora fora da cidade — respondeu a mulher mais velha e estendeu a mão para o garoto, que a segurou com cuidado.
Caminhando pelas ruas estreitas, Selene explicava para Natsu que antes de se tornar sua professora, e passar a morar no castelo, ela vivia ali com Hakune e suas filhas, que agora viajavam pelo mundo estudando druidismo. Natsu se surpreendeu quando Selene começou a contar sobre seu passado, mas sua curiosidade era tanta que ele não ousou comentar nada e apenas ouvir a mulher mais velha falar sobre seu passado modesto.
Ao chegarem aos enormes portões da capital de Fiore, Natsu pode ver pela primeira vez em sua vida o lado de fora da cidade. Uma enorme ponte passava por cima das águas do rio Magnolia, rio esse que circulava toda a cidade, Natsu nem mesmo esperou por Selene e correu pela ponte, alcançando o outro lado em um piscar de olhos, quando o príncipe olhou para a sua cidade pelo lado de fora pela primeira vez seus olhos se arregalaram em total surpresa. Os desenhos e as palavras dos livros não chegavam aos pés de descrever toda a beleza que sua cidade tinha, pela primeira vez sentiu a vontade de buscar pelo mundo todos os lugares sobre os quais ele leu, queria visitar todos eles e ver como eles eram ainda mais bonitos do que seus livros lhe contavam. Queria ver com seus próprios olhos todas as reais belezas que até agora tinha se limitado a ver com os olhos da mente.
Selene sorriu ao ver a expressão de puro êxtase de seu aluno. Era quase como se estivesse hipnotizado pela arquitetura do lugar. Quando finalmente alcançou o príncipe, a mulher repousou sua mão sobre a cabeça dele e sorriu gentilmente, os olhos dele reluziam com uma luz que Selene conhecia bem, aquele era o desejo por mais que costumava queimar em seus olhos quando mais nova, aquela luz que significava que Natsu queria conhecer ainda mais.
— Vamos acabar nos atrasando se você continuar admirando a cidade.
O garoto olhou uma última vez para a cidade antes de estender a mão para a Selene novamente e continuar sua caminhada ao lado da professora. Os dois adentraram na floresta e novamente Selene percebeu o olhar curioso de seu aluno sob todas as plantas, hora ou outra o jovem príncipe apontava para uma flor ou uma folha e citava o nome e logo depois dizia que tinha alguma propriedade curativa ou se misturada com os ingredientes certos poderia se tornar um veneno potente. Selene assentia positivamente a cada comentário do garoto, às vezes segurando a risada quando ele confundia uma planta com outra, o corrigindo com delicadeza.
— Natsu, você sabe por que me chamam de ‘A Tecelã de Alakitasia’? — Selene perguntou, parando seus passos bruscamente em meio a floresta.
A princípio o príncipe não entendeu bem a pergunta, já tinha lido sobre Alakitasia em algum dos livros da secção proibida, e se bem lembrava, era um continente distante, conhecido por possuir diversos druidas em seu exército.
— Imagino que Alakitasia seja a sua terra de origem — respondeu incerto, a pergunta lhe parecia um truque.
— Você não está errado… — falou em um tom calmo e voltou a andar pela floresta — mas não está totalmente certo. De fato eu nasci em Alakitasia, no império do leste, Alvarez, mas quando me chamam de ‘A Tecelã de Alakitasia’ também se referem a outra coisa.
A mulher mais velha então deixou que suas palavras morressem em seus lábios, tentando atiçar a curiosidade do príncipe. Natsu não entendia o que ela queria dizer com aquilo e esperava que ela continuasse a explicação, mas Selene não continuou, preferiu que a curiosidade de Natsu o fizesse questionar qual seria a outra coisa, e assim como ela esperava, após um minuto de silêncio, Natsu perguntou.
— Sra. Selene, o que seria essa ‘outra coisa’? — Selene então parou de caminhar novamente, Natsu estancou seus movimentos para ouvir o que quer que ela tivesse para falar;
— Acho que Igneel saberia lhe explicar melhor essa ‘outra coisa’ — respondeu em um tom sereno e deu as costas para o garoto.
Selene ficou de frente para uma cortina de vinhas, apesar da aparência natural de como elas caiam pelas copas das árvores, Natsu teve a impressão de que aquilo tinha sido feito por um humano, e quando sua professora separou as vinhas e revelou uma pequena casa cercada por árvores e terras aradas ele teve certeza que aquele pequeno lugar, que parecia muito mais confortável do que de fato era, tinha sido criado por humanos e a cortina de vinhas tinha sido posta ali para esconder aquele refúgio de outros humanos.
A mente do garoto se deixou levar pela simplicidade e beleza particular do lugar, o que fez o príncipe se esquecer de perguntar quem era Igneel e o que era a ‘outra coisa’. Selene deixou que o príncipe curioso passasse na sua frente, para que pudesse observar cada detalhe da parte exterior do casebre com a minúcia que só ele e seus olhos curiosos poderiam ter.
Antes mesmo que o príncipe chegasse até as terras aradas a frente da casa a porta se abriu e por ela saiu um homem alto e corpulento. Tinha cabelos ruivos e olhos verdes profundos, as bolsas negras abaixo de seus olhos revelavam que ele estava a alguns dias sem dormir. Selene sorriu ao ver o amigo de longa data enquanto o príncipe deu um ou dois passos para trás, hesitante quanto ao homem desconhecido.
— Você precisa descansar às vezes, Igneel — Selene falou em tom preocupado. A mulher então caminhou até o homem e tocou o rosto cansado amigo. — Você parece tão cansado, quase como se estivesse a meses sem dormir propriamente.
— Essa criança é o seu herdeiro? — Igneel ignorou a preocupação de sua amiga e fez a pergunta que lhe parecia mais importante.
— Igneel, você sabe que eu não pretendo acolher nenhum herdeiro — Selene respondeu a pergunta em tom calmo. Enquanto isso, o garoto explorava o lugar, já tranquilo que a sua professora conhecia o homem.
O pequeno príncipe tinha descoberto que nas terras aradas a maioria das plantas ali eram importantes para poções druídicas e rituais sagrados, nas poucas áreas onde não tinha ervas especiais, belas flores de terras distantes se erguiam do solo, deixando o lugar ainda mais místico se possível.
— As suas encomendas estão sob a mesa, fique a vontade, e não deixe que a criança machuque minhas plantas — Igneel avisou em um tom seco, Selene sabia que aquilo era apenas o seu cansaço falando, mas ainda assim revirou os olhos.
— Natsu, vamos entrar, quero lhe mostrar algumas coisas que o Sr. Igneel possui. — Selene chamou, já adentrando na casa, sendo seguida pelo homem mais velho, que bufou irritado com o convite de Selene, e logo depois por um Natsu curioso que adentrava a casa com seus olhos percorrendo cada centímetro da pequena área de convivência.
O casebre de Igneel parecia ainda menor por dentro, mas era agradável, o homem tinha uma pequena mesa de madeira bruta e uma cama que podia ser descrita apenas como confortável, mas o que de fato chamava atenção no casebre era a bela tapeçaria que cobria por completo uma das paredes.
A tapeçaria, como muitas outras, contava uma história. O primeiro desenho tinha uma dama segurando um círculo, que Natsu deduziu que fosse a lua pelo símbolo no formato de uma estrela no centro. No desenho seguinte o círculo havia caído das mãos da bela dama, no terceiro e último desenho, os braços da dama estavam erguidos e o véu de sua vestimenta se misturava ao céu noturno, onde o círculo agora brilhava.
Pelo canto dos olhos, Igneel percebeu o olhar admirado de Natsu pela tapeçaria, ele suspirou cansado e pronunciou com calma.
— É a criação da lua para o povo de Guiltina. — Os olhos de Natsu saíram do tecido e pousaram sobre o homem. — Segundo os mitos, Grandeeney criou a lua para ser uma joia de sua coroa, mas a deixou cair no céu noturno, e quando viu a beleza do céu com sua joia o iluminando, decidiu deixá-la no céu.
— Em Alakitasia conhecemos essa lenda um pouco diferente. — Selene deixou sua voz calma inundar o ambiente — Na minha terra natal acreditamos que Grandeeney teve pena dos humanos por não terem um belo céu noturno como tinham um belo céu diurno, então de seu desejo por beleza para o céu noturno, ela cobriu o céu com seu véu de diamantes e seu colar de prata, assim todos podiam observar diamantes e prata no céu da noite.
— Em Fiore as lendas dizem que a lua é a filha mais nova de Grandeeney, ela era a mais bela filha da grande rainha dos deuses, mas um dia decidiu voar para longe de sua mãe para ganhar independência, ela voou para tão longe e por tanto tempo que um dia ela simplesmente esqueceu por que estava fugindo e até mesmo quem era, então decidiu que o céu seria sua morada, desde então tem iluminado as nossas noites enquanto tenta se lembrar de quem era — Natsu explicou, Zeref tinha lhe contado aquela história para dormir tantas vezes que e ele tinha a decorado de cabo a rabo cada detalhe. No fundo ele sentia pena da lua por ter se esquecido de quem era.
— É uma história triste, não acha? — Igneel questionou, cruzando os braços.
— Em Fiore acreditava-se que os deuses não esbanjavam riquezas materiais, então uma história glamourosa com um véu de diamantes ou uma joia de uma coroa não faria sentido nas nossas terras.
— Essa forma de pensar é bem madura para uma criança, não acha? — o homem voltou a questionar.
— É apenas o que eu aprendi nos livros — Natsu replicou simples, dando de ombros.
— Se interessa por tapeçarias e artesanatos também ou só por livros? — o questionário de Igneel continuou, o olhar antes cansado do homem agora era de intriga, a criança parecia ser mais do que apenas um conhecido de Selene.
— Claro que me interesso por tapeçarias, afinal de contas pedi a meu irmão para ter uma professora especial apenas para costura e tecelagem.
— Eu tenho mais algumas tapeçarias sobre os deuses e os mitos de Guiltina, fique a vontade para vê-las, estão todas guardadas nos caixotes abaixo da minha cama — O príncipe confirmou com a cabeça e caminhou até a cama, se ajoelhou diante do móvel e puxou um caixote debaixo dali, logo tirando de dentro uma tapeçaria feita em um tecido grosso.
A tapeçaria não estava completa, e parecia ter sido cortada pela metade. Igneel tinha tecido apenas uma mulher, com longas asas de pássaro, aquilo surpreendeu um tanto o pequeno príncipe, imaginou que aquilo tinha alguma coisa haver com as crenças de Guiltina, mas não se lembrava de nenhuma espécie do povo mágico que tivesse asas de pássaro e se bem lembrava dos livros que tinha lido sobre o reino distante, os deuses não possuíam características animalescas.
Natsu queria perguntar por que aquela mulher tinha aquelas asas, mas quando olhou para os adultos os viu conversando em seu próprio mundo, então decidiu que guardaria aquela pergunta para quando os dois terminarem de conversar. Natsu ouviu por cima a conversa dos adultos, sabia que não devia, mas quando ouviu que falavam sobre magia não conseguiu conter sua curiosidade, nunca tinha visto Selene falar sobre tal sem envolver Hakune, e agora ela falava com tanta propriedade que o príncipe teve certeza de que falava da própria magia, mesmo que ele nunca tivesse visto ela fazer qualquer feitiço em toda a sua vida.
— As previsões têm ficado cada vez mais vagas — Selene sussurrou em tom preocupado — Acho que até o solstício de verão não poderei mais usar magia.
— Já tentou usar ervas das fadas? — Igneel perguntou, servindo uma xícara de chá para a amiga.
— Titânia e a Sra. Zera me fizeram alguns medicamentos à base de erva das fadas, mas ainda não consegui enxergar como costumava.
— Você tem que escolher um discípulo antes que você perca sua magia por completo. Esse garoto talvez seja uma boa ideia, ele parece inteligente e gosta de tecelagem, fora o fato de você já ser a professora dele.
— “A única coisa que todos os tecelões de Alakitasia têm em comum é que o futuro deles jamais foi visto por outra pessoa." Pelo menos foi isso que Titania me contou quando eu disse que gostaria de acolhê-lo como meu discípulo, até mesmo seus pais esperam que eu o escolha, mas eu não posso, e para melhorar ainda mais minha situação, Hakune desistiu e preferiu aceitar o posto de conselheira do irmão dele — Selene comentou em um tom mais baixo, fazendo a tarefa de Natsu ouvir a conversa ainda mais difícil. A artesã levou as mãos às têmporas franzidas, como se apenas pensar naquilo já lhe causava dores de cabeça.
— Espera, ele foi visto por um dos nossos? — Igneel perguntou surpreso, em um tom quase tão baixo quanto o de sua amiga. Para ele a criança era no máximo o filho de um nobre qualquer de Fiore, mas como tinha aparecido nas visões de algum Tecelão de Alakitasia, provavelmente tinham mais sobre Natsu do que ele imaginava.
— Ele não foi visto ou tecido por nenhum Tecelão de Alakitasia, Titania me contou que quatro sacerdotes do povo mágico tiveram visões no solstício de verão — comentou em um tom ainda mais baixo, fazendo o pequeno príncipe não mais pode escutar as palavras de sua professora. — Todos disseram a mesma coisa: "Nascido puro de males, o destino garantirá sabedoria para a criança do verão. Escondidos entre as nuvens e o concreto, os mistérios do céu e a coroa sacra lhe aguardam”.
Selene se lembrava com perfeição do dia que tinha visitado a cidade do povo mágico para avisar a Titânia que tinha encontrado alguém para tomar como discípulo. A imperatriz das fadas tinha lhe mostrado os registros sagrados para provar que os sacerdotes tinham tido aquela mesma visão naquele dia, ela ainda lhe contou que Natsu tinha nascido no meio do verão e recebido como nome a palavra que significava verão na língua dos povos antigos de Fiore.
— “Os mistérios do céu e a coroa dos sacros lhe aguardam”? — Igneel questionou curioso, em um tom tão baixo quanto Selene tinha usado antes.
— Titania imagina que isto signifique que ele vai desvendar os segredos dos deuses e que a coroa dos sacros se refere a coroa de Fiore. A coroa do povo santo de EarthLand.
— Uou, ele vai roubar a coroa dos Dragneel? — Igneel perguntou quase de imediato.
— Natsu Dragneel, tenho certeza que seus professores lhe ensinaram que tentar ouvir a conversa dos adultos é errado — repreendeu a professora, fazendo questão de dizer o sobrenome do garoto em alto e bom tom — O que o seu irmão mais velho vai dizer quando eu contar a ele que você não esta seguindo os ensinamentos de seus professores?
E foi então que Igneel entendeu tudo, Natsu era, pelo menos, o segundo filho dos reis de Fiore, o que significava que ele não roubaria a coroa dos Dragneel, ele roubaria a coroa do próprio irmão. Igneel se deixou levar pelos pensamentos e se perdeu, deixando de escutar as palavras de repreensão de sua amiga e se concentrando na possibilidade de uma guerra civil estourar nos próximos anos.
— Igneel, você poderia explicar para o Natsu o que são os Tecelões de Alakitasia? E por que você, mesmo sendo de Fiore é um? — Selene pediu em um tom calmo, finalmente trazendo Igneel de volta a conversa.
— Os Tecelões de Alakitasia? São um grupo de humanos que ganharam o dom da divinação. As lendas contam que o primeiro tecelão foi o primeiro imperador de Alakitasia, e então ele compartilhou o seu dom com suas costureiras a partir desse momento todas as imagens e tapeçarias que elas teceram se tornaram realidade — Igneel explicou, um tanto confuso com a razão da pergunta, já que não tinha escutado a discussão da amiga e do pequeno príncipe. — O povo de Alakitasia acredita que os Tecelões podem mudar o futuro, enquanto os povos de Fiore e de Gultina acreditam que nós podemos apenas prever o futuro, e como Titania contou aos humanos que nós podemos apenas prever e não escrever o futuro, muitos acreditam nisso.
— Então vocês dois são Tecelões de Alakitasia? — Natsu perguntou curioso.
— Sim, e a Tecelã que me ensinou foi a mesma que ensinou a Selene, e porque ela me ensinou quando estava quase perdendo seus dons, nem tudo o que eu costuro é uma previsão, enquanto a maioria das coisas que Selene tece são.
— Como funciona essa coisa de tecer e ver o futuro? — Sua curiosidade era clara, mas quando percebeu que estava interessado demais, cruzou os braços e fez um bico. — Digo… não que eu me interesse, mas… eu… gosto de saber das coisas — a cada palavra que falava a sua voz ficava mais baixo até que se calou, Selene segurou a risada e respondeu a pergunta de Natsu com gentileza.
— É diferente para cada pessoa. Irene Belserion, a nossa professora, via o futuro quando tocava nos tecidos e linhas quando tinha a intenção de costurar, e se ela não o fizesse acabava esquecendo. Eu fico em um estado de semiconsciência, eu consigo escutar, enxergar e falar, mas não controlo minhas mãos. Já meu amigo Igneel perde totalmente o controle do corpo, tecendo o que o futuro tem para nos mostrar, as vezes ele chega a tecer por horas a fio sem comer ou dormir.
— É por isso que ele tem olheiras tão profundas? — Questionou inocente, e viu o homem mais velho confirmar com a cabeça. — Sra. Selene, o que viemos fazer aqui de verdade? Acredito que não viemos apenas para que você pudesse ver o Sr. Igneel.
— Você está correto, Natsu. Não é uma visita amigável, eu vim pegar alguns materiais que não posso encontrar na cidade e um presente para você..
Selene então levou seu olhar até a pequena mesa de madeira, onde uma pequena caixa com entalhes estava disposta. A mulher estendeu a mão até Igneel, que lhe entregou a pequena caixa, quando a mulher a abriu, pode ver um conjunto de linhas coloridas e no centro dos novelos, um se destacava pelo brilho metálico. Era um novelo de fios de ouro.
O príncipe andou até a sua professora e pegou a pequena caixa em mãos, já tinha lido sobre a lã dourada, sabia que tinha propriedades mágicas, mas que só podia ser usada por magos excepcionais. E Natsu estava longe de ser um mago excepcional.
— Selene, você sabe que não sou bom com mágicas e druidismo, por que me presentear com lã dourada? — o príncipe perguntou, fechando a pequena caixa e a colocando sobre a mesa.
— Natsu, é errado reclamar dos presentes que ganhamos, mas explicando a razão, quando Irene Belserion se despediu de mim para ir encontrar novos discípulos em Fiore, ela me presenteou com lã dourada e agulhas de uma mistura de prata e ametista, segundo as lendas de Alakitasia, a lã dourada junto com uma agulha especial feita de prata e uma pedra preciosa pode fazer até uma pessoa que não é um Tecelão ver o futuro. Infelizmente não consegui encontrar as agulhas especiais, mas creio que a lã será uma ótima lembrança, seu primeiro artefato mágico.
— Lembrança? Você vai partir? — perguntou em um tom triste. Apesar de rígida, Selene ainda era uma das melhores professoras que ele já teve, era a única a lhe ensinar coisas diferentes dos livros e a única a lhe contar histórias sobre as fadas e suas experiências com elas.
— Eu preciso voltar a Alakitasia, reconectar com as minhas raízes e recuperar meu dom como Tecelã no palácio real. As lendas de Alakitasia dizem que quando um Tecelão perde seu dom antes de morrer, sua alma fica amarrada a terra e é impedida de renascer, eu não sei se isto é verdade, mas eu não pretendo ignorar meus poderes enfraquecidos.
— Vamos nos rever algum dia? — Apesar do príncipe ter tentado esconder, Selene ainda percebeu o pesar na voz da criança. Ela sorriu amarelo, levando uma das mãos até os fios rosados do seu aluno, e então ele percebeu que eles não se veriam mais.
— O destino é um mistério até mesmo para mim — Selene respondeu, parte dela queria ver os feitos que Natsu faria em sua vida, mas uma parte ainda maior tinha medo de perder o seu dom. Durante anos tudo o que Selene tinha a oferecer para o mundo era seu dom, perdê-lo era como perder muito mais do que apenas uma parte de si, era como se perder por completo. — Temos que voltar ao palácio, Natsu. Esta perto da hora de sua refeição com Zeref, caso você se atrase ele vai ficar triste.
O príncipe apenas acenou positivamente com a cabeça, agarrando a caixa que havia acabado de ganhar entre os braços. Selene estendeu uma das mãos para o príncipe, que a segurou olhando para o chão. Naquele momento Natsu se parecia muito mais com uma criança de onze anos do que na maior parte do tempo, e isso de certa forma surpreendeu a sua professora. Apesar de saber que não era um adulto, Natsu não costumava agir como uma criança, gostava de agir como um pequeno adulto e por ser mais inteligente do que muitos adultos o ar maduro lhe caia bem, porém, o ar infantil se encaixava nele com perfeição. Afinal de contas ele era um criança.
Enquanto caminhavam em direção a cidade murada, Selene se perguntava se ela fazia parte da razão para ele agir tão maduro na maior parte do tempo, afinal de contas ela era rígida com ele, talvez até mais do que seus outros professores. Ela se culpou por ter sido uma das responsáveis por roubar dele a infantilidade que as crianças têm na idade dele.
Quando chegaram diante da entrada da cidade, Selene parou de caminhar, seu aluno logo parou também, confuso com a súbita estagnada da mulher mais velha. Ela então se abaixou, ficando na mesma altura que o garoto, agarrou as mãos do príncipe e sorriu gentilmente, exatamente como fazia com as filhas quando queria dar mais uma má notícia quando elas tinham a idade dele.
— Natsu, eu irei partir no nascer do sol — comentou em um tom que Natsu nunca a tinha visto usar, um tom triste — Se não fosse por você, eu provavelmente já teria deixado o palácio e Fiore a anos atrás quando meus dons enfraqueceram pela primeira vez. Eu queria saber quais os feitos que você e a sua pequena cabeça engenhosa seriam capazes de fazer, eu não consigo mais acompanhar você de perto. Mas, assim que eu recuperar meu dom, eu lhe garanto que vou dedicar todas as minhas visões a ver o seu futuro brilhante.
O príncipe não respondeu a sua professora, apenas a abraçou, tentando segurar as lágrimas que inundavam seus olhos. Selene se surpreendeu com o abraço do garoto, nunca tinha visto ele abraçar ninguém além do irmão mais velho. Ela queria dizer que ele estava destinado a coisas incríveis, mas conhecia a lei do caos que regia o mundo, nada de bom aguarda as pessoas que conhecem o próprio futuro.
Quando se separaram do abraço Selene usou a manga de sua capa para limpar as lágrimas que escorriam pelo rosto de seu aluno e sorriu para ele, um sorriso salgado já que ela própria tinha deixado lágrimas escorrerem por seu rosto.
Os dois voltaram em silêncio para a carruagem, que esperava no mesmo lugar onde eles tinham descido, Selene colocou suas jóias novamente e a carruagem partiu em direção ao anel superior. Os olhos curiosos de Natsu não mais ficavam presos na cidade, já que agora ele tinha se reservado dentro de si mesmo para pensar e digerir a informação de que na manhã seguinte não veria mais sua querida professora.
THEY CANNOT BE MORE OFFICIAL THAN THAT FOR FUCK'S SAKE ! THEIR COMPLICITY I MEAN SHE IS TEASING HIM THEY ARE SO CUTE IT'S INCREDIBLE !
When i'm having an argument with myself that Juvia knows that Gray loves her, and that she just wait for him to say it out loud,I know I'm right.
"Is your body okay because remember it's mine so I don't want it to be scratch or hurt especially by me."
Juvia trying to have a kiss from him, YOU GO GIRL !
AND LOOK WHAT THEY CAN CREATE WITH THEIR POWER AND LOVE ! JUVIA LOOKS SO PLEASED ! AND THE HAMMER LOOKS GREAT LIKE REALLY GREAT ! Like he took time to make it look good because it has to be for Juvia !
I guess it's the end of Gruvia moments for some chapter but thank god for those two chapters of love and joy !
(Now do not kill Jellal because he has to be loved and love Erza in peace please)
Nasha & Greige
I find it inexplicably hilarious that the first time Hiro Mashima's designs for Nalu and Gruvia children appear in official material is in EDOLAS of all places
These ^ are Nasha and Greige
These ^ are the designs from 2017
(Nasha's name is realllly close to the fan nickname for Nalu's daughter, Nashi)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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Star Dress Combination: Leo x Virgo !
"I'm Here"
I think I stopped breathing in this chapter. Natsu was so out of control and it was taking over him, and no one else realized while they were fighting alongside him except Lucy.
When the watergod dragon had fallen, they were all shocked and frozen as Natsu kept going - trying to burn it all to ash.
Everyone except Lucy. Because she had known from the start, and she ran toward him - towards danger- instead.
Even though it physically hurt her, burned her. She needed to get to him and calm him because he was hurting too - burned quite literally to the bone - because she'll always be by his side.
No matter what, she'll be there because they are alway better together.
Gruvia






