Já tá claro que o padrão imposto está, pouco a pouco, sendo quebrado. E ao que parece, estamos evoluindo no sentido de liberdade. Mas, sendo o mundo que é, tudo tem um porém. Quando não se é bem recebido, a hipocrisia toma a frente, ofendendo e mostrando que é de imensa coragem se libertar e mais ainda, encarar de frente o mundo atual.
Alguma vez já se sentiu diferente, de uma hora pra outra viu que não é uma boa ideia? Isso acontece porque o medo de ser aceito como é está tão presente quando a vontade de se libertar com a sua diferença.
A regra é clara, está no padrão é se sentir mais que bonita, é está perto da perfeição. Em todos os sentidos. É um rótulo almejado por todos, a sociedade impõe sermos assim, nos encaixarmos. Quem nunca recebeu um comentário por esta diferente do comum? É normal a diferença ser encarada dessa forma, com olhares, comentários - muitas vezes preconceituosos-, mas ela muda de figura quando o mundo se rebela contra o padrão.
Hoje a maioria se diz apoiar a diferença, a liberdade de corpos, de cabelo… Tá tudo bem ser diferente, se aceitar e ignorar o resto, ignorar os padrões. Mas será mesmo? Quando uma artista aparece com uma barriguinha, mais gordinha, como será que o público reage a isto?
O ‘ame seu corpo’ passou a ser ‘se aceite-porém você não acha que deveria está na academia?’, ‘coma menos besteira’, ‘você vai vestindo isso? nada contra!’
Olhem em volta, ou melhor, se olhe. O erro está aí. Queremos aceitar todos como são, mas será que conseguimos? Enaltecemos a artista musa inspiradora e olhamos torto, cheio de auto análise para alguém que só quer se sentir bem, nem que pra isso quebre padrões. A hipocrisia está em nós, e para mudar isso, precisamos conhecermos, amarmos e mudarmos a nós mesmos. Quem sabe aceitamos o próximo.