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Minha verdadeira "eu" é a criança que não sabe se enturmar
O mundo lá fora está pedindo urgência, eficiência e inteligência, mas eu só queria apagar as luzes da cidade, desligar a internet e fazer todo mundo parar e admirar as estrelas no céu de verdade por alguns minutos.
Drdeeath
Sinuoso Pergaminho (soneto, junho de 2026)
E o corpo dela, sinuoso pergaminho
Repleto com instruções para o ritual
Essa beleza, quase que sobrenatural
Violentamente me toma de mansinho
Me sangra a cada estilizado espinho
Perfura o pigmento, tal como punhal
Esvai cobrindo todo o tomo medieval
Negras runas cobertas por carmesim
Sobre a terra, cada elemento alinhado
Rompe a noite num eclipse trovejante
Abre-se em elipse, o útero profanado
Irreconhecível essa quimera pulsante
Termina a canção, o arauto conjurado
Derruba toda vida o golpe fuminante
Mesmo tentando te esquecer, você ainda é meu último e primeiro pensamento do dia.
Deve ser carma!

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Se não existir resistência, então não restará nada.
v.
Não sei o que dizer sobre o que sinto por você.
Tu, com esse teu jeito, nem me dói mais.
Antes, essa tua secura me adoecia; me surgia na pele uma ferida incicatrizável, me doía uma dor incessante.
Não sei o que mudou e não sei o quê vem mudando mas, ultimamente, essa tua falta já não me adoece de cama.
Ainda te quero, ainda te espero e o que sinto por ti continua acesso, mas me pergunto se tu também moveria mares por mim.
Tu és tão distante de tudo e de todos, querida. Fico preocupada que, de uma noite para a outra, tu já não esteja aqui comigo.
Não.
Sinceramente, tu nunca esteve aqui comigo.
Nunca te conheci verdadeiramente, nunca tive tua confiança e isso é mérito meu.
Me lembro do começo, onde tu me vias como novidade. Quanta saudades.
Nunca te conheci verdadeiramente, e me afirmar isso dói.
Tu pode ter quem tu quiser ter, tu pode ser quem tu quiser ser.
Por quê dói tanto aí dentro, amor?
Por que és frio esse teu interior?
Escrito dia 06 de junho de 2026 às 17:21 por Luisa.