Hoje me despeço da nossa história.
Um ano, entre idas e vindas. Amores e desamores. Esse um ano que para mim pareceu eterno. Talvez eu me questione pra sempre âporque vocĂȘ fez isso comigo? Porque me machucou tanto?â E por mais que eu saiba que nĂŁo foi culpa minha, que nĂŁo foi porque eu nĂŁo sou legal, bonita ou porque eu nĂŁo me esforcei o suficiente, meu coração ainda palpita, essas perguntas, que nunca terĂŁo respostas. Foi muito difĂcil, finalmente criar coragem, para ir embora, deixar de lado aquela parte bem pequenininha, que acreditava que um dia vocĂȘ iria mudar e me amar de verdade. Embora essa parte fosse menor a cada atitude sua, ela me parecia gritar cada vez mais alto. E ela sempre vencia, eu sempre permanecia. E hoje eu decidi nĂŁo permanecer mais. Me sinto, pela primeira vez em muito tempo, livre. Livre das angĂșstias, do ciĂșme que me consumia, e do medo de que a prĂłxima vez que vocĂȘ fosse me machucar estivesse prĂłxima. Eu queria ter ido embora antes, antes que isso tivesse me destruĂdo por completo. Sinto como se eu tivesse bebido varios goles de uma bebida muito forte, o primeiro vocĂȘ sente o gosto terrĂvel que desce rasgando pela garganta, o segundo, tĂŁo ruim quanto, atĂ© que depois de alguns goles aquele sabor vai se tornando cada vez mais fraco, atĂ© que chega no final da garrafa, e vocĂȘ jĂĄ se acostumou tanto com aquele gosto amargo que nĂŁo sente mais nada, mas mesmo que aquilo nĂŁo te cause mais a sensação do gosto ruim ao chegar no final da garrafa, vocĂȘ jĂĄ nĂŁo aguenta mais nada, nem mais um gole. E foi isso que aconteceu comigo, cheguei no meu limite, no meu âfinal da garrafaâ. Eu me acostumei a ser machucada por vocĂȘ. Das primeiras vezes doeu de uma forma inexplicĂĄvel, atĂ© que eu cheguei aqui, um ano depois do inĂcio da histĂłria que eu achei que seria pra sempre.
Adeus.














