Os olhos de avenidas dilatados Espremendo-se entre outros olhos Esperando o desfila marcha tropical Meia volta enveredar-se aos cães Sorria aos católicos e aos protestantes Eles precisam de algozes Para tornarem suas fúteis vidas uteis Já que a quaresma nunca encerra e o prazer é estéril O amante de aluguel era carne e concretismo velho Também havia uma abertura em seu peito Para dentro da entrada do bordel Forrando por paredes de veludo cor vermelho sujo Os olhos que lhe fitam Decompõe-se diante de ti E despe-te de tuas roupas, pele e sexo Para sobrar a matéria corroída aos seus solventes Afundo-me nos lábios que me beijam de volta E fito a degradante parede cor de carne A cor de meus lábios escorrem por sua garganta E o sal do fígado pula para a ponta da língua Os belos olhos anis de festim Enxergava tudo dentro de mim E varriam-me como um raio-x A procura de uma primavera para chamar de sua O urubu e sua caricatura Emergindo dentro de olhos penumbra Me levando outra vez para fora da festa E cuspindo sua verve em meu umbigo Um palpite, curve aos olhos da paz Antes que o mesmo se benza em teu sangue Já que suas caras já são marcadas: O romance pelo bélico, a paz de slogan...
Lullaby Eyes, Pierrot Ruivo













