Toda vez que saía de casa, Byron não tinha certeza do que encontraria. Primeiramente, nunca tivera dinheiro no bolso o bastante para não se preocupar em controlar os desejos. Uma vida inteira sendo deixado em casa, para não pedir guloseimas, marcavam uma pessoa. Ou sair, mãozinha enfiada na maior do pai, implorando silencioso com os olhos do tamanho de pires. Segundamente, o novo status sociais era uma missão diária e eterna, exigindo certos tipos de exposição que não estava acostumado. Ter que sair da perfumaria, visitar amigos em suas casas, frequentar bailes. Tudo e mais um pouco, colocando um caráter de obrigação em cada um de sesus passos. Contudo, erra aquele que pensa que o Barão é só isso. Um condutor para a sociedade. Porque, quando menos espera, está cativada pela energia de uma senhora da sociedade, sorrindo como não tinha feito à semanas e pouco se importando com o peso nos braços.
A preocupação estava lá, veja bem, de mostrar bem mais forte do que o corte das roupas e o jeito de andar disfarçavam. A compleição franzina de fachada, escondendo o corpo bem torneado e flexível do ladrão misteriosos das noites londrinas. Contudo… Como não fazer? Como não dizer tudo bem eu aguento mais uma e se sentir tão acolhido pela mais velha? Byron entrou pedindo licença na casa e o sorriso que tinha o motivo dela sendo ecoado em gênero, número e grau para o filho que ela tanto tinha dito. ❛❛ lorde sinclaire, é um prazer conhecê-lo pessoalmente. digo, de vista. conheço mais sobre o senhor do que gostaria de admitir em casos normais, de homens que acabei de conhecer ❜❜ Cumprimentou alegremente, podendo se mover com mais liberdade agora que tinha os braços de volta ao domínio. O barão desabotoou a casaca para poder sentar-se próximo, bem na pontinha como mandava o figurino. E de que poderia, sem problemas, ir embora caso sua presença não seja mais querida. ❛❛ pelo o que eu vejo em seu rosto… ❜❜ Levou a mão ao próprio, acariciando o queixo e a barba rala, ainda crescente depois de tê-la aparado completamente. Os olhos semicerrados o avaliavam por inteiro. ❛❛ participa do grupo o que diabos estou fazendo aqui? sou o fundador, veja bem, mas garanto-lhe que homens igualmente bonitos e fechados conseguem ser bastante apreciados ❜❜ desde que associados à uma fortuna, completou mentalmente, o brilho maroto no olhar acompanhando.
ao obter o poder da palavra, quando annabelle deixara as premissas e sumia no labirinto de portas, sinclaire soltou uma respiração pesada. a energia do outro era contagiante, ainda que minimamente. quando a companhia se mostrava mais reservada, de início, sinclaire costumava a agir de acordo para que a deixasse à vontade. abrindo o blazer carmesim, retirou do bolso de seda um maço de cigarros pretos. acendeu um com o isqueiro zippo que retirou do outro bolso, dessa vez da calça, e tomou seu tempo para dar um ou dois tragos, molhando-os bem nos lábios para que se adaptasse à curvatura dos mesmos. finalmente, pôde dar atenção ao barão. asa jamais fora alguém que avaliava a títulos quando não necessário. o trataria com o respeito digno que daria à qualquer outro, mas acreditava que a admiração não era um bem comprável--- sequer adquirível. o silêncio, nos primeiros instantes, se tornava um pouco desconfortável. mas, finalmente, o boxeador abriu a boca para responder ao outro. apesar da feição séria, os olhos azuis possuíam um pouco de alegria, um brilho jovial e brincalhão, despertado por pouquíssimas pessoas até então em seu círculo íntimo de amizades. uma delas, annabelle. “acredito que a senhora sinclaire tenha revelado detalhes demais.” concordou, rindo de leve à suposição, e deu alguns passos para a frente a fim de cruzar o foyer. ofereceu-o, já sentado, a caixinha de cigarros pretos e bem enrolados. não fazia bem para os pulmões do atleta, mas ninguém ligava para aquilo, naquela época. “sabe, barão--- or whatever. minha mãe é alguém bastante...” procurou as palavras por alguns instantes no ar, com os olhos semicerrados observando e contemplando o além. “peculiar.” quando a encontrou, voltou a encará-lo nos olhos. “sobre o clube. não o conheço pessoalmente como deveria, porque onde moro não há vizinhos por quilômetros, portanto não há tantas pessoas para que minha mãe realize tais proezas.” fez uma pausa, olhando para a cadeira igualmente aveludada que estava ao lado da dele. sentou-se, finalmente. “mas acredito que ela possua um bom olho. agradeço pelo elogio à minha aparência, também. tenho investido em alguns tônicos.” brincou, sorrindo de canto após tragar mais algumas vezes. “aceita um whisky? scotch.”