monĂłlogo de si
Era tua praça Era tua graça Era tua estrada Era tua pressa Era tua prece Era preceito Era precedente Era fuga Era prisĂŁo Era previsĂŁo Era sensação Era liberdade Era entrega Era minha Era nua Era tua Era tua prosa Era tua presa Era tua escolha Era tua sentença Era tua fissura Era tua conjura Era tua essĂȘncia Era teu seio Era tua mentira Era tua verdade Me escorrendo Plena, repleta, dona Perversa e pura Perfeita e certeira Na ponta da agulha Versada em abstinĂȘncia Em tudo ou nada Batendo pra nĂŁo apanhar Tua mĂĄscara encarnada Rasgando minha carne Em reticĂȘncias Em nuances E desfeitas E divisa E declame Que se declare A dois, a sĂłs Entre lĂĄgrimas Risos, lembrando O que foi bom O amor e a dor TĂȘm algo em comum E nĂłs sabemos disso Mas nunca serĂĄ dito.
Eixo Noir





















