nome completo:Â roxanne eris weasley
idade:Â 20 anos
casa: grifinĂłria
linha do tempo: nova geração (2026)
ano escolar: 10Âș ano
status sanguĂneo:Â puro-sangue
poderes mĂĄgicos:Â n/a (mas ela ta tentando virar animaga esse ano)
atividades extracurriculares: clube de duelos, clube de feitiços, quadribol (batedora), clube de mĂșsica e sociedade de exploração noturna.
bio:
dizem que o erro de icarus foi ter voado muito perto do sol. roxanne weasley sempre disse que o erro de icarus foi nĂŁo ter voado perto o suficiente. nascida em meio a um tipo de barulho que transforma cozinhas em campos de batalha verbais, corredores em pistas de corrida e silĂȘncios em algo imediatamente suspeito. desde pequena, parecia incapaz de existir discretamente. ria alto, falava alto, sentia tudo alto demais, como se tivesse herdado do pai nĂŁo apenas o talento para transformar qualquer ambiente em espetĂĄculo, mas tambĂ©m a necessidade quase instintiva de impedir que o mundo ficasse quieto tempo demais. e talvez tivesse mesmo.
ao mesmo tempo em que george e angelina weasley tentassem deixar seus filhos livres pra crescerem donos de si mesmo, roxy sempre cresceu ouvindo que parecia fred weasley. nĂŁo seu irmĂŁo gĂȘmeo, o segundo. e sim o primeiro fred weasley. o irmĂŁo gĂȘmeo do seu pai, Ă s vezes vindo de familiares sorrindo com nostalgia, Ă s vezes vindo de adultos que imediatamente ficavam desconfortĂĄveis depois de dizer aquilo em voz alta. durante muito tempo, nĂŁo entendeu completamente o peso daquele nome dentro da famĂlia. sĂł sabia que as pessoas olhavam para ela como se carregasse algo precioso e perigoso ao mesmo tempo. os mesmos olhos vivos, o mesmo sorriso torto de quem claramente estava prestes a causar algum problema e a mesma capacidade irritante de arrastar pessoas para situaçÔes questionĂĄveis antes que percebessem que tinham concordado. parte dela adorava isso. outra parte passou anos tentando descobrir onde terminava a memĂłria de fred e começava roxanne.
roxy entende, ela jura que sim. nĂŁo sabia o que faria se perdesse o seu irmĂŁo gĂȘmeo, as pessoas falam de perder familiares e Ă© claro que estĂŁo certas de comparar essa perda a algo devastador, a quererem ir junto atĂ©, mas perder um gĂȘmeo conseguia ser pior do que isso. porque um gĂȘmeo nĂŁo parecia exatamente outra pessoa. era mais como perder uma testemunha. alguĂ©m que existia ao seu lado desde antes de qualquer memĂłria, antes de personalidade, antes de escolha. alguĂ©m que conhecia a versĂŁo mais primordial de vocĂȘ apenas por ter existido ao mesmo tempo. Ă s vezes roxanne observava o pai em silĂȘncio durante jantares de famĂlia, nos raros momentos em que george esquecia de sorrir rĂĄpido o suficiente, e entendia de forma quase sufocante que existiam ausĂȘncias que nunca realmente fechavam. ela via isso na maneira como ele ainda olhava automaticamente para o lado errado em certas piadas, no segundo extra de silĂȘncio depois de gargalhadas muito altas, no jeito como sua avĂł molly Ă s vezes observava os filhos como quem estava constantemente contando quantos ainda permaneciam ali. perder um gĂȘmeo parecia diferente porque o luto nĂŁo levava apenas alguĂ©m amado; levava tambĂ©m a Ășnica pessoa no mundo que teria dividido exatamente a mesma vida que vocĂȘ. e talvez exatamente por isso tenha desenvolvido quase involuntariamente o hĂĄbito de preencher silĂȘncios, aliviar tensĂ”es e provocar movimento em qualquer ambiente que começasse a parecer emocionalmente pesado demais. quando discussĂ”es ficavam sĂ©rias, ela desviava. quando alguĂ©m parecia triste demais, ela arrastava a pessoa para algum plano irresponsĂĄvel. quando o clima afundava, roxanne fazia questĂŁo de incendiar alguma coisa, metafĂłrica ou literalmente. porque roxanne odeia silĂȘncio. silĂȘncio lembra ausĂȘncia.
em hogwarts, tornou-se rapidamente impossĂvel ignorĂĄ-la. bonita demais, carismĂĄtica demais, inteligente demais e impulsiva demais para passar despercebida, roxanne desenvolveu a reputação de ser uma confusĂŁo ambulante com um talento perigosamente especĂfico para transformar pequenas situaçÔes em eventos histĂłricos dentro do castelo. existia nela uma energia elĂ©trica constante, como se estivesse perpetuamente entediada pela ideia de viver uma vida simples.
o problema é que roxanne transformou a própria personalidade em performance cedo demais. fazia piadas antes que alguém pudesse fazer perguntas, transformava vulnerabilidade em charme e tratava sentimentos reais como algo engraçado o suficiente para deixar de ser perigoso. todo mundo conhece roxanne weasley!! era o que dizia. poucas pessoas realmente conheciam. era o que pensava.
porque existe uma parte dela que teme, silenciosamente, que se parar tempo suficiente para olhar para si mesma sem distraçÔes, descubra que passou tanto tempo tentando manter todo mundo respirando que esqueceu como fazer isso sozinha.
personalidade:
roxanne eris weasley Ă© o tipo de pessoa que transforma qualquer ambiente em alguma coisa viva. barulhenta, impulsiva, emocionalmente intensa e socialmente brilhante, roxanne possui uma necessidade quase instintiva de movimentar tudo ao seu redor, como se silĂȘncio prolongado demais pudesse sufocĂĄ-la. faz piadas rĂĄpido demais, provoca pessoas por entretenimento prĂłprio, cria situaçÔes questionĂĄveis com confiança suficiente para convencer os outros a participarem e parece existir em um estado constante de âof course lets blot this shit up!!!!â. o problema Ă© que por trĂĄs do caos existe alguĂ©m perigosamente perceptiva. roxanne lĂȘ pessoas rĂĄpido demais, percebe desconforto antes de qualquer palavra ser dita e possui o hĂĄbito irritante de enxergar exatamente aquilo que os outros tentam esconder. embora aparente ser impossĂvel de afetar, existe nela uma tendĂȘncia quase desesperada de transformar vulnerabilidade em performance, como se conseguisse sobreviver a qualquer coisa desde que a transforme em algo engraçado primeiro. afetuosa de forma agressiva, ferozmente leal e absurdamente difĂcil de esquecer, roxanne faz as pessoas se sentirem vistas com facilidade.



















