clubes: quadribol (artilheiro), monitor, clube de duelos e sociedade de exploração noturna.
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ᯓ entre os weasley e os potter, cresceu cercado de pessoas que, de alguma forma, carregavam legados grandes até demais. fred percebia sozinho a importância daquele sobrenome, das histórias, das expectativas silenciosas das pessoas ao redor e principalmente do próprio nome que carregava.
ᯓ ser chamado fred dentro da família weasley nunca foi algo simples. aquela era uma família de nomes predestinados, assim também ganhou de herança, assim como muitos dos primos, os fados de talvez repetir a história. por isso, durante boa parte da vida, fred aprendeu a se destacar não tentando ser uma cópia do tio, mas sendo alguém confiável o suficiente para honrar aquele nome da sua maneira. enquanto muitos dos primos pareciam existir naturalmente no caos, fred desenvolveu involuntariamente o hábito de assumir responsabilidade pelas coisas e pelas pessoas ao redor.
ᯓ em hogwarts, fred participa das confusões, principalmente ao lado de james sirius, mas raramente perde o controle da situação. enquanto james costuma agir primeiro e pensar depois, fred normalmente já calculou consequências, rotas alternativas e formas de impedir que tudo termine mal. assim, fred coleciona detenções, mas também é uma das pessoas mais responsáveis do castelo.
ᯓ gosta de manter a própria imagem relativamente controlada e raramente demonstra quando algo o afeta mais profundamente.
ᯓ apesar da fama de confusão herdada da família, fred é bem estável. gosta de rotina, de sentir que as pessoas importantes estão por perto e de ambientes onde consegue cuidar das coisas sem que isso pareça uma obrigação. talvez porque tenha crescido entendendo que famílias como a dele só continuam funcionando quando alguém decide manter tudo unido.
gostos: comida de café da manhã (refeição preferida dele!), qualquer tipo de competição, jaquetas de couro, domingos de manhã, fogueiras, cheiro de chuva, vinho!!!, música trouxa (indie & rap), jogos de baralho trouxas, trilhas ou atividades na natureza e ar livre, esportes em geral, sudoku, fazer listas de prós e contras.
desgostos: as escadas que mudam de lugar, ser acordado, filas, usar luvas, tinta vazando em pergaminhos, tiques ansiosos nas pessoas (deixam ele nervoso), usar gravata (a do uniforme dele tá sempre bem frouxa ou sem amarrar), perfumes fortes, festa a fantasia (ele odeia ter que pensar em uma), gente mais mandona que ele (faça o que eu falo, não o que eu faço).
hobbies: colecionar bolas de quadribol, snap explosivo, ler literatura trouxa de fantasia, decorar nomes e estatísticas de jogadores profissionais de quadribol; organizar festas, eventos ou qualquer coisa que seja; cozinhar (especialmente doces); tirar fotos e revelá-las para montar álbuns.
bicho-papão: uma lápide de mármore branco com o nome de roxanne e / ou a toca em chamas.
patrono: são bernardo
astrologia: sol em leão, lua em aquário, ascendente em capricórnio.
quirks: vive com as mangas dobradas até os cotovelos; sempre ocupa a ponta da mesa durante refeições grandes (ele gosta de ver todo mundo ao mesmo tempo); anda com as mãos nos bolsos; joga qualquer objeto pequeno para cima e pega de volta enquanto conversa; conta pessoas automaticamente quando entra em ambientes; tem um anel de família na mão que tira e coloca constantemente quando está nervoso.
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𝑽𝑨𝑹𝑰𝑵𝑯𝑨: freixo, núcleo de pelo de rabo de testrálio.
𝑨𝑴𝑶𝑹𝑻𝑬𝑵𝑻𝑰𝑨: madeira, canela, chocolate quente e um perfume suave de lavanda.
𝑷𝑨𝑻𝑹𝑶𝑵𝑶: são bernardo.
𝑩𝑰𝑪𝑯𝑶 𝑷𝑨𝑷𝑨𝑶: a toca em chamas.
𝑬𝑿𝑻𝑹𝑨𝑺:
primeiro sinal de magia: aos quatro anos, roxanne caiu de um balanço durante uma brincadeira. antes que atingisse o chão, acabou desacelerando no ar como se mãos invisíveis a segurassem por alguns segundos. ninguém precisou perguntar quem tinha feito aquilo; fred estava chorando desesperado do outro lado do jardim.
doce favorito: ele adora chocolate e tortinhas de melaço.
feitiço favorito: protego.
matéria favorita: defesa contra as artes das trevas.
matéria que menos gosta: história da magia, porque gosta de aulas práticas e interativas mais do que ler e ouvir.
professor favorito: harry potter.
professor que evita: professor binns, e na verdade não consegue entender por que ele ainda está no castelo dando aulas.
lugar favorito em hogwarts: seção restrita da biblioteca, pois além dos livros mais interessantes e potencialmente perigosos, é um lugar normalmente vazio e silencioso. também gosta muito do banheiro dos monitores.
lugar de hogwarts onde raramente pisaria: ele odeia a sala de detenções, mas está quase sempre lá.
loja favorita do beco diagonal: gemialidades weasley e artigos de qualidade para quadribol.
criatura mágica favorita: é terrivelmente fascinado por quimeras desde que aprenderam sobre elas no sétimo ano. dificilmente sairia procurando uma ou se colocaria na presença de uma de forma deliberada, mas adora o animal.
time de quadribol: puddlemere united.
celebridade bruxa favorita: viktor krum (desculpa, tio ron).
figura histórica do mundo mágico que admira: albus dumbledore.
opinião sobre o ministério da magia: acredita que instituições são necessárias, mas nunca deveriam estar acima das pessoas que deveriam proteger. respeita a autoridade quando ela faz sentido e não tem dificuldade em questioná-la quando deixa de cumprir esse papel.
opinião sobre status sanguíneo: uma das ideias mais estúpidas que o mundo mágico já produziu. cresceu em uma família onde metade das pessoas que mais admira jamais se encaixaria nessa lógica. além do mais, as maiores perdas que seus familiares enfrentaram na vida foram justificadas pelo purismo, de modo que ele abomina a teoria por completo.
um objeto mágico que sempre quis possuir: um relógio dos weasley igual ao da toca, capaz de mostrar onde todas as pessoas importantes para ele estão.
𝑪𝑼𝑹𝑰𝑶𝑺𝑰𝑫𝑨𝑫𝑬𝑺:
ᯓ a grifinória foi uma escolha relativamente fácil para o chapéu seletor. na verdade, fred nunca cogitou outra casa. o chapéu mal tocou sua cabeça antes de anunciar "grifinória". apesar disso, o chapéu chegou a comentar que ele teria um bom desempenho na lufa-lufa pela lealdade e pelo senso de comunidade. de qualquer forma, é seu orgulho pertencer a casa dos seus antepassados e estar perto de roxanne e james.
ᯓ a varinha de fred é feita de freixo. segundo olivaras, a madeira costuma escolher bruxos seguros de seus próprios princípios, enquanto o pelo de testrálio responde muito bem a magias complexas e exige enorme força de caráter. é uma combinação difícil de dominar, mas extremamente fiel depois que estabelece vínculo.
ᯓ os cheiros da amortentia vêm de vários lugares: o cheiro de madeira vem das tardes passadas na oficina dos logros com o pai; a canela e o chocolate quente remetem diretamente à toca durante o inverno; o perfume de lavanda é um cheiro que ele sempre gostou/achou agradável de maneira mais geral e ampla.
ᯓ o patrono de fred assume a forma de um enorme são bernardo. diferente de animais associados à velocidade ou agressividade, o são bernardo é conhecido pela lealdade absoluta e pelo instinto incontrolável de proteger quem está ao seu redor. durante séculos, esses cães foram utilizados nos alpes suíços para localizar viajantes perdidos em tempestades de neve, guiá-los de volta para casa e permanecer ao lado deles até que o resgate chegasse. não eram animais treinados para atacar, mas para salvar, e é exatamente assim que fred funciona.
ᯓ a memória feliz invocada para conjurar o patrono é um aniversário na toca. a casa estava cheia, como sempre, o bolo de aniversário compartilhado com roxanne enquantos as pessoas riam e cantavam parabéns para os dois. por um instante, fred olhou ao redor e percebeu que todas as pessoas que amava estavam exatamente onde deveriam estar.
ᯓ o bicho papão é a toca sendo consumida por chamas por questões óbvias; para fred, ela representa a perda da única coisa que sempre considerou verdadeiramente indispensável, a família. não teme a própria morte, nem fracassar em uma prova ou perder uma partida, mas sobreviver a um mundo onde não possa mais proteger as pessoas que ama.
James soltou uma risada antes mesmo de responder. Deslizou do parapeito com a tranquilidade de quem realmente não via a menor urgência na situação e deu uma olhada rápida para os dois lados do corredor, apenas para confirmar que, de fato, escolheu um esconderijo bem pior do que imaginava. "Em minha defesa, eu realmente não me importo em ser pego...", deu de ombros, não era pra parecer legal ou descolado, mas era verdade e sabia que Fred sabia. Mas aceitou o convite. Já caminhando ao lado do primo, enfiou uma das mãos no bolso da calça enquanto continuava segurando a maçã na outra, o sorriso assumindo aquele ar divertido que normalmente aparecia quando estava prestes a admitir alguma burrice. "E não foi instinto suicida, foi desespero mesmo. Se eu tivesse que ouvir o Binns passar mais uma hora falando sobre tratados assinados por bruxos mortos há setecentos anos, eu corria um sério risco de entrar para a lista deles antes do fim da aula. Mas já que você tá tão empenhado em preservar minha ficha disciplinar, espero que esse lugar secreto seja bom. Se eu acabar levando detenção mesmo assim, vou considerar isso propaganda enganosa da sua parte."
fred riu; clássico, james nunca tivera muito medo de detenções ou advertências mesmo. o problema era que, para fred, isso pouco importava. ele podia até não ligar para a própria ficha disciplinar, mas alguém precisava ligar, principalmente quando aquele alguém era um potter com um talento impressionante para problemas desnecessários. caminhou ao lado do primo, mantendo um ritmo tranquilo enquanto lançava um olhar rápido pelos corredores para confirmar que realmente estavam sozinhos. ❝ — eu sei que você não liga em ser pego, esse é justamente o problema. você esquece que nem sempre é só você que precisa lidar com a consequência depois. imagina a molly descobrindo que encontrou o james sirius potter matando aula num corredor praticamente embaixo do nariz dela. eu ia ter que ouvir um discurso inteiro sobre fazer vista grossa e sempre acabar acobertando você. então considere isso um ato de egoísmo da minha parte. estou protegendo a mim mesmo muito mais do que você.❞ — justificou, balançando a cabeça, mas sempre com aquele sorriso que era de fato permissivo e quase paternal. a justificativa sobre binns arrancou outra risada, seguida por um suspiro. ❝ — certo, o velho é realmente o pior. é inacreditável que ainda deixem um fantasma dar essa aula.❞ — balançou a cabeça antes de virar à esquerda, entrando por um corredor muito menos movimentado. ❝ — e quanto ao meu esconderijo, abaixa a expectativa. ele não é mágico, só é inteligente. o segredo de matar aula é encontrar um lugar onde ninguém pensa em procurar. você, por outro lado, resolveu ficar sentado no equivalente escolar de uma praça pública.❞ — lançou um olhar de lado para o primo e sorriu de canto. ❝ — mas enquanto a gente não chega lá, não vai mesmo me falar por que você tá tão estranho? eu não sou idiota, desde o homecoming você tá claramente escondendo alguma coisa de mim.❞
Ergueu as sobrancelhas repetidamente como se o desafiasse, erguendo os ombros. Era considerado mentira se realmente acreditava que o universo seria engraçado àquele ponto? O sorriso se alargou quando ele decidiu continuar no jogo, porque qual era a graça de desistir antes do flop, afinal? “Sabia que não me desapontaria.” declarou de forma sincera, o humor consideravelmente melhor do que no início daquela semana devido à simples ausência de uma ressaca horrível. Colocou a mão no peito como se estivesse ofendida com o seu adendo, dramatizando. “Eu, proibida? Que absurdo, Weasley. Você ficaria entediado muito rápido se fosse o caso.” soava quase convencida, porque por mais que não fosse uma pessoa necessariamente confiante, sabia que Fred gostava de jogar com ela tanto quanto ela gostava de jogar com ele. Já que estava atuando como dealer naquela partida, virou as três cartas iniciais dramaticamente, o sorriso se alargando ainda mais – um oito de paus, um cinco de ouros e um rei de copas. Suas chances de um straight permaneciam possíveis, a depender das últimas duas cartas. “E veio aí” bateu palminhas de animação, olhando para o amigo com expectativa, já que era sua vez de apostar primeiro agora que as primeiras cartas já haviam sido reveladas. “E aí, Freddy? Como estamos?”
fred observou as três cartas comunitárias serem reveladas e, antes mesmo de olhar novamente para a própria mão, desviou os olhos para marisol. esse era o verdadeiro problema daquela partida. não importava quantas cartas aparecessem sobre a mesa, em algum momento ele sempre acabava estudando a expressão dela muito mais do que o baralho. soltou uma risada baixa quando ela bateu palminhas daquele jeito. ❝ — você é inacreditável. qualquer outra pessoa olharia esse flop e faria no mínimo uma careta de diarreia, mas pra você parece que acabou de receber uma confirmação divina. se é loucura ou um método revolucionário, ainda estou decidindo.❞ — comentou, balançando a cabeça enquanto tamborilava os dedos sobre a mesa. então finalmente baixou os olhos para as próprias cartas. não mudou de expressão, nem um músculo. ❝ — como estamos? boa pergunta, estou um pouco dividido entre me entregar ao encanto da sua mística ou achar que isso é uma psicologia reversa absurda. e esse é exatamente o motivo pelo qual eu gosto de jogar com você.❞ — o sorriso aumentou enquanto empurrava uma quantidade moderada de fichas para o centro da mesa. ❝ — então vamos descobrir qual das duas teorias está certa. eu pago pra ver outra vez, mas já vou avisando, solzinha... de vez em quando, quem faz mais barulho também é quem está tentando convencer a si mesmo. então eu ainda não decidi se você está segurando um monstro... ou só apostando que eu vou acreditar que está.❞ — a última frase veio acompanhada de um sorriso tranquilo, pois a verdade é que estava se divertindo muito mais com a batalha psicológica do que com as cartas em si.
Depois de anos evitando determinados ingredientes para poções, Rose decidiu que simplesmente estava cansada de aceitar a recomendação de "evite". O fato era que, alguns daqueles ingredientes lhe causavam reações adversas, no melhor dos casos, irritações nas mãos, no pior, ela sentia tontura. E ela honestamente não entendia o motivo. Quer dizer, ela sabia que não era totalmente imune a tudo, mas deveria ter algo que pudesse fazer pra conter uma alergia sem precisar parar na enfermaria, certo? Merlin, não havia nada que ela odiasse mais que uma pergunta sem resposta. Então ali estava ela, escondida em uma das salas vazias próximas às masmorras, tentando organizar amostras de ingredientes alternativos e comparar suas propriedades mágicas. Foi quando uma pequena nuvem de fumaça azulada escapou do recipiente — o mesmo que deveria ser uma possível poção reversa que deveria, em teoria, evitar sua alergia —, assim que ela adicionou o último ingrediente. Afastou o frasco rapidamente, levando a mão ao rosto enquanto tentava conter uma tosse leve. "Why don’t you let me give you a hand with that?" a voz de Fred ecoou pelo ambiente junto com uma tosse que escapou dela. Rose virou-se lentamente, encontrando o primo parado na entrada. "Fine." disse, encolhendo os ombros, indicando com a cabeça para que ele entrasse. "Desde que morra nessa sala qualquer merda que eu tenha conseguido criar..." | @fredsegundo
fred parou na porta com os braços cruzados, observando a pequena nuvem azul dissipar lentamente no ar enquanto rose tentava agir como se aquilo fosse algo corriqueiro. arqueou uma sobrancelha, alternando o olhar entre o frasco fumegante, a expressão da prima e o restante da bancada improvisada. não precisava ser um gênio para perceber que aquela experiência estava acontecendo fazia tempo, nem que ela provavelmente já tinha ignorado alguns bons sinais de que talvez fosse a hora de parar. ainda assim, sorriu de canto antes de finalmente entrar na sala. enquanto se aproximava, não tocou em absolutamente nada da bancada; conhecia rose o suficiente para saber que mexer nas coisas dela sem permissão era um excelente jeito de perder uma mão. os olhos percorreram rapidamente os ingredientes separados e as anotações espalhadas até voltarem para ela. ❝ — deixa eu adivinhar… você decidiu que as recomendações de segurança eram pessimistas demais e resolveu provar que conseguiria resolver um problema que ninguém mais resolveu.❞ — a risada escapou, mas desapareceu quando voltou a olhá-la com um pouco mais de atenção. a tosse, o jeito como ela tinha afastado o recipiente e, principalmente, o fato de estar escondida ali em vez de trabalhar em um laboratório supervisionado diziam mais do que qualquer explicação. ❝ — eu conheço essa sua cara, rose, acho que você nasceu com essa cara, na verdade, de quem acha que é uma ofensa pessoal do mundo não funcionar do jeito que você quer. eu acho admirável, de verdade, só gostaria que você achasse o freio em algum lugar próximo do envenenamento voluntário.❞ — respondeu, mas o tom estava longe da provocação ou repreensão, parecendo mais com um tom paterno do que qualquer outra coisa. sentou-se ao lado dela, curioso ainda para saber o que estava acontecendo. ❝ — então, se eu vou te ajudar, preciso saber exatamente o que tá rolando aqui.❞
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"ah, ela rosnou! quase tirou minha cabeça fora, mas daí comecei a amaciar a fera falando de jogadas pra gente testar e ela foi se empolgando até umas 1 da manhã, quando ela se tocou e me mandou calar a boca e dormir" fofocou pro irmão com um sorriso, nem um pouquinho arrependida "eu nem ia machucar ele! no máximo uma humilhação pública" resmungou enquanto largava a fruta de volta na mesa com a maior má vontade do mundo "tá bom, tá bom... ele vive por mais um dia" decretou como se estivesse concedendo clemência real. então veio a resposta dele e, por um segundo, roxy só ficou olhando pro irmão com um sorriso pequeno quando ele falou que ninguém estava acima dela "eu sei" respondeu quase automaticamente "e que fique clarooo que você também está acima de todos desse castelo, é o irmãozão mais maravilhoso do mundooo" cantarolou implicante enquanto se jogava em cima dele e fazia uma cena. só que aí... aí ele resolveu devolver a pergunta. "ihhhhh..." o som escapou imediatamente enquanto ela levava o copo de suco à boca só pra ganhar tempo "isso aí foi golpe baixo, eu faço as perguntas aqui" estreitou os olhos na direção dele, claramente calculando uma rota de fuga que não existia "mas... vamos dizer que eu estou vivendo um momento muito bonito da minha vida onde eu tomo decisões excelentes e confortáveis sabe, no strings attached..." então deu de ombros como quem realmente não podia fazer nada a respeito "mas relaxa, se eu fizer alguma besteira você vai ser o primeiro a saber" então tombou o rosto pro lado pra analisar o irmão mais de perto "e como estão as coisas com venus... ouvi algo sobre amortentia e fiquei em dúvida se precisava me preocupar ou algo assim... rolou algo na festa ou?"
fred estreitou os olhos na direção da irmã quando ela descreveu com a maior naturalidade do mundo como tinha conseguido convencer olivia a permanecer acordada até uma da manhã na véspera do amistoso. a expressão dele alternou entre incredulidade e diversão por alguns segundos, até que uma risada inevitável escapou. ❝ — você é um ameaça pública, sabia?❞ — balançou a cabeça, ainda sorrindo, mas deixando o assunto morrer. quando roxanne finalmente desistiu do atentado contra mclaggen, fred soltou um suspiro exagerado de alívio e levou uma das mãos ao peito. ❝ — obrigado. em nome da comissão técnica, dos reservas e, principalmente, do meu coração, agradeço profundamente por essa demonstração de misericórdia. a humilhação pública pode esperar até depois do amistoso. aí eu mesmo ajudo você a organizar, dependendo do motivo.❞ — respondeu com um sorriso; mclaggen era do time, da casa e dividiam o mesmo espaço há tanto tempo que ele parecia uma parte componente natural da vida em hogwarts, mas sabia que ele podia ser irritante quanto queria. digamos que, todos com sangue weasley, aquilo podia ser comum. depois, o ataque carinhoso da irmã arrancou outro sorriso e ele passou um braço pelos ombros dela por um instante, bagunçando rapidamente seus cabelos antes de soltá-la. existiam certas coisas entre os dois que nunca precisavam de grandes discursos, bastava dizer pouco e eles entendiam o resto. mas bastou ouvir o "ihhhh" seguido daquela tentativa extremamente ruim de ganhar tempo para que fred já começasse a rir. ❝ — roxanne weasley… você acabou de fazer exatamente a mesma cara que fazia quando a gente tinha oito anos e você quebrava alguma coisa escondida. não se esqueça, eu conheço todos os seus truques. claro, decisões excelentes e confortáveis, essa frase não me tranquiliza. normalmente, quando você vem com essa, tudo termina com alguém chorando. para o seu bem, o meu e o da pessoa envolvida, espero que não seja você.❞ — advertiu com o tom de irmão mais velho de sempre, mas sabendo que, no fim das contas, fosse qual fosse a situação, ela podia sempre contar com ele para resolver, seja lá o que fosse, principalmente se ela estivesse errada na situação. enfim, a pergunta seguinte fez fred suspirar e balançar a cabeça devagar. ❝ — merlin… não é possível. você e a lily realmente dividem só dois neurônios...❞ — a risada escapou antes que continuasse. ❝ — não aconteceu nada demais. encontrei a venus acordada às duas da manhã escondida atrás de uma cômoda, cercada por livros de amortentia e uma explicação tão convincente quanto um trasgo tentando fingir que sabe aritmancia. obviamente eu fiz perguntas, obviamente ela desviou de todas, então obviamente eu continuei preocupado. fim da história. não rolou nada na festa...❞ — ele hesitou aí, pois nada era um conceito relativo. eles tinham dançado, tinham compartilhado um momento legal, nostálgico até, mas foi isso. então de um jeito racional, que era como ele gostava de navegar a vida, não aconteceu nada. mais abstratamente, com certeza algo aconteceu, já que alguns fragmentos do momento continuavam a assaltá-lo em suas tarefas normais. ele ficou em silêncio por um segundo antes de olhar novamente para a irmã. ❝ — mas eu conheço a venus e sei que esses livros sobre amortentia não tinham nada a ver com um interesse repentino em poções avançadas... isso me preocupa um pouco.❞
Sentia como se uma âncora tivesse se desprendido de seu corpo, pois ele sentia muita falta de seus amigos. Por mais que ele fosse um cara popular e conseguisse conversar com muitos alunos ainda sentia saudades de Fred. O jeito descontraído e que parecia conseguir resolver tudo. Ele tinha uma forma mais animada de viver como ele, além da paixão pelo Quadribol e a distância com o mesmo havia mexido com ele. "Eu bem sei. Temos uma competição idiota um com o outro desde...sei lá, desde que entramos em Hogwarts, mas dessa vez eu realmente quis ir mais fundo. Soberba. Esses dois vão me dar dor de cabeça o ano inteiro. Se Olivia não fosse uma das pessoas que eu mais me importo aqui eu juro que faria de tudo para derrubá-la daquela vassoura pelo jeito diabólico dela." Ele jamais faria algo assim. Com ninguém, mas era bom dar voz aquelas pensamentos e tirar a vontade do corpo.
Não pode evitar dar risada, pois evitar uma Weasley em Hogwarts era basicamente impossível. Pelo menos, parecia que sempre tinha alguém em sua vista e ele se dava bem com a grande maioria. Bem até demais. Se ele sequer imaginasse o tanto de tempo que passava com a irmã, provavelmente, acabaria em outro ano de silêncio. Nota mental de nunca mais dançar tão próximo de Roxanne Weasley. Os pensamentos dele sempre reforçando a ideia de que ele precisava se manter sóbrio para não acabar fazendo algo que se arrependesse. Novamente. "Okay, sem Weasleys. Mais alguém que você esteja de olho? Não sou do tipo que fura o olho dos meus amigos e nós não nos atualizamos faz um tempo, então se tiver interessado em alguém seria divertido cuidar da vida amorosa de alguém." Ele havia feito besteira conversando sobre isso com Lyra, então deveria poder conversar normalmente com alguém e também ver tudo que havia perdido.
fred soltou uma risada ao ouvir benedict praticamente declarar guerra esportiva contra olivia, balançando a cabeça com a expressão de quem entendia o sentimento, mas jamais admitiria isso em voz alta. ❝ — olha, cá entre nós, acho mais seguro você continuar gostando dela mesmo. porque, se tentar derrubar a olivia da vassoura, eu sinceramente acho que ela aterrissa antes de você e ainda encontra um jeito de fazer parecer que a culpa foi sua. ela e o james não tem salvação, eu só aceitei isso e passei a direcionar meus esforços para sobreviver aos dois durante a temporada. é muito menos desgastante.❞ — admitiu, a imagem de qualquer um tentando vencer aquela dupla em uma disputa de ego era engraçada demais para não arrancar outra risada. no fundo, admirava aquilo neles, era cansativo às vezes, mas também era o tipo de gente que queria ao próprio lado quando entrava em campo. a pergunta seguinte, no entanto, fez fred arquear uma sobrancelha e cruzar os braços, olhando para benedict com uma expressão quase ofendida. demorou alguns segundos antes de responder, como fazia sempre que o assunto dizia respeito a si mesmo. ❝ — não… quer dizer… não. tenho algumas circunstâncias mal administradas, mas só isso. sabe como é, sem tempo pra isso agora.❞ — o sorriso torto apareceu no canto da boca, aquela era sempre sua desculpa oficial, desde que nasceu, então não tinha nada a ver com estar ocupado com as linhas temporais colapsando. era como se ele tivesse nascido em um estado perpétuo de ter mais o que fazer e, assim, acabasse adiando todo o resto em prol de um conceito abstrato de dever. ora, ora. diante disso, ainda conseguiu manter o sorriso relativamente inabalado. ❝ — mas, falando sério… é bom ter você de volta, cara. eu não percebia o quanto fazia falta implicar com você até a gente voltar a conversar desse jeito. eu não to te proibindo de sair com ninguém da minha família, senão era capaz de receber um motim horroroso das minhas primas nas mãos, mas cuidado onde pisa. eu tenho uma reputação de primo equilibrado pra manter, e vocês dificultam muito o meu trabalho.❞
Ao contrário do que podia se imaginar, James Sirius Potter não costumava matar aula, gostava genuinamente da maioria delas e, quando não gostava, ainda assim costumava aparecer só para ter alguma história interessante para contar depois. Naquela manhã, no entanto, a combinação entre uma noite mal dormida, uma pilha de trabalhos acumulados e uma aula particularmente insuportável de História da Magia fez com que ele chegasse à brilhante conclusão de que, pela primeira vez em muito tempo, desaparecer por cinquenta minutos parecia uma decisão justa. Estava sentado no parapeito de uma janela de um corredor praticamente vazio, um dos joelhos dobrado enquanto equilibrava uma maçã roubada do café da manhã na mão, observando distraidamente o gramado do lado de fora. Mas assim que ouviu passos se aproximando, virou o rosto na direção da pessoa e abriu um sorriso despreocupado, especialmente quando a pessoa parou na sua frente, indicando que estava prestes a falar ou o observando. "O que foi? Não estou fazendo nada de errado dessa vez...", deu uma mordida na maçã. Na verdade estava matando aula, mas tinha confiança nas suas habilidades para mentir para qualquer pessoa que fosse.
como monitor, alguns horários espaçados livres eram utilizados para monitorar os corredores naturalmente. aquele era um daqueles dias, especialmente diante da grade planejada justamente para isso. fred reconheceu a silhueta de james sirius com tanta facilidade que nem pensou duas vezes antes de se dirigir a ele, a cabeça balançando; não era exatamente desaprovação, mas uma incredulidade da conduta alheia. ❝ — qual é, jay, você só pode tá querendo ser pego mesmo. matar aula em um corredor? porque agora fui eu, mas podia ser qualquer outra pessoa. sorte sua que não foi a molly. bora, sai daí e vamos pra algum lugar onde ninguém te ache. era só o que me faltava eu precisar te ensinar a matar aula agora. o que te deu, instinto suicida?❞ — perguntou, enquanto esperava que o primo saísse do parapeito e o acompanhasse daquele corredor para um local menos populável.
› ♡ naquele momento, mais do que nunca, venus entendia o receio de james sirius quanto a demostrar o que sentia por olivia. fred era uma das pessoas favoritas de venus, e ela quase havia perdido isso com o término. ao mesmo tempo, ainda acreditava no que tinha dito a james: que a dor do fim podia ser compensada pela felicidade vivida enquanto tudo estava dando certo. mesmo que ainda sofresse pelo término, venus era grata por tudo que havia partilhado com fred. naquele momento, venus experimentava um misto de sentimentos. estava feliz pela reaproximação que os dois vinham construindo, nostálgica pelas lembranças que compartilhavam e, ao mesmo tempo, triste pelo fato de a história deles ter chegado ao fim. ❝ abuso de autoridade? então, além de dançar, você ainda é mandão? um homem que controla o ambiente a qualquer custo… fred, você realmente sabe como mexer comigo. ❞ prosseguiu espirituosa, embora não estivesse brincando completamente. no fim das contas, o rapaz realmente mexia com ela. ❝ eu lembro bem e até que estou tentada a acreditar, mas prefiro tirar a prova. ❞ venus sabia que fred não pisaria em seu pé, afinal se recordava perfeitamente em como eles eram bons parceiros de dança, mas não podia perder qualquer oportunidade de implicar com o rapaz. a garota cessou os movimentos quando a música animada chegou ao fim e permaneceu parada por alguns segundos, tentando reconhecer a próxima canção, pronta para voltar a dançar com a mesma animação. foi então que uma melodia mais lenta começou a ecoar pelo salão e os pares passaram a se aproximar. para a sorte de venus, antes mesmo que tivesse tempo de se intimidar com a ideia de dançar tão próxima de fred e acabar tornando estranha a amizade que haviam acabado de reconstruir, ele tomou a iniciativa e se aproximou. ❝ eu não acredito que está tocando essa música... ❞ os acordes iniciais de "your song" de elton john, a canção da primeira dança de casados de seus pais, logo foram reconhecidos por vee. ❝ é a música dos meus pais. ❞ ela sorriu, um sorriso tão largo que seus irmãos certamente debochariam de sua cara por décadas, e colocou uma das mãos no ombro do rapaz antes de envolver a que ele havia estendido. vee encarou o rapaz e permitiu que ele guiasse a dança enquanto sentia seu coração em batidas descompensadas. ao sentir que suas bochechas estavam corando, virou o rosto e acabou encontrando uma pequena garota os mirando de longe com um sorrisinho nos lábios. jagger riu baixo e voltou a mirar fred. ❝ sabia que, no homecoming do meu primeiro ano, eu queria muito te chamar para dançar? acabei não chamando porque você parecia tão descolado e eu fiquei com muita vergonha, com medo de você me achar uma fedelha. mas acho que foi ali que eu… ❞ comecei a gostar de você, ela completou mentalmente. deixou a frase morrer no ar, sem completá-la em voz alta. era engraçado quando em determinado momento a pequena diferença de idade entre eles havia parecido tão abissal para ela. ❝ no segundo e no terceiro ano foi a mesma coisa. eu ainda não tinha desenvolvido tanta cara de pau, então preferia fingir que não me afetava tanto. e hoje também... quem diria que seria você quem sempre acabaria me chamando para dançar. ❞
fred acompanhou venus se posicionar diante dele e, por um instante, tudo ao redor pareceu perder um pouco da nitidez. a música, as conversas, as luzes do salão, os alunos passando de um lado para o outro… tudo continuava existindo, mas distante, como se o próprio castelo tivesse decidido lhes conceder alguns minutos de trégua. deixou que a condução da dança acontecesse de forma natural, o movimento familiar surgindo sem esforço, e não conseguiu evitar o sorriso quando ela reconheceu a música. desviou os olhos por um instante para o teto encantado antes de voltar a encará-la. ❝ — então ela meio que escolheu a gente hoje...❞ — comentou, em tom baixo, sincero, enquanto acompanhava o ritmo lento da melodia. era belo perceber que ainda tinham o que aprender sobre o outro, em descobrir aquele detalhe justamente ali, naquele momento. o sorriso permaneceu enquanto ela falava sobre o primeiro ano, mas, conforme a história avançava, a expressão dele foi mudando aos poucos. primeiro surpresa, depois incredulidade e, por fim, diversão. ❝ — isso é muito engraçado... eu lembro de te ver pelos corredores, nos jogos, nas festas, com minhas primas e primos... e você sempre parecia tão à vontade com todo mundo que eu simplesmente concluí que você não gostava muito de mim.❞ — deu de ombros com um sorriso quase constrangido. o olhar encontrou o dela novamente e ficou ali. ❝ — eu jamais teria te achado uma fedelha. talvez um pouquinho irritante às vezes… mas isso continua sendo verdade hoje, então não conta.❞ — provocou, com um sorriso que denunciava a brincadeira. além do mais, gostava de pensar que, independentemente do término, ainda tinham certa intimidade para aquilo. conduziu mais um giro lento pela pista, respeitando o espaço entre eles. então, ele olhou rapidamente para a garotinha que ainda observava os dois do outro lado do salão antes de voltar para venus. ❝ — mas eu fico feliz que, no fim, você nunca tenha precisado me chamar. todas as vezes que a gente dançou começaram exatamente do jeito que essa começou, com eu criando coragem primeiro. e, bom, me chame de conservador, mas acho que é assim que tem que ser. além de tudo, te chamar pra dançar é muito fácil, porque você tá sempre... tá sempre linda demais pra eu resistir à isso.❞ — confessou, e ainda que o conteúdo da fala tenha sido sensível e honesto, fred sustentou a postura e o olhar, como sempre fazia.
Com um sorriso bem-humorado, Aurora agradeceu pela discrição do rapaz, ainda que não enxergasse relevância em sua torcida para a própria casa. Como alguém que não acompanhava muito o esporte e dificilmente se envolvia emocionalmente durante uma partida, imaginava que seria facilmente descartada pelo time da sonserina. Ainda assim, também prezava por uma boa diplomacia. ── Obrigada por poupar minha vida. ── Comentou com evidente sarcasmo, ciente de que a situação jamais escalaria para uma conclusão tão trágica. Diante da difícil realidade vivida pelos monitores — que parecia ter sido esquecida por ela durante suas última observações — ela arqueou as sobrancelhas e assentiu, rindo ao imaginar as queixas que chegavam ao ouvido do rapaz e que apenas serviam para desperdiçar seu precioso tempo. Mas seu riso cessou lentamente quando as palavras dele evocaram o passado. Agora ela apenas sorria com delicadeza. ── Fico aliviada em confirmar que o sentimento foi recíproco. ── A nostalgia em sua fala não carregava peso algum, pois seu objetivo nunca fora tornar o clima entre os dois desconfortável — o que não eliminava as possíveis e ocasionais trocas de gentilezas. Notando que talvez tivesse ultrapassado algum limite com o elogio, agarrou-se ao tom descontraído. ── Deixe a modéstia para outro dia, Fred. Hoje a confiança vai te ajudar a vencer a partida. ── Gesticulou com a mão, emendando um cenário que subitamente surgia em sua mente. ── Ainda chegará o dia em que vai encontrar dois dos mais jovens empilhados um sobre o outro, escondidos sob um longo sobretudo e um chapéu, fingindo ser um novo funcionário do castelo. ── Deu de ombros. Dizia aquilo apenas para contribuir com o bom humor que o outro demonstrava. Aquilo também parecia importante para um bom desempenho em campo. Achou graça na observação sobre a competitividade de James e Olivia, embora imaginasse a possibilidade de ambos estarem focados em assuntos mais interessantes que o quadribol naquele momento. ── Não sei se as partidas vão salvar a humanidade, mas certamente vão salvar muita gente da monotonia. Até eu senti falta de ver vocês voando pelo campo! ── Estava entusiasmada com a possibilidade de quebrar o ritmo de seus dias e se distrair com algo diferente. ── Deve dar um friozinho na barriga voltar depois de um tempo afastado. Por isso queria, oficialmente, te desejar boa sorte. Ainda bem que não vai jogar contra a Sonserina.
fred inclinou a cabeça numa pequena reverência exagerada, entrando na brincadeira sem qualquer dificuldade. ❝ — faz parte do meu código de conduta. proteger alunos, manter a ordem e, quando possível, impedir conflitos entre sonserinos e pessoas de mais bom gosto e, considerando que não é exatamente uma escolha, melhor sorte.❞ — devolveu com o mesmo sarcasmo leve, antes de deixar escapar uma risada. o sorriso, entretanto, suavizou quando ela comentou que ficava aliviada em saber que aquele sentimento sempre tinha sido recíproco. por um instante, fred sentiu a nostalgia passar entre os dois sem ser desconfortável. algumas coisas não precisam deixar de existir só porque mudaram de lugar. entretanto, se recusava a deixar a conversa afundar em qualquer melancolia. a imagem dos alunos empilhados sob um sobretudo arrancou dele uma gargalhada imediata. ❝ — aurora, não fala isso tão alto, vai dar ideias à eles... o pior é que eu conheço alguns alunos que fariam isso, mas depois das últimas semanas, eu nem tenho mais certeza de que esse estaria entre os cinco acontecimentos mais absurdos que presenciei.❞ — disse rindo leve. a menção ao amistoso fez com que ele assentisse; era diferente o clima desde p anúncio do homecoming, como se a simples ideia de haver algo tão simples como aquilo fosse o suficiente para resolver as coisas. ❝ — eu acho que é exatamente isso. não vai salvar a humanidade, mas talvez faça a gente lembrar que ainda existe alguma normalidade sobrando por aqui.❞ — respondeu, deixando o olhar escapar por um instante na direção dos terrenos, onde o campo de quadribol finalmente voltava a cumprir sua função. o desejo de boa sorte fez o sorriso dele crescer de maneira espontânea. ❝ — obrigado, de verdade. vindo de você, acho que vale mais do que sorte, então vou aceitar como um bom presságio. e pode ficar tranquila, se um dia eu tiver que enfrentar a sonserina, prometo que vou fingir não saber de absolutamente nada sobre as suas preferências esportivas. minha discrição continua garantida. nos vemos no amistoso, aurora.❞ — ergueu a mão em um aceno tranquilo antes de seguir pelo corredor em direção aos vestiários, levando consigo a sensação rara de que, no meio de todo aquele caos que insistia em engolir hogwarts, ainda existiam conversas capazes de fazer o castelo parecer um pouco mais com o lar que sempre tinha sido.
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A gargalhada de Fred fez Balthazar reconsiderar seriamente sua autoridade como monitor. Continuou olhando para ele enquanto o Weasley desenvolvia os próprios planos funerários, sem oferecer qualquer reação além de um piscar lento. Era impressionante como Fred conseguia passar boa parte do tempo parecendo um aluno perfeitamente responsável e, diante da primeira oportunidade de caos, lembrar a todos exatamente de qual família vinha. Balthazar tentou retirar a purpurina do ombro com a mão, no entanto, o gesto apenas espalhou o azul pelo peito e deixou seus dedos prateados. "Excelente." Murmurou, olhando para a própria mão. "É algum tipo de purpurina encantada, porque aparentemente a comum não seria eficiente o bastante." A sugestão sobre mudar de casa fez seus olhos voltarem para Fred. "Prefiro implorar ao Chapéu para rever a sua seleção. Talvez a Corvinal consiga ensinar você a reconhecer o perigo antes de rir dele." Mesmo irritado, precisou conter o início de um sorriso com todas aquelas exigências para o funeral. Fred parecia ter pensado demais no assunto, o que não era exatamente surpreendente. "Além disso, realmente um show pirotécnico é o que você espera para o seu funeral? Não que eu ficaria triste com a sua partida, mas pensei que sua família sentiria um pouco de falta, pelo menos..." Não conseguiu controlar a leve alfinetada, afinal sabia que o outro estava fazendo o mesmo ao se divertir com a situação.
fred precisou fazer um esforço para recuperar o fôlego depois da própria gargalhada. toda vez que parecia estar conseguindo se recompor, bastava olhar novamente para balthazar tentando, com uma dignidade completamente inútil, retirar a purpurina das vestes para que outra risada escapasse. ❝ — desculpa zabini… desculpa mesmo…❞ — começou, embora o sorriso completamente aberto denunciasse que não existia um grama sequer de arrependimento naquelas palavras, até porque não sentia porra nenhuma. então observou balthazar espalhar ainda mais a purpurina pela própria roupa e imediatamente apontou para ele. ❝ — não! para! você está piorando a situação! merlin, quem foi o gênio que encantou isso? porque eu preciso apertar a mão dessa pessoa... ou denunciar. ainda não decidi.❞ — mas parou a risada de repente diante da provocação sobre a corvinal, que fez fred arquear uma sobrancelha e cruzar os braços, assumindo uma postura quase ofendida. ❝ — você se acha perigoso? curioso e arrogante da sua parte. não preciso da corvinal pra entender que tem um sonserino se achando muito mais importante do que é por aqui...❞ — o comentário seguinte, porém, arrancou dele uma risada diferente, menos explosiva, mais divertida pela tentativa de provocar. ainda, o revirar de olhos foi automático. ❝ — zabini… você não conhece minha família. eu ficaria profundamente decepcionado se meu funeral fosse uma cerimônia silenciosa e elegante... e eles me amam o suficiente pra respeitar esse último desejo.❞ — respondeu solenemente, ainda com os braços cruzados, isso para não incorrer em alguma ofensa maior. estava de bom humor, ia jogar depois e ainda tinha um baile à noite, então fechou a boca. ainda lançou mais um olhar para a purpurina espalhada pelas roupas de balthazar e respirou fundo, claramente tentando manter alguma compostura. falhou miseravelmente. ❝ — mas, falando sério… fica tranquilo, balth, na hipótese disso não sair nunca, tenho certeza de que vai parar de ser engraçado daqui uma semana.❞
"Não, não vou abrir uma mesa de RPG aqui!" negou de imediato, sem nem ao menos pensar naquela hipótese. Seus jogos tinham uma narrativa muito coesa, tempos e movimentos o bem calculados e precisavam seguir uma frequência de jogadores correta para que as missões se desenvolvessem, por isso ocorriam exclusivamente as sextas. "Está muito barulho e metade das pessoas estão bêbadas." falou como se fosse óbvio, olhando em volta conseguindo contar literalmente umas cinco pessoas por perto andando levemente torto. Os professores não olhavam aquilo? "Mas dá pra fazer outros jogos." avisou pegando alguns papéis e uma pena no bolso, começando anotar alguns nomes. "Podemos escolher entre pessoa, objeto, lugar ou criatura a cada rodada. Um jogador vai ter um pergaminho colado na testa e precisa adivinhar as dicas que as outras pessoas vão dar. Assim. Você começa vai"
fred não era o santo que algumas pessoas podiam achar; cercado de tantos primos, metade deles as pessoas mais desordeiras daquele castelo, era inevitável que acabasse caindo na descontratação de vez em quando, mesmo quando não era o momento. com dois melhores amigos como james e lysander, seria inocente pensar que ele não iria tomar uns goles ou outros naquela noite... ainda que não fosse nada pra dar bandeira ou nublar totalmente seus instintos. ele ainda tentava manter a pose de monitor, mas quem queria enganar? dos primos mais responsáveis, ele sempre foi o pior. as últimas semanas foram cansativas demais e ele tinha prometido a jay e roxie que ia se divertir. por isso, se aproximou do jogo já iniciado de hugo com alguém com um sorriso. na sua testa estava escrito "chave de portal", então disse: ❝ — você é um objeto mágico muito utilizado pelos bruxos.❞ — se aproximou mais do primo e do jogo. não gostava de dar bandeira logo na primeira partida, afinal, era um cara bem competitivo.
› ♡ para sua sorte ou azar, a depender da forma como encarava aquela situação, fred a conhecia bem demais para "morder a isca". venus percebeu quando ele lançou um olhar para sua "gêmea" e já estava preparada para contar toda a história sob sua perspectiva, como alguém que precisava se defender de uma acusação gravíssima, mas o rapaz sequer lhe deu espaço para isso. o elogio fez com que vee abrisse um largo sorriso, ainda que suas sobrancelhas permanecessem levemente arqueadas pela surpresa. desde que haviam decidido voltar a ser amigos e assim permanecerem, por decisão de fred, venus sempre tinha receio de avançar demais e acabar o assustando. havia sido amiga dele por anos antes de começarem a namorar, e o término havia custado um de seus melhores amigos. fred podia estar apenas sendo gentil, como sempre era, mas ele era sua paixão desde o dia em que as folhas de chá haviam confirmado que eles ficariam juntos. por isso, sequer cogitou recusar o convite. ❝ obrigada. é clichê, mas o brilho me favorece. é natural. ❞ respondeu, tentando fazer graça com o próprio nome do meio para esconder sua surpresa. ainda precisava manter um mínimo de decoro, tinha uma reputação a zelar. ❝ ah, eu não sei... preciso pensar sobre o assunto. eu até quero te ver dançando, principalmente se for algo no estilo patrick swayze, bem dirty dancing. você sabe que eu não resisto a um homem com um rebolado. sabe, fred, você precisa parar de flertar comigo desse jeito. as pessoas vão começar a comentar. ❞ disse em tom brincalhão, o brilho em seus olhos azuis denunciasse que venus começava a se recompor do aborrecimento. ela ergueu levemente o queixo, fingindo refletir sobre o assunto, enquanto esperava que fred se lembrasse das incontáveis vezes em que ela o obrigou a assistir ao filme trouxa. o comentário seguinte do rapaz fez com que vee balançasse a cabeça negativamente ao rir fraco, percebendo que, naquele momento, já não se importava tanto com a situação. não porque a opinião de fred fosse a única que importasse para o seu julgamento, embora a considerasse muito mais que a de grande parte das pessoas, mas porque ele a fez perceber que algo tão pequeno quanto ser copiada por outra pessoa não deveria ter o poder de impedi-la de se divertir. aquela situação não era mais importante do que dançar com fred naquele momento. ❝ tudo bem, você me bajular antes não vai me fazer te perdoar caso você pise no meu pé. ❞ disse implicante ao pegar a mão do rapaz do rapaz, permitindo que ele guiasse a caminhada em direção a pista de dança. vee buscava não o encarar muito para tentar disfarçar o fato de suas bochechas estarem tão coradas. ❝ não se esqueça que eu sou a única apanhadora com a saúde em dia do time e que eu sou rancorosa. esses pézinhos são muito valiosos. ❞ venus passou a movimentar o corpo na batida da música antes se aproximar mais de fred. ❝ e agora, fred, qual vai ser o passo? uma coisa mais descontraída, um street ou estilo swayze? ❞
se fechasse os olhos um pouquinho e fingisse por alguns minutos, era como se ele e venus nunca tivessem terminado. claro que a culpa do término podia ser atribuída a ele, mas ele esperava que ela soubesse que nunca foi porque não gostava dela ou porque deixou de querê-la. ainda assim, em noites como aquela, era infinitamente mais difícil de lembrar dos seus motivos de outrora. o sorriso que saiu veio fácil, como frequentemente era com ela. ❝ — eu não me importo com o que as pessoas comentam, venus, elas podem falar o que quiserem, isso não vai me impedir de te elogiar. além do mais, suspeito que elas estão um pouco ocupadas agora... e se não estiverem, sempre posso recorrer ao abuso de autoridade e distribuir algumas detenções. funciona muito.❞ — a última parte era brincadeira, mas nem tanto. acreditava que não precisava disso, aquilo era uma festa e todo mundo estava ocupado o suficiente consigo mesmo, mas não era tão ilibado a ponto de nunca ter usado o poder de monitor para vantagem própria, seus primos e amigos eram testemunha disso, inclusive a própria venus. observou ela concordar com um sorriso um pouco maior, que eventualmente virou outra risada pequena diante do seu comentário. ❝ — você devia saber melhor do que ninguém que eu não vou pisar no seu pé. prometo que não piorei nisso desde a última vez que dançamos...❞ — falou, e apesar de ele não ser o arrogante clássico como james sirius, fred sabia dos seus talentos muito bem, obrigada. ainda assim, a menção sobre o tempo de namoro era provável de causar um certo desconforto, então ele apenas decidiu tomar a dianteira da situação. prestou atenção na música tocando e percebeu que ela mudou de ritmo quando a última acabou, então se aproximou mais da jagger para dizer: ❝ — por mais que a lembrança cativante de dirty dancing seja um marco na minha vida, tinha pensado em algo mais clássico...❞ — e então posicionou uma das mãos na cintura dela, levemente para que não fosse brusco e nem invasivo demais. a outra fez questão de buscar a dela, naquela pose clássica de dança em casal.
Ouvir que havia sido difícil deixou as coisas mais leves para ele realmente perceber que havia sido um bom jogo. Ele sabia que resultado não era tudo, mas ouvir de seu rival fazia com que ele relaxasse. Foi um bom jogo, e ele sabia o quanto os outros eram fortes também. Além da sincronia o que ele ficaria devendo para seu time. "Quando nos acostumarmos a jogar todos juntos vocês não terão nem chance. Vou apostar com JS, novamente. Olivia vai comer as próprias palavras." Não tinha problema em falar daquele jeito, pois sabia que o outro tinha conhecimento que ele e Olivia eram amigos antes mesmo de irem para Hogwarts. "Tudo aconteceu eu não pensei que isso afetaria nossa amizade. Sei que suas primas são como irmãs, e eu e Lily...Estamos em um bom patamar agora. Resolvemos tudo, e não vamos namorar tão cedo. Estamos até agindo como pessoas maduras, e como pessoa madura, eu queria pedir desculpas. Eu deveria ter pensado na nossa amizade antes de simplesmente deixar todos os meus sentimentos se meterem na frente." Simplesmente despejou no outro sem se filtrar de uma palavra sequer.
o sorriso que escapou de fred foi inevitável diante do comentário de benedict, seja porque ele também tinha certeza de que a grifinória só era imbatível porque eles todos tinham sincronia de anos a favor, seja porque ele mencionou duas coisas muito impossíveis de acontecer. balançou a cabeça antes de dizer: ❝ — montague, vou te dar um conselho porque somos... amigos há tanto tempo. mas se poupe de apostar com o jay, ele é um psicopata quando se trata de apostas e ele pode até perder, mas sempre dá um jeito de ganhar. e a olivia comeria uma goles antes de comer as próprias palavras também, então a duplinha do mal aí talvez seja melhor evitar. se quiser apostar comigo... prometo que seria uma pouco mais leniente.❞ — se permitiu ser simpático e deixar um pouco da sua personalidade de sempre escapar, ainda que eles não conversassem há muito tempo. a segunda parte da conversa também o pegou de surpresa, tanto quanto a aproximação dele. sim, o que mais deixou fred chateado naquilo tudo era que a relação dele com lily levou pouco em consideração os arredores, os efeitos colaterais. e, no fim das contas, ele não tinha como ficar do lado de qualquer pessoa que não lily, por mais errada que ela pudesse estar na situação (a verdade é que ele nem sabia direito o que gerou o término). assentiu e descruzou os braços, tentando sair da postura defensiva. ❝ — escuta, mate, isso rolou faz tempo. eu peço desculpas se fui desnecessariamente frio ou te dei um gelo muito além da proporção, a verdade é que eu tendo a comprar a briga da minha família sobre o triplo do valor... fico feliz que vocês se acertaram, mas sei que você não foi o único que errou em tudo... às vezes eu tendo a aplicar as minhas próprias regras nas pessoas e, bom, não é só porque eu tenho um grande capacidade de reprimir o que eu sinto que todo mundo devia ser assim. então não esquenta, certo? só me manda um aviso prévio quando decidir namorar outra mulher da minha família pra eu me preparar.❞ — brincou na segunda parte, soltando uma risada e dando um empurrão de leve no ombro alheio.
"aí eu tô tão pilhada pro jogo de hoje, eu nem deixei a olivia dormir direito, o que, vamos combinar, não precisa de muito porque dividimos um neurônio, né, freddie. você bem sabe porque divide também, indiretamente" então, como sempre fazia quando se tratava do irmão, obedeceu e pegou um pedaço de pão. mordeu a primeira mordida e baixou-o de novo. "o que pensando por um lado não pareceu uma boa ideia já que posso estar com um pouquinho de sono, mas só um pouco" esclareceu rapidamente antes que ele começasse outro sermão sobre necessidades biológicas básicas. então apontou o pão na direção dele. "e eu gostaria de deixar bem claro aqui entre nós, que você tá muito mandão ultimamente. daqui a pouco vai começar a me dizer pra beber água também" reclamou, embora já estivesse pegando o copo de suco ao mesmo tempo. porque era esse o problema de discutir com fred. ele normalmente estava certo. "mas falando sério..." os olhos correram pelo salão principal rapidamente antes de voltarem pra ele. "yes!!! i knew you would like this plan!! posso começar testando em alguém tipo agora? mcglaggen tem me irritado mais do que o normal ultimamente eu poderia apenas jogar uma maçãzinha nele assim como quem não quer nada..." os neuronios criando sinapses nervosas desenfreadas só de pensar, enquanto pegava a maçã e mirava, mas sem atirar, porque freddie estava bem ali e não era maluca de fazer isso na frente dele, pelo menos não se o outro ainda não tinha dado um motivo que não fosse. so porque ela quer "mas e você?" inclinou a cabeça pro lado. "tem alguém que você tá esperando encontrar hoje?" os olhos estreitaram imediatamente. "alguma versão alternativa de alguém? algum fantasma do passado? alguma paixão secreta que você esqueceu de me contar?" arqueou uma sobrancelha. "porque se tiver eu preciso saber antes. é meu direito constitucional de irmã, não vale guardar tudo pra lyly e jayjay" usou apelidos inventados e que irritavam mas sabia que ele entenderia que se referia à lysander e james sirius.
fred balançou a cabeça em concordância, sorrindo de canto. se existia alguém que conhecia roxanne bem, indiscutivelmente era ele. podia até visualizar a inquietude da irmã gêmea e o quanto olivia deve ter ficado irritada a princípio, mas entrado na onda, porque aquelas duas pareciam as verdadeiras gêmeas. ❝ — me surpreende você estar aqui inteira. do jeito que ela é com essa questão de dormir e descansar antes do jogo, espero que ela tenha pelo menos rosnado pra você.❞ — sorriu, achando graça pela milésima vez na vida que olivia era muito parecida com o oliver wood das histórias do pai e dos tios. a segunda parte do plano fez fred sacudir a cabeça em negação, assumindo uma postura séria. ❝ — roxanne, claro que não. não tô dizendo que ele não merece, mas ele faz parte do time e se você acertar ele agora, vamos correr o risco de usar um reserva! não começa, falta poucas horas pro jogo!❞ — ordenou, porque era da sua natureza mesmo, mas também porque, apesar de rir e pseudo criticar a postura do primo e de olivia, ele na verdade levava aquela partida também a sério demais. foi a última pergunta que o pegou desprevenido; sempre podia contar com roxie para mudar completamente o rumo da conversa. a verdade era que, depois que terminou com venus, a vida amorosa foi perdendo um grande espaço nas suas prioridades, a ponto de minguar quase que cem por cento. ❝ — em primeiro lugar, você é minha irmã gêmea e ninguém me conhece melhor que você ou sequer está acima de você, nem mesmo o james ou a lily. mas pode ficar tranquila que você não perdeu nada, minha vida amorosa continua o tédio que é nos últimos tempos. sei lá, não é uma prioridade agora... minha cabeça anda cheia demais.❞ — foi sincero, até porque se não fosse, roxanne perceberia na hora com aquele poder sinistro que eles compartilhavam de ler um ao ou outro com facilidade. ❝ — mas eu te conheço e sei que você nunca pára, então vou precisar inverter a situação e falar a mesma coisa: e você? não vale guardar tudo pra olivia ou pra lily!❞
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Concordando com que afirmação dele, Aurora assentiu enquanto soprava uma risada curta. ── "Não se mexe em time que está ganhando". Deve ser por esse mesmo motivo que a Grifinória acumula tantas vitórias no quadribol, mas você não me ouviu dizer isso. ── Com o indicador esticado diante dos próprios lábios, jocosamente pedia a discrição do rapaz, temendo receber algum tipo de retaliação por parte do time da sonserina por sua falta de apoio. Embora apreciasse o esporte e acompanhasse as partidas, não era fanática ao ponto de se deixar levar pela competitividade, o que a permitia fazer observações neutras como aquela. Grande parte dos Weasley e adjacentes se dedicavam ao esporte, então era possível que a mentalidade que aplicavam na vida também os favorecesse em campo. As palavras aqueceram seu coração de imediato, especialmente porque não havia dúvida alguma quanto à sinceridade por trás delas quando vinham dele. ── Eu também espero. ── Seu sorriso se tornou ainda mais delicado, tingido pela nostalgia que o assunto despertava em si, mas extremamente grato pela sensibilidade demonstrada pelo outro. ── Obrigada. ── Agradeceu com um aceno de cabeça. Relembrando alguns momentos onde recorreu a ele para falar sobre seus problemas, sempre se sentindo perfeitamente acolhida e segura, Valcourt sorriu com cumplicidade. ── Sim, eu sei... ── Reconheceu sem hesitação. ── Mas acho que já atingi minha cota de reclamações com você. Seria cruel da minha parte alugar os seus ouvidos agora estão livres de me escutar o tempo inteiro. ── Brincou. Sempre seria um pouco delicado interagir com alguém que guardava em um lugar muito específico e especial do peito, acompanhado por memórias ternas e significativas, mas Aurora se dedicava ao máximo para preservar um clima tranquilo quando estava na presença do rapaz. Apostar em algumas brincadeiras leves e sorrisos sinceros parecia ser o caminho mais seguro, mas ainda assim temia dizer algo fora do tom e acidentalmente ferir o bom relacionamento que tinham. De qualquer forma, preferia continuar pisando em ovos pelo resto da vida do que afastá-lo por escolha própria. Reprovando a forma como ele falava, franziu ligeiramente o cenho. ── Ilusão de competência? Fred, por favor, ainda preciso encontrar algo em que você não seja bom. Sua competência já é uma realidade. ── Foi categórica ao dizer, acreditando no talento e na autoridade alheia.── Além disso, sei que os mais novos devem morrer de medo de te ver chegando, porque você sabe exatamente como funciona a mente deles. Deve ser um pesadelo tentar fugir de quem consegue prever seu próximo passo. ── Imaginando o terror que se passava com os alunos mais novos ao se deparar com o monitor, uma risada quase livre de sadismo vibrou em sua garganta. Podia imaginar o quanto era divertido para Fred. ── E como foram os treinos para o amistoso? Está nervoso para o jogo?
fred levou uma das mãos ao peito quando aurora praticamente confessou torcer pela grifinória, o sorriso largo indicando que aprovava a escolha, mesmo que a rivalidade entre as casas fosse a maior de hogwarts. ❝ — pode ficar tranquila. esse segredo morre comigo, até porque, se isso chegar aos ouvidos do seu time, eu provavelmente viro cúmplice e aí minha carreira diplomática entre as casas acaba antes mesmo de começar.❞ — a risada escapou logo em seguida, leve, espontânea. era fácil conversar com aurora, sempre tinha sido. o comentário sobre ela já ter reclamado demais fez fred balançar a cabeça quase imediatamente. ❝ — isso não existe, sabia? acho que você subestima bastante a quantidade de reclamações que um monitor escuta por semana. perto de alguns alunos, você é como um retiro espiritual. além disso, eu nunca enxerguei ouvir você como um peso. então pode parar de inventar culpa onde ela não existe.❞ — falou com naturalidade, sem perceber que a frase escapava de uma sinceridade desarmada, que era um pouco não característica da sua teimosia silente de sempre. quando aurora rebateu a história da ilusão de competência, fred riu e desviou os olhos rapidamente, um pouco sem jeito com o elogio. ❝ — você definitivamente tem uma opinião muito generosa ao meu respeito, mas eu aceito porque seria muita falta de educação discutir com você depois de um elogio desses. e, pra ser justo, eu já tive quinze anos também. quando alguém começa a andar olhando pros dois lados do corredor, carregando um casaco volumoso e assobiando casualmente, eu já sei que vem problema antes mesmo da pessoa abrir a boca.❞ — a imagem arrancou outra risada dele próprio. no fim, a pergunta sobre o amistoso fez o sorriso crescer; bastava falar de quadribol para alguma coisa mudasse na expressão dele. ❝ — os treinos foram muito bons. cansativos, você conhece james e olivia quando o assunto é esse... um amistoso simplesmente não existe, o time todo tá encarando a situação como um jogo pra salvar a humanidade... inclusive eu. então, nervoso talvez um pouco. não pelo jogo em si, acho que estou mais curioso do que qualquer outra coisa.❞
› ♡ uma das características de fred que fenus mais admirava era o quão astuto ele era, mas, naquele momento, desejava que fosse tão inteligente quanto uma porta e muito menos questionador. ele precisava mesmo enchê-la de perguntas? era impressionante que ele fosse capaz de realizar tantas sinapses aquela hora da noite. ❝ talvez eu tenha sido ousada demais, mas vamos combinar que é melhor estudar amortentia e felix felicis do que a poção do morto-vivo. e, embora eu confie nas minhas habilidades, tentar reproduzir o elixir da vida do flamel vai contra a minha ética, então não precisa se preocupar, fred. ❞ weasley poderia não estar satisfeito com sua explicação, mas ela também não estava nada satisfeita com aquelas perguntas. não bastava o risco de ser condenada as trevas por ser fruto de um encantamento do amor e a suspeita de que talvez fosse, na verdade, filha de terence higgs. agora ela também precisava aprender a mentir para as pessoas com quem se importava. vee notou o desânimo de fred e, por um instante, desejou poder abraçá-lo para lhe oferecer algum conforto. entretanto, sabia que aquilo ultrapassaria os limites que haviam estabelecido para que fosse amigos, e não queria deixá-lo desconfortável — principalmente depois de toda a história envolvendo a amortentia. ❝ eu sei que não posso resolver, o que eu posso fazer é me oferecer para te escutar quando você estiver se sentindo sobrecarregado. nós somos amigos, certo? ❞ embora o questionamento parecesse retórico, venus se questionava se a resposta seria positiva. eles haviam conseguido de fato voltar a ser amigos? ❝ eu sei que você é monitor e tem a obrigação de cuidar dos mais novos, só que você também é um aluno, fred. não se afoga no meio de todas essa responsabilidade. ❞ venus sabia o quanto fred levava sua posição como monitor a sério e tinha receio que acabasse sufocado em meio aquele caos. ❝ eu tenho a mais absoluta certeza que logo a mcgonagall vai descobrir algum feitiço maluco e nos tirar daqui. se você quiser me transformo e tento chamar alguma raposa da floresta negra para me contar se viu algo. elas são bastante fofoqueiras, você não tem ideia. ❞ sabia que fred jamais consideraria a ideia e também admitia que não fazia muita questão de que a barreira fosse derrubada. de certa forma, estarem presos ali era mais confortável do que ter todos os meios disponíveis para confrontar suas próprias incertezas. a fala seguinte do rapaz fez com que venus revirasse os olhos, havia sido inocente demais ao acreditar que ele simplesmente tinha se deixado levar. ❝ olha só você, fred weasley ii. estou aqui me oferecendo como ombro amigo e objeto de investigação, enquanto você está tentando entrar na minha mente. você desiste em algum momento? se você quer me ajudar, saiba que eu também quero te ajudar. só vou falar dos meus problemas se você falar dos seus. ❞ repousou as mãos na cintura e retrucou em um tom divertido. fred era inacreditável. ❝ acredite, meus problemas não são tão interessantes quanto três hogwarts surgirem do mais absoluto nada e você ter que fazer rondas por aí enquanto torce para não esbarrar na sua mãe... ou na minha mãe. ❞ venus se sentiu levemente confortada ao colocar ambos os problemas em perspectiva.
fred estava pouco convencido de toda a defesa apaixonada sobre amortentia, felix felicis e ética em pesquisa mágica. no fim, porém, acabou soltando uma risada e balançando a cabeça em rendição. ❝ — tá bom. vou admitir que, comparado à poção do morto-vivo, realmente existe um argumento aí. é um argumento muito suspeito, mas ainda assim um argumento.❞ — ainda que estivesse desconfiado, o sorriso permaneceu, mas desapareceu quando venus perguntou se ainda eram amigos. fred desviou os olhos para um dos livros espalhados sobre o sofá antes de voltar a encará-la. ❝ — claro que somos. vee… terminar um namoro não apaga todos os anos que vieram antes dele e durante ele, não pra mim. algumas coisas mudam, é óbvio que mudam, mas isso não significa que eu deixei de me importar com você.❞ — a sinceridade saiu sem esforço, nunca tentou esconder aquilo também, não era aquele tipo de ex. no fim, o término do relacionamento deles não foi por falta de sentimento ou vontade de continuar juntos, o que tornava tudo mais complexo. mas fred não tinha nenhuma dúvida sobre continuar querendo venus na sua vida. quando ela voltou a falar sobre as responsabilidades dele, fred soltou um suspiro divertido. ❝ — você falou igual a roxie e metade das minhas primas agora. mas eu sei... racionalmente eu sei, mas é mais fácil mergulhar na rotina de monitor do que pensar sobre tudo isso.❞ — confessou aquilo porque venus sempre sabia como arrancar as verdades dele, e também como oferta diante daquela amizade reafirmada. a ideia das raposas, no entanto, arrancou uma risada genuína. ❝ — se qualquer outra pessoa me dissesse 'vou conversar com raposas da floresta negra' eu chamaria imediatamente a ala hospitalar. mas você fala e eu fico cinco segundos pensando se realmente pode funcionar.❞ — balançou a cabeça, ainda sorrindo. a diversão, porém, deu lugar outra vez à calma quando ela devolveu a condição. só falo dos meus problemas se você falar dos seus. ele arqueou as sobrancelhas e continuou sorrindo tranquilamente. ❝ — isso foi manipulação emocional de alto nível, estou impressionado. você e a lily são um grave problema de segurança pública.❞ — riu com aquilo, incrédulo em como ele era facilmente ludibriado por mulheres, independentemente do tipo de relação que partilhava com elas. suspeitava que seria um péssimo pai de menina se um dia chegasse a hora. ❝ — mas o fato de o castelo estar um caos não faz com que aquilo que está acontecendo com você deixe de ser importante. do mesmo jeito que o que está acontecendo comigo não fica menor porque alguém lá fora provavelmente está vivendo uma situação pior. se a gente seguir essa lógica, ninguém nunca mais vai poder reclamar de nada... e iss seria um desastre porque eu adoro reclamar de vez em quando.❞ — aquela era sua especialidade, uma lição de moral com uma pitada de humor. podia ter acabado aí, mas ele estava mesmo sendo sincero quando disse a vee que eram amigos, então adicionou um pouco hesitante, mas muito honesto: ❝ — se algum dia eu realmente precisar conversar, eu prometo que você vai ser uma das pessoas que vai saber. mas, em troca, eu também espero que você cumpra sua parte desse acordo. eu conheço essa sua mania de carregar as coisas sozinha e fingir que está tudo sob controle. e, por incrível que pareça, ela me lembra bastante outra pessoa aqui nessa sala comunal agora.❞ — ergueu uma sobrancelha, claramente incluindo a si mesmo naquela observação. no fundo, ainda que algumas pessoas tivessem tido a audácia de questionar como eles funcionam juntos, fred sabia que ele e venus compartilhavam muitos pontos em comum, que só se apresentavam de modos diferentes.