✦ 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐧𝐨𝐯𝐚 ⎯⎯ blog multimuse escrito por lola (ela/dela, 21+) para @ triatemporahq. encontre aqui as conexões desejadas. caso queira, siga aqui a conta de musings: @lclamusings
frank longbottom ii ⎯⎯ ravenclaw. 21y. 10th. 2026.
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VARINHA: nogueira, cabelo de cauda de testrálio, 28 cm, inflexível.
AMORTENTIA: cheiro de tinta, livros encadernados em couro, prateleiras de madeira.
PATRONO: gato siamês.
BICHO-PAPÃO: michael achava que seu bicho-papão tomaria a forma de seu pai. contudo, surpreende-se em descobrir que na verdade não tem tanto medo dele, em si, tanto quanto tem medo de qualquer bêbado em estado crítico de descontrole. toma a forma de uma figura masculina violenta e perigosa.
QUAL FOI O PRIMEIRO SINAL DE MAGIA QUE VOCÊ DEMONSTROU QUANDO CRIANÇA? o primeiro sinal de magia de michael foi completamente despercebido pela família, tornando sua carta de hogwarts uma grande surpresa. michael costumava passar muito tempo sozinho, mais por eventualidade do que por escolhas próprias, e gostava de se distrair com o violão que conquistara através de muita insistência. uma vez, quando uma corda estourou em suas mãos, michael ficou tão triste que ela se refez sozinha, perfeitamente afinada.
FEITIÇO FAVORITO: reparo; acha incrivelmente útil e prático.
POÇÃO FAVORITA: veritaserum; michael prefere ser direto e honesto na maioria das vezes, e acha interessante a possibilidade de utilizar-se da poção para receber apenas a verdade em retorno.
MATÉRIA FAVORITA: defesa contra as artes das trevas. michael acredita ser importante saber se proteger a qualquer momento; motivo esse que o levou a fazer parte da armada de dumbledore, além da presença de seus amigos.
MATÉRIA QUE MENOS GOSTA: herbologia. o tópico não o interessa muito, e acaba se distraindo com frequência durante as aulas.
PROFESSOR FAVORITO: minerva mcgonagall. direta e eficiente, michael sente que aprendeu muito durante as aulas dela.
PROFESSOR QUE EVITA: severus snape. michael o julga um pouco cruel demais com certos alunos, e fica desconfortável com a sua presença.
LUGAR FAVORITO EM HOGWARTS: a sala precisa é interessante, curiosa e desperta o interesse de michael. não passa tanto tempo por lá, mas é um dos lugares que acha mais mágicos.
LUGAR DE HOGWARTS ONDE RARAMENTE PISARIA: a floresta proibida, uma vez que não há nada que chame a atenção de michael por lá. ele não é nenhum monitor certinho, mas também não é um rebelde sem causa.
LOJA FAVORITA DO BECO DIAGONAL: a floreios e borrões é sempre um deleite de frequentar, apesar dos alunos mais novos que a frequentam e michael se sentir um pouco velho demais, agora, quando a visita antes do ano letivo.
CRIATURA MÁGICA FAVORITA: dragão. as múltiplas raças de dragão existentes explodem a cabeça de michael, que antes era apenas um nerd que admirava ao longe a ficção e agora vivenciava todos os dias um aspecto novo da fantasia ao seu alcance... ou quase ao seu alcance.
TIME DE QUADRIBOL PARA O QUAL TORCE: puddlemere united. quer dizer, o time pelo o qual ele mais torce é a corvinal, mas acabou herdando a torcida do puddlemere devido à amigos em hogwarts. pelo menos o puddlemere ganha mais partidas...
CELEBRIDADE BRUXA FAVORITA: o fato de merlin ser real é legal demais para ser ignorado. e, bem, ele poderia ser considerado uma celebridade, não? michael não admite, mas queria muito tirar uma cartinha do merlin no sapo de chocolate...
FIGURA HISTÓRICA DO MUNDO MÁGICO QUE ADMIRA: rowena ravenclaw. não por ser clubista (era clubista sim), mas porque sentia uma certa conexão estranha com ela e a sua melancolia.
OPINIÃO SOBRE O MINISTÉRIO DA MAGIA: michael não era tão por dentro a respeito do ministério até tempos recentes. atualmente, não tem confiança no governo nem em figuras de poder, não tanto quanto em dumbledore e harry potter.
OPINIÃO SOBRE SANGUE-PURO, MESTIÇOS E NASCIDOS-TROUXAS: acha completamente imbecil a diferenciação entre status ser levada tão a sério, até porque michael mesmo não vê diferença alguma entre as pessoas na prática, além da perturbação que puristas espalhavam pela escola.
UMA SUPERSTIÇÃO MÁGICA QUE SEGUE: ele precisa estar usando um cachecol específico da corvinal, que já está pequeno nele, para garantir que pelo menos eles não vão perder por conta disso. se não usar, michael tem certeza de que não tem chance de vitória. não é uma superstição muito mágica, mas é uma das mais inconvenientes.
UM OBJETO MÁGICO QUE SEMPRE QUIS POSSUIR: sempre quis ter uma firebolt, apesar de não ser um quadribolista habilidoso; mais por diversão e curiosidade.
" I'm sorry. " o pedido de desculpas veio baixo, quase se assemelhando perfeitamente ao tom que Astoria usaria se estivesse ali, mas faltava o detalhe da sinceridade, porque o quadro só refletia o que era esperado, e não replicava sentimentos reais. essa talvez fosse a maior diferença, porque Astoria Malfoy era verdadeira demais, cheia de vida até mesmo quando estava doente, e retrato nenhum, não importava o quão bem feito conseguiria replicar isso.
Desde que descobrira a respeito da gravidez, o mundo de Astoria se resumira a fazer o possível para que seu filho chegasse ao mundo com saúde, e por sorte, fora na mesma época que descobriram que a maldição de sangue que corria no sangue da família Greengrass atingia somente as mulheres da família, e talvez tenha sido que lhe dera um pouco mais de força, ter a certeza de que o filho não parecia pelas mesmas aflições e episódios que ela. ainda sim, quando Scorpius nasceu Astoria o observava o tempo todo, qualquer pequena mudança era motivo para preocupação, porque sempre existia a possibilidade de estarem errados e de tudo o que ela poderia ter passado ao filho, que veio uma cópia fiel do pai em aparência, seria justamente o detalhe que a estava levando ao seu fim, porém, naquele sentido a sorte parecia finalmente estar ao seu lado, e Scopius Malfoy crescera completamente saudável.
A informação de que Scorpius estava mais alto do que Draco confundiu o retrato por um momento, que demorou alguns segundos para processar aquela informação, como se estivesse tentando juntas as linhas do tempo e interpretar o tempo que havia passado da forma correta. conforme as informações se alinhavam, sua postura foi relaxando, voltando a pose original, com a adição de um sorriso mais tranquilo em sua face. " good, he needs to be happy. you need to make sure that he is, ok? " pediu olhando fixamente para Draco, como se precisasse de uma confirmação verbal de que faria isso, de que garantiria a felicidade do filho independente de qualquer coisa.
" you can't keep secrets from me Draco, I'm not there anymore. " era quase como se o retrato fosse programado para lembra-lo de que não era uma versão real de sua esposa, era apenas um reflexo de quem ela fora um dia. " I love you too. " por mais sinceras que fosse as palavras, por Astoria realmente o amava, sempre amou e para sempre o amaria, ela o amou com tudo o que tinha até seu último suspiro, porque não havia um universo em que Astoria Greengrass não fosse completamente apaixonada por Draco Malfoy. no entanto, não importava o quão verdadeiras fossem suas palavras, faltava intenção, faltava calor, faltava alma, faltava Astoria.
O retrato observava os movimentos dele com atenção, como se absorvesse tudo o que pudesse, por que mesmo por trás daqueles olhos sem tanta vida, ainda havia uma certa devoção pelo homem a sua frente, não importava quem a tinha retratado daquela maneira, certos olhares eram reservados somente a Draco, e ela jamais conseguiria olhar outra pessoa daquela maneira. " eu sempre acreditei em você, provavelmente muito mais do que você acredita em si mesmo. " comentou repousando ambas as mãos no próprio colo, numa expressão tranquila, gostava de ouvir sobre o dia dele, sobre o que acontecia a sua volta, mesmo que não estivesse realmente ali. o olhar dela se desviou para o ambiente atrás dele, como se tentasse reconhecer o lugar, repousando na janela por um instante, se voltando para ele somente quando tom da conversa mudou, porque ela sabia exatamente o que ele estava prestes a dizer. " It's not me. " repetiu no mesmo instante que ele. " the same way that I'm not her, not the way that you need me to be. " completou, movendo a cabeça para o lado, conseguindo quase uma semelhança perfeita com a expressão que Astoria fazia quando tinha de dizer algo difícil. " I was different in school, you know that, and you were different. you need to let me find my own way to you. " seu tom era suave, quase maternal. " we will be together again, when the time is right. don't forget: we always find each other. " sorriu, havia uma vontade do próprio quadro de toca-lo, porque era o que Astoria fazia quando precisava que Draco acreditasse no que ela dizia. " but you also need to le me go, it's no health for you. it's not right, and it's not what I wanted for you. "
"não, não precisa se desculpar," draco respondeu em um suspiro cansado. o tom gentil dela arranhava suas garganta, fazendo com que draco, de repente, sentisse a necessidade de segurar um choro inexistente. ele percebeu a confusão dela a respeito de scorpius, e escolheu desviar o olhar para não lidar com essa inconstância, também. "eu... eu sempre vou fazer o que eu puder para garantir isso, mon cœur. i so desperately need him to be happy, but he misses you so much..." aquela responsabilidade não pertencia ao quadro. não pertencia nem mesmo à astoria, a pessoa real, porque a felicidade de ninguém poderia depender de outrem. obviamente, isso não evitava nada.
draco quis rir em cansaço, também. odiava quando ela respondia diretamente que não era astoria, porque ela—sua esposa de verdade—odiava tudo sobre o draco estava fazendo no momento: fingir que ela ainda estava viva através da magia. ainda assim, sentia-se culpado por ter mentido para astoria e escondido aquela pintura dela. quando ela respondeu que o amava também, draco ficou imobilizado por um instante. a reação era comum nas conversas entre eles, em que draco desejava ouvir as palavras e nunca sabia lidar com o fato delas soarem... estranhas.
"certamente," ele concordou. "eu sou claramente dependente, não? primeiro, precisava da validação dos meus pais, depois dos meus colegas, e então a sua." draco arqueou as sobrancelhas, recordando-se das palavras genuínas e carinhosas que astoria, ainda como sua amiga, dividira com ele quando se reencontraram depois de seu período em azkaban. "eu aprecio que não tenha se aproveitado da minha devoção, ainda que ainda seja completamente sua." dela, ele corrigiu mentalmente.
era possível invejar a si mesmo? ou uma versão ligeiramente diferente de você? porque draco não havia passado por uma crise temporal em 1999, e acreditava que isso deveria alterar as coisas, um pouco. balançou a cabeça negativamente, desconfortável. "i know, i know we had to find each other again like we did. but what if i had the chance to be with you earlier? forever wouldn't be enough, but at the same time... i would do anything for one more day with you. anything." a voz, que outrora tentava se manter casual, estava certamente afetada agora, repleta de saudade e angústica. "i wish an older me could have intervened and saved us, both you and me."
suas falas iam completamente contra o que havia conversado com lily potter, quando dissera que não deveriam interferir nas linhas temporais. agora, diferentemente de antes, podia debulhar-se em seus sentimentos e mais internos pensamentos sem se preocupar em parecer the bigger man. draco se aproximou da pintura, levantando fragilmente seus dedos até chegar próximo do rosto de tinta dela. os seus olhos, sempre cinzas e turbulentos, tremeluziam sob a imagem dela. "eu gostaria de ter conseguido cumprir com a minha palavra," ele murmurou. "but i can't let you go. it wasn't fair of you to have asked that of me, back then."
"Certo, deixa eu ver se entendi bem..." Lígia cruzou as mãos, tentando fazer uma recapitulação mental de tudo que Michael tinha acabado de lhe relatar. Já tinha ouvido umas queixas bem peculiares, mas jamais uma queixa por procuração. Ela inclinou ligeiramente a cabeça, analisando o garoto com uma expressão que misturava divertimento e uma genuína curiosidade profissional. "A capitã do time de Quadribol da Corvinal está com depressão depois que o namorado morreu..." Começou, falando lentamente para que ele pudesse lhe corrigir caso estivesse errada. Como não aconteceu, continuou: "Isso está afetando o time da Corvinal, que perdeu pra Sonserina no amistoso. E a sua intenção é que eu faça uma espécie de intervenção terapêutica de emergência para que ela recupere o foco e o seu time volte a vencer?" Deu uma pausa dramática, descruzando as mãos e apoiando o queixo em uma delas. Se esforçava muito para não rir, mas um sorriso ainda era visível em seus lábios. "Michael, por mais que eu admire o seu... espírito de equipe, preciso te dar uma notícia realista: a psicologia não funciona como um feitiço. A dor da Cho pertence a ela, e o tempo pra digeri-la também." Ela se inclinou um pouco mais para a frente, suavizando a expressão. "É realmente uma atitude muito bonita sua. Você deveria falar diretamente com a Cho. Mas me diga, por que essa derrota específica te preocupou tanto? Faz parte do Quadribol perder, você sabe."
michael, diferentemente da sua postura habitual, apoiava os cotovelos nos joelhos, inclinado para frente para encarar lígia bonfim com toda seriedade que demandava. ele assentiu devagar, confirmando que todos os pontos citados estavam corretos e nem por um instante cogitando que aquela era uma ideia totalmente absurda. "eu nunca gostei tanto assim de uma namorada para me deixar em depressão, mesmo em condições tão extremas," ele ponderou, pensando que felizmente sua ex não o ouviria falando isso. "mas sei que as pessoas podem ficar extremamente debilitadas em condições... não ideais. então pensei em você—" ele pausou bruscamente. "na senhora— na senhorita?" michael cerrou os olhos, testando a possibilidade e incerto da forma que ela preferiria ser chamada.
a resposta de ligia não era exatamente o que gostaria de ouvir, apesar de já ter imaginado aquela possibilidade. a dor de cho chang realmente pertencia somente à ela, e michael nem ao menos tinha intimidade o suficiente para simplesmente perguntá-la se precisava de algo, mas isso não diminuía a sua preocupação. mike suspirou com a pergunta que recebeu. "eu realmente valorizo muito o esporte. é um dos meus maiores interesses desde que vim parar em hogwarts," respondeu um pouco superficialmente, porque michael nunca sabia dizer se havia se explicado de menos—o que era bem comum. "eu entendo que algum dos times tem que perder, mas eu acredito que há muito potencial escondido na corvinal que só precisa de um empurrãozinho. como a capitã, por exemplo." sentia-se um pouco mal por ter exposto o ocorrido com cho, embora tenha acreditado que aquilo já constava na ficha dela previamente.
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"eu não consigo nem falar, amiga!" começou enquanto se aproximava de isla e invadia todo o seu espaço pessoal, agarrando-se ao braço dela como fazia sempre que precisava dividir uma crise que, na própria cabeça, certamente merecia atenção imediata "eu não consigo nem olhar praquelas outras hogwarts" continuou genuinamente aflita, balançando a cabeça antes mesmo que a melhor amiga tivesse a oportunidade de perguntar o motivo "tem uma coisa ocupando a minha cabeça e eu... ai, eu preciso muito falar sobre isso porque eu tentei guardar pra mim durante umas três horas e só piorou" respirou fundo, como quem criava coragem para confessar um grande pecado "vai que eu encontro alguém usando uma roupa muito mais bonita que a minha?" cruzou os braços instantaneamente, já indignada com um cenário que sequer havia acontecido "tipo... pensa comigo. já é difícil competir com uma hogwarts inteira. agora eu tenho que competir com três?" fez uma pausa dramática, olhando para o nada enquanto o raciocínio parecia ficar ainda pior dentro da própria cabeça "e se a versão dos anos setenta tiver um senso de moda melhor? eles usavam umas capas tão elegantes..." mordeu o canto do lábio por um instante "e a hogwarts do futuro deve ter descoberto algum feitiço absurdo que deixa todo mundo impecável o tempo inteiro... que saco!"
era curioso o quanto a energia de isla conseguia bater com a de amara. ela nem se incomodava, por exemplo, em ser puxada pela amiga pelo o corredor, e sua expressão era de tranquilidade, acostumada com a forma expansiva da outra em se expressar. "eu também não quero saber das outras hogwarts, mas duvido que seja pelo mesmo motivo," ela replicou em divertimento. isla não queria se tornar obcecada pelo conceito abstrato das linhas do tempo se cruzando, nem se deixar se influenciar por questões futuras.
com a confissão dramática finalizada, isla colocou as mãos nos ombros de amara, desvencilhando-se dela por um momento em prol de ajudá-la. "amara, minha linda," ela começou, amaciando. "suas roupas são belíssimas, mas existe um mundo todo lá fora. você não pode ter medo das roupas bonitas dos outros." ela balançou amara um pouco, como se isso a motivasse. "o que importa é que não existe esse rostinho em outras épocas—não em hogwarts, eu espero. a menos que suas primas não sejam as únicas gêmeas da família e você tenha escondido uma irmã bem embaixo do meu nariz."
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Ela poderia simplesmente ter deixado passar. De verdade, poderia. A conversa nem era com ela, a mesa não era a dela, a derrota não tinha nada a ver com a Grifinória. Mas Merlin, como era difícil ignorar Michael Corner falando sobre uma partida perdida como se a única explicação possível fosse que o universo inteiro tivesse conspirado contra ele. E aquilo era especialmente irritante vindo dele. Ginny nunca fingiria que era uma pessoa tranquila quando o assunto era Quadribol. Ela odiava perder. Talvez até mais do que deveria admitir. Mas havia uma diferença entre ficar frustrada com uma derrota e passar horas tentando encontrar alguém ou alguma coisa para culpar por ela. E Michael parecia sempre escolher a segunda opção. "Ano vai, ano vem, e a mesma história é contada." a frase escapou antes mesmo que ela decidisse se realmente pretendia dizê-la. O problema era que, uma vez que começava, raramente conseguia parar. E a risada que viera logo depois era só mais uma prova disso. "Por que você não se arrisca no campo, Michael?" ela inclinou a cabeça, os olhos se estreitando. "se jogar tão bem quanto arruma desculpas, talvez a Corvinal finalmente tenha uma chance."
a sua imaturidade quando se tratava de quadribol era um traço certamente irritante. até seu relacionamento com ginny weasley foi por água a baixo pelo o quão péssimo ele era em perder, e não ter vergonha alguma em demonstrar isso. "engraçado," comentou, depois de terminar de mastigar o pedaço de pão, como se estivesse dando à observação dela toda a consideração do mundo. "eu podia jurar que você era a primeira pessoa a entender que perder irrita." afinal, ela também nunca parecera aceitar uma derrota com um sorriso no rosto. a diferença era que, quando a grifinória vencia, tinha a estranha impressão de que metade do castelo esquecia convenientemente qualquer exagero vindo dos leões...
ele apoiou os cotovelos sobre a mesa, arqueando discretamente uma sobrancelha diante da sugestão. "c'mon, ginny, let's be honest. eu acho que você ficou mais feliz quando se tornou capitã só para poder dizer pro resto do time como devia jogar, do que pela vitória no amistoso. você me entende, bem no fundo," devolveu sem elevar a voz, um sorriso enviesado surgindo por um breve instante. "mas imagino que todo mundo tenha talento pra dar pitaco do lado de fora do campo."
"e eu não acredito nessas forças astrais impactando o jogo," mentiu com naturalidade. "só acho curioso como certas faltas passam despercebidas quando favorecem a sonserina." deu de ombros, como quem encerrava o assunto. "mas tudo bem. amistoso serve justamente pra isso. descobrir o que precisa melhorar... e lembrar que malfoy não vai ter essa sorte pra sempre. eu acredito na chang." a esperança era insistente. a teimosia de michael, mais ainda.
Marcus ergueu os olhos do próprio prato no exato instante em que ouviu o nome de Draco, mas foi a continuação que realmente chamou sua atenção. Ele mastigou o último pedaço de torrada com uma calma quase provocativa antes de apoiar os cotovelos na mesa, encarando Michael por alguns segundos como se estivesse avaliando a seriedade daquela teoria. Então soltou uma risada. “Corner, você tá passando por todas as fases do luto esportivo. Primeiro vem a negação, depois a conspiração... imagino que até o jantar você já esteja aceitando que simplesmente perdeu”, comentou com um sorriso enviesado, completamente satisfeito consigo mesmo. “E se você vai reclamar da Sonserina, pelo menos escolhe um argumento melhor. O Malfoy nem precisou carregar o time nas costas. A gente ganhou porque jogou melhor. Além do mais, você tá escolhendo a pessoa errada pra culpar. Eu sou o capitão. Se existe um grande vilão responsável pela desgraça esportiva da Corvinal, sou eu. Sei que deve ser um conceito meio traumático de ouvir logo cedo, mas alguém precisava dizer”, Marcus pegou a caneca de café sem desviar os olhos dele, dando um gole antes de ouvir a resposta dele.
michael soltou uma risada anasalada, balançando a cabeça enquanto terminava de mastigar o pão. era claro que um sonserino apareceria para defender o próprio time—o que o surpreendia era marcus ter levado tanto tempo para fazê-lo. o luto esportivo era uma verdade absoluta, mas não podia dar a satisfação de concordar com o capitão da sonserina depois de ter perdido daquela maneira. "eu não disse que o malfoy carregou ninguém nas costas," corrigiu, apontando um pedaço de pão na direção do outro como se fosse um indicador. "eu disse que ele nem é tão bom assim, o que é verdade." deu de ombros.
a última parte arrancou dele um sorriso enviesado. "ah, então a culpa é sua?" fingiu ponderar por um instante, parecendo aliviado pela informação. "isso, na verdade, facilita bastante. eu estava achando um desperdício gastar tanta energia implicando com o malfoy quando podia direcionar tudo pro verdadeiro responsável." mas achar um responsável não era o suficiente. michael precisava choramingar um pouco mais. "foi você que comprou a partida, então? o cofre dos flint em gringotts está um pouco mais vazio depois de ontem?"
"eu não entendo muito de quadribol..." começou com toda a sinceridade do mundo, apoiando o cotovelo na mesa "...mas eu entendo bastante de homens loiros irritantes" assentiu para si mesma "e a pior coisa que você pode fazer é deixar eles perceberem que ganharam um espacinho na sua cabeça. acredita em mim, eles ficam insuportáveis quando descobrem isso" fez uma pequena careta antes de roubar um pedaço do pão do prato dele sem pedir licença, sentada na mesa da corvinal, porque as vezes se convidava a sentar nas outras mesas "então, sabe qual a melhor vingança que você pode cometer contra draco malfoy? raspar a cabeça dele!" finalizou com uma sobrancelha arqueada antes de se desfazer em risadas "brincadeira. não vamos fazer isso, mas podemos fazer algo pra você se vingar se quiser, posso te ajudar nisso, tenho problemas graves com sonserinos, eles são tão emburrados não são?"
michael lançou um olhar enviesado quando amara admitiu não entender de quadribol. era uma confissão peculiar para ele, considerando que, em sua opinião, deveria ser um conhecimento obrigatório em hogwarts. ainda assim, não contestou, porque preferiu ouvir o restante, e precisou prender um sorriso quando ela começou a discorrer com autoridade impressionante sobre homens loiros irritantes. "eu escolho considerar isso..." apontou sutilmente para ela com o pedaço de pão que ainda segurava. "...como um curioso argumento," admitiu, mesmo que a contragosto. draco provavelmente adoraria saber que tinha conseguido estragar o humor de metade da corvinal logo cedo. infelizmente, antes que pudesse concordar de verdade, sentiu o pão desaparecer dos próprio prato. "ei!" protestou, sem qualquer indignação verdadeira, acompanhando o pedaço roubado com o olhar. "você acaba de cometer um claro roubo diante de dezenas de testemunhas. como se defende?"
a sugestão seguinte o fez bufar uma risada pelo nariz. "raspar a cabeça do malfoy?" repetiu, imaginando a cena por um breve instante. "tenho quase certeza de que isso faria o cabelo dele crescer mais bonito só por pirraça." balançou a cabeça. "acha que ele é tão apegado assim ao cabelo ao ponto de ficar mal?"
o oferecimento arrancou dele uma expressão um pouco mais leve. michael apoiou o queixo na mão, fingindo considerar a proposta. "aprecio a oferta, principalmente vindo de alguém com clara experiência no assunto." um sorriso discreto apareceu no canto da boca. "mas minha vingança preferida continua sendo ganhar deles na próxima partida. dói mais... e dá bem menos trabalho. embora eu não vá mentir," confessou, sussurrando em sua direção. "se algum sonserino acordasse misteriosamente sem sobrancelhas amanhã, eu fingiria que não vi nada."
Mesmo curta, Astoria considerava que tinha vivido uma boa vida. ela tinha sido feliz, verdadeiramente feliz, especialmente em seus últimos anos de vida. se casara com a pessoa por quem fora apaixonada a vida toda, tivera um filho que detinha todo o seu coração, uma família, bons amigos que sobreviveram aos terrores da guerra e encontravam conforto uns nos outros. o que mais uma garota poderia querer? talvez mais tempo, talvez a chance de assistir seu filho crescer e desbravar o mundo. ainda sim, fora muito mais fácil preparar a si mesma para sua partida do que ajudar os outros, os que ficariam, e ela precisava que eles seguissem em frente, que continuasse vivendo suas vidas mesmo sem ela ali, porque, como sempre, tudo o que ela queria era que eles fossem felizes.
e fora deste sentimento que veio um de seus últimos pedidos, que os únicos quadros que permanecessem na mansão fossem intocados por magia. porque não queria que Daphne, Draco e principalmente Scorpius, ficassem presos á uma versão dela congelada no tempo, que jamais evoluiria, que teria apenas uma fração de quem ela foi um dia, e nem mesmo isso seria uma representação exata de Astoria, porque havia muito mais nela do que poderia ser capturado em um retrato. o quadro que restara e fora escondido por Draco, retratava uma Astoria ainda saudável, no auge de sua beleza, era perfeitamente detalhado, fora feito alguns meses após o nascimento de Scorpius, onde tudo parecia indicar que ela ficaria bem, que a doença tinha sumido ao fim da gravidez, infelizmente, não durou muito, porque precisamente um ano depois fora quando Astoria voltou a ter episódios frequentes e sua saúde apenas só deteriorou, até que ela finalmente sucumbiu a sua condição.
quando a luz atingiu o retrato, os primeiros sinais de movimentos aconteceram, os olhos piscaram e ela sorriu ao ver Draco ali, tão próximo, porque algo que nunca havia mudado ao longo dos anos, era o amor que sentia por ele, apenas se tornara mais forte. no entanto, faltava algo, por mais sincero que seu sorriso parecesse, ainda faltava o brilho por trás de seus olhos, a vida que existia dentro dela, mesmo quando muito doente, faltava Astoria.
" Draco. " a voz não era exatamente igual, faltava o calor que sempre acompanhava as palavras de Astoria. " it's ok, time is different for you and me. for me, it's like I just saw you yesterday. " completou assentindo minimamente para ele. " is he okay? " a pergunta veio automatica, ela fazia a mesma pergunta sempre que o nome do filho era mencionado, porque não tinha todas as lembranças, era mais dos primeiros anos de vida, quando quadro ficava na mansão e conseguia acompanhar o que acontecia dentro daquelas paredes, absorvendo os momentos, mas foram tantos anos guardada, tendo pequenos vislumbres e somente as informações que Draco lhe trazia, que por vezes, a pintura se via confusa a respeito de o que eram as lembranças de Astoria e o que somente o quadro vira. " I don't like you keeping secrets from them. " o olhar da pintura acompanhava os movimentos dele. " and I'm sure you're an incredible professor. how is your day going? "
ao ouvir a voz dela, draco precisava ignorar o fato de que sabia que ela soava diferente—não muito, mas apenas o suficiente para ser perceptível. ao mesmo tempo, em um misto de sensações, draco sentia uma pequena gota de euforia em reencontrá-la. "you see, when you say that, i feel even worse," draco replicou tentando fazer graça, porque a comparação do tempo tornava-a um pouco menos humana.
como sempre, é claro, ela queria saber de scorpius, e draco sentia-se ainda pior por não poder dividi-la com seu filho, ou até mesmo acalmá-la na pintura mostrando o quando scorp havia crescido desde a última vez que o viu. mas o que deveria fazer, se aquele era um desejo de astoria? já não era desrespeitoso o suficiente tê-la roubado para si? e pior: e se seus familiares restantes, scorp e daphne, decidissem que aquele quadro não deveria existir, como ela havia pedido?
bem, draco estava certo de que não teria energia alguma para seguir em frente, se fosse o caso. e, fazendo jus ao seu egoísmo e dependência, mantinha seu segredo. "he is," ele respondeu, embora pouco confiante. ainda que tentasse se esforçar, draco e seu filho sempre pareciam se comunicar com uma distância entre eles, como se não soubessem falar a mesma língua completamente, exceto quando sentiam a falta de astoria. "almost taller than me," adicionou, recordando-se de quando brincavam imaginando esse dia chegar: scorpius tão alto ou mais do que draco, towering over astoria as if she was the child. "ele jogou muito bem no amistoso, esses dias. parecia... feliz."
mas a conversa eventualmente chegava naquele ponto onde draco tinha que admitir ser tão terrível quanto sempre proclamou ser, diferentemente da percepção que sua esposa tinha sobre ele. "i didn't like keeping this secret from you, either, but i had to make a choice, huh?" draco virou-se novamente para ela, levantando o chá como se pudesse oferecer à ela. "i did what i did because i love you. and i'm keeping you from them because i love you, too." trouxe a xícara aos lábios, sentindo o cheiro deste como se uma extensão de astoria se fizesse presente. essa ilusão era problemática e sofrida, mas draco já estava dependente.
ele riu contra a bebida, precisando de um momento para se recompor antes de bebericar novamente. "eu sei que você sempre achou que eu seria, mas eventualmente eu achei que nunca seria aceito aqui, e com toda a razão de ser." draco tinha a impressão que estava admirando a figura dela com tremendo carinho e amor, mas quem o visse de fora encontraria apenas um olhar solitário e triste. com a pergunta casual sobre o dia dele, memórias invadiam sua mente. "it's better, now." havia caminhado um pouco com gemma, que claramente parecia preocupada com draco. e também havia theo, que conseguia perceber o quão abalado draco estava ao mesmo tempo que se preocupava com as poções feitas para sua filha. "a filha de harry e ginny—lily, se lembra?—encontrou, supostamente, uma versão minha de 1999 no limite da barreira," ele mencionou, porque já havia contextualizado à imagem de astoria sobre o isolamento de hogwarts. "e eu não posso evitar de pensar que..." que você está lá. draco deixou a xícara na mesa de mogno, vacilando por um instante. ele fechou os olhos, apertando-os como se isso pudesse mudar alguma coisa. "that you're still there. but it's not you, is it?" abriu-os novamente, e a feição já claramente demonstrava toda a sua frustração. "it wouldn't be my wife out there. but still, that didn't stop me from keeping... you," ele apontou com a cabeça para o quadro. odiava contestá-la, odiava ter que mencionar que a imagem se comportara de uma forma distinta à de astoria, mas em certos momentos não conseguia evitar.
com a imagem de astoria greengrass malfoy ( @inthshadows ) no escritório do professor de poções em 2026
draco tinha que admitir sentir uma parcela de culpa ao desobedecer o último pedido que sua esposa fizera.
ela mesma havia feito grande esforço para garantir que não restaria nenhum quadro mágico com a sua imagem, para que draco, scorpius e daphne não tornassem-se dependentes de uma representação inacurada dela. ainda assim, draco foi teimoso e imoral, e até mesmo um pouco cruel em esconder o quadro mais acurado de sua esposa para mantê-la por perto, de alguma maneira, após a sua morte. mas draco não se reconhecia mais se não pudesse ouvi-la, mesmo quando suas falas não representavam uma resposta digna de astoria. no instante em que a saudade o consumia por inteiro, ele precisava vê-la, ou a imagem mais próxima da realidade possível. quando descobriu o quadro dela escondido em seu escritório, e draco inspirou como quem finalmente pudesse respirar—aliviado na mesma proporção que sofrido ao vê-la novamente.
"mon cœur," ele suspirou, a um palmo de distância do quadro. era tão detalhado—o melhor que tinham da sua esposa adulta, antes de sua doença começar a consumi-la desenfreadamente. "i'm sorry i took so long to see you again."
o quadro não era astoria, e draco tinha plena consciência disso. ainda assim, era difícil comunicar-se com a imagem e não se enganar, vez ou outra. quando mais jovem, draco achava estúpidos aqueles que ousavam misturar as coisas, que beiravam à infantilidade ao não saber diferenciar quadros das pessoas reais. agora, era completamente refém deste.
lentamente, ele deu passos para trás e ousou dar as costas para tori. iniciou o preparo do chá favorito dela, pois a tradição o fazia sentir-se mais próximo de astoria. quantos anos já não repetia os mesmos passos, iludindo-se com a presença dela? "infelizmente tenho que ser mais cuidadoso ainda, aqui, para que nem scorp nem daphne a vejam. well, this is my punishment for wishing to be a respected professor, i guess." o tom parecia casual, mas draco sentia seu peito apertar. toda vez que repetia aquele processo, sentia a si mesmo definhar em seu próprio luto, como se começasse tudo do começo novamente, tendo que tomar consciência pela milésima vez da sua perda.
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Infelizmente nem todos os sonhos duram pra sempre, a realidade sempre parece encontrar um jeito de se esgueirar pelas frestas e tomar posse novamente. talvez, no caso de Astoria Greengrass, ela só tivesse abusado demais da própria sorte, porque apesar da noite mágica que o baile havia lhe proporcionado, ainda havia uma batalha interna sendo travada todos os dias, uma na qual ela sequer parecia ter qualquer tipo de controle, especialmente quando seu corpo resolvia lutar contra si mesmo. seu dia começara com leves dores de cabeça, nada fora do comum, ela culpou o pouco sono e a bebida da noite anterior, mas conforme as horas passavam, seu apetite diminuía e as piscadas se tornavam mais longas, como quem tentava se ajustar a algo sem saber o que, o formigamento na ponta de seus dedos deveria ser o sinal claro de que algo estava realmente errado, mas ela decidiu ignorar a sensação, ainda feliz demais, se agarrando as lembranças que aqueciam seu coração. Astoria colapsou no meio da tarde, em plena biblioteca, não houve um sinal claro para as pessoas que estavam em volta, uma hora ela estava virando um corredor atrás de um livro de poções, no outro, um baque surdo pode ser escutado por toda a biblioteca, seu corpo sendo encontrado inconsciente no chão. mais uma vez, foi levada as pressas até a enfermaria, a questão era: não havia nada necessariamente errado com ela, um pouco desidratada, mas nada que justificasse tamanha reação. aquela altura, Astoria começava a se questionar se não tinha algum tipo de alergia a felicidade, porque quando tudo parecia se encaixar e fazer sentido de novo, ela se via mais uma vez presa a uma cama de enfermaria, com nada além de preocupações alheias e as lembranças de uma noite.
após o homecoming, draco ainda estava eletrizado. haviam duas vitórias conquistadas naquele dia: o amistoso, e a pequena... interação que tivera com astoria greengrass, a garota—a mulher?—com quem ele supostamente não estava tão a fim de se casar no verão passado. mas, uma vez que sua perspectiva de que estava sendo forçado a isso mudara, parecia que... tudo se encaixava, sozinho. até mesmo ignorara goyle quando o dito cujo tentou engajar draco em uma implicância com lufanos do sexto ano, completamente alheio ao que ocorria à sua volta. quando estava retornando ao salão comunal para matar um tempo livre, ouviu o comentário de alguém atrás de si, debatendo o fato de que greengrass estava, novamente, na enfermaria por algum motivo. draco travou em seus passos e franziu o cenho, porque ela parecia bem, mais cedo, quando a viu ao longe no salão principal. contudo, era inegável que astoria era conhecida por sua fragilidade, embora draco a considerasse tão... cheia de vida. o nome dela se repetia em um irritante loop em sua mente, misturando-se ao som dos próprios passos nervosos e ansiosos em direção à enfermaria. madame pomfrey estava claramente disposta à expulsá-lo dali, diante de tantos questionamentos que draco fizera; what happened? to which she replied: nothing life-threatening, mr malfoy. then why is she here? o olhar de madame pomfrey endureceu, o que era um pouco assustador. ela tentou explicar que não havia nenhuma justificativa alarmante para o colapso, além de desidratação, o que fez o nervosismo gelado de draco lentamente derreter sobre seus ombros. parecia um pouco mais calmo, apesar de não a ver acordada em uma das macas mais próximas. como astoria permaneceria ali em observação, draco teve que se tornar um pouco menos malfoy e um tanto mais black—menos mandão, um pouco mais charmoso. felizmente, madame pomfrey tinha mais o que fazer do que impedir draco de conferir o bem-estar de uma garota desacordada, e permitiu que ele se aproximasse dela. apesar de tudo, ela parecia tranquila em seu apagão. tão bonita e, definitivamente, frágil. draco riu baixinho ao relembrar a pose dela em solucionar o problema com a porta, quando ficaram presos no armário de vassouras—ela gostava de se provar capaz, e draco havia apreciado profundamente esse lado seu. draco puxou uma cadeira para perto, tentando não fazer muito barulho, e permaneceu observando-a durante alguns instantes, como se precisasse convencer a si mesmo de que ela estava de fato respirando. um sorriso surgiu em seus lábios, pequeno e inconsciente. "do you remember i told you i worry because i can't help it?" os dedos dele moveram-se sobre o colchão por um instante antes de vencerem a hesitação. com inusitada gentileza, segurou uma das mãos dela, que estavam naturalmente frias. era tão desconfortável vê-la assim, vulnerável. draco sentiu mais uma vez o desconforto tomar conta de si. "i unfortunately meant it." draco suspirou. "so… whenever you decide you've frightened everyone enough…" ele murmurou. "…i'd quite like you to wake up."
❝ ⸻ Parada aí, mon amour! ❞ Éloise chamou assim que avistou Nikolina atravessando um dos corredores do castelo. Já fazia alguns minutos que a procurava, incapaz de esperar mais para mostrar a novidade. ❝ ⸻ Sua entrevista sobre os amistosos saiu! ❞ Estendeu o jornal na direção da amiga para que ela pudesse dar uma lida no texto produzido pela Delacour. Modéstia a parte, pensava que era uma boa repórter e achava que tinha organizado as respostas da amiga de forma que a matéria ficou brilhante. ❝ ⸻ E olha a sua foto! ❞ Indicou a imagem encantada de Niko em uma belíssima pose com sua vassoura. Éloise tinha sido um pouco chata em busca da pose perfeita, mas tinha valido a pena. Adorou o resultado. ❝ ⸻ So hot! Você é a gostosa das gostosas, Niko. Realmente valeu a pena você ter assustado minha outra fonte. Essa entrevista ficou infinitamente melhor… E convenhamos que você é muito mais fotogênica do que aquele chatinho. Fizemos um favor ao jornal. ❞
nikolina tinha memórias vívidas de algumas vezes em que sua mãe a levou para participar de matérias exclusivas em revistas de fofoca, como se fosse uma prática comum ou respeitável. diferentemente das entrevistadoras nas memórias, éloise ao menos fazia nikolina se sentir confortável e importante quando carregava uma matéria sobre ela em mãos. "você tem que admitir que a vassoura ajuda bastante na pose," niko assentiu, sua feição expressando certo orgulho por parte de delacour por produzir algo tão detalhado sobre niko. ao recordar do mentiroso ambulante, ela bufou e revirou os olhos. "homens! não acredito que aquele palhaço gastou tanto tempo seu—nosso!—para não falar nada que rendesse. mas fico muito satisfeita em ajudar o verdadeiro talento do jornalismo." ao retribuir o elogio, nikolina esbarrou seu quadril no de éloise, tão mais brutamente demonstrando seu carinho. "assim você está amaciando demais o meu ego. se uma segunda matéria é o que você procura, é melhor me comprar com doces, ok? o firewhiskey que me deram escondido ontem destruiu o meu sono, então vamos pegar leve a partir de agora."
Se dissesse que tinha prestado atenção em uma aula sequer, estaria mentindo. Sua cabeça ainda estava latejando demais para que houvesse espaço para qualquer pensamento ganhar força. Mesmo com os períodos vagos ao longo do dia, o fim do horário letivo parecia arrastado e Remus simplesmente não conseguia sentar e focar nos livros. "Pete", chamou em um sussurro, debruçando-se na direção do outro na mesa da biblioteca. "Quer dar o fora daqui? Eu estudo isso depois e te passo a cola na prova."
peter estava à espera de um milagre, embora não fosse religioso. sua mente divagava longe, entre os conselhos de julio para conquistar alguma herdeira e a aceitação de que definitivamente estava muito longe de seu objetivo, e preferia lidar com qualquer outro tópico que não fosse dcat naquele momento, embora o livro à sua frente permanecesse aberto para ser encarado. o sussurro de remus o despertou de seu drama e peter, em resposta, não proferiu nenhuma palavra. rapidamente fechou o livro em sua frente em um movimento só, e jogou seus pergaminhos e pena de forma desorganizada em sua bolsa antes de se levantar e puxar o amigo consigo. parecia, de fato, uma mensagem divina: parar de estudar e receber uma cola de remus era tudo o que mais precisava. parecia tão desesperado para fugir que, quem olhasse de fora, acreditaria que era peter quem estava coagindo o amigo a ralar dali. "eu te amo, cara," peter disse, quando finalmente estavam se esgueirando para fora da biblioteca. "é muito gentil de sua parte ainda oferecer. eu fujo com você sem pensar duas vezes!" esbarrou no ombro de remus com um sorriso satisfeito no rosto, até que franziu o cenho e andou mais devagar, suspeito. "por acaso você está se sentindo mal?"
Em seu último ano letivo, Rodolphus já havia aprendido que discutir com um professor sobre a composição das duplas era uma batalha perdida. Se o professor decidia que duas pessoas trabalhariam juntas, não havia argumento, nem mesmo sobrenome influente, capaz de mudar sua opinião. Infelizmente, o professor resolvera que ele e Edmund seriam parceiros.
Não era exatamente um problema. Depois de anos em Hogwarts, podia dizer que já tinha dividido bancadas com colegas de quem gostava menos. Além disso, sempre acreditara que uma nota valia mais do que qualquer desavença pessoal. Edmund não compartilhar da mesma filosofia, contudo. “Como um adulto plenamente capaz, acho que devíamos nos esforçar, entregar um trabalho decente e então voltamos a nos evitar pelos corredores como se nada tivesse acontecido.” O humor seco mal alterava a sua expressão. “Se você conseguir, é claro.”
todo castigo para edmund era pouco. por exemplo: trabalhar em grupo era obviamente uma perda de tempo. quem queria estudar acabava pagando de babá, e quem não queria fazer nada era forçado a fingir. apesar de edmund constantemente andar na linha tênue entre os dois, trabalhar com rodolphus o enquadraria em um completo novo setor: estudar com o inimigo e tentar não assassiná-lo no processo. a vontade de surtar era grandíssima, porque edmund era quase incapaz de segurar a sua boca quando odiava alguém, mas como gostaria de evitar a detenção, permaneceu frente à ele. "eu tenho absoluta certeza," ed respondeu em profundo rancor. "que você sabe fingir muito bem. eu, por outro lado, vou ter que fazer muito esforço para não gorfar toda vez que você for um falso," a acusação saiu com uma careta. era um corvinal com ascendente em lufa-lufa, de tanto que a falsidade o incomodava? era terrivelmente incômodo ter que aceitar que as súplicas para trocar de dupla não seriam acatadas, mas edmund não perderia a oportunidade para atacar rodolphus. "sabia que mentira tem perna curta, lestrange? qualquer diazinho desses, você será engolido por elas." à contragosto, bufou e abriu seu livro na página adequada. não importava que rodolphus deixasse subentendido que edmund se comportava como uma criança—tinha total intenção de tornar aquela a pior experiência da vida do sonserino. "infelizmente, não consigo. vou precisar torrar cada gota da sua suposta paciência e fazer você se arrepender de ter escolhido esse niem. quem sabe, depois da aula, eu não esteja com raiva o suficiente para deixar um presentinho em forma de punho no seu rosto?" e, de forma completamente sarcástica, edmund sorriu para rodolphus.
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open starter no salão principal na manhã pós homecoming (1999) - máximo de 2 replies ou 1 like para um starter fechado após plotar! (2/3)
"draco malfoy nem é tão bom assim," ele argumentou, ainda ressentindo com a vitória da sonserina na partida de homecoming. "a partida foi completamente roubada para a sonserina, só não viu quem não quis." o resmungo foi abafado por um pedaço de pão do café da manhã que michael só estava comendo porque seus amigos o obrigaram. ele nunca tinha apetite depois que a corvinal perdia uma partida de quadribol, e naquela manhã estivera especialmente mal humorado... porque draco malfoy estava feliz. "pelo menos era só um amistoso, e não valia nada. na próxima, sei que a corvinal estará com sangue nos olhos." mike suspirou, porque a esperança era a última que morria.
você conhece o MICHAEL CHEN CORNER, da CORVINAL? aos DEZENOVE anos, ele está cursando o NONO ANO em 1999. segundo sua ficha escolar, ela é NASCIDO-TROUXA e faz parte do CLUBE DE DUELOS, ARMADA DE DUMBLEDORE, CLUBE DE MÚSICA e CLUBE DE RUNAS ANTIGAS.
resumo: o michael é um corvino nascido-trouxa completamente nerd por hq's, sci-fi e música. cresceu numa casa bem complicada por causa do pai abusivo, então acabou aprendendo a guardar tudo pra si e confiar pouco nas pessoas. é competitivo num nível irritante (principalmente quando o assunto é quadribol), mas tem um senso de justiça enorme e sempre acaba comprando briga pelos outros.
inspirações: seth cohen (the o.c.), danny fenton (danny phantom).
✦ backstory
tw: relacionamento abusivo
meilin nunca fora admirada pelo autocontrole ou bom comportamento. pelo contrário—sempre tivera o costume de nunca perder uma festa nem encontrar o caminho de volta para casa, e suas amizades se questionavam como seu dedo ainda se mantinha intacto, se era tão podre. infelizmente, toda sua irreverência transformava-se em submissão quando estava em um relacionamento, e ela permitia que seus parceiros abusassem o quanto quisessem do poder que obtinham sobre ela.
numa noite em que um dos namorados babacas que meilin tivera a deixou sozinha numa festa, conheceu o charmoso damian corner, que a levou de uma noite decepcionante e barra pesada para um passeio genioso e ilegal; invadiram uma loja de sorvetes, mas não roubaram nada. pegaram o que queriam e damian deixou um pagamento de bom grado. foram então para a torre de vigilância interditada que o rapaz costumava usar sem permissão para ver as estrelas e ele lhe mostrou todas as constelações que ela desejava conhecer. era a primeira vez em que meilin tinha um primeiro encontro decente de verdade—ou, pelo menos, quase.
mas a gentileza não durou muito. encontros e muitas outras coisas depois, meilin chen descobriu estar grávida aos vinte e dois anos. e, como se não bastasse, não sabia quem era o pai. apesar das grandes chances de ser damian, não podia deixar de considerar o ex-namorado que a deixara naquela mesma festa, lu anxin. a notícia não foi nada agradável e muito menos bem recebida por damian corner. meilin nunca o tinha visto tão zangado, explosivo e angustiado. os pais do rapaz certamente o condenariam por ter engravidado uma garota perdida no mundo que não sabia o que estava fazendo; antes engravidasse uma milionária e o casamento que o obrigariam a realizar não seria de todo ruim. meilin assumiu a culpa e lhe pediu perdão. mesmo depois de damian ter jogado o suposto sentimento por ela no lixo e a diminuído completamente, implorou que não a abandonasse. e ele não o fez, mas garanto que não por vontade própria.
nove meses completados, a criança veio ao mundo, e meilin não se lembrava da última vez em que chorara tanto de felicidade. o menino era tão pequeno e aparentava tanta fragilidade que ela mal se mexia. ela nunca soube, mas damian derramou algumas lágrimas também, e ninguém tinha como dizer por quem ele estava realmente chorando—ou até mesmo, lamentando.
a rejeição de michael por parte de damian não fora surpresa para absolutamente ninguém. além de prendê-lo a um casamento sem futuro, assumira uma responsabilidade sem sequer ter ideia se aquela criança era mesmo sua. apelidou o menino de "praga", o que futuramente se tornou uma piada para mike. cresceu vendo o pai como empecilho para a felicidade da mãe, que falhava extraordinariamente em esconder os machucados que adquiria quando estava com o marido. sentia-se completamente impotente. e, sendo sincero, realmente era. toda noite observava de longe o estrago que a bebida fazia em sua figura paterna.
a partir dos nove anos, começou a enfrentar damian. colocava-se na frente da mãe e o empurrava se fosse empurrado. suas feições pareciam as de uma criança cinco anos mais nova, mas sua bravura era gigantesca. meilin sempre o mimara muito, mas michael evitava isso ao máximo, já que qualquer demonstração de afeto parecia alimentar ainda mais o ódio do corner mais velho. damian resmungava que ele nunca cresceria daquele jeito. michael, por sua vez, nunca hesitava em responder que ele não deveria confundi-lo consigo mesmo.
michael frequentava a escola trouxa normalmente quando recebeu sua carta de hogwarts, e aquilo era um sonho se tornando realidade para um menino fascinado por histórias em quadrinhos. pensou inúmeras vezes em não aceitar a oportunidade para não deixar a mãe sozinha, mas meilin não permitiu que o filho ousasse perder uma chance como aquela por sua causa.
acostumado a dividir o tempo apenas entre suas amadas comic books e seus filmes de ficção científica e aventura, michael viu hogwarts como a coisa mais próxima que já tivera de uma fantasia de verdade. preferia eternamente permanecer no castelo do que voltar para casa nas férias, mas acabava o fazendo para conferir o bem-estar de sua mãe. nas férias de seu quinto ano, salvou damian de um acidente de carro e foi considerado um herói. não sabe o que lhe deu na cabeça por ter salvado um canalha como seu pai, mas se arrepende muito por isso.
michael, por mais que às vezes negue, é definitivamente um nerd. quando estudava em sua escola trouxa, era líder de um clube de hq's em que somente ele participava. razoavelmente atrevido e petulante, meio bravo e audacioso demais para um corvino, quase sempre lhe dizem que deveria estar na grifinória.
além das nerdices, michael acabara desenvolvendo uma relação particularmente estranha com a música. ganhou seu primeiro violão ainda criança, depois de encontrá-lo abandonado em uma loja de penhores e passar semanas insistindo para levá-lo para casa. nunca aprendeu da maneira correta, nem teve alguém que o ensinasse. limitou-se a observar outras pessoas tocando e a insistir até que seus dedos deixassem de doer. com o passar dos anos, descobriu que gostava de compor mais do que de tocar propriamente dito. escrevia melodias e letras em pedaços de papel, cadernos velhos e margens de livros. ocasionalmente leva o violão para os dormitórios e toca baixinho quando acredita estar sozinho.
✦ personality
michael é extremamente competitivo e detesta perder, especialmente quando o assunto é quadribol. apesar disso, costuma ser calmo e reservado, preferindo observar antes de falar e pensar antes de agir. é teimoso em proporções irritantes e possui opiniões fortes. não recua diante de injustiças e dificilmente consegue ignorar alguém em necessidade. possui certa dificuldade em confiar nas pessoas e, por mais que se esforce para baixar a guarda, parece estar sempre esperando que o decepcionem de alguma forma.