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LEITURA FINALIZADA! A ENCHENTE (VOL. 1) DE MICHAEL MCDOWELL
Que decepcionante! A sensação que tive apenas lendo o primeiro livro é que poderia ser facilmente uma saga reduzida a dois livros e que de qualquer jeito como não irei continuar a ler os outros volumes teria apenas abandonado o primeiro livro pela metade.
A ambientação é até boa, gostei como a cidade foi mostrada, e as cenas de terror também me envolveram, mas nada foi suficiente para querer fazer eu continuar. Zero curiosidade. Esse hype é patrocinado certeza!
A Rainha me deixou com uma sensação muito estranha porque, no fundo, é impossível esquecer no que Clarkson vai se transformar no futuro. Isso faz com que cada momento “romântico” do livro tenha um peso diferente.
Amberly entra na Seleção completamente encantada pela imagem do príncipe. Ela cresceu vendo Clarkson pela televisão e idealizando ele como o homem perfeito, então quando finalmente chega ao palácio ela ignora vários sinais claros de agressividade e controle. E é justamente aí que o livro fica interessante: ele mostra como Illéa ensinava mulheres a aceitarem comportamentos tóxicos como algo normal.
O problema é que Clarkson já demonstrava ser violento desde muito novo. Antes mesmo de virar rei, ele já era explosivo, manipulador e agressivo em vários momentos. Claro que a história tenta contextualizar isso através da criação abusiva que ele teve e da relação horrível com os pais, mas para mim isso funciona como explicação, não como desculpa. Crescer em um ambiente tóxico não justifica se tornar alguém cruel.
Achei até meio revoltante perceber como a Amberly aceitava tudo tão facilmente, mas ao mesmo tempo isso combina perfeitamente com quem ela era e com o papel que esperavam dela dentro da monarquia. Diferente da America, que sempre questionava tudo, Amberly foi criada para suportar.
Apesar da minha raiva do Clarkson, gostei bastante do livro justamente porque ele expande muito a visão que temos da família real na trilogia original. Conhecer mais da Amberly foi o ponto mais interessante da história para mim, porque finalmente entendemos melhor a mulher silenciosa e triste que aparece nos outros livros.
No fim, A Rainha não me fez gostar mais do Clarkson. Na verdade, só reforçou o quanto ele já carregava sinais claros da pessoa horrível que se tornaria no futuro.
LEITURA FINALIZADA! NÃO FOSSEM AS SÍLABAS DO SÁBADO DE MARIANA SALOMÃO CARRARA
Ah, as tragédias! A Mariana conseguiu, mais uma vez, apenas me fazer ter a necessidade de ficar sentindo esse livro por um bom tempo após a finalização da leitura. Ao contrário de Se Deus Me Chamar Não Vou, repleto de situações tragicômicas, aqui a gente só encontra tragédia.
Ana não vive apenas um luto por perder alguém, mas o trauma de como aconteceu a perda do marido, que vai tão de repente do jeito que foi, ela se culpa. É uma leitura difícil de fazer, que precisa de pausas, pausas que a própria Ana não se dá. É uma narrativa crua. Mariana não tenta, aqui, romantizar nada, é apenas a dor, o descobrimento da maternidade e a luta para continuar.
No entanto, a verdadeira força aqui vem da Madalena, é ela quem é forte pelas duas, quem toma as rédeas nas mãos e faz as coisas acontecerem. É ela quem é negligenciada pela necessidade de Ana em achar um culpado.
Eu entendo Ana mais do que gostaria.
Obs.: esse livro tem audiobook narrado pela própria autora, sendo possível encontrá-lo tanto na Audible quanto na Skeelo, e é simplesmente incrível.
"Eu me tornei, mesmo sem retorquir nada sobre desgraça alheia, um assentamento de tragédias."
LEITURA FINALIZADA! VIÚVA DE FERRO (VOL 01) DE XIRAN JAY ZHAO
Wu Zetian é a vilã. Foi um desafio ler essa ficção científica com mitologia chinesa porque é uma temática com a qual não tenho muito contato, então imaginar o cenário foi algo novo. Gostei muito das cenas de ação, apesar de um pouco confusas, e do sistema criado de crisálidas com pilotos concubinas, par equilibrado, pressão vital e tudo mais. É muito devorável. Mas as questões de misoginia do sistema, que guiam a personagem a lutar contra o que foi estabelecido, apesar de deixarem clara a mensagem que a autora quer passar, acabam sendo muito desperdiçadas e chegam até a atrapalhar.
Os pontos que mais me incomodaram foram:
Zetian já nasce pronta, consciente de que o sistema é errado e de que as mulheres não valem nada. Ela não evolui e nem possui alguém que esteja, de alguma forma, junto dela nessa luta. Afinal, todas têm suas próprias batalhas, mas não existe uma mulher que pense sequer de forma aproximada à dela. Todas são marionetes do sistema e somente ela é isolada nesse desejo de se libertar, a camponesa meio analfabeta, mas que possui o poder da protagonista.
Também não fica claro o relacionamento dela com a Irmã Mais Velha, algo que justificasse ela querer vingança. Qual era o laço entre elas? O que tornava a Irmã Mais Velha diferente do restante da família, que só a massacrava? Por que se arriscar tanto por alguém que nem a defendia?
O ápice da incoerência é o triângulo amoroso, que não cola, sendo que Li Shimin e Gao Yizhi são homens que, apesar de estarem em posição de privilégio, também são marginalizados. Zetian cria muito mais empatia por eles, mas, na hora de ter empatia por Ma Xiuying, que é uma concubina usada pelo sistema para “trair” eles (e Zetian tem limite moral com concubinas), ela não pensa duas vezes antes de passar por cima da mulher. Ela julga um sistema patriarcal, mas somente homens a ajudam e estão do lado dela.
Isso só me leva a crer que Zetian é a vilã, produto do próprio sistema. Não é um livro ruim, eu fiquei bem presa ao enredo, mas houve muito desperdício de questões sociais que poderiam ser mais aprofundadas ou mais bem feitas. O segundo volume saiu e, apesar de o primeiro ter terminado com um cliffhanger enorme, não estou ansiosa o suficiente para sair correndo para ler a continuação enquanto ela não estiver em um valor próximo ao que paguei nesse primeiro.
"Pior do que ser um farol de falsas esperanças é me tornar outro cadáver de mulher facilmente apagado e esquecido."

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📆 31 de maio de 2026. Domingo. 📓 Sobre Nada para ver aqui e A Sociedade de Preservação dos Kaiju 📖Leitura atual: Bem-vindos à Livraria Hyunam-Dong.
Oi. A última vez que passei por aqui, disse que estava lendo Nada para ver aqui. Vamos aos updates.
Nada para ver aqui não atingiu o nível de "CAMP" que eu esperava, mas recomendo mesmo assim. O livro explora aquele plot de uma babá que vai cuidar de crianças travessas em um lar desajustado e, no fim, todos passam a se amar. A diferença é aqui essas crianças pegam fogo.
O ponto alto nesse livro pra mim é a Lilian (babá) e Bessie (uma das crianças que pegam fogo). Sabe aquele dupla de mulher desajustada e criança inteligente, são elas.
A leitura flui bem, a escrito do autor é legal. Só que acho que ele foi bem comedido... Não tem muito drama e nem engraçado o suficiente.
A coisa boa é que ele não tenta explicar nada. Parabéns. Realismo mágico a lá sul-américa.
Próximo leitura finalizada:
Gente. A Sociedade de Preservação dos Kaiju supriu uma demanda literária que eu tinha de livros-com-godzilla.
É basicamente Jurassic Park com Godzillas. Tem até aquela sensação de descoberta do começa do filme e explicações biológicas-físicas-nucleares que achei super interessante.
O único defeito é o terço final. Foi bem clichê e, sinceramente, não queria sair daquele mundo.
Se você é nerdzinho, gosta de filmes do godzilla ou de Jurassic Park: LEIA AGORA.
E foi isso.
Para finalizar o Pokémon que peguei só pelo hyper dos Kaiju:
Resenha literária
Livro: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa Autor: C. S. Lewis Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
Compartilhando minha jornada relendo As Crônicas de Nárnia
Eu, Robô: quando a ficção científica começa a parecer realidade.
📋 Ficha técnica
Autor: Isaac Asimov
Publicação: 1950
Gênero: Ficção Científica
Formato: Coletânea de contos
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Publicado originalmente em 1950, Eu, Robô, de Isaac Asimov, é uma das obras mais influentes da história da ficção científica. Diferente de um romance tradicional, o livro reúne uma série de contos interligados que acompanham a evolução dos robôs e sua relação com a humanidade ao longo do tempo.
O grande destaque da obra está nas famosas Três Leis da Robótica, criadas por Asimov para regular o comportamento das máquinas:
Ao longo dos contos, Asimov explora situações em que essas leis entram em conflito, criando dilemas lógicos e éticos surpreendentes. Em vez de retratar robôs como monstros ou ameaças, o autor apresenta máquinas complexas que muitas vezes refletem os próprios problemas humanos.
Mesmo escrito há mais de setenta anos, Eu, Robô continua atual. Questões relacionadas à inteligência artificial, automação e à convivência entre humanos e máquinas fazem parte do nosso cotidiano e tornam a leitura ainda mais relevante.
A obra é recomendada tanto para leitores iniciantes quanto para fãs de ficção científica clássica. Além de apresentar conceitos que influenciaram gerações de escritores, cientistas e cineastas, o livro convida à reflexão sobre os limites da tecnologia e a responsabilidade envolvida em seu desenvolvimento.
Avaliação: ★★★★★
Se você gosta de histórias que misturam ciência, filosofia e tecnologia, Eu, Robô é uma leitura indispensável.
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💡 Curiosidade
Curiosidade: Isaac Asimov criou as Três Leis da Robótica em uma época em que computadores ainda estavam longe de fazer parte do cotidiano. Décadas depois, suas ideias continuam sendo discutidas em debates sobre inteligência artificial.
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❓ Pergunta para o leitor
E você? Acredita que a inteligência artificial poderá seguir regras éticas semelhantes às Três Leis da Robótica?
brunch and books
Os meus outros blogs :)
Oioi tumblrzetes, como vocês estão? Caso tenham visto uma tal de @deltadrummer interagindo nos posts de vocês, sou eu :D É uma das minhas contas de reblog, que tenho usado pra postar umas aleatoriedades e reblogar posts de amigos (tô pensando em usar mais esse blog do que meu Bluesky).
A minha outra conta que uso com frequência é a @beatrizdickel, onde compartilho fotografias, artes e aesthetics~

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Fiquei sozinha um domingo inteiro. Não telefonei para ninguém e ninguém me telefonou. Estava totalmente só. Fiquei sentada num sofá com o pensamento livre. Mas no decorrer desse dia até a hora de dormir tive umas três vezes um súbito reconhecimento de mim mesma e do mundo que me assombrou e me fez mergulhar em profundezas obscuras de onde saí para uma luz de ouro. Era o encontro do eu com o eu. A solidão é um luxo.
Clarice Lispector
spoiler: i said i wouldn’t buy books or drink overpriced coffee
🗒️ Atualização da estante de 2025 (só lembrei de fazer esse post 6 meses depois do que deveria, mas lembrei!)
🪴A minha jiboia ficou enormeeeeee e agora temos mais uma plantinha nova, uma costela de eva.
📚Coloquei os livros do Brandon Sanderson no lugar da Cassandra Clare + estou cogitando comprar mais um andar para a estante, a prateleira de suspense e de fantasia estão lotadas...
ela morreu mais de uma vez

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📚 Resenha: O Filho Perfeito, de Freida McFadden
Se você gosta de thrillers rápidos, cheios de viradas e com aquele jeitão de “filme psicológico”, O Filho Perfeito é exatamente isso. McFadden entrega uma narrativa ágil que te fisga logo no começo com a promessa de que há algo muito errado por trás da família aparentemente ideal.
A leitura é fluida e viciante, mas o livro tem suas falhas: algumas cenas parecem exageradas, certas explicações poderiam ser mais sólidas e a construção dos personagens às vezes fica superficial. Ainda assim, a autora sabe conduzir o suspense de forma que você simplesmente não quer largar, mesmo percebendo algumas conveniências na trama.
O final, como sempre, divide opiniões. Algumas pessoas vão achar brilhante; outras, talvez precipitado. O importante é que ele funciona — e faz você revisitar mentalmente tudo o que leu.
📖 No balanço geral: um thriller imperfeito, mas extremamente envolvente. Daqueles que você lê rápido e comenta depois.
Notas de Leitura: Herdeira do Fogo (Trono de Vidro)