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Formely rofllehouse/besottedDemodex+sim, eu sou BR.
Thought it would be funny to do this.. But I might take a temporary break from posting anything kievnauchfilm due to the breakup I had to witness.
📆 31 de maio de 2026. Domingo. 📓 Sobre Nada para ver aqui e A Sociedade de Preservação dos Kaiju 📖Leitura atual: Bem-vindos à Livraria Hyunam-Dong.
Oi. A última vez que passei por aqui, disse que estava lendo Nada para ver aqui. Vamos aos updates.
Nada para ver aqui não atingiu o nível de "CAMP" que eu esperava, mas recomendo mesmo assim. O livro explora aquele plot de uma babá que vai cuidar de crianças travessas em um lar desajustado e, no fim, todos passam a se amar. A diferença é aqui essas crianças pegam fogo.
O ponto alto nesse livro pra mim é a Lilian (babá) e Bessie (uma das crianças que pegam fogo). Sabe aquele dupla de mulher desajustada e criança inteligente, são elas.
A leitura flui bem, a escrito do autor é legal. Só que acho que ele foi bem comedido... Não tem muito drama e nem engraçado o suficiente.
A coisa boa é que ele não tenta explicar nada. Parabéns. Realismo mágico a lá sul-américa.
Próximo leitura finalizada:
Gente. A Sociedade de Preservação dos Kaiju supriu uma demanda literária que eu tinha de livros-com-godzilla.
É basicamente Jurassic Park com Godzillas. Tem até aquela sensação de descoberta do começa do filme e explicações biológicas-físicas-nucleares que achei super interessante.
O único defeito é o terço final. Foi bem clichê e, sinceramente, não queria sair daquele mundo.
Se você é nerdzinho, gosta de filmes do godzilla ou de Jurassic Park: LEIA AGORA.
E foi isso.
Para finalizar o Pokémon que peguei só pelo hyper dos Kaiju:
📚 LIVRO DO DIA 15/365 - CIRCE DE MADELINE MILLER
SINOPSE - Circe acompanha a trajetória da feiticeira da mitologia grega, filha do deus Hélio, que cresce se sentindo inferior entre os deuses. Ao descobrir seus poderes mágicos e desafiar figuras poderosas, ela é exilada para uma ilha deserta por Zeus. Lá, Circe aprimora sua feitiçaria e cruza o caminho de personagens famosos da mitologia, como Odisseu, Medeia e o Minotauro. Entre solidão, perigos e perdas, ela busca entender se pertence ao mundo dos deuses ou dos mortais, em uma história marcada por força feminina, amor, intrigas e autodescoberta.
CONSIDERAÇÕES - Sempre amei mitologia grega e, de tudo que já li, o que não é muito, considero essa a melhor releitura de uma personagem mitológica. Jamais gostei de A Odisseia, mas o olhar humano que Miller traz para uma personagem obscurecida pela história de Odisseu me conquistou de uma forma que há muito tempo uma personagem não me transformava. Fui ouvir o audiobook como um desafio e me encantei tanto pela forma como Juliana Máximo narra a história quanto pelo que a autora escreveu.
É sobre uma jornada de crescimento de um ser imortal. Circe vive primeiro em meio ao ostracismo na família e, depois, isolada em uma ilha. Ela passa por humilhações, provações e descobertas. É uma deusa humana: ela sofre, não sabe lidar com as situações, mas se desenvolve, aprende sobre seus próprios poderes, cria consciência e evolui, o que vai totalmente contra a realidade dos deuses, seres imortais que, como a própria Circe conclui: “No passado, já pensei que os deuses eram o contrário da morte, mas agora vejo que estão mais mortos que tudo, pois são imutáveis e não conseguem segurar nada nas mãos.”
São Bernardo e a ética liberal
O livro de Graciliano Ramos, São Bernardo, conta a história de Paulo Honório narrada pelo próprio protagonista.
Ele decide contar sua trajetória de vida e é esse relato que acompanhamos.
No início, Paulo menciona ter delegado essa tarefa a outras pessoas, pois reconhecia que literatura não era sua área de domínio. Insatisfeito com o resultado, resolve escrever ele mesmo, o que constitui uma das ideias mais marcantes do livro.
Por possuir como referência apenas livros técnicos voltados para pecuária e agricultura, sua narrativa adota um estilo "seco", sucinto e econômico, conferindo ao texto um tom único. Aos poucos, percebemos que essa lógica prática e utilitária, pautada por uma visão econômica da realidade, não se restringe ao estilo narrativo, mas permeia todas as facetas de sua vida. Para Paulo Honório, apenas o que possui valor prático ou utilidade é relevante.
Acompanhamos, então, como ele, vindo de uma origem humilde, se torna um grande fazendeiro e proprietário da Fazenda São Bernardo. Durante a narrativa, Paulo detalha os meios que utilizou para alcançar o sucesso, muitos deles moralmente questionáveis. Contudo, isso não parece afetar sua consciência. Para ele, as ações são boas se cumprem seus objetivos, e o seu objetivo era a ascensão social e o lucro.
Texto completo:
O livro São Bernardo, de Graciliano Ramos, conta a história de Paulo Honório, narrada pelo próprio protagonista.
Julho de 2025

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₊˚⊹ Resenha📖: Diário de 𝓐nne 𝓕rank ✡
Oie! hoje vim comentar um pouco sobre o que eu achei sobre o livro "Diário de Anne Frank" que eu li em abril de 2022.
"Diário de Anne Frank" - BestBolso (R$30,00), edição 2021.
1- O que me incentivou a comprar esse livro? Em 2022 foi o ano em que eu mais me joguei na história do mundo, e estudando por alguns vídeos de curiosidades eu cheguei na parte da segunda guerra mundial, e descobri a história de vida dela e me interessei e optei por comprar o diário dela, onde ela relatava seu dia a dia.
2- O livro na minha visão: Eu li o livro quando tinha 13 anos, e Anne quando escrevia no diário também, então me identifiquei com alguns relatos e pensamentos, Anne tinha poucas amigas, e relatou que acreditava não ter nenhuma amiga de verdade depois que uma menina chamada Jacqueline cometeu algum erro na relação entre as duas. E por Anne ser uma pré-adolescente, surgiam alguns garotos atrás dela, mas nunca era algo recíproco, ela achava todos bons como amigos, mas não como companheiros, ela comentava que apesar de não ter aquela amizade verdadeira com colegas, ela não sentia ausência de afeto, pois morava com sua irmã mais velha e seus pais. No dia 19/11/1942 ela escreveu algo que me deixou tão mal, e que era o sentimento que ela expressava, já que ela era uma refugiada em meio a guerra, estava "segura" no anexo, mas seus colegas e conhecidos não... "Sinto-me mal ao dormir numa cama quente, enquanto em algum lugar meus amigos estão caindo de exaustão ou sendo derrubados. Fico apavorada quando penso em amigos íntimos que agora estão a mercê dos monstros mais cruéis que já assolaram a terra. E tudo porque são judeus.". Bom, e com o passar do tempo dela convivendo com algumas pessoas no anexo todo mundo estava entrando em colapso, eles discutiam muito, inclusive tudo que acontecia ali, qualquer um culpava Anne, inclusive sua mãe, e ela se desentende diversas vezes com ela. E no dia 15/01/1944 ela cansou de tudo aquilo e percebeu que tudo isso era muito cansativo, "A guerra vai continuar, independentemente das brigas e do desejo da liberdade e ar puro", "Vou me transformar num pé de feijão velho e seco. E na verdade eu só quero ser uma adolescente.", essas falas mostram um pontinho dos pensamentos que ela tinha ali, o desejo de viver a vida, uma vida que não fosse aquela. Uma coisa que eu achei linda foi que ela estava profundamente apaixonada por Peter Van Pels, que era um menino um pouco mais velho que ela, eles compartilhavam a mesma fé, e também moravam no mesmo anexo secreto, o que fez que eles se vissem com frequência; Anne era jovem, mas não tinha dúvidas sobre o que era o amor, e em 02/03/1944 ela escreveu isso: "Amor, o que é o amor? Não creio que se possa realmente pôr em palavras. Amor é entender alguém, se importar, compartilhar as alegrias e tristezas. Isso pode incluir o amor físico. Perder a virtude não importa, desde que você saiba que enquanto viver, terá alguém que a compreenda e que não precisa ser dividido com ninguém mais.", Eu sinceramente acho que isso foi uma das coisas mais encantadoras que já li. Anne apesar de muitos sentimentos rodando sua cabeça, a preocupação era gigantesca, ela relatava que escutava sim as notícias que eram transpassadas através de amigos das famílias, que tinham acesso ao mundo exterior, e escrevia sobre o que ouvia, de invasões a países, quando se rendiam ou coisas assim, e em uma parte do livro ela infelizmente já estava pressentindo que algo iria acontecer, que os monstros iam invadir o anexo secreto, pois já havia ocorrido muitos acontecimentos que chamavam atenção de alguns funcionários que trabalhavam no prédio onde eles se escondiam, e que eles já estavam desconfiados sobre a possibilidade de ter um grupo de pessoas ali, às vezes esqueciam as luzes acesas, faziam barulhos, esqueciam a porta aberta... enfim, uma serie de acontecimento que deixavam eles sempre em uma preocupação constante, a ponto de qualquer ruído ser um susto para eles perderem o sono durante a madrugada. Anne porém teve um pingo de esperança, em 12/07/1944, quando ocorreu uma tentativa de "Desviver" o atual líder do partido que dominava a Alemanha e região, me dá nojo só de lembrar o nome horrendo!, assim como Anne, todos ali torciam para que aquela guerra acabasse o mais rápido possível, a última frase dita por Anne no diário foi: "E tento achar um modo de me transformar no que gostaria de ser e no que poderia ser se... se não houvesse mais ninguém no mundo.", após isso eu li: " O diário de Anne termina aqui.", e isso me desabou por dentro, eu sabia que isso ia acontecer, mas foi realmente um choque.
3- A parte que eu me neguei a ler: Depois de ler a frase, eu fiquei tão, mas tão pensativa, que fechei o livro e me neguei de ler tamanha crueldade, como se isso pudesse mudar o fato do que aconteceu no passado. E depois de mais ou menos 1 ano, peguei o livro para limpar a estante e abri as últimas páginas, porque mesmo que eu me negasse a ler aquilo o resto da minha vida, nada ia mudar o destino de Anne, aquela menina que eu junto de mais de milhões pessoas acompanhei evoluir, acompanhei a vida dela desde que ela começou a escrever em 42 até a última página em 44. Sinceramente, foram as 2 páginas mais pesadas e dolorosas que já vi na vida, contou qual e quando foi o fim de cada pessoa, de cada família que convivia com Anne e que ela compartilhava sobre a convivência. Da família de Anne, apenas o pai (Otto) foi sobrevivente, Anne e Margot morreram em poucos dias de diferença, Margot em fevereiro e Anne alguns dizem que em fevereiro também (após Margot) e outros dizem que foi em março, bom, é lamentável lembrar disso já que faltavam cerca de 6-8 semanas para aquele campo de concentração ser libertado, e nesse meio tempo apenas em março (naquele campo) faleceram 18 mil pessoas, 18 mil vidas inocentes... e lembrando que a situação de doenças e desnutrição era tão grave, que mesmo depois da libertação +15 mil pessoas morreram semanas após serem libertos, porque nem com ajuda médica a situação deles seria reversível.
4- Reflexão: Ler o diário, ver a 2º guerra acontecendo numa visão de uma menina de 13-15 anos que morava clandestinamente no topo de uma empresa... realmente é algo tragicamente memorável. Isso nos trás tantas e tantas lições de vida, de como reclamamos de nossas vidas sem parar para imaginar a dor do outro, dor de milhões de vidas que foram perseguidas desumanamente por conta de raça, religião, e por ser quem eles realmente eram. Esse tipo de ideologia é tratada nas mídias como se fosse algo passado, como se não continuasse existindo no mundo atual, mas infelizmente, há seres sem capacidade mental o suficiente que ainda apoiam esse tipo de ideologia, que apoiam essa violência contra o próximo, e isso vêm cada dia crescendo e crescendo... Eu não sei nem o que falar desses seres repugnantes, que não deveriam ser considerados humanos, porque se fossem um, entenderiam a dor do outro!, Hipócritas e seres sem ética, é isso que são todos aqueles que escondem seus preconceitos debaixo de "é zueira!" depois de contar a "piada" mais absurda que já presenciei, e aqueles que abraçam ideologias ridículas sem nem questionar o absurdo que defendem. O livro de Anne trás tudo isso a tona, ela sofreu na pele tudo aquilo que alguém hoje em dia faz piada, tira sarro. Entender a história é essencial para qualquer ser humano entender o que vive no contexto atual, história não é só um conto de fadas, é relembrando a dor de vidas passadas, para que tamanha crueldade nunca volte a acontecer.
" Se a dor do outro não doer em mim, eu desconheço o amor."
-13/09/2025, AL - Brasil.
Fontes de pesquisa: O Diário de Anne Frank, G1, Anne Frank house.
Breve comentário sobre: A Mão Esquerda da Escuridão.
Caminhando pelo planeta inverno na companhia de Genly e Estraven, temos uma aula sobre antropologia ficcional; desvendamos as relações de gênero, as estruturas das sociedades, e tudo aquilo que nos torna humanos.