Carta Rasgada por Dentro.
Desculpa escrever assim, do nada.
Mas é que eu tô gritando por dentro, e ninguém ouve.
Eu sorrio, brinco, finjo.
Mas dentro de mim tem algo morrendo, e eu não sei mais esconder.
Tem um buraco no meu peito que cresce todo dia.
Não é só tristeza. É algo pior. É um cansaço que não passa.
É acordar e já querer que o dia acabe.
É viver sem viver de verdade.
Eu tô cercado de gente, mas me sinto invisível.
Converso com todo mundo, mas ninguém me enxerga de verdade.
Ninguém nota o quanto dói simplesmente... existir.
Tem vezes que eu quero sumir. Não por maldade, não por drama.
Mas porque não vejo sentido.
Tudo parece falso. Passageiro. Vazio.
O medo me sufoca. Medo de nunca melhorar,
medo de ser fraco demais pra continuar,
medo de que essa dor seja tudo o que me resta.
Eu me olho no espelho e vejo alguém quebrado.
Alguém que se perdeu e nem sabe mais onde.
Alguém que só quer um abraço sincero,
mas tem medo até de pedir ajuda.
Escrevo porque, de algum jeito, escrever dói menos que calar.
E porque, mesmo que ninguém leia,
essas palavras são as únicas coisas que ainda parecem reais.
Se um dia eu desaparecer.
Não foi culpa sua. Nem de ninguém.
Foi só o peso que ficou demais pra carregar.
Com tudo o que sobrou de mim, ou só um silêncio.
Ps. Escrevi em uma das minhas crises de depressão. Renan.