Dona Ana,
Nem tudo teve o final que deveria.
Nem tudo foi dito do jeito certo.
E isso ainda me assombra e dĂłi, como dĂłi.
Mas o que o que cura, Ă© o meu amor por vocĂȘ.
Carrego comigo saudade, arrependimento e lembranças.
Lembranças das nossas partidas de baralho,
De vocĂȘ cantando Los Ponchos,
Do som das castanholas que vocĂȘ tanto amava.
Queria ter tido mais tempo para me desculpar,
Queria ter me despedido direito,
Queria ter te abraçado uma Ășltima vez.
Mas hoje eu escolho guardar o que vivemos com amor.
Os momentos de risadas, as conversas em espanhol que muitas vezes eu sĂł enrolava a lĂngua e vocĂȘ ria tentando me ensinar, o perfume marcante de alma de flores.
Ă uma honra carregar o seu Ana.
VocĂȘ faz falta todos os dias.
Espero que, onde vocĂȘ estiver, esteja em paz.
E que um dia, meu coração fique também.
đ€
Beatriz Cosio.















