Olhe duas vezes
Existe algo que une todos. Algo que é tão poderoso, tão humano, capaz de confundir muitos. Um ingrediente tão amargo, no entanto, sem o qual não se existiria cumplicidade. Eu arriscaria dizer que é uma espada de dois gumes, que destrói todos em volta, mas mesmo assim, é por causa das feridas que se fez que surge um sentimento tão puro, é a partir dos estragos que constrói-se castelos que serão habitados por tantos. Estou falando da insegurança. Todos em algum momento, se não for na maioria do tempo, sentem-se inseguros. Seja sobre alguma coisa em si mesmo que não tem como mudar ou não sabe como. Algo tão ruim que nos impede, ás vezes, de sermos nós mesmos. Só que quando temos a coragem de dizer o que nos incomoda, logo aparece alguém que passa pelas mesmas coisas. Quando uma primeira pessoa descobre o prazer que é se aceitar, a insegurança une a eles tão intensamente com aqueles que querem superar, que ela própria, não tem mais voz. A descoberta mágica que num instante torna-se passado. Torne-se parte da nossa evolução. Algo que nos une com o objetivo de nos melhorarmos. Até ela não mais existir.



























