nome: MARCUS HARRISON FLINT
idade: 21 anos
casa: sonserina
ano: 10° (1999)
atividades: quadribol (artilheiro), clube de duelos.
fc: callum turner.
conexões requeridas.
bio:
Marcus Flint cresceu ouvindo que existiam dois tipos de pessoas no mundo: aquelas destinadas a vencer e aquelas destinadas a assistir. Filho de Harrison Flint e Isabelle Yaxley, nasceu dentro de uma das famílias puro-sangue mais tradicionais — e sufocantes — da Inglaterra bruxa.
A educação que recebeu nunca teve muito espaço para delicadeza. Desde pequeno, Marcus aprendeu que fraqueza era algo vergonhoso, que emoções deviam ser controladas e que o sobrenome Flint precisava continuar sendo respeitado dentro da sociedade bruxa. Seu pai era o tipo de homem que transformava tudo em competição e nada nunca parecia suficiente. Marcus cresceu tentando alcançar expectativas que mudavam constantemente, e talvez tenha sido exatamente aí que começou sua obsessão por vencer, já que era a única forma de finalmente ouvir um “bom trabalho”.
Quando criança, Marcus não era particularmente cruel. Competitivo, sim, orgulhoso também. Mas existia nele uma necessidade quase desesperada de aprovação que poucas pessoas percebiam. Hogwarts apenas ampliou aquilo.
Sua entrada em Sonserina foi praticamente inevitável. O Chapéu Seletor mal encostou em sua cabeça antes de anunciar a casa, arrancando aplausos satisfeitos da mesa verde e prata. Marcus rapidamente encontrou seu lugar dentro do castelo: talentoso, popular e absurdamente bom em Quadribol. A agressividade, a adrenalina, a sensação de controle, os aplausos das arquibancadas... era inebriante, a validação que ele sempre desejou e nunca recebeu do pai. E ele se agarrou àquilo com força.
Nos anos seguintes, Marcus se tornou exatamente o tipo de aluno que parecia ter tudo sob controle. Capitão da Sonserina, popular entre os colegas, constantemente cercado de gente. Ele sabia conversar, sabia provocar, sabia entrar em uma sala e imediatamente chamar atenção sem sequer tentar muito. Existia nele um magnetismo irritante que fazia com que pessoas gravitassem ao seu redor mesmo quando ele claramente não era alguém fácil. Ele desenvolveu cedo o hábito de transformar vulnerabilidade em arrogância. Quanto mais inseguro se sentia, mais confiante parecia. Quanto mais algo o afetava, mais cruel ele conseguia ficar. Poucas pessoas percebem que grande parte da persona provocadora e competitiva que Marcus construiu em Hogwarts nasceu como mecanismo de defesa.
Sua relação com a família também começou a se desgastar conforme crescia. Embora ainda carregue muitos valores tradicionais dos puro-sangues, Marcus começou lentamente a perceber o quanto sua vida inteira foi construída em função da aprovação dos outros. Existe uma parte dele profundamente cansada de viver como se estivesse constantemente sendo avaliado.
Essa pressão se torna ainda pior quando envolve sua sexualidade. Marcus sempre soube, em algum nível, que seu interesse nunca foi exclusivamente por garotas. Contudo, crescer dentro de uma família purista tornou impossível enxergar isso como algo simples. Então ele fez o que aprendeu a vida inteira e reprimiu. Enterrou qualquer dúvida debaixo de ironia, ego e relacionamentos superficiais cuidadosamente controlados. Ninguém jamais o viu realmente vulnerável nesse aspecto. E Marcus pretende manter assim pelo maior tempo possível.
Agora, em seu último ano em Hogwarts, muitos o enxergam como alguém arrogante, privilegiado e naturalmente confiante. E parte disso é verdade. O que poucos percebem é que existe algo constantemente rachando por baixo daquela imagem perfeita. Porque Marcus Flint está começando a perceber que talvez tenha passado a vida inteira tentando se transformar em alguém que nem sequer gosta.
personalidade:
Marcus Harrison Flint aprendeu cedo a transformar insegurança em carisma. Ele é o tipo de pessoa que entra em um ambiente e imediatamente chama atenção sem precisar fazer esforço aparente. Bonito, atlético, inteligente e competitivo, Marcus construiu em Hogwarts a reputação exata do garoto que parece nascer sabendo vencer.
Marcus gosta de ser admirado. Gosta de aplausos, reconhecimento e da sensação de ser bom em alguma coisa. Grande parte de sua autoestima foi construída em cima de desempenho, então fracasso é algo que ele leva de maneira quase pessoal. Quando perde, fica irritadiço, mais fechado e muito mais cruel consigo mesmo do que demonstra para os outros.
Apesar da postura arrogante, Marcus não é naturalmente frio. Na verdade, sente tudo de maneira intensa demais. O problema é que ele foi criado acreditando que demonstrar emoções é sinônimo de perder controle. Então aprendeu a esconder praticamente qualquer vulnerabilidade atrás de sarcasmo, autoconfiança e comentários provocativos.
Marcus é extremamente observador socialmente. Sabe ler ambientes, percebe dinâmicas rápido e entende exatamente como as pessoas funcionam. Isso faz dele alguém muito bom em manipular situações quando quer, embora esteja começando a odiar o quanto isso vem naturalmente.
Ao contrário do que muitos imaginam, Marcus não é particularmente disciplinado em todos os aspectos da vida. Existe nele um lado impulsivo, emocional e até autodestrutivo que aparece principalmente quando está frustrado. Às vezes toma decisões horríveis apenas porque quer provar alguma coisa para si mesmo ou para os outros.
Ele odeia se sentir vulnerável e odeia ainda mais precisar de alguém. Nas relações pessoais, Marcus alterna entre intensidade e afastamento. Consegue ser extremamente charmoso e presente quando quer, mas frequentemente recua no instante em que sente que alguém está chegando perto demais de quem ele realmente é. Parte disso vem do medo constante de decepcionar pessoas, mas outra parte vem do fato de que ele sinceramente não sabe como existir sem interpretar algum papel.
Marcus treina quadribol de maneira quase obsessiva desde os sete anos (é a única coisa que faz o pai dele dar um sorriso na direção dele e ele percebeu isso super cedo);
Bissexual king ainda no armário;
Ele é muito introvertido, mesmo que não aparente. Se ele vai em festas ou está na presença das pessoas é porque precisa da validação social do grupo, mas seus momentos preferidos seguem sendo os solitários;
Marcus toca violino desde criança porque Isabelle acreditava que “homens refinados precisam dominar música clássica”;
Possui uma memória absurdamente boa para nomes, datas e genealogias bruxas;
Ele gosta muito de ler e uma das suas matérias preferidas é História da Magia;
Tem um gosto secreto por literatura trouxa contemporânea, especialmente romances psicológicos, mas não admitiria isso nem sob tortura e nunca, jamais apareceria lendo isso na frente dos outros;
Ele tem uma inteligência emocional horrível, então frequentemente explode, raramente se comunica e para pedir desculpas sempre faz algo prático (faz a tarefa da pessoa, pega algo pra ela comer e coisas assim);
Linguagem do amor: atos de serviço.




















