Would you mind if I killed you? Would you mind if I tried to? Cause you have turned into my worst enemy You carry hate that I don't feel
ATIVIDADES: CLUBE DE DUELOS, CLUBE DE FEITIÇOS, SOCIEDADE DE HISTÓRIA MÁGICA, CLUBE DO SLUGHORNE. INFORMAÇÕES: SONSERINA- 20 ANOS - 9° ANO - PURO SANGUE
Biografia:
Se Rodolphus Lestrange nasceu para liderar, Rabastan nasceu para acreditar. Desde muito pequeno, viveu à sombra de um irmão que parecia representar tudo aquilo que a família esperava de um herdeiro Lestrange. Rodolphus era carismático, brilhante e naturalmente capaz de ocupar qualquer ambiente. Rabastan nunca tentou competir com ele.
Os Lestrange jamais foram uma família que oferecia afeto em abundância. O respeito era conquistado através da excelência. O amor, quando existia, era silencioso demais para ser percebido por uma criança. Seu pai fazia questão de lembrar aos filhos que carregar aquele sobrenome era uma responsabilidade, nunca um privilégio. Fraqueza era um luxo reservado às famílias decadentes.
Rabastan cresceu ouvindo histórias sobre antigas dinastias bruxas, impérios desaparecidos e épocas em que os bruxos não precisavam esconder quem eram. Enquanto outras crianças escutavam contos de ninar, ele aprendia genealogias, tratados de magia antiga e narrativas cuidadosamente selecionadas para provar uma única ideia: o mundo havia se tornado menor porque os bruxos permitiram. Essa visão nunca lhe pareceu extremista. Parecia lógica. Na sua concepção, os bruxos eram naturalmente superiores aos trouxas. Não apenas porque possuíam magia, mas porque carregavam uma responsabilidade maior sobre o próprio mundo. Para Rabastan, esconder-se, misturar-se ou permitir que tradições desaparecessem era uma forma de enfraquecer toda a sociedade mágica.
Ele jamais acreditou que a solução fosse simplesmente exterminar trouxas.Isso lhe parecia uma visão pequena demais. O verdadeiro problema, em sua opinião, era político. Bruxos governados pelo medo. Instituições que fingiam igualdade enquanto ignoravam diferenças óbvias. Famílias antigas obrigadas a esconder aquilo que haviam construído durante séculos. Ainda muito jovem, passou a enxergar o crescimento de Tom Riddle como algo inevitável..
Ao chegar em Hogwarts, encontrou exatamente o ambiente que imaginava. A Sonserina funcionava quase como uma extensão natural da Mansão Lestrange. Muitos colegas compartilhavam das mesmas ideias, dos mesmos sobrenomes e das mesmas expectativas. Rabastan nunca precisou esconder suas opiniões. Pelo contrário. Pela primeira vez encontrou pessoas dispostas a desenvolvê-las junto dele.
Era um excelente duelista, estudioso dedicado e particularmente interessado por magia antiga, runas e feitiços considerados perigosos demais para o currículo tradicional. Gostava de compreender como a magia havia evoluído ao longo dos séculos e tinha verdadeira fascinação por tudo aquilo que o Ministério preferia esconder ou regulamentar. Não demorou para que professores reconhecessem sua inteligência.
Rabastan possuía um hábito inquietante de fazer perguntas que ninguém queria responder. Questionava decisões do Ministério, criticava políticas de aproximação com trouxas e frequentemente transformava debates acadêmicos em discussões filosóficas sobre o futuro do mundo mágico.
Nos últimos anos, começou a frequentar reuniões discretas organizadas por jovens puro-sangues fora dos muros de Hogwarts. Encontros onde se discutia política, tradição e o futuro da sociedade bruxa. Oficialmente eram apenas reuniões familiares.
Personalidade:
Rabastan raramente levanta a voz. Existe uma calma quase desconfortável na forma como fala. Ele escolhe cuidadosamente cada palavra, como alguém acostumado a acreditar que argumentos bem construídos costumam ser mais perigosos do que explosões emocionais. Dificilmente perde o controle diante de provocações; prefere esperar o momento certo para responder.
É profundamente ideológico. Enquanto muitas pessoas adotam opiniões por influência da família, Rabastan passou anos tentando justificá-las intelectualmente. Lê compulsivamente, pesquisa história, filosofia mágica, política e direito bruxo. Não aceita uma tradição apenas porque ela existe; precisa convencer a si mesmo de que ela faz sentido.
Possui enorme facilidade para separar emoção de decisão. Ou, pelo menos, acredita possuir. Essa racionalidade faz dele alguém extremamente difícil de manipular emocionalmente, mas também perigosamente disposto a justificar quase qualquer ação se acreditar que ela serve a um propósito maior. Para Rabastan, a moral nunca é absoluta. Ela depende do contexto histórico, das consequências e da sobrevivência daquilo que considera importante.
Mas quase sempre entra numa conversa acreditando que, cedo ou tarde, conseguirá demonstrar que está certo. Não porque seja arrogante no sentido tradicional, e sim porque realmente acredita que estudou mais do que a maioria das pessoas ao seu redor.













